My Bulletproof Heart

18 17-He calls the mansion not a house but a tomb


Notas iniciais
*Sai de trás do arbusto*
Uhm... Demorei? Espero que não '-' E se sim, eu tenho uma explicação:
1-FALTA DE CRIATIVIDADE.
2-PREGUIÇA.
Eu sei que não são boas explicações, mas é verdade :x
Ah sim, também tem o fato de que os meus deveres de casa estão meio tensos, sacas... ? E eu sempre fui meio nerd e paranóica. Pra vocês terem uma ideia, antiontem eu comecei a chorar de raiva porque não entendi o dever de casa... Então, é. Bom, pelo menos consegui escrever um capítulo.
Mano, estou sentindo falta de algumas pessoas aqui, mas tudo bem '-'
Bom, enjoy!

Gerard permaneceu estático.

–Oi?

–Você ouviu muito bem. Desculpa.

Ele franziu a testa. Seus olhos mostravam confusão.

–C-como assim?

Bufei. Mas ele era lerdo mesmo.

–Desculpa, ok?! Desculpa por ter agido tão mal com você, desculpa por ter maltratado você, desculpa por ter sido um imbecil e idiota, eu agi por impulso. Na verdade, eu nem sei por que agi assim!

Minha respiração ficou arfante, enquanto o novato olhava para a maca onde eu estava deitado, totalmente mudo.

–Isso foi... Surpreendente. – disse ele, rouco, após vários minutos de silêncio.

Não respondi nada. De repente, ele se ajoelhou, ficando na minha altura para olhar diretamente nos meus olhos.

–Escuta... Eu também peço desculpas. Além de eu alimentar sua atitude, eu respondia a ela. Eu não devia ter sido malcriado com você, eu simplesmente devia ter me segurado e não dito nada. Eu... Esperava que nós pudéssemos começar tudo de novo. Então... O que acha?

Eu pensei por um minuto. Olhei para ele, desconfiado. Como assim ele estava pedindo desculpas para mim? E, ainda por cima, me pedindo para ser meu amigo?

POV Gerard

Por. Que. Eu. Estou. Dizendo. Isso. Meu. Deus?

Eu não sei! Não sei por que estou dizendo isso! Eu só... Só sinto que é a coisa certa a fazer, parece que isso vai me trazer alguma coisa boa. Resolvi seguir meus instintos, afinal, o que eu tinha a perder? Nada.

Ele me olhava, desconfiado. E com toda razão! Eu também estranharia se meu pior inimigo, da noite para o dia, mudasse de ideia e dissesse que ele queria ser meu amigo?

Finalmente, ele disse:

–Eu... Eu acho que não vai doer se nós... Sei lá... Tentássemos ser amigos. – ele deu um meio sorriso fraco.

–Amigos? – estendi a mão para ele.

–Amigos. – ele apertou a minha, com o braço que não estava todo costurado. Mesmo assim, ele fez uma careta de dor. Não devia ser legal mexer o braço enquanto você tem agulhas enfiadas nele. Dei-lhe um sorrisinho de desculpas e ele apenas fez que não com a cabeça, como se dissesse “Não é culpa sua”.

–Então... Como você descobriu que eu... Você sabe... Estava dentro do banheiro? – perguntou ele, sem jeito. Antes que eu pudesse responder, ele fez um sinal em direção a beira da maca. Sentei-me, passei a mão pelos meus cabelos e comecei, sem jeito:

–Sinceramente? Eu não sei.

Ele franziu a testa, confuso.

–Como assim?

–É sério. Eu não sei como, eu simplesmente tive um mau pressentimento e resolvi vir aqui para checar se estava tudo bem.

–Mas você não gostava de mim. Por que quis saber se eu estava bem.

Demorei para responder.

–Muitas coisas estranhas estão acontecendo comigo nesses últimos dias... – suspirei – Eu também não sei. Eu acho que, apesar de não gostar de você, eu não te odeio tanto a ponto de querer te ver morto, se é que você me entende.

Ele assentiu.

–Você não é o único com coisas estranhas acontecendo esses dias... – murmurou ele, baixinho.

Direcionei-lhe um olhar de pena e ele apenas virou a cara.

–O que houve? – perguntei.

–Eu detesto quando você faz isso.

–Isso o quê?! – ia demorar um pouco para nós perdemos o tom irônico que usávamos o dia inteiro entre nós.

–Esse seu olhar de pena. Me dá raiva!

–Por que?

–Não sei. Eu simplesmente detesto pena. Não traz nada de bom e só faz eu me sentir inferior.

–Nem sempre. Algumas vezes pode significar que a outra pessoa se importa com você. – respondi com simplicidade. De repente, ele virou o rosto em minha direção novamente.

–E você se importa comigo? – seu tom era solene.

–Eu não disse isso. – respondi, de forma evasiva.

–Mas quis dizer?

–Olha, é meio cedo para pensar nisso. Além do mais, eu preciso ir. Já perdi o primeiro tempo para vir aqui te ver.

–E por que veio aqui?

–Mais uma coisa que eu não sei explicar. – ele deu uma risadinha sarcástica – Vou arranjar alguma coisa para fazer por aí até as três da tarde. Provavelmente, terei que ir até a biblioteca para arrumar os livros. E não se incomode em sair daqui para me ajudar. – interrompi-o antes que pudesse dizer alguma coisa – Eu posso terminar sozinho, sério.

–Tem certeza? – meu deus, como ele era desconfiado!

–Sim. – tentei sorrir fracamente. Ele deu de ombros e disse:

–Tudo bem então.

Ficamos em silêncio novamente por algum tempo.

–Então... Acho que te vejo depois... – murmurei.

–É, acho que sim...

–Tchau.

–Tchau... – disse ele, vagamente. Pode ser só impressão minha, mas notei um quê de tristeza na sua voz. Pode ter sido coisa da minha mente, mas eu não sei.

Saí do hospital lentamente.

–X-

Algumas horas depois, passei na escola para cumprir minha detenção. Porém, ao chegar na biblioteca, vi que ela estava fechada. Bufei e fui até a coordenadora pedir a chave.

–Ah, não precisa cumprir hoje.

–Por que não?

–Bom, o objetivo da sua detenção era fazer você e o Sr. Iero se darem bem e, como este último não veio, não há por que deixar você terminar a detenção. Pode ir, vocês ficarão até mais tarde amanhã.

Saí da escola, ainda meio surpreso, e andei até a porta de minha casa. Hoje com certeza tinha sido um dia estranho.

–X-

Após o jantar, subi para meu quarto, sentei-me na cama e peguei meu velho caderno de desenhos. Comecei a rabiscar levemente em uma folha e, quando vi, desenhei um par de olhos. Peguei meu estojo de lápis de cor, escolhi uma cor aleatória e comecei a pintar. Ao terminar, pude ver que havia desenhado os olhos de Frank Iero.

Mas que coisa! Sempre que eu pego este caderno de desenhos, eu termino desenhando o Iero!

Fechei o caderno, com raiva. Fui até o banheiro, tomei um ou dois comprimidos para dor de cabeça e dormi profundamente.

Notas finais
Sabe o que é isso?
Isso é o que acontece quando a autora se ocupa mais em ler fics do que em escrever a própria fic -qq Isso também é resultado de uma one shot enorme (pelo menos é enorme para o que eu geralmente escrevo) que eu fiz. Se quiserem ler: https://www.fanfiction.com.br/historia/198561/Lamour_Dure_Siecles
Well well, acho que vou fazer alguma coisa de útil nessa vida pra ver se eu ganho inspiração, é. Prometo não demorar tanto *u* Beijos e até o próximo!