My Crazy Life
2 Meu quase primeiro dia
Notas iniciais
Acordo, com aquela porra do despertador no meu ouvido.
Depois dessa, eu não consigo nem escuta mais Avenged Sevenfold.
Me sento na cama.
E observo, que o Henrique ainda não acordou.
PLANO EM PRÁTICA.
Desligo o despertador sem fazer barulho.
Piso no chão calmamente.
–AAAAAAAAAAAAAAAAAH QUEM FOI O FILHO DA PUTA QUE COLOCO ESSA MERDA AQUI??? – grito.. ao ver que tem UM ALFINETE NO MEU DEDÃO!
– HAHA PENSOU QUE IA ME PEGAR? – Henrique abre os olhos, fica de pé e coloca ás mãos sobre a bochecha, e abrindo a boca – OOOH TADINHA.
– TADINHA SUA VÓ – me abaixei, tirei o alfinete do dedão, AII, peguei e enfiei no dedão do Henrique
–AAAAII SUA PUTA – ele fala colocando a mão na boca ao ver a tia entrando no quarto e nos pegando ali, se furando, e podendo pega AIDS.
NÃO BRINCADEIRA.... que nojo.
– OQUE que vocês queridinhos, estão fazendo – ela diz, falando OQUE, e abaixando o tom de voz no resto
Ela me observa com aqueles mesmos olhos verdes claros da minha mãe, e o mesmo tom de cabelo dourado.
TIPO, EU SOU RUIVA.
E ELAS SÃO LOIRAS.
OQUE EU NÃO DARIA PRA SER LOIRA?
Na verdade, eu doaria o Henrique, mais isso já é uma hipótese em andamento.
– Agente só tava... – Henrique me olha, começando a frase, e não terminando a mesma.
– Brincando de quem é mais rápido.
– Vão se arrumar logo, ainda tenho horário na Dermatologista – ela diz saindo do quarto com o nariz empinado, enquanto eu e o Henrique ficamos tipo.
Qualé dessa daí?
[...]
Pra ti te uma noção de como a nossa (nossa*, por que o Henrique vive chamando a mãe dele, que seria minha tia, de *tia) tia é “legal”, ela não nos deu nem café da manhã.
Sabe por que?
Por que ela disse que agente se atrasaria.
Mais como agente se atrasaria.
Se A COMBI SÓ CHEGARIA DAQUIA 10 MINUTOS PORRA!!
Tá eu e o Henrique, agora.
Com a barriga roncando.
Com as malas prontas esperando a combi.
Em fim...
E começo a mexer na fitinha lilás que tem na minha mala.
Quando FINALMENTE toca a buzina da combi.
– Tchau crianças. – ela diz abanando enquanto agente vai correndo pra a mesma.
Tipo : CORRAM PARA AS COLINAS.
A combi é grande, tipo aquelas escolares, mais ela é toda preta.
Tá tipo CSI , investigação criminal.
Até que os caras nerds ficam dentro da combi com vários computadores e tals.
Enquanto os outros locos vão adentrando na casa.
Em fim.. eu amei.
Abrem a porta da combi.
Ela não é uma combi.
É uma Van.
Aquela tia burra.
Quem abre é uma senhora, com uma blusa de lã branca com graciosos botões pretos, e uma saia flanelada vermelha, com um sapato, e uma meia gigante, tipo antes do joelho.
Coisa jeca.
O Cabelo dela é preto com Umonte de fios brancos, pra mim parece a cruela, por que, sinceramente.
Tá uma parte branca e outra preta.
E os óculos de Harry Potter tapando a cara enrugada da loca.
Eu e Henrique entramos na Van.
Ela é prateada por dentro, mais não é brilhosa, é opaca.
A velha pega minha mala, e leva pra trás da Van, junto com a do Henrique, que eu nem tinha visto.
Quando sentamos no fundo da Van, percebo que estamos sozinhos.
– Henrique – eu cutuco ele que está sonhando acordado, tipo olhos abertos sem piscar.
– Eita, o que o que? – ele me olha como se tivesse acordando de um pesadelo.
– Tu não tá achando meio estranho? – pergunto com a sobrancelha direita arqueada.
Por que sinceramente.
Eu não consigo levanta a Esquerda.
TIPO eu consigo levanta a Direita, e a esquerda juntas, e também só a Direita.
MAIS EU NÃO CONSIGO A PORRA DA ESQUERDA.
Em fim..
– é sinceramente, isso tá muito sinistro, borá dormi? – ele me pergunta já se arrumando no meu ombro.
– Claro, ótima idéia – levanto a cabeça dele, e coloco com força no banco. Enquanto vou para a outra fileira de cadeiras (banco, cadeira, banco do carro, tanto faz) e me deito, com as pernas pra fora.
E durmo.
[...]
– Estamos quase chegando – a mulher fala,me acordando.. merda.. aquela mesma que abriu a Van.
Quando percebo que a porra da Van tá cheia, tipo.
Tem gente do meu tamanho pra caralho aqui.
Quando sinto que estou com um travesseiro.
– Mais que travesseiro mais duro esse velho – digo, tentando me arrumar.
– Claro, se você não achou minha perna confortável, não tem problema – escuto uma voz masculina, acima da minha cabeça, e sento logo, e ainda batendo a cabeça no cotovelo do guri.
PORRA QUE DOR.
– Tá tudo bem? – ele pergunta, enquanto abro devagar meus olhos, e massageando minha testa.- Meu nome é Peter.
– Peter? – digo
– Não, Pe-ter , não Pi-ter – ele sorri, seu sorriso é bonito... bem bonito.
SE VOCE TÁ ACHANDO QUE EU TO GOSTANDO DELE.
ERRADO.
Não sou assim, tipo, vi o guri me apaixonei. Porra, só achei ele bonitinho.
Cabelo Castanho escuro..
Olhos profundamente azuis escuros...
Rosto completamente perfeito para um rocker...
E a camisa do Guns N’ Roses.
Tá ele é fofo.
Mais eu nem conheço o cara ainda poxa.
Não, eu não gosto dele, e FINISH.
– OK PE-ter – sorrio – meu nome é Liza, e não é difícil de pronuncia nem nada, então.Não me decepcione.
– Tá bom Li-za – ele sorri mais que antes, e tipo os dentes dele são lindos.
PORRA AGORA EU PARO. Se não eu mesma vo pensa que to gostando do guri que conheço a exatamente 41 segundos.
Sério, eu chutei, mais deve se 41 segundos mesmo.
Ficamos nos observando por um tempo.
E do nada.
Tipo, posso perguntar uma coisa?
Se você conhecesse um guri, super fofo, bonito, e rockeiro.
E se ele, do nada cutucasse sua bochecha?
O que você faria.
Por que tipo, Peter acabou de fazer isso.
Tipo, Plof. *cutucada*
Porra o que que ele fez?
Como eu sou “legal”.
Percebo que ele sorriu ao colocar a mão de volta á sua perna.
Pego estendo a minha mão até o seu cabelo, que no momento, tem uma franja, tipo Justin Bieber, mais muito mais comprida, não, não muito comprida, tipo na altura das sobrancelhas.
Quase ali tapando os olhos.
Chego bem perto.
Seguro um fio de cabelo e puxo.
E não é que veio um fio de cabelo?
– Pronto. Agora eu posso te Clonar.- digo, quando começamos a rir, infinitamente.
Fim.
Brincadeira.
FIM PORRA NENHUMA.
Infinitamente também não por que a velha acabou de falar.
–Chegamos !- abrindo a porta e deixando a luz solar entrar, queimando nossos olhos.
Tá certo.
Eu menti
Luz solar porra nenhuma.
Tá nublado pra burro, e ainda tem cheiro de mofo.
Quando todos começam a se levantar, percebo que são todos do meu tamanho.
Quando alguém pega acima do meu pulso, sabe ali? Um pouco acima da onde se coloca pulseiras.
Sim ali.
Viro para trás é Peter.
– Só não quero te perder, eu sou meio forever alone sabe?, e tipo a primeira impressão é a que fica. – ele diz.
– Ah para guri, vamo eu que te seguro pela camiseta.
– Ah, então tá- ele sorri e vai a minha frente, enquanto seguro a parte do ombro da sua camiseta preta do Guns N’ Roses.
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