My Crazy Life
18 A dor de cabeça, vira febre.
Notas iniciais
Aaah, nada como uma boa descida longa e tenebrosa para alegrar meu dia...
-AAAAAAAAHHHHHHH – eu berro tão fino, que acho que Peter depois dessa, nunca mais vai escutar alguma coisa.
- PARA DE GRITAR POR FAVOR! – Peter diz com cara espantada.
Até que chegamos ao chão, não vejo Gabrielly, nem Billy, muito menos Cody e Anne.
- O que é aquilo? – Peter diz olhando em frente.
- Parece um portal – digo assustada, admirando um círculo azul no meio do ar.
Seguro o braço de Peter assustada.
- Eles devem ter entrado aí – Peter diz desconfiado
- Porque? – pergunto... sério que pergunta mais estúpida OOOH MAN!
- Por causa... da rapidez em que eles desceram, sei lá..
- to com medo – digo começando a escutar uns “gritos” direcionados de dentro do portal.
- Eu acho... que, eu quero ir – Peter diz confiante.
- ahh claro, machão – digo olhando ele com o seu “carisma” de THIS IS SPARTA! (?)
- eu sempre quis viver uma aventura – ele diz sorrindo.
OWN EU VOU DERRETER. – não haha
- tá... o portal te espera então.. vá em frente. – digo confiante de mim mesma.
- Tá bom – ele diz indo em direção ao portal, devagar.
Quando ele vai tocar no portal, não me contenho.
- Espera! – digo preocupada – eu vou junto.
Me dirijo ao lado de Peter e ficamos frente a frente, ao lado do portal.
Wow palmas pra quem entendeu!
- O.k , no três – Peter diz.
- No três – digo.
Começo a ter um frio na barriga, e ao mesmo tempo tenho uma idéia louca.
Até que começamos a contar juntos.
- um, dois, t....
- PARA! – grito olhando em seus olhos.
- o que Liza? – Peter diz segurando minhas mãos.
Ainda bem que não são minhas “mães”... puts, bateu uma saudade agora...
- Sei lá... eu não to me sentindo segura.
- Vem, vamos juntos então – ele faz um sorriso acolhedor.
Sorrio de leve, com um pouco de medo ainda.
- Tudo vai dar certo. – claro, um papo legal antes de entrar num bagulho TOTALMENTE estranho e.. tenso.. E TUDO VAI DAR CERTO?!
- e se não der? – SOU POSITIVA NÉ?! *piscada sedutora
- Vai dar – ele me puxa pela nuca, e me dá um selinho, O QUE ?!
- PETER! – grito braba e ele me puxa para o portal.
(...)
- Senhorita, agüente um pouco mais
- Você não já ousou passar por isso alguma vez em sua vida? – pergunto ficando sem ar.
- Não senhorita.
- Me chame de Adeline, eu já lhe disse.
- Sim Senh... Adeline. – Margarete dá um sorriso de vergonha, seu rosto jovem, tão lindo, e tão meigo, e seus olhos carinhosos me orgulham de tê-la como amiga
- Você cuida de mim desde que eu era uma criança, por que tantos modos? – pergunto-lhe sorrindo.
- depois que o Senhor Dommes me mandou limpar o chão inteiro de vossa casa aquela vez, nunca mais ousei chamar você de Adeline.
- Meu pai? Aquela pessoa de alta sociedade demaaaiiiis – grito fino por que no momento Margarete puxa ainda mais meu espartilho.
- Desculpe – Margarete sorri.
- Não foi nada minha amiga – digo retribuindo o sorriso.
- Está pronto, só coloque o vestido, e vá encontrar o Príncipe para o passeio.
- Margarete, eu não gosto realmente dele, eu nunca gostei de um casamento arranjado. – digo triste.
- Mas Senhorita... – ela diz e baixa o tom de voz – temo que a senhorita não tenha escolha.
- Isso é inadmissível! – digo em alto tom de voz – meu pai ainda irá pagar pelo que está fazendo.
(....)
Saio de meu quarto com o meu vestido azul claro, que realmente não combina muito com o meu cabelo avermelhado. Mas gosto muito deste vestido.
Desço as escadas, e encontro minha mãe.
- Minha querida filha! – ela diz me abraçando carinhosamente, quando a abraço percebo o guarda que me segue em tudo que é lugar.
- Mãe – digo em um tom carinhoso.
- Agora vá encontrar o Príncipe James – ela diz me soltando e arrumando meus cabelos.
- Não acha que sou nova demais para isso? – digo tentando convencê-la a desistir disso tudo.
- Mas minha filha! Você tem 20 anos! – ela diz indignada.
- Desculpe-me, eu vou me dirigir á carruagem e vou até ele. – baixo minha cabeça e sou seguida pelo guarda. Até a carruagem.
(...)
Eu acho esse guarda muito atraente para falar a verdade, seus olhos azuis são tão lindos.
Entro na carruagem, e logo o guarda senta á minha frente.
Sorte que o cocheiro fica fora da cabine.
- Alrik! – digo alegre e dou um lindo sorriso para o meu... amigo.
- Adeline! Como você vai? – ele diz sorrindo.
- Vou melhor agora – eu conheço Alrik desde criança, depois do meu 16º aniversário, percebi minha paixão por ele. E percebi também sua “queda” por mim, o que me deixou nas nuvens por um longo tempo, que dura até hoje. ~ não me diga que eu escrevi isso ~
Mas nunca tive a coragem.
- Devo admitir a Senhorita está magnífica hoje. – ele se levanta e senta ao meu lado, e segura minha mão, o que me faz corar. – Você concede um passeio com este “poderoso” plebeu aqui? Por hoje?
- Sim – pensei antes de responder, mas minha resposta sempre vai ser sim para Alrik, a menos que a resposta seja não..
Quero que o príncipe vá á forca. (ainda bem que é à forca, imagina se era pra ele se fud...**)
- Então levarei você á um lugar muito especial. – ele cora.
(...)
O cocheiro quase recusou, mas eu o ordenei que escutasse Alrik para onde ele queria me levar, então não pôde recusar.
Chegamos ao lugar mais lindo que eu já vi na minha vida.
Era um campo magnífico de flores.
Lavandas, as minhas flores preferidas.
Sorri tanto que minhas bochechas doem, eu e Alrik corremos por todo o campo, brincando, devo admitir que cai algumas vezes... não.. muitas vezes por causa do vestido.
Quando o sol estava quase se pondo, deitamos em uma parte do campo, em que tinha a bela vista do por do sol.
- isso é perfeito! – Alrik disse.
- é mesmo – digo – não só pelas lavandas, e pelo por do sol. Mas tudo.
- pra mim, é perfeito pela sua companhia.- ele chegou e deitou mas perto de mim, e entrelaçou seus dedos aos meus. – tenho que dizer-lhe uma coisa Adeline.
Coro e digo sem jeito “diga-me”
- Eu não posso expressar o que sinto em palavras.
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