My Crazy Life - Segunda Temporada
17 Interesses
Notas iniciais
- Quer sair comigo?
- O que?! – ela falou assustada.
- N-nada! Esquece! – eu disse me arrependendo, virei o rosto para o lado, envergonhado.
- Não é sério, eu não entendi. – ela disse com uma carinha fofa.
- AH! PARA COM ISSO! – gritei confuso, e saí correndo para o meu quarto, bati forte a porta, e tranquei. Eu só estava esperando, as três batidas na porta.
- Matt... o que eu fiz? – Corinne disse através da porta.
- Se eu te dissesse tu não iria acreditar. – eu disse, e apertei minha camiseta na parte do peito. Eu sentia meu coração apertar, eu não estava pronto para contar. Olhei pela janela, lembrei-me das aulas de parkur que o meu pai me deu, me levantei, abri a janela e pulei.
Quando cheguei ao chão da calçada, respirei fundo e coloquei as mãos nos bolsos, senti a brisa fria em meu rosto e me arrepiei na hora. O vento fazia meu cabelo praticamente dançar no ar, eu sentia meus lábios ressecados, apertei-os para não arder contra o vento. Eu andava sem destino pelas ruas, eu apenas olhava para o chão... pensando naquilo.
Aquilo só destruiu minha vida! Porra! Eu era tão de boa pra esse assunto, e aí chegou essa merda toda de sentimento e terminou com a minha vidinha, que merda! Parece que tem um lembrete colado no meu cérebro assim: “Não parar de pensar na Corinne por nenhum milésimo de segundo”.
- Merda. – sussurrei baixo. E esbarrei em uma pessoa, fiquei incrédulo e totalmente sem ação, eu não sabia se ria, ou se chorava.
- Mitt! – ela falava toda esperançosa, aquele apelido retardado. – Mitt! A quanto tempo! – ela disse animada, me olhando com profundos olhos azuis, uma touca rosa “guardava” seus cabelos loiros claro.
- Brenda... – eu disse desconfiado. – É... a quanto tempo mesmo. – eu falava sem animação nenhuma, ela com um sorriso grande aberto, e eu ali... com cara de bunda.
- Sério? Eu não acredito que você ainda lembra daquilo, cara! A gente tinha o quê? – ela ria nervosa. — 6 anos? E ainda foi lá na praia!
- Sim, eu lembro. – eu disse, e dei as costas. Voltando para casa, mesmo que Shadows estivesse lá... mesmo que eu estivesse indo para a armadilha de amores da Shadows, eu seria muito mais feliz que ao lado da Brenda cara de cú.
(...)
- Mãe! Cheguei! – gritei entrando em casa.
- Oi. – minha mãe disse, e me abraçou. – Ai meu Deus, você tá gelado! Você morreu por acaso?
- Ah, quem dera. – eu disse irônico.
- Não fala bobagem menino! – ela disse e me deu um tapa na bunda de brincadeira. – Vai pegar cobertas e se esquentar.
- Não é isso que me importa agora. – eu disse com uma coisa na cabeça. – Onde tá a Corinne?
- Tá no teu quarto mas... – ela disse e já lhe dei as costas. Fui direto para o meu quarto, quando cheguei estava ela sentada olhando para o chão, pensando. Quando me viu, ficou de pé, tinha expressão preocupada.
- Corinne. – eu disse ofegante.
- Oi? – ela disse dando um passo à frente.
- Eu gosto de ti. – eu disse e meu coração martelou no peito, minhas mãos estavam suando frio, meus pés escorregavam dentro do tênis.
- Você diz... como amigos? – ela disse confusa.
- Não, eu digo... como mais que amigos. – falei sério. – Não sei como, nem quando.. ou não me lembro, eu só sei que gosto de você do jeito que você é.
- Você... está brincando, né? – ela disse, já apertando as mãos, nervosa.
- Não. Eu não estou brincando. – falei e bufei. – Você não acredita na minha palavra? – eu disse dando dois passos à frente, ficando um metro de distancia dela.
- E-eu... – ela dizia olhando em meus olhos, nervosa. – Eu não sei.
- Você pode ser a minha sombra? – falei, e dei mais um passo, ficando à sua frente. Ela me olhava nervosa, abria a boca para responder, mas nada saía de seus lábios, seu olhar desvia para um lado, logo digo. – Ei, olha... eu não mordo. – eu disse sorrindo de canto.
- Mas eu quero que você morda. – ela olhou para mim e sorriu. Ela abriu os braços, e me abraçou, pousei meu rosto em seu ombro, sentindo seu perfume doce... era delicioso, era como andar em um campo de flores perfumadas... mas tão leve. Senti sua respiração quente em meu pescoço. – Só... me deixe pensar sobre isso.
(...)
Eu me sentia tão bem... mas ao mesmo tão mal, eu não sabia o que sentir na verdade, não que eu controlasse isso, mas... eu com certeza tinha uma ponta de felicidade nesse meu pensamento todo. Eu acho que eu não estava errado de ter falado, e com certeza não irei me arrepender, eu tenho uma esperança que ela me responda de uma forma positiva, e que se ela responder de uma forma negativa, que seria me dar um pezão na bunda, que eu não sofra muito, o que eu acho que não irá acontecer, eu acho!
Outra coisa que andei pensando, é de contar pra minha mãe, bom, eu tenho um mal pressentimento que ela arranque minhas bolas, ou a minha cabeça, o que é mais provável. Mas pensando em sério, eu tenho que contar, por que... se eu não contar, a Corinne não vai falar pra minha mãe tipo... “Dei um pé na bunda do seu filho” ... é bem desconfortável saber disso.
Então eu acho que irei contar, só espero que eu tenha uma cabeça até amanhã. Por que né... se eu não tiver cabeça, consequentemente eu não terei lábios, e provavelmente não terei olhos, não tendo isso, não poderei seduzir a Shadows, pensa só que trágico.
- Mãe... tenho que falar uma coisa com a Senhora. – eu disse, entrelaçando os dedos, nervoso.
- Fala filho. – ela disse sem muito interesse.
- Bom, eu contei pra Corinne que eu to gostando dela. – falei e ela logo se levantou da cadeira que estava sentada, de olhos arregalados, sorrindo nervosa.
- Você tava gostando dela? – ela disse pasma. – Você acha que ela...
- Não, ainda gosto. – eu disse firme.- Mas eu acho que é muito cedo, pra perceber se ela gosta ou não de mim. – eu disse com uma expressão meio triste.
- Matt... – ela disse em consolo e colocou a mão sobre o meu ombro. – olha aqui, escuta a sua mãe, vai dar tudo certo. Você tem que pensar positivo sobre isso, não pense em chances ruins, não pense em como você é feio, apenas nas boas, imagina vocês dois juntos... que coisa mais fofa! – ela gritou as ultimas palavras, e saiu saltitando feliz da vida, pela casa.
Pensei comigo mesmo “Que bom mãe... vou pensar sim positivo”.
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