My Bulletproof Heart
30 29-Do i love him?
Notas iniciais
Sim, estou mais feliz. Não sei por que, mas hoje me animei ^^
E por isso estou postando outro capítulo, é -q
Enjoy!
Fomos andando lentamente até nossas respectivas casas. Como a minha era antes, tivemos que nos despedir em frente a minha casa.
-Então... Tchau, eu acho. – murmurei, timidamente.
-É... Até amanhã. E, Frankie...
-Sim?
-Por favor, não faça nada estúpido. Só por hoje.
-Só por hoje. – soltei um risinho sem querer. Ele sorriu ao ver isso e me abraçou. Ao me soltar, foi se afastando lentamente, em direção à sua casa. Sorri involuntariamente e entrei em casa.
Óbvio que, a primeira coisa que ouvi, foi uma bronca.
-FRANK ANTHONY THOMAS IERO JR. QUE IDEIA FOI AQUELA DE SAIR CORRENDO DE CASA?! – gritou minha mãe. Ela estava sentada no sofá, com os olhos inchados e cheios d’água. Zachary estava sentado ao seu lado e se sobressaltou ao me ver entrando na sala.
-Desculpe. – murmurei, sem graça. Ela correu para me abraçar e ficou ali murmurando coisas reconfortantes.
Como se eu precisasse disso.
-Mãe, calma, eu estou bem.
Ela fungou.
-Você sabe que vai ficar de castigo, não é?
Assenti.
-Um mês sem sair de casa. E sem guitarra.
Arregalei os olhos.
-SEM A MINHA PANSY? MAS EU ESTOU ARREPENDIDO, ME DESCULPA!
-Não, Frank. É sério. Sem guitarra.
Bufei audivelmente e subi para o meu quarto. Ok, o que eu tinha feito era errado, mas precisava tirar minha única fonte de conforto?!
Ao abrir a porta, vi um vazio na minha parede e isso doeu no meu coração. Suspirei e me joguei na cama. Virei para o outro lado, tentando dormir, afinal, não havia muita coisa a fazer já que eu estava sem minha guitarra.
POV Gerard
Abri a porta com força, me preparando para o pior. Eu sabia o que minha mãe ia supôr sobre minha ausência, mas eu não a culpo. Meu passado me acusa de várias coisas ruins e minha mãe tem toda a razão do mundo para achar o que ela acha.
Suspirei fundo e entrei na cozinha, onde minha mãe estava sentada, com uma expressão aflita, enquanto meu pai tentava confortá-la e Mikey chorava em um canto. Ao me verem entrando no quarto, meu pai se sobressaltou, Mikey gritou meu nome, surpreso e aliviado, e minha mãe arregalou os olhos.
-GERARD ARTHUR WAY! POR ONDE VOCÊ ANDOU, MOCINHO? AH, JÁ SEI, ESTAVA EM MAIS UMA DAQUELAS FESTINHAS, NÃO É? PARECE QUE NEM MUDAR DE ESTADO FAZ COM QUE VOCÊ TOME JEITO! VOCÊ TEM NOÇÃO DO PERIGO QUE PASSOU? EU E SEU PAI... – suspirei. Como eu disse, eu sabia o que ela ia supôr. Tentei interpelá-la:
-Mãe, calma. – ela não me escutou e continuou falando:
-... FICAMOS FEITO DOIDOS ATRÁS DE VOCÊ! ALERTAMOS OS VIZINHOS, OS BOMBEIROS... ATÉ A POLÍCIA! E NADA DE VOCÊ APARECER! EU JÁ ESTAVA ME PREPARANDO PARA O PIOR E VOCÊ ENTRA AQUI NA COZINHA COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO!
-Mãe, por favor, me escuta. Eu dormi na casa do Frank e esqueci de deixar um bilhete, desculpa.
-AH, SEI! E QUANTO... Espera. Frank?
-É um garoto da minha sala. Eu tinha um trabalho pra fazer na casa dele.
Como eu pude mentir tão descaradamente para a minha própria mãe?
Simples.
Costume.
-Ah... – ela assentiu – Mas... O que são essas marcas no seu rosto?
-Eu caí e bati o rosto no armário.
-Oh sim... Bom... Desculpa, então. – ela murmurou, timidamente – Mas da próxima vez, pelo menos me ligue...
-Ok. – assenti. Mikey me lançou um olhar desconfiado e me seguiu até o quarto.
Droga de irmão inteligente.
Fechei a porta atrás de mim, tentando ignorar a presença daquele serzinho irritante e fechei a porta na cara dele.
-Ei! – gritou ele.
-Vá embora. – murmurei, com a voz entediada.
Ele começou a resmungar.
-Gee, por favor! Abre a porta!
Bufei.
-Não.
-Abre.
-Não.
-Abre.
-Não.
-Abre, por favor?
-Deixa eu pensar... NÃO.
-Por favor! Por favor! Por favor! Por favor! Por favor! Por favor! Por favor! Por favor! Por favo...
-ARGH! ENTRA LOGO, PESTE! – gritei, abrindo a porta. Ele entrou no meu quarto, com um sorrisinho de vitória. Bufei audivelmente e me joguei na cama – O que quer?
-Quero que você me conte aonde foi.
-Já disse. Casa do Frank.
Ele deu uma risadinha.
-Tá. Agora conta a versão de verdade.
Joguei as mãos pra cima, em um gesto de exasperação.
-Mikey, não é da sua conta!
-Você é meu irmão, então, por tabela, é da minha conta, sim!
-Não é!
-É!
-Não é!
-É!
-ARGH, VOCÊ É MUITO TEIMOSO, MIKEY!
-Sou. – ele fincou o pé no chão do meu quarto – Eu não saio daqui até você me contar tudinho!
Lancei-lhe um olhar cínico e ele me devolveu o olhar. Murmurei um xingamento e comecei a contar-lhe o que houve.
Ao fim de meu relato, Mikey ficou quieto por vários minutos. Arqueei as sobrancelhas, esperando por seu veredito. Meu irmão abriu a boca lentamente e murmurou um:
-... Hm.
-Hm? Só isso? HM? – bufei.
-Não, é só que... É interessante, sabe. Isso de você querer protegê-lo.
Revirei os olhos. Obrigado, capitão óbvio!
-Gerard...
-Sim?
-Por acaso você está gostando dele... ?
Dei um riso carregado de nervosismo.
-Eu? Imagina! Claro que não!
Ele arqueou as sobrancelhas, não muito confiante.
-Tem certeza?
-Sim!
-Absoluta?
-Não. – bufei. Mikey conseguia tudo o que queria de mim, que raiva!
-O que você sente por ele? – meu irmão se sentou, com uma cara de interessado. Revirei os olhos e pensei.
-Eu... Eu não sei... Acho que eu quero muito proteger ele... Mas, ao mesmo tempo, eu não sei se realmente gosto dele... Argh, que confusão! – minha cabeça doía quando eu começava a pensar nisso. Era como pensar em um paradoxo: Você ia acabar chegando na mesma conclusão com a qual começou.
Mikey se levantou repentinamente e virou na minha direção.
-Olha, eu aconselho você a descobrir logo se gosta dele ou não. Quanto mais cedo, melhor pra você. Apenas digo que eu acho que você gosta dele, mas não quer admitir. Mas eu não sou nenhum psicólogo pra ficar impondo isso, portanto, descubra você mesmo e depois me conte. – disse ele, abrindo a porta e saindo do meu quarto.
Bufei mais uma vez. Esse menino ainda me matava, na boa.
Notas finais
Enfim, mais uma vez, muito obrigada a todas as fofas que se preocuparam comigo ^^ posso afirmar que já estou bem melhor!
Beijos :3
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