My Dear
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Ah, e eu espero que você que estiver lendo goste, mas deixo avisado, essa fic contém spoilers do jogo Assassin's Creed Syndicate
Para Evie, Maxwell Roth era apenas mais um aliado que tinha as cordas soltas, parafusos soltos e engrenagens faltando. Tantas nomeações assim que viu o irmão mais velho com o homem de rosto cicatrizado por algo atroz. Jacob nunca tinha visto sua irmã com tanta raiva e Henry com a clara decepção em sua face, o Frye mais velho poderia ter sucumbindo aos olhares de ambos, mas apenas levou naquele dia Roth até o vagão de trem que era o seu quarto.
Cuidando de maneira cautelosa do outro, com sinais de queimaduras do teatro que ele mesmo tinha mandado atear fogo, como se já não bastasse ter brigado com Jacob quando este não permitiu explodir uma fábrica cheia de crianças. Jacob sabia que faltava um parafuso em Max, mas parecia se negar um tanto ao vê-lo partir.
Por que não? Só mais um mês tinha se passado, a busca de sua irmã pelo Sudário do Éden continuava e Henry parecia grudado nela, o ciumes de Jacob por ter sua irmã roubada parecia bem visível a ponto do Rooks rirem quando o outro lançava uma careta ao Sr. Green. Por falar nos Rooks, esses tinham uma paciência e aprovação que acabou sendo difícil alcançar por terrem visto Roth no mesmo trem que era sua base, não só por tal, mas por Roth ser o líder dos Blighters, mas Jacob acabou por argumentar no final que talvez fosse uma ótima ideia — péssima no ponto de vista de Evie — ter o líder da gangue rival com eles, dando vantagens futuras e quem poderia dizer até, um aliado contra Crawford Starrick.
— O meu querido Jacob, sabe que não pode ficar andando assim por esse vagão — A voz de Roth acabou por lhe chamar a atenção, deitado em sua cama e lhe fitando com malicia clara.
A algum tempo Jacob descobriu uma coisa que o intrigou, os sentimentos de Roth por si era tão proibidos em plena Londres, não no sentido de serem um pecado, pois eram, mas por sentir atração por si. Jacob concluiu que era apenas coisa cabeça do outro, mas se repreendeu ao lembrar de Ned Wyrnert, que se vestia de homem e se considerava homem.
— Sinceramente, Roth, o quarto é meu e não estou me importando se você está vendo ou não — Prosseguiu, andando até o pequeno armário ao lado da cama.
O peito exposto, a tatuagem amostra e pegando a vestimenta de assassino. Tinha acabado de voltar de um clube de luta e seu corpo estava manchado com o roxo e vermelho das pancadas, seu rosto não escapou por tal e seus cabelos estavam molhados devido ao banho de banheira, desalinhados e deixando pingos d'água contornarem pouco sua musculação.
— Sabe que não resisto vê-lo assim, é uma obra tão exposta, Senhor Frye — continuou a falar, sentando-se e mordendo os lábios.
— Você e sua frases sublinhadas, Roth —Riu com a fala do mesmo, colocando a primeira vestimenta e resmungando quando a mesma passou pela pele ferida.
No inicio acabou estranhando o comportamento de Roth, suas falas carregadas de malicia e intenções sexuais que o outro tinha, talvez por pura provocação ou satisfação ao ver a face assustada e envergonhada de Jacob. Se essa era a intenção dele, tinha conseguido um pouco do seu objetivo, pois não demorou dois dias para o Frye mais velho se acostumar, causando leve frustração de Roth.
Ninguém além de Henry e Evie eram permitidos para entrar no vagão que era o seu quarto, pois se alguém além desses visse as provocações idiotas que Max cometia, sentiria a maior estranheza, desaprovação para ser mais exato, pois de tudo, Roth era perito em provocar as pessoas ao redor com sua loucura.
Sentindo um calor do corpo de alguém atrás de si, Jacob suspirou cansado ao sentir as mãos do outro em si, adentrando a blusa branca e passando por sua pele, seu mamilo e em seguida para onde seria sua tatuagem.
— Por que não, Sr. Frye? —Sussurrou em seu ouvido e Jacob acabou por fechar os olhos, resistindo a Roth —Por que não se entrega a mim, meu querido Jacob? Fomos feitos um para o outro...
— Novamente suas maluquices, Roth...
— Não me chame pelo sobrenome — Resmungou, apertando com força o mamilo de Jacob e o fazendo resmungar, fazendo Jacob virar-se para si.
— Maxwell, agora não — Falou, erguendo as mãos em rendição, mas acabou por calar-se perante o beijo de Roth.
A insistência do ato, a aprofundação do toque e as mãos que seguravam as de Jacob. Nem nunca sentia nojo ou repulsa, apenas sentia o ato em si, não aproveitava quando a boca do outro se moldava a sua, mas também não o afastava. Jacob poderia insistir não gostar em nada, falar que não tinha a minima diferença, mas quando falava em voz alta tal coisa, atraia sempre o sorriso de Maxwell Roth, o tipico sorriso vitorioso de como se tivesse ganhado algo.
Ousado e maluco como sempre, prendia ambas as mãos de Jacob apenas com uma mão, descendo a outra até sua ereção. Um grunhido se fez presente por Jacob.
Era doentio, mas o prazer que se vinha da dor do psicológico e físico afetavam tanto Jacob que ele nem se importava mais, Roth tinha o seu lado insano e a necessidade absurda de ter tentado agrada-lo no inicio, mas ali e agora, depois de ter acatado o pedido dele, Jacob podia ver um pouco do lado humano no outro.
Mas no final daquilo tudo, quem estava no controle?
Provocações pareciam ser sempre o inicio do prazer de Maxwell Roth.
Notas finais
Reza a lenda que eu farei uma one-shot AU altmal
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