Notas iniciais
Arranjei tempo pra postar. Eu ia postar ontem, mas não ficou pronto. A imaginação fluiu bastante -qq
Enjoy!

Como prometido, eu e Mikey assistimos o tal filme. Admito que foi divertido. Mikey adorava esse filme e sabia de praticamente todos os detalhes. Acabei indo dormir relativamente tarde. Estava super cansado, mas ainda havia forças para checar as horas em meu celular e ver isso:

Quinze ligações perdidas de Frank.

Arregalei os olhos e tentei ligá-lo de volta. Ele não atendia. Comecei a me desesperar. Apesar de meu sono, vesti uma roupa qualquer e fui até a casa de Frank. Bati na porta e me deparei com uma Linda Iero que chorava muito e tinha as bochechas coradas.

-G-Gerard... O-o Frankie...

Olhei em seus olhos vermelhos, tentando incentivá-la a falar. Ela soltou um gemido de choro antes de dizer:

-O-o Frankie... Sumiu!

Senti o mundo à minha volta rodar. Apoiei-me no portal, tentando fazer com que eu não caísse ali mesmo.

-Quando? – minha voz não passava de um sussurro.

-N-não sei! Ele volt-tou para casa hoje de t-tarde... Abrac-cei-o e agradeci-o por t-ter volt-tado... E-e saí para trabalhar... Q-quando voltei, ele não est-tava mais aqui... L-liguei para o celular dele e ele n-não atendeu... S-sua mãe também disse que ele n-não estava na sua c-casa... – ela suspirou fundo – L-liguei para a p-p-polícia... Eles p-passaram aqui... Fizeram p-perguntas e começaram a b-b-busca.

Eu ainda estava zonzo. Havia falhado com meu próprio namorado. Prometi que ia protegê-lo, mas não o fiz...

-S-sinto muito, tia Linda...

-Não é culpa sua, querido. – ela sorriu tristemente.

-N-não... É s-sim... Eu prometi protegê-lo. E falhei.

Linda suspirou e puxou-me até a sala grande e luxuosa. Empurrou-me levemente, fazendo-me sentar no sofá de capa branca. Deu-me um copo d’água e me abraçou de lado.

-Eu sei o quanto você o ama, querido, mas você não tinha como saber...

-Ele me ligou 15 vezes! – gritei, totalmente desesperado e nervoso. Ela suspirou.

-Não fique se culpando, ok? Nós vamos achá-lo, eu prometo.

Assenti e me despedi. Fechei a porta do meu quarto e chorei contra o travesseiro. E chorei. Chorei muito. Pensar que Frank poderia estar morto naquele exato momento era horrível.

Duas horas depois, parei de chorar subitamente. Percebi que chorar não adiantaria nada.

Eu tinha que ir atrás dele.

Funguei e peguei meu celular. Notei que havia uma mensagem na caixa postal. Nas linhas a seguir, tentarei transcrever o que ouvi:

-Gee? – era a voz de Frankie. Estava chorosa e desesperada – Gee, por favor, me ajuda... Eu... Eu estou com medo! P-por favor... – um gemido de dor escapou de seus lábios – Eu... Eu não sei onde est-tou... Mas... O-o... – mais um gemido de dor saiu de seus lábios, dessa vez, particularmente alto – G-Gee... N-não... Ah... Ah! – dessa vez, foi um grito de dor – Eu... F-foi... – ele começou a sussurrar – Foi o Kyle... – outro grito de dor – E-ele que me s-se... – ele não terminou de falar e um silêncio aterrador tomou conta da mensagem. De repente, ele sussurrou mais uma vez, mais fracamente do que antes – P-por favor, Gee... Me ajuda... – um barulho estranho e a mensagem acabou.

Minhas mãos tremiam. Eu me sentia completamente impotente, sabendo que ele estava sofrendo e eu não podia fazer nada a não ser ouvir sua mensagem.

Então Kyle resolveu ferrar com a minha vida assim?!

Eu sabia que não ia conseguir fazer nada sozinho, portanto, liguei para Ray. Sim, eu havia pegado o número dele.

-Alô? – sua voz era cansada e sonolenta.

-Ray, desculpa te ligar a essa hora...

-Você tem problemas, seu filho da puta?! Sabe que horas são?! – ele começou um discurso. Interrompi-o e falei:

-Frank sumiu.

-Eu... Oi?!

-É. Frank sumiu.

Contei-lhe tudo sobre minha ida até a casa de Linda Iero e contei-lhe que queria ir atrás dele.

-... É isso. Quer ir comigo?

Ray não hesitou.

-Sim. Vou acordar Bob. Ele vai conosco nem que eu tenha que arrastá-lo da cama.

-Ok. Encontro vocês perto da casa de Frank.

-Ok. Até.

-Até.

Desliguei o telefone e levantei-me rapidamente. Peguei uma folha de papel e rabisquei algumas palavras:

Pai e mãe, não se preocupem comigo. Estou na casa de Frank e vou dormir lá.

Gerard.

Deixei o bilhete colado na geladeira e saí de casa fazendo o maior silêncio possível. Encaminhei-me até a esquina da casa de Frank, fazendo o máximo para não ficar visível pela janela da casa, caso Linda ainda estivesse acordada. Não queria que ela soubesse o que eu estava prestes a fazer.

Alguns minutos depois, avistei um Ray nervoso e um Bob sonolento se aproximando de mim rapidamente. Abri um meio sorriso cheio de nervosismo que eles devolveram da mesma forma. Bob bocejou e perguntou:

-Afinal, o que houve?

-Frank não apareceu a tarde toda. – gemeu Ray – E não sabemos onde ele foi parar.

Subitamente, Bob acordou por completo.

-Sério?

Assenti.

-Ah meu deus, temos que achá-lo! – seu tom era um pouco surpreso.

-Calma. Ok? Calma. Vocês dois. Eu recebi uma mensagem dele.

Ray arregalou os olhos e ficou me olhando com um olhar assassino.

-Mostra. Logo. A. Porra. Da. Mensagem.

-Ok, ok! – arqueei uma sobrancelha e pesquei o celular dentro do meu bolso. Mostrei a eles a mensagem. Os dois formaram expressões assustadas e intrigadas ao mesmo tempo. Fiz um gesto de “pois é” e pus o celular de volta no bolso.

-Afinal, quem é Kyle? – indagou Bob.

-Ex-namorado da Lindsey.

-Lindsey?! – perguntaram os dois, ao mesmo tempo. Suspirei e contei brevemente minha história sobre Lindsey e Kyle e também sobre a criança. Ray franziu a testa.

-Por que ele pegaria o Frank pra se vingar de você?!

-Não, a pergunta mais importante é: COMO ele sabe do Frank? – indagou Bob.

-Não sei. – falei, com um ódio profundo na voz. Se eu pusesse as mãos em Kyle, eu ia matá-lo.

-Alguma ideia de onde ele pode estar?

Fiz que não com a cabeça.

-Onde é um lugar que alguém pode esconder uma pessoa?

Subitamente, Bob teve uma ideia.

-Frank disse que passaria na loja de videogames antes de ir pra casa. Quem sabe, se perguntarmos aos vendedores, eles possam nos dizer alguma coisa!

-Duvido. – ri desanimadamente – Ele parou na casa dele e a mãe viu.

-Não custa nada tentar, Gerard. – Ray pôs uma mão em meu ombro – Escuta, eu sei que você quer muito achá-lo, e nós também, portanto, temos que seguir qualquer pista que tivermos, entende?

Suspirei fundo e assenti. Um vazio tomava conta de meu peito. Eu queria Frank em meus braços. E queria agora.

-X-

Fomos até a loja e encontramos um adolescente de, no máximo, 14 anos. Era animadinho, elétrico e falava rápido. Era moreno, tinha os cabelos pretos e espetados e olhos castanho-claros. Tinha um sorriso claro ofuscante.

-Oi! Posso ajudá-los? – ele sorriu. Devolvi-lhe o sorriso tristemente. Tudo me lembrava de Frank naquela hora e, ver esse menino baixinho e elétrico, me lembrava demais do Frank.

-Por acaso lembra-se de um garoto baixinho de cabelos escuros que passou aqui? – indagou Ray, vendo que eu estava fraco demais para falar.

O menino franziu a testa.

-Não... Como ele era, exatamente?

-Vestia um uniforme de escola, tinha os olhos verdes...

-Ah sim! Lembro-me dele! Por quê?

-Viu para onde ele foi?

O menino pensou por algum minuto.

-Bom, ele passou por aqui... Comprou um videogame... E voltou para casa, suponho eu. Depois de duas horas, ele passou aqui na frente de novo, mas não entrou. Estava acompanhado de um homem com cabelos negros... Ele era alto e pálido... Vestia um casaco preto... Calça Jeans e tênis.

Xinguei baixinho. Era uma descrição perfeita de Kyle.

-Pra que direção eles foram? – perguntei, apreensivo. Minha voz saiu entrecortada, mas ele entendeu.

-Ah, eu vi eles indo para frente... – disse ele, apontando para a rua paralela à que estávamos – E depois viraram para a direita.

-Ah, ok, obrigado mesmo!

-Não há de quê.

Saímos correndo na direção que o tal menino nos disse. Corri como nunca havia corrido antes e quase tropecei no caminho. Ray e Bob também corriam, tentando me alcançar. Quando virei, finalmente parei, observando a rua. Era longa e estreita, com vários prédios ladeando-a. Passei por uma farmácia e entrei nela desesperadamente. Fui até o balcão e indaguei à mocinha:

-Ei, você viu um homem alto, pálido, de cabelos negros e casaco passar por essa rua?

Ela fez que sim.

-Entrou no galpão abandonado no fim da rua.

-Obrigado. – sorri da forma mais convincente que pude e saí correndo mais uma vez, com Ray em meu encalço. Bob estava bem atrás, ofegando e tentando nos acompanhar. Parei em frente à porta do galpão e tentei abri-la. Não deu certo. Bufei em descontento. Ray também tentou e não conseguiu nada. Foi a vez de Bob bufar e dizer:

-Ah, saiam da frente, idiotas! – ele se afastou e correu em direção à porta, batendo o ombro contra ela e fazendo a porta quebrar. Lancei um olhar chocado a Bob, que massageava o ombro levemente. Ray boquiabriu-se e disse:

-SEU ESTRANHO!

-Sou. – resmungou o loiro – Agora entrem logo, vamos.

Não discuti e entrei, percorrendo os corredores. Eu podia sentir a presença de Frank no galpão e, de alguma forma, eu sabia que corredores percorrer e que direções virar. Cheguei até uma porta de madeira, grande e escura e abri-a com violência, revelando um Frank amordaçado e sentado em uma cadeira.

-Frank! – gritei e corri até ele. Bob e Ray permaneceram ali.

-Mmmfh... – ele tentava dizer alguma coisa. Tirei-lhe a mordaça.

-Gerard, sai daqui! – disse ele, alarmado. Franzi a testa, um pouco confuso sobre o que ele havia dito. Porém, entendi tudo quando ouvi passos atrás de mim. Era um homem particularmente estranho, mas bonitinho ao mesmo tempo. Vestia uma blusa vermelha, calça jeans e all star. Franzi a testa. Não achava que conhecia esse cara.

-Não contou de mim pro seu namoradinho, Frankie? – indagou ele, com sarcasmo escorrendo na voz. Frank não respondeu – Meu nome é Zachary Baker. – ele abriu um sorriso que combinava com o tom de sua voz – Ah, e, Kyle? Faça-me o favor de aparecer aqui?

Do meio das sombras, surgiu Kyle.

-Kyle?! Você o conhece? Mas o que...

-Ele é meu tio. – disse ele e virou-se em direção a Frank – Prazer, meu nome é Kyle Baker.

Notas finais
Apanharei por esse capítulo? Acho que sim -QQQQQQQ
Ok, agora, provavelmente, eu só posto na segunda. Ou na terça, que aí eu já posto todas as fics de uma vez. É, provavelmente na terça.
Enfim...
Beijo -q