My Dark Side

14 A culpa é minha


Notas iniciais
Voltei e cheia de saudadeeees vampiros lindos

Anteriormente em My Dark Side:

Eu arregalei os olhos diante da informação seguinte e rapidamente peguei no telemóvel, ligando para Bonnie.

–Bon. — saudei ainda com os olhos fixos na informação.
–Sim Cass. — respondeu ela.
–Encontrei num livro de magia informação sobre o pingente. — expliquei.
–E então?! — perguntou curiosa.
–Precisamos de acha-lo. — respondi fixando com os olhos, no livro, a palavra "morte" .

Atualmente em My Dark Side:


–Então? — perguntei curiosa, agarrando a almofada com mais força.
Bonnie continuava a ler aquela pagina, enquanto eu ficava cada vez mais nervosa. Eu voltei a perguntar, mas voltei a não obter uma resposta.
–Bon?! — exclamei e ela olhou-me , parecendo sem palavras — Então?
–Cass... — sussurrou ela, assustando-me.
–Diz, sei pouco de latim. — pedi, ainda mais nervosa.
–Diz aqui que se não possuíres este colar, vais acabar por perder o controlo, sem data prévia e podes causar a morte. Incluindo a tua. — explicou Bonnie e eu olhei-a com os olhos arregalados.
–Onde achamos? — perguntei baixo e preocupada.
–Não faço a mínima. — respondeu ela, continuando a ler.
Eu deitei-me para trás na cama e fechei os olhos, tentando me acalmar. Comecei a sentir algo , talvez, parecido com raiva. Não sei de quê, mas sei que era raiva.
–Cassie, acalma-te! — exclamou Bonnie e eu abri os olhos — Vamos resolver isto!! Nós sempre resolvemos.
–PARA! — gritei , sentando-me e fazendo o móvel cair, propositalmente.
Levantei-me da cama e parei no meio do quarto, sentindo algo forte, muito mesmo.
–PARA! PARA! PARA! — gritei vezes seguidas, e sempre algo se quebrava.
Elena e Jeremy entraram , mas não passaram da porta, pois fechei-a com magia.
Bonnie gritava para eu me acalmar e eu ignorava, continuando a gritar "PARA" , sem saber porquê.
–Cassie, concentra-te! — exclamou Bonnie, tentando dar-me as mãos.
E quando conseguiu, olhou-me nos olhos por um instante, afastando-se assustada no instante seguinte. Então caí no chão, apagada. Completamente.

~horas mais tarde~

–Cass! — exclamou alguém, que eu apenas ouvia ao longe.
Tentei mexer a minha mão, mesmo parecendo que continuava apagada.
–Ela está a acordar! — exclamou a mesma voz , novamente.
–A Cassie vai ficar bem ... — sussurrou outra voz — Vamos deixa-la descansar.
Senti um beijo na minha testa e depois o barulho de uma porta a bater, mas tudo muito baixo. Sem querer, voltei a mergulhar na inconsciência.

~dia seguinte~

–Cassie... — sussurrou uma voz, perto do meu ouvido — Acorda!
Abri os olhos, olhando à volta e vendo Elena sentada ao meu lado. Percebi que não estava no meu quarto, mas sim no de hospedes, então sentei-me e tapei a cara com as minha próprias mãos. Respirei fundo várias vezes.

–Vai ficar tudo bem. — sussurrou Lena, colocando uma mão no meu ombro.
Levantei a cabeça e sorri fraco. Elena entrelaçou os seus dedos nos meus, sorrindo. Levantei-me e Elena acompanhou-me, pelo corredor, até à porta do meu quarto. Parei, com a mão na maçaneta e ela olhou para mim compreensiva. Afastei-me e Elena abriu a porta, assim entrei e olhei a bagunça que o meu quarto estava. Passei as mãos pelo meu cabelo ondulado e fechei os olhos.

–Vou arrumar tudo. — avisei, pedindo disfarçadamente para que Elena me deixasse sozinha.
–Está bem, Cass. — respondeu ela — Estamos lá em baixo.
Eu sabia que o plural não se referia apenas a ela e ao Jeremy, mas sim a todos eles. E essa possibilidade fez-me sentir mais culpada, pois sei que a causa de todos os problemas deles sou eu.
Comecei a arrumar o quarto e depois vesti-me. Caminhei para o corredor e depois, desci as escadas para a sala. Vi todos eles, sentados nos sofás. Olharam-me, mas logo desviaram o olhar, talvez, para me fazerem sentir um pouco melhor. Não resultou.
–Lamento imenso. — disse a Bonnie.
–Eu vou-te ajudar. — avisou Caroline e olhou todos — Vamos todos.
–Como?! — exclamei.
–Nós vamos arranjar uma maneira. — respondeu Stefan e eu olhei-o.
–A minha única hipótese é aquele pingente — expliquei — e se ninguém sabe onde encontra-lo, eu não tenho salvação.
–Mas por agora tens salvação. Não vais voltar a usar magia. — ordenou Elena e eu assenti, mesmo contra a minha vontade.
Sentei-me no sofá, ao lado de Jeremy, que se mantinha calado. Peguei num livro de magia, no braço do sofá e comecei a folhear as páginas distraidamente. Ocorreu-me algo e fechei o livro.
–Tenho uma ideia! — exclamei, levantando-me.
–Queres partilhar, loirinha? — perguntou Damon curioso.
–Sim . — respondi — E se eu perguntar ao Klaus?
–Podes explicar melhor. — pedi Caroline e eu assenti.
–Se este pingente permite-nos controlar a magia negra, então a Gisela devia possui-lo, certo? — expliquei — Então o Klaus também sabe.
–E achas mesmo que ele vai-te dizer? — perguntou Jeremy — Já fez demais por nós este mês.
–Vai ser obrigado, se eu chantageá-lo. — respondi sorrindo.
–Com o quê, mesmo? — perguntou Elena.
–Com as memórias do Stefan. — respondi.
–Nós já sabemos de tudo. Como isso pode faze-lo ceder? — perguntou Stefan.
–Não acham estranho ele não ter ido atrás do Damon para fazê-lo esquecer também? — perguntei.
–Não. Eu contentei-me por estar vivo e lucido sobre tudo. — respondeu Damon, irónico.
–Continuando... — disse irónica — Algo nas memorias do Stefan deve ser mais importante. Ele deve saber de algo que o Damon não sabe.
–Achas que pode mesmo resultar? — perguntou Caroline e eu assenti.
–Acho mesmo que sim. — respondi, com esperança de encontrar aquele pingente.

~horas depois~

Bati à porta dos Mickaelson, que foi aberta por Rebekah. A minha mãe olhou-nos surpresa.
–Cassie? — perguntou, como se precisasse de uma confirmação.
–Preciso de falar com o Klaus. — disse eu e ela olhou-me preocupada.
–Tudo bem... — disse, contra a sua vontade — Entrem!
Entrei, com Stefan atrás e caminhamos até à sala. Rebekah seguiu-nos.
Vi Klaus sentado no sofá, enquanto bebia de um copo, com algo vermelho. Suponho que seja sangue.
–É sempre bom ter visitas. — confessou ele , levantando-se.
–Podemos falar os três? — perguntei, olhando para Rebekah.
Ela olhou-me como , realmente, uma mãe e caminhou pelas escadas acima. Respirei fundo, por ter de ser assim para ela. Apesar de tudo eu não gosto de magoar as pessoas.
–Sentem-se. — pediu Klaus, e assim fizemos — Qual o assunto?
–Magia negra. — respondeu Stefan e Klaus olhou-nos confuso.

–Não me parece que eu saiba algo disso. — avisou ele.
–Tenho a certeza que sabes. — disse Stefan.
–Perguntem. — pediu ele.
–Ouvi falar de um pingente, provavelmente de um colar, para controle da magia negra. — expliquei — E tenho a certeza que a Gisela o tinha.
–Ótimo e onde eu entro? — perguntou ele, com o seu sotaque.
–Entras na parte em que nos dizes onde está. — respondeu Stefan e Klaus riu.
–O que vos faz pensar que eu sei? — perguntou ele, com o sorriso sacana no rosto.
–Não queremos jogar os teus joguinhos , Klaus. — respondi, respirando fundo para não me descontrolar.
Eu levantei-me, assim como Stefan que agarrou-me pelo pulso, mas soltei-me. Klaus caminhou até mim e fez-me levantar a cabeça.
–O que te faz pensar que vou dizer? — perguntou ele, fechando a cara.
–Queres que faça o Stefan lembrar-se de tudo? Eu posso. — perguntei , sorrindo vitoriosa pela sua expressão — Cada pequeno detalhe que o fizeste esquecer, eu posso faze-lo lembrar-se.
–Com esse discurso fazes-me lembrar a Gisela. — confessou ele e o meu sorriso apagou-se — Manipuladora. Chantagista. Uma...
–Vais dizer ou preciso de reavivar a memoria do Stefan? — perguntei , interrompendo-o.
–Pena eu não saber onde ele está. — respondeu Klaus, sorrindo sarcástico.
–Tens a certeza, Klaus? — perguntou Stefan.
Klaus olhou-o e caminhou na sua velocidade inumana até o Stefan.
–Tu não vais querer lembrar-te... — avisou Klaus — ... amigo.
Dito isso foi buscar outro copo , mas desta vez com uísque. Fechei os olhos por um instante, ao pensar que ele realmente não sabia de nada. Eu não tinha salvação. Eu estou condenada às trevas. Não há para onde fugir, elas iram me perseguir.
–Só sei que a Gisela usava um colar enrolado no pulso. — explicou Klaus e eu olhei-o — Não sei onde está.
Stefan virou as costas e caminhou para fora da mansão, mas eu permaneci ali.
–Obrigada. — agradeci sincera, largando a postura de poderosa e virei as costas, saindo da mansão.

~`a noite~

–O colar possui uma pérola azul. — informou Caroline e eu olhei-a curiosa.
–O colar pode nem existir, mas sim o pingente. — lembrou Elena e ela assentiu, procurando mais nos livros.
–E provavelmente é isso mesmo. — concordou Bonnie, também lendo o livro.
–Mas não entendo porque Gisela o usava enrolado no pulso... — comentei, comendo uma bolacha.
–Talvez para esconde-lo. — disse Car, folheando mais uma pagina.
–Porquê? — perguntei confusa, ao mesmo tempo que Elena.
–Não faço ideia... — respondeu Bonnie, desanimada, mas acrescentou — Aqui no livro... sobre a magia negra diz que exercer demasiado poder pode matar-te.
–Matar-me? — perguntei — Como assim?
–O poder quanto te descontrolas é demasiado, pelo que podes não ser capaz de aguentar. A não ser que possuas o colar. — explicou Caroline — É o que diz aqui.
–Obrigada meninas, mas acho melhor irmos dormir. — confessei sorrindo, assustada — Por hoje acabámos.
Fui até à janela, fechar os cortinados e senti-me observada, como na outra noite. Ignorei e deitei-me na cama, juntando-me a Elena. Caroline e Bonnie dormiram nos colchões.

~2 semanas depois~

Acordei com o som do despertador. É verdade ainda estou viva! Levantei-me e vesti-me. As meninas estavam cá em casa então tomamos o pequeno-almoço, juntamente com Jeremy que parecia radiante enquanto conversava com Bonnie. Eu, Lena e Car apenas riamos da situação.
–Não há açúcar! — exclamei da cozinha.
–Nada mesmo ? — perguntou Elena de volta.
–Nadinha! — exclamei em resposta e voltei para perto delas — Vou à mercearia.
–Não é preciso. — avisou Caroline — Não precisamos de açúcar.
–Precisamos pois. — avisei rindo, da cara suplicante de Car.
–Eu vou! — exclamou ela.
–Porquê? — perguntei , sorrindo.
–Sou mais rápida. — respondeu ela , ao meu ouvido.
Depois disso, pegou na mala dela e saiu. Uma hora depois tocaram à campainha e eu fui abrir.
–Salvatores ? — perguntei.
–Conheces mais dois irmãos vampiros na cidade, loirinha? — perguntou Damon irónico e eu rolei os olhos.
Ambos entraram e eu fechei a porta. Damon estava a jogar com Jeremy na playstation e Bonnie falava com Elena, então sentei-me no pufe fofinho e verde. Olhei as horas novamente e passadas 2h olhei novamente.
–Cassie. — chamou Stefan e eu olhei-o — Porque olhas tanto para o relógio?
–A Caroline saiu à 3 horas. — respondi, batendo a perna mais depressa — Ela foi comprar açúcar.
Stefan ía dizer alguma coisa, mas o telemóvel dele tocou, então, ele riu quando olhou o ecrã.
–Caroline. — saudou ele e eu sorri.
O meu sorriso desapareceu ao ver a expressão de Stefan.
–Que queres? — perguntou ele alto, enquanto todos nos levantávamos preocupados — Tudo bem!
–Que foi Stefan? — perguntou Elena, aproximando-se.
–A Caroline foi raptada. — respondeu ele baixo.
–O que querem? — perguntou Jeremy.
–Querem que vamos até lá. — respondeu Stef e eu baixei a cabeça.

~minutos mais tarde~

–Desculpa? — perguntei baixo.
–Tu não podes ir. — disse Bonnie.
–É a Caroline! — exclamei.
–Eu sei, mas tu estás fraca, Cassie. — sussurrou ela — Aliás, devíamos lhes ter contado que andam a tentar entrar na tua mente de alguma maneira e que andamos a tentar feitiços.

Flashback on:

A Bonnie anda a ajudar-me a controlar a minha magia, mas preferimos não contar aos outros que estão demasiados preocupados.
– Cassie. — avisou Bonnie, mas eu ignorei — Cassie!
Senti mãos frias tocarem as minhas, o que me fez desconcentrar e agradeci mentalmente. As coisas à minha volta deixaram de tremer.
–Que aconteceu? — perguntei confusa.
–Não sei. Tu começaste a fazer magia. — explicou e eu senti uma dor de cabeça.
–Que se passa? — perguntou preocupada.
–Parece que estão a tentar entrar na minha cabeça, Bon. — expliquei e fechei os olhos.
–Luta contra isso, Cass! — exclamou Bonnie e eu tentei, conseguindo, com muito esforço, afastar isto da minha mente.

Flashback off:

Essa tentativa de entrar na minha mente, continuou por 2 semanas. Até agora consegui afastar.
–Pode ser quem tem a Car que anda a fazer isso. — argumentei — E eu não estou cansada!
–Claro que estás Cassie, já te olhas-te ao... — dizia Bon mas foi interrompida por Elena.
–Bonnie, temos de ir, eles estão à espera.
–Vou já! — exclamou ela sorrindo.
A Elena saiu de casa sorrindo para mim, que retribui.
–Tenho de ir, adeus. — despediu-se Bon e eu puxei-a.
–Eu vou atrás de vocês. — avisei e ela largou-se.
–Não. Tu vais ficar aqui! — exclamou e saiu de casa.
Eu não estava a brincar. Então, segui-os.

Pov. Caroline

Acordei, mas já não estava sozinha. Estavam mais 3 pessoas amarradas ao meu lado.
–Stefan, tu vieste? — gritei — Tás a brincar?!
–Calma Car, a Bonnie vai tirar-nos daqui. — respondeu a Elena.
–Meteram-nas nisto! — exclamei preocupada.
–"As" não, "A" sim! — disse Damon — A loirinha ficou em casa.
–Esperemos... — sussurrou Stefan.
Agora resta esperar.

Pov. Cassie

–Bonnie? — sussurrei, para a morena atrás da arvore.- Bonnie?!
–Que droga, eu disse-te para ficares lá! — exclamou baixo, quando me notou.
–Mas eu disse que não... — sussurrei.
–Eu tenho de entrar agora, mas tu... — eu resolvi interrompe-la.
–Mas eu... vou contigo. — completei.
–Ok, só não uses magia. — pediu Bonnie.
Eu não concordei, apenas segui atrás dela e entramos por detrás da casa abandonada. O homem de capa entrou para um quarto e nós entramos atrás dele.
–Hora de morrer. — avisou ele.
Eu conhecia aquela voz de algum lado, mas de onde? A Bonnie avançou e eu também.
–Não se nós podermos evitar. — falou Bon, provocando uma dor de cabeça no tal homem, eu juntei-me a ela no feitiço.

–Pará! Eu disse-te! Não faças magia! — exclamava Bonnie.
Eu ignorei, intensifiquei a minha magia, provocando-lhe gritos. Ele finalmente desmaiou.
–Solta-os. — falei, para Bonnie.
–Usaste muito poder! — exclamou ela, soltando Caroline e Elena. Eu soltava Damon e Stefan.
–Eu sei. — admiti.
A minha cabeça dói, como se fosse explodir. Estou tonta, mas apenas disfarço.
–Vamos lá conhecer o caçador! — exclamou Damon.
Eu avancei, depois de o termos sentado na cadeira.
–Eu tiro. — avisei e olharam-me.
–Cassie... — disse Elena.
–Tudo bem, Lena. — disse eu.
Cheguei mais perto e toquei no seu capuz, puxando-o e revelando a face jovem do homem.
–Carl... — sussurrei, ajoelhando-me na sua frente.
–Quem? — perguntou Stefan confuso.
O Carl tinha sido, juntamente com a sua irmã, quem me abrigou e quem me apoiou depois da morte dos meus pais. Toda a sua familia se dava bem com os meus pais . Eramos como irmãos. Eu levantei-me e sentei-me numa das cadeiras, com a cabeça baixa.
–Oh Cassie, sinto muito. — confessou Caroline, a única que sabia de onde eu o conhecia.
Todos sussurravam diversas coisas, mas era só isso que ouvia, apenas sussurros. Senti uma onda de poder a tentar entrar na minha mente, mas levantei a parede de proteção na minha cabeça. Mesmo sentindo-me fraca, consegui afasta-lo.
–Acordou. — avisou Stefan.
–Cassie é melhor saíres, eles vão querer informações. — avisou Elena, aproximando-se — Tortura, sabes...
–Deixem-me falar eu com ele. — pedi suplicante.
A Elena direcionou o seu olhar a Stefan, Damon, Caroline e Bonnie, como se pedisse por mim.
–Tens a certeza? — perguntou Bonnie.
–Por favor. — implorei.
Eles concordaram e eu avancei na direção de Carl, revelando-me.
–Cassie?! — perguntou ele, surpreso.
–Carl... — sussurrei, tocando-lhe na mão.
–O que é que eles te fizeram? — perguntou alto.
–Nada! — respondi.
Ele afastou a sua mão da minha.
–Tu transformas-te num deles. — acusou Carl.
Eu ajoelhei-me novamente, perante o meu amigo.
–Não, Carl. Sem presas... — disse, sincera.
–Então solta-me e ajuda-me a matá-los! — exclamou ele.
–Mata-los?! — quase gritei , assustada e levantei-me- Não! São meus amigos. Tu eras capaz de me matar?
–Se fosses um deles? Claro! — respondeu ele e arregalei os olhos — Andas com os Salvatore e estas raparigas, Cassie?
–O que tem os Salvatores? São todos meus amigos. — respondi.
–São muito famosos, pelas mortes... — acusou Carl.
Eu recuei mais. Estava a doer, demais...
–Espera! Tu estás demasiado envolvida com eles...
Carl conseguiu soltar-se e ameaçou premir o botão, que fazia deitar verbena, se algum de nós se mexesse. Ele agarrou o Damon que estava mais perto e espetou-lhe uma estava no braço. E estava quase a espeta-la no coração.
–É este o teu animal de estimação preferido?! — exclamou alto — Deve ser, o outro já tem dona! Como podes-te?
Ele ía mesmo a espetar a estaca quando eu tomei poder e provoquei-lhe um aneurisma: dor de cabeça. Carl começou a gritar, soltando Damon que caiu no chão. A voz na minha cabeça surgiu: "mata-o". Tentei bloqueá-lo, mas estava fraca emocionalmente e fisicamente. Ele entrou na minha mente: "Faz isso, Cassie!".

–Disseste que me ias manter salva! — exclamei.
–Estou a tentar cumprir! — gritou.
Senti os meus olhos dilatarem e intensifiquei o poder.
–Cassie! — exclamou Bonnie — PARA!
–Matar os meus amigos não é manter-me salva! — acusei.
Eu ignorei os gritos dos outros atrás de mim. Só ouvia a voz na minha mente. Eu não estava sob controle , eu não consigo parar.
–Tentar matar os meus amigos era o pior que podia ter feito. — acusei, sem ser eu mesma a falar.
Eu quero o controle, tentei respirar fundo e controlar-me mas nada. Gritei desesperada! Porque nenhum dele me ajuda?! Vi Carl pegar na estaca e espeta-la nele mesmo, caindo no chão, inconsciente. Não. Morto. Eu matei-o, ele morreu por minha culpa. Eu matei uma pessoa! As lagrimas escorriam pela minha face. Senti braços ao meu redor e percebi que estava deitada ao lado do Carl. Olhei para o seu pescoço e vi um pingente, toquei-lhe e arranquei-o, apertando-o na minha mão.
–Desculpa---eu---tentei---detê-lo---por favor---perdoa-me, Carl. — os soluços impediam-me de falar.
Eu estava tão fraca, que as vozes não eram ouvidas, eu apenas vi-a bocas a mexerem. Senti braços pegarem-me ao colo e a transportarem-me para um carro. Fechei os olhos, caindo na inconsciência.

~6 dias depois~

Pov. Caroline

Ela estava tão fraca que tivemos de leva-la para o hospital. A Meredith atendeu-a e pô-la num quarto, porque a Cassie não falava, nem reagia e passava as noites a gritar. Entrei no quarto de hospital e a Elena estava a tentar fazê-la comer, mas Cassie só negava com a cabeça.
–Por favor... — pedi, aproximando-me — Come.
–Ela não come nada Car. — disse Elena, olhando-a com pena.
–Deixa-me falar com ela. — pedi à Elena.
Ela assentiu e deixou o quarto.
–Cassie. — chamei e ela olhou-me, começando a chorar, então, abracei-a.
–Ele morreu por minha culpa... — sussurrou Cass.
–Não foste tu, foi quem está a entrar na tua mente. — disse eu, limpando-lhe as lagrimas.
–Ele... — sussurrou ela, gritando baixo.
–Ei, ei. — chamei a sua atenção e ela olhou-me — Vai ficar tudo bem. Amanha vais para casa e nós vamos apanha-lo ok? Ok?!
–Prometes? — perguntou, parando de chorar.
–Sim! — respondi , sorrindo.

~4 dias depois~

Pov. Cassie

Vim para casa à 3 dias e estou bem melhor... pelo menos já como! Amanha vou retornar às aulas, porque já me sinto pronta. A tia Lizz veio tomar conta de mim nestes dias e à tarde era a Elena, a Bonnie e a Car que me faziam companhia. O Jer tem ficado em casa do Matt. Olhei-me ao espelho e admirei o meu novo colar, com o pingente que mais lutei para encontrar.
–Cassie! Anda! — chamou Elena.
–Estou a ir. — exclamei de volta.
Peguei na mala e saí, atrás de Elena. Chegamos à escola e rapidamente o dia chegava ao fim. Fomos para a ultima aula: história.
–Cassie? — chamou Sue, que se sentava ao meu lado, nesta aula.
Olhei-a e ela passou-me um papel.
–É da Elena. — avisou e eu sorri.

–Obrigada.... — agradeci.
Desdobrei-o e comecei a ler: "Oi! Tu tens treino e eu não. Importaste de ir a pé para casa com a Caroline? xoxo :) ps.: pode ser que o Stefan vos acompanhe! — Elena". Fiz sinal de "ok" e ela sorriu. A aula passou depressa e então eu e a Car seguimos para o sitio do treino e a Elena foi para casa.
–Hoje não há treino, meninas! — exclamou o orientador — Podem ir!
Todos se foram e o Stefan veio até nós.
–Olá. — saudou ele.
–Oi. — respondemos , sorrindo.
–A Elena disse que iam a pé. — disse ele — Vou acompanhar-vos.
–Que cavalheiro! — exclamou Caroline e eu ri.
Fomos até casa da Elena, a conversar e a rir. Íamos a subir os degraus quando nos deparamos com Bonnie e Jeremy. Eles beijavam-se de tal forma que nem nos notaram.
–Ei! — exclamou Caroline.
Eles afastaram-se e olharam-nos assustados. Eu, Car e Stef começamos a rir muito e então, Elena apareceu e percebeu, também rindo

Notas finais
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