My Bulletproof Heart

10 9-What's happening to me?


Notas iniciais
Oláá *-*
Eu queria deixar um recadinho aqui pra Adrenaline Motivation, que ficou com ciúmes de uma outra amiga minha só porque eu falei que ela me inspirou u_u
My bby, vc sabe que a maior parte do que eu escrevo, eu escrevo pensando em você, então não precisa ficar com ciúmes ♥
Bom, vou calar a boca aqui e vou deixar vocês lerem, é.

No dia seguinte, como esperado, acordei com uma dor de cabeça enorme. Não só por causa das drogas, mas porque chorei a noite inteira. Meus olhos, felizmente, não estavam mais vermelhos.

Levantei-me lentamente, tentando mexer minha cabeça o mínimo possível. Vesti o uniforme do colégio e tentei melhorar um pouco o estado do meu cabelo, que estava completamente bagunçado.

Peguei minha mochila e fiz o mesmo ritual de sempre: Jogar no sofá, ir para a cozinha e comer meu café da manhã.

-Você não parece estar bem. Aconteceu alguma coisa, Sr. Frank?

-Não é nada... É só que... Foi um choque grande.

Evelyn assentiu, compreensiva.

Deixei o prato e o copo na pia e deitei-me no sofá, jogando um travesseiro na minha cara.

-Ah, Sr. Frank.

-Sim?

Tirei o travesseiro da cara e vi Evelyn na porta da cozinha, olhando para mim timidamente.

-Sua mãe disse que vai passar o dia fora e volta amanhã. Ela teve que viajar por causa do trabalho.

Assenti, jogando o travesseiro na minha cara de novo.

Alguns minutos depois, resolvi ir para a escola mais cedo, afinal, ficar ali deitado no sofá não ia ajudar em nada. Pelo menos, na escola eu teria alguém para conversar.

-X-

-Fala, Frank! Nossa... Que cara é essa? – perguntou Bob ao ver minha pessoa entrando na sala.

-Nada não.

-Nada? Tem certeza? Parece que você ficou uma noite sem dormir! Aconteceu alguma coisa? – perguntou Ray.

-Nada não, galera. Na moral, só esqueçam isso, ok? – tentei abrir um sorrisinho de lado – Olha, eu volto já. Eu só vou no banheiro rapidinho.

-Ok... – disseram eles, franzindo a testa e trocando olhares interrogativos. Me levantei da carteira e vire um corredor, entrando no banheiro.

O bom do banheiro dessa escola é que ninguém nunca entrava lá, portanto, eu poderia fazer o que bem entendesse lá.

E o que eu queria, naquele momento, era ficar um pouquinho mais... “Feliz”, se é que você me entende.

Tirei um dos saquinhos de pó branco do bolso e inalei novamente. Logo depois, comecei a sorrir. Já tinha conseguido o que queria. Pus o resto de volta no bolso e fui em direção à sala.

-Pronto.

-Caralho, você demorou, hein? – exclamou Ray.

-Foi mal aí, palmeira impaciente.

-Tudo bem, anão lerdo.

-Escuta aqui, seu...

-Chega, gente. É sério. – disse Bob, se interpondo entre nós.

-Tá, foda-se, tanto faz. – revirei os olhos – E aí, quanto acha que tiramos naquela atividade? – perguntei.

-Sei lá... Quanto vale?

-Acho que cinco pontos.

-Então vamos tirar cinco pontos.

-Por que? – perguntou Bob.

-Porque nós fizemos a atividade com o nerd caladão, oras! – respondi, com simplicidade.

-Ah sim – Bob riu – Com certeza vocês tiraram nota máxima nisso aí. Enquanto isso, eu vou ter que fazer aquela merda no dia da prova de segunda chamada. – ele bufou.

-Isso é que dá não vir pra escolal. – Ray deu um pedala no loiro – Agora se ferrou!

-Cala essa boca, Ray. Você sabe que eu queria vir... Não... Espera... Eu não queria vir... Ah, você entendeu! Se eu pudesse, eu teria vindo. Mas eu estava realmente muito mal.

Assenti.

-Muito bem, sentem-se, todos. – disse a professora de Geografia, entrando na sala. Vendo que ninguém se sentou, ela usou outra tática para nos convencer – Eu só vou entregar as atividades se vocês se sentarem.

Obviamente, todos se sentaram.

-Bom. Eu só vou entregá-las no fim da aula. E não adianta reclamarem, se não eu só entrego na semana que vem! – disse ela ao ouvir nossos murmúrios de desaprovação.

Meus olhos vagaram pela sala inteira até pararem no novato. Mais uma vez, ele estava com aquela expressão triste, cansada e pensativa ao mesmo tempo, apenas olhando para a janela. Suspirei de cansaço, esse negócio dele ser nerd e emo ao mesmo tempo já estava ficando chato. Admito que quase fiquei tentado a levar um pouco da droga pra ele porque né...

-Sr. Iero! Está prestando atenção no que eu estou dizendo?

-Ah... Desculpa, não.

-Eu disse que você, o Sr. Toro e o Sr.Way foram os únicos que tiraram cinco na atividade.

Arregalei os olhos.

-S-sério?

-Sim. E é bom que saiba que, com esses cinco pontos, você não está mais de recuperação na minha matéria.

Olhei, maravilhado, para Ray. Ele abriu um sorriso e eu quase que comecei a dançar na minha própria cadeiar.

-Graças ao bom deus. – exclamei.

A professora fez um gesto de reprovação com a cabeça e virou-se para o quadro branco.

-Dá pra acreditar nisso? – sussurrei baixinho para Ray e Bob – Eu não estou mais de recuperação em Geografia! Meu deus, milagres acontecem!

Ray e Bob riram.

-Mas eu acho que agora você tem que ir falar com o novato, não é?

-Por que? – franzi a testa.

-Oras, porque foi por causa dele que você tirou cinco.

Eu fechei a cara.

-Tinha que me lembrar disso, seu idiota?!

-Calma, florzinha. Só estou dizendo que você está devendo uma para ele.

Bufei. Como meus amiguinhos lindos são inconvenientes.

Ou talvez sejam só filhos da puta mesmo.

-Ok, ok. Mais tarde eu falo com o Way. Feliz agora?!

-Sim, muito. – Bob sorriu. É impressionante como ele sempre consegue o que quer, mesmo que o que ele queira não seja o que eu quero. Se é que essa frase fez sentido.

-X-

-Eu não quero falar com ele!

-Mas vai falar!

-Por que? Eu não quero!

-E eu lá perguntei se você quer ou não? Eu estou falando pra você ir, então vai logo!

-Mas...

-Foda-se se você é tímido, eu não quero saber. Vai logo falar com ele, inferno!

-Mas... Ah, tá bom. – desisti e fui falar com o novato.

Andei rápidamente até o banco onde ele estava sentado.

-Ei, Way.

Ele olhou para mim.

-É você mesmo. Er... Obrigado.

-Por... ?

-Por... Você sabe... Fazer a atividade com a gente. Se não fosse você... Nós... Não teríamos tirado nota máxima.

-Ah... Claro. – vi uma sombra de um sorriso nos seus lábios rosados.

E, puxa, até que os lábios dele são convidativos...

... E os olhos dele são lindos...

... E ele até que é bonitinho...

Frank Iero. Se controla. Pelo amor de deus, né?

-Iero? – chamou ele.

-Oi. Desculpa. Eu... Estava pensando em outra coisa.

-Notei. – disse ele, irônico – Você está falando sério? Desse negócio de... Agradecer.

-Dã. Capitão óbvio. Claro. Por que?

-Porque você não é dessas pessoas de agradecer.

-Não sou mesmo. Foi o Bob que me mandou.

-Ah.

Ficamos em um silêncio constrangedor por vários minutos.

POV Gerard

Céus, como ele era bonito!

Seu ar misterioso não ajudava em nada. Muito menos o seu olhar infantil. Tudo nele me deixava sem jeito, com uma vontade enrome de abraçá-lo ali mesmo e nunca mais o soltar, de beijá-lo, de acariciá-lo...

Mas... O que está acontecendo comigo, afinal?

Notas finais
Ok, fiquei animadinha pra escrever essa última parte, mas eu tinha que parar por aí pelo bem da fic.
E VOCÊS NOTARAM QUE EU NÃO FERREI O FRANK NESSE CAPÍTULO? EU ATÉ DEI NOTA ALTA PRA ELE *-*
Não precisam me matar, então! *-*
Enfim, até o próximo, galerinha o/