My Consigliére
7 Chapter 7 Reita with orange!
-Como assim você nunca beijou ninguém, Reita? — depois que Uruha soubera, sempre chamava o loiro pelo apelido.
-Ah...Simplesmente não houve oportunidade...Fazer o quê? — suspirou.
-Mas..Mas...Quantos anos você tem?
-...Dezesseis.
-EU COM DEZESSEIS JÁ TINHA COMIDO A VIZINHANÇA! — Uruha disse, frustrado pelo pobre nerd.
Reita franziu a sobrancelha.
A qualquer momento iria chorar.
Uruha passou a mão pelo cabelo loiro, suspirando.
Primeiro a tal Dercy Gonçalves morre, depois os EUA entram em recessão e agora um garoto de dezesseis anos nunca havia beijado?
Sim, era o apocalypse.
-Olha, Reita...Vai ser difícil eu te ajudar assim...
-Uruha-san! Eu pago o dobro dos honorários, mas me ajuda! — disse, segurando firme na barra da camisa do mais velho.
-Tudo bem, tudo bem, mas largue antes que amasse! — fez careta. — É italiana essa camisa, tá?!
-Gomen nee. — disse, suspirando.
-Nem sei por onde eu começo... — bufou, se largando no banco.
Reita e o conselheiro se encontraram no mesmo local de antes e decidiram ir até um parque, perto de Ginza.
Era um local calmo, daria pra conversar sossegadamente.
Compraram sorvetes e foram se sentar em um banco.
-Ah sei lá...Eu nem tenho a mínima noção do que fazer com uma garota... — Reita disse corado.
-...Ou garoto. — Uruha riu divertido.
-Uruha-san! Por favor!
-Que foi?! Vai me dizer que você é hetero? Nem em sonho!
-Como não?! — disse, confuso.
-Filho, tenho gaydar. — ergueu uma sobrancelha. — Eu sei quando alguém é hetero ou não...Meu gaydar piscou quando te viu.
Reita estava vermelho.
Muito vermelho.
-Mas! Mas! Nunca fiquei com garotos! — disse, cruzando os braços.
-Eu nunca disse o contrário. — piscou.
-...! — suspirou. — Tá, esquece isso, o que vamos fazer agora?
-Te ensinar a beijar, oras!
-M-me ensinar a beijar? Oi? — o loiro piscou, tirando uma mecha de cabelo do rosto.
-Oras! Tu quer conquistar garotas pra na hora H não saber o que fazer com a boca delas?! — Uruha sorriu, chegando bem perto de Reita, a ponto de sentir sua respiração bater em seu rosto.
-...U-uruha-san... — engoliu seco.
-Entããoo! Vamos! — sorriu, levantando num solavanco, puxando Reita.
-Vamos? Aonde?! — disse, atordoado.
-Cê vai ver!
-Fergalicious! Is hot hot! Is so delicious! ¹- o baixinho cantava, enquanto tomava banho, lavando a cabeça a fim de tirar a tinta.
Ruki saiu do banheiro cantarolando, com uma toalha presa à cintura.
Se olhou no espelho, contente com o resultado de seu cabelo.
O menor o cortara de forma irregular, deixando algumas mechas maiores, as quais pintara de vermelho, enquanto o resto estava preto.
-Lalala... — sorria, secando o cabelo com uma toalha a parte.
Estava ansioso para encontrar Reita no dia seguinte.
Se trocou rapidamente, pondo uma calça jeans e uma camiseta preta, pondo por cima uma jaqueta que possuía formato de Pikachu.
Tinha até um capuz com o rosto do tal Pokémon.
Saiu de casa, sem destino certo.
Seus pais não iriam questiona-lo, sempre estavam trabalhando mesmo.
Pegou a mesada e gastou em tudo que achou engraçado/divertido/interessante.
E comprou um presente para Reita.
-Agora tira as sementes delas. — sorriu, com o rosto apoiado sobre a mão.
-Tá! — Reita começou a cutucar as laranjas, tentando arrancar suas sementes.
-NÃO! BAKAA! — Uruha disse, batendo em sua cabeça.
-Ain! Quer que eu tire como?
-..Com a língua. — sorriu danado.
Uruha levara Reita até uma casa de sucos, pertencente a sua tia e levou o loiro ao andar de cima, que funcionava como uma pensão.
Entrou em um quarto vazio e fechou a porta, ficando sozinho com Reita e 10 laranjas.
-E no que isso vai me ajudar? — piscou.
-Não sei, todos dizem que isso ensina a pessoa a beijar. — Uruha riu.
Estavam sentados em volta de uma pequena mesa de centro, com uma laranja cortada ao meio, para Reita.
-Lamber laranja ajuda a aprender a beijar? Quem foi o animal que inventou isso? — Reita revirou os olhos.
-Quer tentar ou não?! — Uruha bufou.
-Tá, tá...
Reita suspirou e começou a lamber a laranja lentamente, roçando a ponta da lingua em uma das sementes.
Uruha observava a cena interessado, acompanhando cada movimento de Reita.
Reita parou para respirar, após ter tirado duas das três sementes que estava na laranja.
-Uruha-san... — Reita suspirou. — Isso é difícil, chato, entediante e a laranja não tem lingua pra retribuir o beijo!
Uruha riu divertido, caindo para trás no assoalho de madeira.
-Tá, tá... — disse sorridente, ficando sério de repente. — Hey, Reita...
-Que foi? — disse, interessado.
-O que é isso aqui? — disse, apontando para uma parte aleatória de seu tórax.
-Seu tórax? — riu.
-Não, baka! Aqui, ó! — disse, segurando o riso, tentando se manter sério.
-Aonde? — se aproximou, relutante, chegando bem perto do outro. Será que a lente tinha grau a menos e por isso não enxergava? — O que é?
-Isso! — se levantou rapidamente, sentando, enlaçando o outro pela nuca, lhe tascando um beijo.
Reita gritaria...Se pudesse.
Uruha o agarrara de surpresa.
Não acreditava que havia sido tapeado!
Não teve reação alguma quando sentiu a lingua do outro roçar em seus lábios, pedindo passagem.
Talvez tivesse sido o choque.
Mas antes que percebesse, já estava retribuindo o beijo sem saber direito o \'porque\' e nem o \'como\'.
Beijar era uma coisa realmente estranha para Reita, mas se acostumaria com aquilo, principalmente se seus beijos fossem sempre com o loiro tarado que resolvera ter como conselheiro.
Sentiu uma das mãos de Uruha passear lentamente por suas costas, até chegar em sua lombar, levantando sua camiseta e acariciando lentamente aquela região.
-Uruha-san... — disse, entre os vários selinhos seguidos que o loiro dera em sua boca, de forma carinhosa.
-Hm? — disse, levando o rosto ao pescoço do outro, começando a beija-lo levemente.
-...! — fechou os olhos, abraçando o outro. — V-vai com calma...!
Uruha se separou do outro, um pouco sem jeito.
Reita o olhava desentendido, corado.
-Desculpa, não era pra acontecer isso... — o conselheiro sorriu fraco.
-...N-não, tudo bem...
-Certo...Er..Não vai mais acontecer, tá? Foi um momento de fraqueza.
\"Não vai mais acontecer? Como assim?\" Reita piscou enquanto a frase rodava em sua mente.
Uruha se levantou, ajudando o mais novo a se levantar também.
-Bem, vamos indo...Acho que já tá no seu horário. — Uruha disse, sorrindo.
-V-verdade. — acenou com a cabeça.
Os dois saíram do local desnorteados.
Não trocaram uma palavra sequer durante o caminho percorrido até o metrô, onde Uruha acompanhara Reita.
-Bem, acho que...Podemos sair sexta? Tipo...Mas não pode ter horário pra voltar. — disse Uruha sorrindo.
-Er...Vamos pra onde?
-Para uma balada, bobinho. Achou que íamos pra onde? Pra um motel? — riu.
-Tá, vou ver o que eu consigo... — sorriu.
-Tudo bem...Até! — se despediu do outro e voltou a caminhar de volta para sua casa.
Reita tomou seu rumo, indo para o metrô.
É, ele preferia um motel à uma balada.
Notas finais
Eu sei que demorei, não comam meu cérebro '-'
Bem, enjoy it x3
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