Notas iniciais
OE! Nossa, hoje é meu aniversário...:D Em fim, taí mais um cap. e Boa Leitura!

Corinne só segurou o mais forte que podia minha camiseta e ia me seguindo, com medo dos pés até a cabeça.

(...)

Era um novo dia, era sábado! Ah, finalmente! Eu já não aguentava mais a voz daquela professora substituta de matemática ( que às vezes eu troco por prostituta do que subtituta, mas deixa isso de lado... por enquanto! ). A única coisa boa da semana foi que eu fiquei o recreio inteeeiro com a Shadows, o que foi muito bom!

Acordei, e olhei para o relógio, por que, acordar em um sábado, às sete horas da manhã não é pra qualquer um ( resumindo: não é pra mim ). Vi que já eram dez horas, e me levantei, fui “saltitando” para a sala, e lá estava minha mãe, fazendo um Brunch ( brunch é tipo um café-almoço ) cantarolando alguma música do Linkin Park, parecia In Between.

- Bom dia mãe! – eu disse sorrindo e indo até ela dando-lhe um beijo na bochecha.

- Bom dia filho, ahn... – ela disse e me olhou, parando de cozinhar por um instante.

- O que houve? – perguntei arregalando os olhos e me afastando um pouco, como uma cena dramática ( agora só faltava eu de vestido vermelho, dançando tango com uma mulher de terno [?] ).

- É que o seu tio, Henrique, vai fazer uma “viagem” em família na Maria Fumaça — ( Maria fumaça é um trem que faz uma viajem pela cidade, parando em pontos diferentes com diversas coisas, principalmente vinho e queijos diversos [ mãe, to virando dicionário! ] ) – E aí você e sua irmã vão ficar sozinhos em casa.

Eu ia começar a comemorar, estourando uma Champagne ( que não existe ) pular pela casa e soltar fogos de artifício ( que também não existem ) quando, para minha infelicidade a mãe cortou o meu “barato”.

- Mas você vai tomar conta dos filhos do Henrique. – abri a boca, tipo WWHHYY??!!

- E a Julie?! Vai ficar fazendo o que? Coçando?!

- Não, ela vai estudar, por que ela tem uma prova muito importante na faculdade, filho. – ela falava, e a cada palavra que saía de sua boca, eu me desesperava mais ainda. – Veja, são só três.

- Três o que? Três dias? Três olhos? Três pés? – eu falava rápido.

- Três crianças. Três pares de olhos. – ela falou e fez um sorriso debochado.

- OQUE?! – Respirei fundo pra não começara pirar mais do que eu já estava pirando. – TRÊS crianças? Já tá me treinando para ser pai, no expert mãe?

- Oque? – ela falou como se não tivesse entendido.

- Nada, nada...

- Tá, mas vai valer a pena, filho, eu vou te trazer ou te dar alguma coisa em troca, o que você quer? – aí já muda a história! Comecei a pensar e a sorrir sapecamente, passando os dedos no queixo, como se ali houvesse uma “barbixa”.

- Eu quero 100 “pila”.

- Só? Ah, fechado. – ela disse, não consegui nem continuar falando, apenas saí dali, like a Slenderman.

(...)

Depois de um dia, eu estava lá... jogado no sofá esperando os pestes dos meus primos aparecerem com o meu tio. Eu gosto bastante do meu tio, ele é bem humorado e amigável, mas minha mãe praticamente só reclama dele, mas vive brincando com ele, é inexplicável. Quando a campainha tocou, desceu minha mãe com um macacão branco, mas não era calça, era uma saia um pouco acima do joelho, e uma blusa rosa claro por baixo, com o cabelo amarrado...ela tá até fófis devo dizer. E logo desceu meu pai, com uma camiseta preta gola normal de manga curta, um calção bege, e tênis vermelho escuro, com o cabelo ainda jogado pro lado...como sempre.

Minha mãe foi saltitando até a porta, e logo quando abriu entrou as três crianças correndo pra dentro de casa, arregalei os olhos pensando –“to fodido, bem fodidinho”- eram dois meninos e uma menina, os dois pareciam ser gêmeos-não-idênticos de uns 4 anos de idade, e a menina parecia ter uns 5, os dois tinham cabelo bem preto, meio moreninhos, e bochechudos, a menina tinha olhos bem claros, azuis, com a pele branca igual a mãe, mas nem muito, e o cabelo bem castanho.

- Tchau filho! – meu pai gritou da porta, e logo quando a fechou, os três pestes me olharam com uma cara muuito maligna.

- Bem, então o que querem fazer? – perguntei me levantando.

- Nada! – os dois meninos disseram em uníssono, a menina só se encolheu de vergonha ( ? )

- Então... quais são seus nomes? – perguntei já ficando sem ação.

- O meu é López. – diferenciei os dois gêmeos, o López era mais gordo, e o outro mais magricelo... – e o dele é Diórgio. – sim, o “magrelo” era então Diórgio. Puta que pariu, de onde saiu esses nomes? Provavelmente escolheram o nome quando estavam bêbados.

- E o seu guriazinha? – falei fofo, ela me olhou corada, e disse quase em um sussurro.

- Fiona. – é... tá, vamos pular e esquecer o Shrek tá?

Logo que falei, os meninos pegaram uma mochila que eu nem tinha visto que trouxeram, e de dentro puxaram uma bola, daquelas profissionais, o que me assustou, eu sabia que ia dar merda... e eu não poderia estar mais certo.

Eles se empolgaram demais, eu gritava pra eles pararem, mas nada, eles quebraram um vaso de plantas da minha mãe, e racharam a janela da porta dos fundos.

Fiona ficava pulando toda feliz e suada no sofá, parecia ter uma pilha duracel na bunda! Não parava nunca, e quando eu ia pegar ela, ela parava toda envergonhada. Ai ai...

Quando me esgotei de ver os meninos chutando a bola pra tudo que é canto da casa, peguei a bola e gritei.

- Chega! – falei sério, os dois me olharam com raiva, e começaram a me chutar loucamente, o pé deles pareciam de pedra, mas não pesados. Era como se eu estivesse chutando um muro de pedra com toda a força ( em fim, tava doendo mais que a porra ). – PUTA QUE PARIU!

- Puta que pariu? – os dois pararam, e sorriram. – Puta que pariu! Puta que pariu! — eles começaram a correr pela casa inteira gritando isso, ah meu Deus, haja paciência!

- Mattew?! – escutei uma voz feminina na entrada. – Quem são eles?

- Corinne? – eu disse correndo até a porta. – São meus primos, ah...

- Quer ajuda? – ela disse com ar de preocupada.

- Claro! Por favor! – eu falei já cansado.