Notas iniciais
Meninas, estamos amando demais a aceitação de vocês... Comentem sempre...Obrigada pelos comentários

Elena

Podia sentir a respiração quente dele no meu rosto e meus olhos fecharam involuntariamente. Todo o meu corpo estava pedindo por aquele contato, mas, ao mesmo tempo, minha cabeça não deixava de me lembrar o quanto isso era errado.

- Damon... — minha voz saiu mais com um gemido.

Colocou a mão atrás da minha nuca e me puxou para unir os nossos lábios. Entrelacei os dedos nos seus cabelos, mexendo no mesmo rítimo que as nossas línguas.

Desceu os lábios pelo meu queixo, pescoço até chegar ao meu ombro dando uma leve mordida no local, fazendo com que soltasse um gemido desesperado. Esse som alto chegando aos meu ouvidos foi o suficiente para que eu o afastasse, colocando as duas mãos sob o seu peito, delicadamente.

- Eu não posso, Damon – estávamos nos encarando, nossas respirações ainda estavam ofegantes.

- Sinto muito! — ele saiu de cima de mim e me ajudou a levantar também – Não sei o que deu em mim.

- A culpa também foi minha – garanti – Afinal, eu deixei você me beijar.

Ele segurou as minhas duas mãos e ficamos nos encarando. E, mais uma vez, eu estava me vendo envolvida por aquele par de olhos azuis. Não, isso não podia acontecer novamente.

- Acho que já vou me deitar – avisei, desviando o olhar – O quarto de hóspedes já está pronto. Sinta-se a vontade.

- Espera, Lena! — me segurou pelo pulso – Impedindo que eu pudesse me movimentar – Não quero que você vai dormir com raiva de mim.

- Não estou com raiva de você, Damon – garanti – Eu só preciso de um tempo sozinha.

- Tudo bem! — parecia bem mais aliviado – Será que nós podemos conversar sobre isso amanhã de manhã.

- Claro! — concordei antes de ir em direção ao meu quarto.

Troquei de roupa e deitei na minha cama. Foi um dia muito agitado e cansativo, pensei que fosse adormecer imediatamente, mas não foi o que aconteceu. Fiquei mais de uma hora rolando de um lado para o outro sem conseguir parar de pensar naquele beijo.

Damon é meu melhor, eu o conheço a minha vida toda, nunca pensei na possíbilidade de ter alguma coisa com ele a não ser aquela vez em que ele me “propos” casamento e acabamos dando um selinho, mas não aconteceu nada mais do que isso. Acho que eu ainda estou muito abalada com toda essa história de casamento e com o Klaus longe a semana toda, essa é a única explicação.

Damon

Quando entre no quarto nem ao menos troquei de roupa, me joguei na cama e fiquei para o teto. Não podia acreditar que tinha mesmo beijado Elena, eu sou mesmo um completo idiota.

Podia ver o quanto ela estava feliz com o seu casamento com o Klaus. Ela tem um lindo apartamento todo decorado com tema de filmes clássicos, uma coleção de DVD's em preto e branco, um carro cor-de-rosa e estabilidade financeira o suficiente para nunca precisar trabalhar. Tenho que encarar os fatos, Elena nunca trocaria tudo isso para ficar comigo.

- Preciso conversar com a Elena – murmurei – Não posso estragar a nossa amizade por uma besteira dessas.

Que ótimo, agora eu estava falando sozinho. Esse é o primeiro sinal de uma insanidade completa.

Elena

Quase não acreditei quando o despertador do meu celular tocou, parecia que não tinha dormido quase nada. Fui arrastando até o banheiro e me espentei ao olhar para o espelho, estava com duas olheiras enormes.

Passei uma base e, depois, uma maquiagem bem leve para disfarçar a minha cara de sono. Hoje seria um dia bem atarefado, primeiro ia fazer a última prova do meu vestido de noiva e, mais tarde, teria o coquetel na minha casa.

Quando cheguei a cozinha, Lina, nossa governata, já tinha preparado o café da manhã. Assim que ela me viu, colocou duas torrada em cima do prato e um pouco de café na xícara.

- Bom dia, senhorita Gilbert – deu um enorme sorriso ao me ver.

- Bom dia, Lina! — repeti o gesto antes de me sentar em uma das cadeiras – Tem um amigo meu hospedado aqui, será que você poderia colocar mais um lugar a mesa?

- Claro que sim! — pegou um prato e uma xícara e colocou em frente a cadeira ao meu lado – Hoje é o dia do coquetel, não é mesmo?

- Sim! — concordei com a cabeça – Isso me lembra de uma coisa, vou ter que dar uma saída, mas a equipe que vai arrumar as coisas para o coquetel deve chegar por volta das 10 horas. Você poderia abrir a porta e orientá-los em tudo que precisam fazer?

- É claro, senhorita Gilbert – respondeu – Esse seu amigo, a senhorita sabe o que ele vai querer de café da manhã? Poderia começar a preparar antes que ele apareça.

- Não tenho a menor ideia – dei de ombros – Acho melhor esperá-lo acordar.

Não demorou muito para Damon aparecer na cozinha. Ele deu um beijo no topo da minha cabeça e sentou-se ao meu lado.

- Bom dia, Damon – disse – O que você vai querer comer? A Lina prepara para você.

- Bom dia, Lena – me cumprimentou também – Acho que vou querer a mesma coisa que você.

Lina serviu o café e as torradas para ele antes de avisar que iria dar uma arrumada na casa. Estávamos sozinhos novamente.

- Sabe, Lena – Damon começou a falar, parecendo bastante cauteloso – Acho que deveriamos conversar a respeito do que aconteceu ontem a noite.

Tudo que eu queria era esquecer aquele beijo, mas eu conhecia muito bem o meu melhor amigo. Ele não ia sossegar até eu dizer que estava tudo bem.

- Você não precisava falar nada, sobre isso – avisei – Em uma amizade como a nossa é muito comum acontecer coisas assim, não acha.

- Claro – concordou com a cabeça – Só não quero que você pense que eu estava me aproveitado de você.

- Sei que você não queria se aproveitar de mim, somos amigos há tanto tempo – sorri – Não quero que a nossa amizade fique abalada por causa disso.

- Também não quero – concordou.

Então era isso, tinhamos resolvido toda essa situação e não iria se repetir mais, o que era mesmo um alívio. Terminamos o nosso café da manhã tranquilamente, quando acabei me levantei e levei minhas coisas para a pia.

- Vou sair, vou ver o meu vestido de noiva com a minha mãe, mina sogra e Rebekah — avisei – Imagino que você não queira participar desse programa feminino, então nem pensei em te chamar.

- E está certa! — fez uma careta.

- Não devo demorar mais do que uma hora – dei um beijo na sua bochecha – Já sabe, fica a vontade.

O transito estava tranquilo em Chicago naquela manhã, por isso não demorei muito para chegar a casa da família de Klaus. Liguei antes de sair avisando que já estava indo, então as três já estavam esperando na porta.

- Bom dia, filha! – minha mãe disse se sentando ao meu lado no banco dos passageiro, minha sogra e minha cunhada sentaram no banco de trás.

- Bom dia mãe! – sorri para ela antes de me virar – Bom dia, Esther! Bom dia Rebekah!

- Elena, querida, falei com Niklaus ontem a noite! — ela disse logo em seguida – Imagino que ele tenha ligado para você também.

- Sim, ele ligou – respondi – E não precisa se preocupar, ele já está conscinete de que Damon está hospedado lá em casa e confia plenamente em mim – sei que não deveria estar discutindo com a minha sogra, mas já estava cansada dela se mentando na minha vida e na do filho dela.

Só quis que ele soubesse o que estava acontencendo na casa dele quando ele está viajando – seu tom agora era sério.

- Ora, Ester, a Elena está certa, não isso não é um problema – minha mãe garantiu, ainda bem que ela está ali para me ajudar – Conheço o Damon há anos e ele sempre foi um amor, bom aluno e nunca deu trabalho para os pais., sem contar que a amizade deles dois é muito linda.

Dei um suspiro aliviada sem retirar os olhos da estrada a minha frente. Se ela já estava assim por que levei Damon para me fazer companhia, imagina se ficasse sabendo do beijo?

Chegamos a loja da costureira e fui logo esperimentando o meu vestido de noiva, ele estava perfeito, não precisava de mais nenhum ajuste. Fui até a sala de espera mostrar para as três como ele ficava no meu corpo.

- Estava o que eu te disse, Rebekah – Esther foi a primeira a se levantar e ir na minha direção – Esse vestido é maravilhoso!

- Tem razão! — ela concordou.

- A Caroline é mesmo uma estilista maravilhosa – minha mãe comentou – Ela deveria criar a própria marca de roupas.

- Já disse isso a ela várias vezes – comentei.

Fui trocar de roupa para que não acontecesse nenhum “acidente” com o vestido. Ele tinha que está inteiro para Domingo.

- Já estpa tudo certo, Elena – a costureira disse colocando o vestido dentro da caixa – Amanhã eu entrego o vestido na sua casa.

- Muito obrigada – apartei a mão dela antes de sair.

Fui deixar minha mãe, Esther e Rebekah em casa, pois elas iam trocar de roupa antes de ir para o coquetel. Já estava indo embora quando o meu celular tocou, o peguei e identifiquei o número de Caroline.

- Oi, Car! — disse assim que atendi.

- Lena! - disse, totalmente empolgada – Só liguei para avisar que acabamos de chegar no aeroporto de Chicago.

Foi nesse momento que ouvi um choro de bebê do outro lado.

- Espera só um minuto, Lena! — pediu – Stefan, será que você pode ver o que o Jordan quer?

- Eu estou doida para conhecer o seu novo bebê, embora ele não seja mais tão novo, está com o seis meses – ri – E a também quero ver a minha afilhada, é claro.

- Que bela madrinha fui arranjar para a minha filha, totalmente relapsa – tinha certeza de que ela estava revirando os olhos nesse momento – Bom, mas eu só liguei para saber que hora podemos ir para o seu apartamento para o coquetel.

- O que acha de irem agora? — sugeri – Eles ainda estão arrumando as coisas, mas podemos ficar conversando e colocando o papo em dia.

- Uma ótima ideia! - concordou – Eu te vejo daqui há pouco.

Quando eu desliguei não pude deixar de me sentir aliviada. Damon podia ser meu melhor amigo, mas Caroline era praticamente minha irmã, quando éramos mais novas fazíamos tudo juntas, tanto que era eu quem estava ao seu lado quando ficou sabendo que estava grávida de sua filha mais velha. Mesmo ela estando casada e nós duas estarmos morando em cidades diferentes nunca deixamos de conversar por telefone. E agora eu tinha a minha confidente de volta, ao vivo, e poderia conversar com alguém sobre aquele beijo que não tinha saído da minha cabeça a manhã inteira.

Notas finais
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