My Crazy Life
20 "Ezio! Eu deveria saber..."
Notas iniciais
No capítulo anterior...
- sim, você entrou com mais alguém ai? – ela pergunta preocupada.
- Sim
- isso não é bom.
Oque? Oque vadia?!
- Siga-me Liza. – ela diz dando as costas e andando.
- como você sabe meu nome? – pergunto, mas continuamos andando sem a resposta.
Cara, eu to tão cansada, que se minhas pernas fossem como borracha, que a cada vez que tu apaga mais vai sumindo, minhas pernas não existiriam mais (?)
Chegamos, á uma espécie de cabana, seu interior é escuro, e assustador.
- Entre pequena – diz a velha abrindo uma passagem para a cabana.
Na hora que piso dentro da tal “cabana”, o fogo de uma fogueira que se encontrava dentro se acende por si só.
Solto um grito recuando.
- Não precisa temer – AAAH NÃO? EU TO ENTRANDO DE “BOA” E DO NADA PARECE QUE O FOGO SOLTA UM PEIDO E LIGA SOZINHO?! E NÃO PRECISO “TEMER” QUE ISSO VADIA?!
- por favor senta ali Liza – essa velha tá começando a me apavorar, do nada, ela chega e fala umas bostas sobre o portal do além, que eu não lembro direito de como eu entrei, ou o que aconteceu antes disso, E AINDA POR CIMA! Chega falando meu nome, e eu nunca tinha falado com essa velha antes, POUTS TÁ FEIA A COISA.
- tu pode POR FAVOR me explicar O QUE TÁ ACONTECENDO?! – pergunto meio... desesperada e com raiva.
- Liza, é o seguinte, não se sabe quem exatamente, mas á anos atrás uma família rica, feiticeira – AAH MEU LORD! Oque? Eu fumei? – fez uma escolha errada, incorrigível, e por isso acabou por perder sua fortuna.
Arregalo os olhos, prestando atenção.
- então.. não se sabe como, mas eles abriram esse portal, para que voltassem no tempo e consertassem esse erro terrível – ela diz séria.
- e eles conseguiram? Ficaram ricos? Consertaram o passado? Como foi? – pergunto com os olhos brilhando.
- Não, não não e não.
- e o que aconteceu?
- Eles ficaram muito tempo no passado, se perderam no tempo, entraram na época errada, ainda por cima, morreram – engulo em seco, e começo a me preocupar.
- eu... poderia ter morrido? – digo sentido minha garganta queimar.
- sim – ela diz firme.
- e Peter?! O que eu faço? – digo sentindo que eu iria chorar.
Ela se vira, e pega um pote pequeno de barro, abre sua tampa pequena, e pega um pó, e joga no fogo.
O fogo, toma uma explosão azul.
Me afasto com medo. AI MEU CARALHO SOCORRO!
O fogo sobe tão alto. A velha se aproxima do fogo, como se estivesse escutando alguma coisa que o próprio fogo falava.
Até que o fogo voltou a ser normal, a mulher se levantou e se ajoelhou á minha direita.
- tenho boas, e más notícias. – ela diz, me olhando no fundo dos olhos, o que me fez tremer de medo.
- quais são? – digo com medo.
Pensei que a velha ia começar com aquele ritual “ HEYA HEYA HEYA HEYA” que nem como fez o Homer, do nada minha cabeça iria inchar, e eu ia parar á volta com várias arvores assombradas e com rostos.
Elas iam ficar tirando partes do meu corpo normalmente, e depois me montarem de novo... mas eu preferia que me colocassem um cérebro menos.. tosco?
- na verdade, acho que só tenho más notícias. – ela diz – talvez você perca seu namorado
Eu só sentia lágrimas escorrerem em meu rosto, e nem pensei na palavra “namorado”, o importante era perder o Peter... o que aconteceria sem ele? A segunda pessoa que eu perco que é importante na minha vida?
- não tem nada que eu possa fazer? – digo chorando.
- tem
- o que?!
- arriscaria sua linda vida, por um garoto?
- sim, ele não é um garoto, ele é Peter.
- então tá bom.
- é... CONTE-ME!
- você irá ter que entrar no portal, entrar como Adelina, Herty, e Cristina.. – ela diz firme.
- quem? – digo confusa.
Ela ergue seus braços e coloca os dedos em minhas têmporas, têmporas são aqueles “buraquinhos” acima das bochechas, ao lado da testa, sabe? Se não sabe.. ué... posso fazer o que?
E tudo fica branco.
Vejo uma linda moça... que se parece comigo, seus “ares”, se parecem comigo.
E um amado, que não sei quem é...
E do nada a visão some.
Um homem, andando em um carro antigo, e uma linda moça de manto.
E minha visão volta á da velha.
- oque é isso? – pergunto confusa
- é você
- que?!
- sim, lá é você, claro, á muito tempo atrás, muito mesmo. – ela diz sorrindo.
- como eu estava viva lá?
- era sua alma, mas.. estranhamente, sua alma levou suas características, desde que nasceu. Nunca mudou o seu aspecto de rosto. A única coisa que mudou foram suas ações.
- ok... mais isso não interfere... como eu salvo o Peter?
- primeiro, eu acho, que você irá viver mais uma encarnação, e voltar a ser Adelina, quando você voltar a ser Adelina, tudo vai clarear, e você tem que fazer Peter querer voltar, claro isso custa um tempo.
- quando tempo?
- 1 hora, começa a contar quando você virar Adelina, se não concluir esta tarefa, você e seu namorado... morrerão.
AH CLARO, ISSO ME TRANQUILIZA ASSIM DE UMA MANEIRA ÓTIMA.
- o que eu faço? – digo
- Vá para o portal. Você saberá o que fazer.
(...)
Fico á frente do portal, sem saída.
E entro, com esperança.
(...)
- Quem é? – perguntou Cristina em voz baixa.
Ezio deu um passo, para que ela pudesse vê-lo.
- Eu!
Cristina suspirou, embora não de maneira antipática.
- Ezio! Eu deveria saber...
- Posso subir mia colomba?
Ela olhou sobre o ombro, antes que pudesse responder num sussurro:
- Tudo bem, mas só por um minuto.
- Não preciso mais do que isso.
Ela sorriu.
- é mesmo?
Ele ficou confuso.
- Não... desculpe... não quis dizer isso! Deixe lhe mostrar...
Olhando ao redor para ver se a rua continuava deserta, apoiou o pé em um dos grandes anéis de ferro para amarrar cavalos encravados nas pedras cinzentas da casa e deu um impulso para cima, encontrando pontos de apoio para a mãos e para os pés com relativa facilidade na construção de pedra. Em um piscar de olhos ele havia pulado a balaustrada e ela estava em seus braços.
- Será que, agora que já subi, posso entrar? – perguntou ele suavemente.
-Onde?
Ele se fez de inocente.
- no seu quarto, claro.
- Bom... talvez se você tem certeza de que não precisa de mais do que um minuto...
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