Notas iniciais
Oi.
Nem demorei tanto *oremos -q*
E eu escrevi enquanto estudava pra prova de geografia.
OU SEJA: Eu não estudei.
*Issaê Adrenaline, agora vai lá memorizar a capital da Cuba o/ Isso você não consegue, né? Inútil o/*
E, mano, eu acho (mentira, eu tenho certeza) que tem leitores na moita aqui.
Apareçam, eu não mordo. E eu sou legal!
Não sou? Não sou?
Não?
Ah, ok. Desculpa. Vou ficar quietinha.
E milhões de obrigadas a Ju_uzumaki pela recomendação! Muito obrigada mesmo, viu, linda? :3
Enfim...
Enjoy!

Eu e Mikey conversamos o trajeto inteiro, até que senti que Gerard estava um pouco isolado de tudo. Cutuquei-o levemente.

-Ei, tá tudo bem?

-Claro.

-Tem certeza?

-Aham. – respondeu ele, secamente. Mordi o lábio e troquei de lugar com Mikey, que ainda jogava em seu DS.

-Gee, desculpa. – falei, com a voz baixa. Não precisava fazer esforço para Donna e Donald não me ouvirem, pois os dois também conversavam entre si.

-Pelo quê?

-Por não falar com você... Desculpe-me.

Ele riu baixinho e fez que não com a cabeça.

-Não, você me magoou profundamente. – seu tom era de falso orgulho. Dei-lhe um tapa em sua cabeça e revirei os olhos.

-Idiota.

-Retardado.

Rimos um do outro enquanto Donald estacionava o carro em frente a uma pizzaria. Logo me animei, afinal, era pizza! E nada me anima mais do que pizza!

-Nós vamos comer pizza? – perguntou Mikey, animado – Ebaaa! – ele finalmente desligou seu Nintendo DS e abriu a porta do carro com força, visivelmente feliz. Gerard riu e abriu a outra porta do carro. Saí pela da esquerda, por onde Mikey tinha saído, e observei o letreiro luminoso da pizzaria. Pelo vidro do estabelecimento, pude ver que o lugar estava razoavelmente cheio, mas vazio o suficiente para podermos escolher aonde queríamos sentar.

-Tem certeza de que eu não vou ser um incômodo, Sra. Way? – perguntei, um pouco apreensivo.

-Claro que não, querido! E pode me chamar de Donna! – ela sorriu agradavelmente. Assenti e abri um sorrisinho, um pouco encabulado. Eu não era a melhor pessoa do mundo para interagir com outras pessoas, principalmente com adultos.

-Vem, vamos entrar logo! – disse Mikey, praticamente puxando os pais lá para dentro.

O restaurante estava barulhento, como qualquer outro restaurante. As paredes e o chão eram todos de uma cor clara. As mesas redondas possuíam toalhas de mesa brancas com listras azuis, pratos de porcelana, talheres e uma florzinha no meio. As cadeiras de madeira estavam dispostas ao redor das mesas. Lustres grandes pendiam do teto, iluminando todo o espaço. Em uma área, um vai e vem de garçons acontecia o tempo todo. Pude ver vários deles entrando e saindo através de uma porta cinza que, provavelmente, dava para a cozinha.

Segui a família Way até uma mesa qualquer e me sentei ao lado de Gerard e Mikey. Logo uma menina que parecia estar na faculdade apareceu. Ela tinha cabelos loiros, olhos verdes e um sorrisinho animador. Ela não parecia se importar com o fato de que era uma simples garçonete trabalhando para conseguir dinheiro para pagar a faculdade e, mesmo que se importasse com isso, parecia levar no bom humor.

-Oi! – sua voz era fininha e particularmente irritante – Boa noite! – ela entregou os cardápios. Murmurei um tímido “obrigado”. Ela sorriu mais uma vez e se afastou. Comecei a examinar o cardápio. Tentei me alhear a conversa entre os quatro e fingi prestar atenção no que estava lendo enquanto, na verdade, as palavras simplesmente passavam pela minha cabeça, sem se fixarem. Meus pensamentos voaram para longe e comecei a devanear sobre coisas sem sentido, até que fui trazido de volta à realidade por Gerard, que puxava a manga de meu casaco.

-Frank!

-Hm, oi?

-Você gosta de pizza de calabresa? – perguntou ele, como se já tivesse repetido isso inúmeras vezes.

-Ah, sim, gosto! – falei, com certa animação sincera.

-Tá tudo bem? – ele franziu a testa.

-Sim, sim. Só comecei a pensar sobre outras coisas e acabei me distraindo, desculpa.

Ele arqueou as sobrancelhas, mas não me incomodou com mais perguntas. Ao invés disso, virou-se para conversar com o próprio pai. Poucos minutos depois, a garçonete voltou, com uma daquelas... “Coisas” que parecem celulares que eles usam para anotar os pedidos.

-Já escolheram?

E assim, o pai de Gerard começou a recitar o que todos pediram para beber e a pizza que queriam. Ela sorriu e falou que já voltava com as bebidas. Donald e Donna começaram a conversar entre si, Mikey ligou novamente seu joguinho e Gerard se virou para mim.

-Frank, está tudo bem mesmo? Você está com uma expressão estranha... – sua expressão era preocupada.

-Ah, não é nada... – menti. Na verdade, tinha alguma coisa sim.

-Pára de mentir, Frank. Eu sei que tem alguma coisa errada. – insistiu ele.

-Já disse que não é nada! – exclamei, apoiando os cotovelos na mesa. Meu tom saiu um pouco irritado sem querer, o que chamou a atenção de Mikey, mas não de seus pais.

-Frank? O que aconteceu?

-Nada.

-Mikey, não se mete nisso! – falou Gerard, rispidamente. Os olhinhos de Mikey se encheram de lágrimas e ele fez um biquinho.

-Ok, desculpa, não precisava brigar comigo! – ele cruzou os braços e voltou a atenção para seu jogo.

-Ah, vê se cresce, Michael! Você não pode continuar pra sempre com seus joguinhos e sei lá mais o que!

-Vocês dois, parem de brigar! – exclamou Donald. Donna olhava para os dois com certo desapontamento. Mikey e Gerard continuavam trocando alfinetadas enquanto eu me encolhia na cadeira. Os dois só pararam quando a menina da faculdade chegou com as bebidas. Os irmãos pararam, fingindo serem educados, agradeceram a menina e ficaram sem olhar um para a cara do outro.

-Ah pelo amor de deus, vocês dois! – disse Donna – Parem já com isso!

-Não, na boa, sua mãe tem razão. – virei em direção a Gerard – Vocês dois parecem duas crianças.

-Frank, fica fora dessa. – Gerard estava vermelho de raiva.

-Não fala assim com o tio Fran! – disse Mikey, aparentemente ofendido. “Tio Fran”? Eu estou ficando tão velho assim? Sério?

-Michael, você não tem nada a ver com o que eu falo com ele, ok?! Toma conta da sua vida. – a essa altura, todas as pessoas do restaurante olhavam para nós.

-Mas ele não merece ouvir isso só porque você é revoltadinho!

-Cala a boca, Michael, você não sabe metade do que...

-VOCÊS DOIS, JÁ CHEGA! – disse Donald, revoltado – SE VOCÊS NÃO PARAREM AGORA, NÓS VAMOS VOLTAR PARA CASA!

-Eu só vou parar se ele parar. – disse Mikey. Gerard bufou e murmurou um “cresce e aparece” para o irmão menor, recebendo um olhar severo e desaprovador de sua mãe.

Ficamos ali, mergulhados em um silêncio que, para Gerard e Mikey, era reconfortante. Para mim, era desconfortante e, provavelmente, para Donna e Donald era constrangedor.

Mikey parecia estar extremamente triste. Gerard ainda tentava se acalmar. Donna parecia pensar consigo mesma “Onde foi que eu errei?”. Donald observava os dois, para ter certeza de que não iriam recomeçar a discussão.

Eu?

Eu simplesmente estava sentado ali, encolhido na cadeira. Eu sentia que tudo aquilo era culpa minha. Se meu tom de voz não tivesse saído levemente irritado sem querer, Mikey não teria perguntado o que tinha acontecido e Gerard não teria respondido de maneira ríspida. Se eu não estivesse ali, eles não teriam começado a discutir.

Com esse pensamento me dando náuseas, levantei da cadeira e falei que ia ao banheiro. Ao invés disso, saí pela porta e sentei em um banco que havia ali perto, observando o céu. Suspirei, pensando em como eu estragava tudo.

-Frank? – ouvi uma voz me chamando. Era Gerard. Fingi que não ouvi seu chamado e continuei encarando as estrelas.

-Frank, por favor, olha pra mim. – ele se sentou ao meu lado. Continuei ignorando-o. Ele tocou meu braço – Me desculpa... Seja lá o que eu fiz...

-Seja lá o que você fez? Ah, pelo amor de deus, Gerard! Não foi o que você fez! Foi o que eu fiz!

Pude ver com o canto do olho que Gerard estava confuso. Bufei e encarei seu rosto.

-Você não entende, não é mesmo? Se eu não tivesse vindo, vocês dois não teriam começado a brigar! Era por isso que eu hesitei em vir: porque eu ia estragar tudo!

Gerard riu divertidamente. Fiz cara feia pra ele.

-Tá rindo do que?

-Frankie... Você não conhece a minha relação com meu irmão... Nós brigamos por praticamente qualquer coisa! Provavelmente, nós íamos achar outra coisa pra podermos discutir! Não se preocupa, não é culpa sua! – ele passou um braço por meu ombro, ainda rindo.

-T-tem certeza?

-Claro que eu tenho!

-Então tudo bem... Eu acho...

Ele sorriu e se levantou.

-Vamos voltar lá pra dentro?

-Eu... Claro. – me resignei.

Gerard sorriu mais uma vez e me puxou para dentro do restaurante novamente.

-X-

No fim, Gerard e Mikey se desculparam e a noite foi bem agradável. Nós conversamos, rimos, discutimos... Tenho que admitir que foi divertido.

-Obrigado por me convidar, Gee. – comentei, enquanto estávamos no carro.

-Não há de quê, Frankie. – respondeu ele.

-Prontinho, querido. Chegamos. – disse Donna.

-Muito obrigado por tudo. – sorri em agradecimento. Os pais de Gerard sorriram e se despediram de mim – Tchau, baixinho! – baguncei os cabelos de Mikey.

-Tchau, tio Fran! – ele sorriu fofamente.

-Eu desço com você. – disse Gerard, abrindo a porta. Dei de ombros e murmurei um “ok”.

Andamos até a porta de minha casa, onde eu fiquei de frente para ele.

-Obrigado por ter vindo... – disse ele.

-Sem problemas. Foi divertido. – sorri. Ele sorriu de volta e olhou para baixo.

-Então... Sabe que amanhã é o baile, não é?

Fiz que sim com a cabeça.

-Você vai?

-Não. Eu não tenho par. – fiz uma careta divertida, da qual ele riu.

-Nem eu... Mas você podia aparecer por lá... Afinal... Vai ter comida de graça. – nós dois gargalhamos.

-Vou ver se passo por lá... Você vai?

Ele deu de ombros.

-Posso ficar por algumas horinhas. Isto é, se você for.

-Então combinado. – abri um sorriso.

-Então... Te vejo amanhã, suponho.

-É... Até.

Virei em direção a porta. De repente, senti suas mãos em minha cintura e ele me rodou. Senti nossos lábios encostarem e eu arregalei os olhos. Cinco segundos depois, nos afastamos. Ao contrário do que pensei, Gerard não estava corado e nem assustado, simplesmente olhava em meus olhos, com uma expressão indecifrável.

-Até mais, Frankie... – ele deu alguns passos para trás antes de se virar e ir em direção ao carro.

-A-até mais... – gaguejei, tocando levemente meus lábios. Pelo que eu pude ver pelo vidro escuro do carro dos Way’s, seus pais e seu irmão não notaram o que tinha acontecido entre nós na porta de minha casa. Abri a porta de casa, incerto do que fazer. Na dúvida, simplesmente subi as escadas, evitando fazer barulho para não acordar minha mãe. Abri a porta do quarto e me joguei na cama, como sempre faço. Encarei Pansy, que estava pendurada na parede.

-E aí, Pansy? O que você faria?

Minha resposta, obviamente, foi o silêncio. Ri tristemente, desliguei as luzes e fui dormir.

-X-
POV Gerard

Passei o resto do trajeto simplesmente pensando naquele beijo. Tecnicamente, já tinha sido nosso terceiro até agora e, mais uma vez...

... Eu tinha gostado.

Eu odiava admitir isso, mas eu tinha gostado de nossos beijos até agora, tanto que o beijei novamente por puro impulso. Tive sorte de que meu pai e minha mãe estivessem distraídos. Mikey, obviamente, não notou nada, seu joguinho era mais interessante.

Ao chegarmos em casa, fui direto para o meu quarto, tentando pôr meus pensamentos em ordem. Claro que isso não aconteceu, era muita coisa passando pela minha cabeça. Por isso mesmo, tentei pôr meus sentimentos em ordem. Eu já não sabia mais se gostava ou não de Frank, se ele era meu melhor amigo ou algo a mais...

Comecei a travar uma batalha com meu subconsciente, tentando decidir se, afinal, eu gostava ou não de Frank.

Pelo amor de deus, Gerard, está na cara que você gosta dele!

Não, não estou!

Claro que está, seu idiota! Você até beijou ele!

Foi impulso...

Aham, impulso. Impulso porque você gosta dele.

Não, eu não gosto! ... Gosto?

Sim, gosta. Aliás, não, você não gosta. Você ama ele, isso sim.

Não, não amo...

Claro que ama, seu imbecil. Você fica bem ao lado dele, fica feliz. Só ele consegue te proporcionar a alegria com que você fica quando está com ele.

Isso não é amor...

Argh, a quem estou tentando enganar?! É claro que é!

Então pronto. Você ama ele sim e ponto final.

É...

Eu amo.

Mas ele não me ama. Nunca serei correspondido...

Amor estúpido. Só serve pra machucar.

Bufei e desliguei as luzes, indo dormir. Amanhã seria um novo dia.

Notas finais
Tenho boas notícias: O PRÓXIMO CAPÍTULO VAI SER MEGAINTERESSANTE u.u
E ocorrerá uma explosão de fofura u.u Acho que vocês vão gostar u.u
Vou tentar me conter aqui e não postar até terça ou quarta feira. Provavelmente eu não vou conseguir e vou postar antes, mas tudo bem -QQ
Com esta nota final com um tom de mistério, eu vou ali me suicidar pra não ter que fazer a prova de geografia.
*Mentira -QQ*
Beijo.