My Crazy Life - Segunda Temporada
29 Oh! Não!
Notas iniciais
- Bobão! – ela disse, e parei. – o que foi? – ela falou olhando para trás, por um instante olhei em seus olhos, e percebi que o que eu previa estava totalmente certo.
- Nada não! – falei rindo, a noite caía e ficávamos brincando na rua, ignorando qualquer comentário bobo sobre o que fazíamos, até que paramos no Rio Senna. Ficamos à beirada.
- É perfeito! – ela comentou.
- Sim, é... – falei olhando para ela, mas logo desviando. – é a primeira vez que venho aqui.
- “Idem” ( basicamente: Eu também ) – ela disse, e um homem que estava sentado em um banco ali atrás, começou a tocar violino, como uma canção perfeita de dança lenta.
Olhei para Corinne, sem sorrir.
- Me concede essa dança, mademoiselle? – falei, ela me estendeu a mão, fazendo cumprimento formal, fiz o mesmo, e virei para ela, segurando sua cintura, Corinne levemente colocou sua mão sobre meu ombro. Dançávamos num ritmo perfeito, não conseguíamos parar de nos olhar, a dança toda, fiquei olhando seus olhos perfeitos me analisando.
Depois que o violino parou, o homem nos aplaudiu sorrindo, fizemos o mesmo e saímos dali. Fomos até sua casa ( era um apartamento, mas isso são mínimos detalhes ), eu estava morrendo de frio.
- Ei, quer subir e tomar um chocolate quente? – ela perguntou fofa.
- Não, obrigada mesmo Shadows. – falei automaticamente. – Nossa, a quanto tempo eu não te chamava assim!
- É mesmo! – ela falou e rimos. – então até amanhã Mattew.
- Até amanhã Shadows.
(...)
Passamos o resto da semana ( os 4 dias úteis ) nos encontrando e nos divertindo. Vimos filmes, tomamos chocolate quente, comemos todos os tipos disponíveis de bolinho de uma cafeteria, visitamos a torre Eiffel ( cada um com a sua primeira vez ), andamos em “motocicletas” estranhas que haviam em uma praça por lá, visitamos museus, fizemos de tudo! Foi a coisa mais foda do mundo!
Mas a merda disso, foi que eu descobri que ainda amo ela, nunca parei de amá-la e sempre irei amar, sempre. Já era sábado, o suposto dia que eu ia pedir Dora em casamento, mas não vi ela pela semana intera, ela simplesmente fez puf. Então decidi pensar mais algum tempo sobre aquilo.
Liguei para Corinne, combinando algo de noite, naquela noite fria, estávamos sozinhos em cada apartamento, seu noivo tinha ido à outro país resolver problemas, e voltaria não tão cedo, minha namorada desaparecida ( só que não ), então fui até seu apartamento.
- Oie! – falei corando.
- Oi! Entra... – ela falou sorrindo. – Trouxe o que era pra trazer? – ela fez cara de enxerida fofa.
- Sim, eu trouxe os “baguiu” das massas japonesas. – falei colocando a sacola em cima do balcão.
Logo atacamos, estávamos mortos de fome, era horrível que eu estava quase a engolir uma porção de massa e Corinne me fazia rir, eu quase me engasgava.
Quando estávamos prestes a acabar a comida, faltou luz.
- MERDA! – Corinne gritou e começamos a rir. – Que lindo!
- É, perfeito! – falei continuando com a ironia e os risos.
- Tá, tudo bem, deixa eu pegar aqui a sua caixa de massa com a minha e colocar no lixo. – ela falou, quando ia pegar a minha caixa, que eu estava estendendo-lhe, ela tocou minha mão. Tudo em volta simplesmente parou, ficamos ali, parados por alguns minutos. – Arhnn... – ela murmurou e foi colocar as caixas no lixo.
Fui atrás, e quando ela estava se levantando, foi barrada por mim, abraçando-a por atrás.
- Corinne... eu te amo. – falei sentindo o seu perfume.
- Mattew... eu não posso. – ela falou com a voz rouca.
- Por que? – perguntei.
- Eu estou noiva... – eu só sentia seu corpo, e seu cheiro, não via nada, a não ser algumas formas mal definidas pela luz da rua, que era pouca. Ainda de noite... quase meia-noite... – eu estou em um relacionamento sério. – ela falou me fazendo soltá-la.
Segurei seus ombros com cautela, e virei-a para mim. Tentando olhá-la nos olhos.
- Corinne, me responda tá? – falei firme.
- S-sim... – ela sussurrou com tom choroso.
- Algum momento, nós terminamos? –falei, o mais firme que eu pude, eu estava prestes a me derramar aos prantos no chão. – Falamos um para o outro que acabou? — ela fez que não com a cabeça, claramente já deixando que as lágrimas escorressem seu rosto. – o amor acabou por acaso? – ela fez que negativo e tentava olhar para mim – você foi o meu primeiro amor Corinne, você é a mulher mais especial pra mim, nessa vida, você pode entender o meu lado? – falei quase começando a chorar. – eu te amei, eu te amo, e pra sempre amarei Corinne. – respirei fundo e continuei. – se nunca terminamos estamos nos traindo com outras pessoas, não estamos traindo elas, estávamos nos traindo. Você me entende?
- Sim, eu te entendo Mattew. – ela falou engolindo em seco. – Eu te amo, sempre te amei, e a coisa mais sofrida da minha vida foi ficar longe de você. Você me entende?
- Entendo, com todas as palavras. Meu amor. – falei segurando seu rosto.
- Você também é o meu amor Mattew Jones. – ela falou, e me puxou para a cama.
Eu sentia sua respiração ofegante contra a minha, aquele momento estava guardado a tanto tempo...não podíamos deixá-lo para outra hora.
Eu encostava nossos lábios com calma, mas o resultado não se parecia com isso, queríamos aquilo havia tempo, não conseguíamos segurar a ansiedade. Ela pegava meus cabelos com força, e respirávamos ofegantes, Shadows tira a minha camiseta, passando a mão sobre todo meu abdômen, fazendo como um choque percorresse meu corpo inteiro, tirei sua blusa, e passei minha mão entre seus seios, sorrimos maliciosos, ela tirava o cinto da minha calça, me deixando ainda mais “animado”, enquanto eu segurava forte suas coxas, ela tirava o tão “maldito” sutiã, e depois de mais algumas sacanagens, estávamos só nós dois ali, sem tecido algum entre nós, apenas um contra o outro, a meu corpo contra do dela, minha pele junto a dela.
E...finalmente nos tornamos um só, nada a mais nada a menos que um só.
(...)
Fale com o autor