My Bulletproof Heart
54 53-Or maybe so
Notas iniciais
Ansiosa de um jeito ruim -q
Ooooolha, eu tenho boas notícias. O próximo capítulo era pra ser o epílogo, né. MAAAAAAAAAAAAS eu arranjei um jeito de enrolar mais um pouquinho. Resultado: mais um capítulo antes do epílogo!
Só porque eu sou boazinha, hein?
Mentira, é porque eu queria muito enrolar. Não quero me despedir de MBH, foi minha primeira longfic de MCR ;s
Enfim...
Enjoy!
Por que eu sempre termino em um hospital?
É impressionante.
Pelo menos, dessa vez, eu apenas esperava para ver se Bob acordaria.
É. Eu aguardei por horas a fio.
E esperei.
E esperei.
Até que...
... Até que nada. Quem estou tentando enganar?! Bob morreu e todos sabemos disso! Pra que eu continuo esperando aqui? Argh, maldita mente que fica repetindo a frase “Bob está vivo”. Ele não está.
–É tudo culpa minha... – gemi roucamente, sentando na borda da maca. Gerard me abraçou de lado.
–A culpa não é sua, meu amor. Você não tinha como saber.
–C-claro que é! Se eu tivesse deixado eles me matarem e não tivesse mandado a mensagem para você, teria sido bem melhor! Provavelmente, eu estaria enterrado agora e você estaria na sua casa!
–Frank, nunca mais repita isso. Você não sabe a dor que seria caso você morresse. – disse ele, depositando um beijo em meus lábios. Eu me sentia péssimo por tudo aquilo que aconteceu e Gerard sabia disso, por isso ele insistiu em ficar do meu lado enquanto eu estava sentado na beira da maca onde um Robert inconsciente estava deitado. Observei mais uma vez seu rosto calmo, o rosto da pessoa que tinha praticamente se sacrificado para me proteger... Como eu, um dia, pagaria minha dívida com ele? Só se eu me matasse junto!
Suspirei tristemente. O que é que eu ia fazer agora?
Eu sabia o que eu ia fazer agora: chorar.
E chorar muito. Chorar por um amigo que eu ignorei, chorar por um ursão nerd que eu gostava. Chorar porque fui estúpido demais para não lhe dar a atenção que ele merecia.
Sim, sim. Eu havia vários motivos para chorar.
Então eu fiz isso mesmo. Chorei por várias horas, molhei a camisa de Gerard, mas ele não se importou. Ele também estava triste, é claro, mas tentou se manter forte, só para mostrar que ele podia tomar conta de mim sem enfraquecer também. Mas eu vi as lágrimas retidas em seus olhos, sabia o quanto ele queria chorar por causa de Bob.
–G-Gee...
–Sim, meu amor?
–E se a mãe d-d-dele me c-culp-par pela mort-te dele?
–Ela não vai fazer isso, eu tenho certeza. Sua mãe e a minha família vão conversar com a Sra. Bryar e eu tenho certeza de que ela vai entender, ok? Afinal, não foi culpa sua mesmo.
–O-ok...
–Fica calmo, Frankie. Por favor. Vai dar tudo certo, eu prometo.
Assenti. Senti as pontas dos dedos frios de Gerard deslizarem por minhas costas enquanto ele tentava me reconfortar. E funcionou, pois, alguns minutos depois, eu estava bem melhor do que antes. Talvez não totalmente feliz, mas melhor.
–Obrigado, Gee. – murmurei.
–Não há de que. – a porta se abriu e uma médica apareceu. Era a mesma que havia me atendido antes, pra falar a verdade.
–Vocês dois poderiam se retirar? – pediu ela docemente – Eu preciso examinar o seu amigo.
–Claro. – falei, puxando Gerard comigo e deixando a médica sozinha com Bob.
–X-
POV Gerard
Ficamos eu, Frank, Ray, Mikey, Lyn-z e a mãe de Bob, todos na sala de espera. Ray tentava reconfortar a Sra. Bryar, enquanto Lyn-z e eu acalmávamos Frank. Já se faziam horas desde o ocorrido, mas Frank ainda estava muito abatido.
Mikey?
Bom... Mikey apenas estava sentado, balançando as pernas. Ele não tinha muito o que fazer e ainda estava particularmente chocado pelo tiro. Pudera, ele é só uma criança, não é? Nenhuma criança deveria ser obrigada a passar por um choque desses.
De repente, a Sra. Bryar se aproximou de mim e de Frank.
–Ei... Você é o Frank, né? – perguntou ela, fungando e limpando as lágrimas que ainda caiam. A Sra. Bryar era loira como o filho, mas, ao contrário dele, era muito pequenininha. Usava um vestido roxo e sandálias douradas. Seus olhos verdes estavam inchados por causa do choro, obviamente.
–S-sou sim. – gaguejou Frank.
–Me disseram que você foi o primeiro a socorrer o meu Robby... Eu te agradeço imensamente, Frank. E a você também, Gerard. Não te conheço muito, só ouvi falar de você, mas já me disseram que você é um grande amigo e que também ajudou o meu filhinho. – ela sorriu de lado – Obrigada a vocês dois.
–Não foi nada, Sra. Bryar. – falei, respondendo pelo Frankie, que ainda estava triste demais para responder. Ela sorriu e voltou a se sentar em sua cadeira e Ray voltou a tentar confortá-la.
–Viu, Frankie? Ela não te culpa por nada.
–Graças a deus... – murmurou ele, fungando um pouco. De repente, a médica que eu descobri se chamar Sarah, apareceu na porta, com uma expressão de pesar.
–Sra. Bryar, posso falar com você?
Ela se levantou e foi até o lado da médica. As duas conversaram e ninguém pôde ouvir o que as duas falaram, mas já deu para imaginar o que aconteceu quando vimos a Sra. Bryar voltando a chorar desesperadamente. Ray arregalou os olhos e vi lágrimas caindo pelo seu rosto. Frank soltou um gemido triste e voltou a apoiar o rosto em meu ombro, chorando mais do que antes. Senti lágrimas escorrerem pela minha face e se perderem em minhas roupas. Mikey, que estava sentado e calado até aquele momento, se aproximou de nós dois e nos abraçou. Eu e Frank retribuímos o abraço e Ray também se aproximou. Ficamos ali, nós quatro, chorando pela perda de um amigo que se sacrificou pelo outro. Se não fosse por ele, Frank poderia ter morrido...
... Eu devo minha vida a ele.
A médica se aproximou de nós e sua expressão era de pena e tristeza.
–Querem se despedir dele?
Todos nós assentimos. Primeiro, Ray e Mikey foram lá e voltaram com os olhos mais vermelhos do que antes. Depois foi a minha vez e a vez de Frank. Ele se apoiou em mim o caminho todo, fraco demais para andar propriamente. Ao chegarmos na sala, Sarah nos deixou sozinhos com um Bob inconsciente. Aproximamos-nos e as lágrimas começaram a cair mais ainda dos olhos de Frank.
–Não te conheço há muito tempo... Mas você foi um ótimo amigo para mim, Bob. Sinto muito pelo que fiz você e Ray passarem. Eu nem deveria ter mencionado aquilo, assim, quem sabe, você estaria vivo. Provavelmente, eu estaria morto, mas... Pelo menos você não estaria assim, pálido e inconsciente. A culpa é toda minha. Sinto muito mesmo. Você foi um ótimo melhor amigo. Espero que descanse em paz, seu ursão burro e bobo. – sorri levemente, limpando as lágrimas. Foi a vez de Frank se aproximar e começar a falar.
–Bob... Me desculpe, eu fui um idiota com você... Não devia ter mentido, muito menos ignorado você... Eu sou um imbecil, só destruo amizades! – suas frases eram entrecortadas por soluços de dor – Espero que, um dia, possa me desculpar... Você foi o melhor amigo que eu não merecia ter, não depois de tudo que eu fiz você passar...
Enquanto ele falava, franzi a testa, pois notei uma coisa estranha. Rapidamente, tirei meu relógio do pulso e aproximei da boca de Bob. O vidro ficou levemente embaçado.
Ele estava vivo.
Notas finais
Vocês amam esse ursão loiro, não é?
Quem não ama... ? *-*
Enfim, não pretendo demorar para postar o próximo. Ou sim. Sei lá -q
Beijo -q
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