My Best Friends Wedding
27 Capítulo 26 - The heartbreak of love
Notas iniciais
obrigada pelos comentários
;D
Damon
Terminei de beber a cerveja que estava no meu copo. Eu a Alaric já tínhamos bebido seis garrafas de cerveja e duas doses de Wisky cada um, confesso que já estava começando a me sentir um pouco tonto.
- Sabe qual é o problema, eu dediquei os últimos dez anos a da minha vida a Jenna. Eu amo essa mulher mais do que qualquer outra coisa nesse mundo – já fazia mais de uma hora que estava ouvindo meu chefe falar a respeito da esposa, era sempre assim quando eles brigavam – Tudo bem, tenho que admitir que trabalho demais, só que eu estou fazendo isso para ela. Estou dando o conforto que ela e os nossos filhos merecem.
Quando comecei a trabalhar no jornal Alaric e Jenna já eram casados e, para mim, eram um modelo perfeito de casal, queria ser como eles um dia. Eles têm um casal de gêmeos, Ryan e Rachel, que estão, atualmente, com sete anos. É claro que a vida perfeita deles não era exatamente o que aparentava, foram várias as vezes em que ele dormiu no sofá da minha sala por ter brigado com a esposa, mas, no fim, tudo acabava bem.
- As mulheres são assim mesmo – murmurei, por fim – Nunca estão satisfeitas com o que temos a oferecer a elas.
Da mesma maneira que a Elena. Eu ofereci o meu amor, a minha dedicação e, mesmo assim, ela preferiu o Klaus.
- Você sabe o que ela me disse? — colocou a mão no ombro enquanto falava – Que se eu continuasse ficando até depois da hora revisando as matérias, um dia eu vou chegar em casa e ela vai ter ido embora.
- Tenho certeza de que ela só falou isso da boca para fora – garanti – A Jenna também te ama e nunca iria ter coragem de te abandonar.
Assim eu espero – deu um longo suspiro – Mas acontece que eu sou o editor do jornal, às vezes, preciso ficar no trabalho até depois da hora fazendo as revisões para a próxima edição, é a minha reputação que está em jogo.
- Você quer saber a minha opinião? — o garçom tinha acabado de trazer mais uma garrafa de cerveja para a nossa mesa e colocou um pouco em cada um dos copos.
- Claro que quero saber a sua opinião – concordou – Não te chamei aqui para ficar me lamentando, é para você falar também.
- Por um lado, a Jenna tem razão, você trabalha demais – eu estava correndo o risco de perder o meu emprego por estar sendo tão sincero, mas foi ele quem pediu – Vamos ser sinceros, você não é mais tão novo, não pode ficar enfurnado para sempre em um escritório.
- Bom, mas eu não posso fazer nada a respeito disso, como acabei de falar – deu um longo suspiro – A não ser que você esteja pensando que eu vou pedir demissão do emprego de editor.
- Não estou falando disso, Ric – me apressei em explicar – Mas você poderia contratar um assistente para fazer as revisões por você e ficar depois da hora do expediente. Tem muito estagiários que ficariam muito felizes em serem seus assistentes.
- Talvez você tenha razão – colocou as duas mãos no cabelo e o bagunçou de leve.
- E tudo que você vai precisar fazer é se preocupar da sua mulher e dos seus filhos – completei – Você tem sorte que eles estão aqui do seu lado.
- E chegamos a um ponto importante da nossa conversa – observou – Você ainda está sofrente por causa da Elena?
A principio eu não comentei nada com ele, mas ao longo dessas duas semanas, Ric me fez confessar por que eu estava tão triste desde que voltei de Chicago. Contei a ele sobre o amor que eu nutria pela minha melhor amiga da vida toda e como foi difícil vê-la prestes a se casa com outro, claro que ocultei alguns fatos dessa história.
- Eu a amo, não tem como evitar – comentei enquanto dava um longo suspiro, ótimo, agora quem estava todo meloso e depressivo era eu – Quase todos os acontecimentos importantes da minha vida ela estava presente.
- Sei que você a ama e tudo mais – continuou – Mas agora ela está casada com outro e não tem nada mais que você pode fazer.
- Bom, tem uma coisa que eu não te contem – dei uma franzida na testa enquanto o encarava – A Elena e o Klaus não se casaram.
- Como assim? — gritou um pouco mais alto do que estava planejando, fazendo com que algumas pessoas no bar nos olhassem – Agora você vai me explicar essa história direitinho.
Então eu contei tudo que tinha omitido até agora. O fato de eu e Elena termo transado enquanto estava na casa dela, a descoberta de que Klaus era gay e o fim do noivado deles, a decisão de Elena de vir comigo para Toronto e todos os nossos planos para o futuro até, por fim, o novo trato dela com Klaus e a minha decisão de deixá-la.
- Uau! — foi tudo que ele conseguiu dizer quando eu terminei de falar – Agora eu entendo por que você está assim.
- Sei que isso pode parecer egoísta da minha parte – continuei – Mas, às vezes, eu queria que a Elena parece se de pensar tanto nos outros e pensasse mais mais própria felicidade, nós dois estaríamos juntos e felizes.
- Olha, Damon, eu não conheço a Elena, por isso não estou muito em posição de julgar – estava bem sério nesse momento – Mas pelo que eu entendi, ela é assim desde pequena e esse foi um dos motivos que fizeram você se apaixonar por ela. E agora quer que ela perca a principal característica.
- Sei disso – concordo com a cabeça – Só que isso foi um pouco demais, ela abriu mão da nossa vida juntos, dos nossos planos, para poder ajudar o Klaus sendo que os dois nunca vão poder ser um casal de verdade.
- Tudo bem, isso é um absurdo, mas foi a decisão dela e, por mais que queira, não vai fazê-la mudar de ideia – completou – Se você quer mesmo ficar com ela, tem que ser nessas condições.
Fiquei alguns segundos em silêncio absorvendo o que Alaric tinha acabado de falar. Por um lado ele tinha razão, eu deveria ligar para a Elena e dizer que não me importo que ela tenha que fingir que está com Klaus, tudo que preciso é estar ao eu lado, então eu pego o primeiro avião para Chicago e ficamos felizes para sempre. Mas tem algo que me impede de fazer isso, da mesma maneira que Elena é altruísta em excesso, eu sou muito teimoso.
- Não posso fazer isso, Ric – balancei a cabeça negativamente e fiquei encarando o tempo da mesa – Por mais que eu ame a Elena, não posso fazer isso.
- Você quem sabe – deu de ombros – Mas depois não vem dizer que eu não te dei nenhum concelho.
Então nos continuamos a beber e a afogar as magoas a respeito das mulheres que nos amamos.
Elena
- Deixa de ser egoísta, Elena – Kol reclamou – Deixa eu pegar um pouco desse brigadeiro.
Estávamos no sofá da sala assistindo Cleópatra, com a Elizabeth Taylor, e comíamos uma vasilha de brigadeiro de colher. Ou melhor, eu monopolizava o brigadeiro e não deixava ele comer nem um pouquinho.
- Nem pensar, preciso disso muito mais do que você – lembrei.
A ligação de Damon tinha mexido comigo mais do que queria admitir, principalmente quando ele disse que ainda me amava. Por um momento tive vontade de contar a ele sobre a gravidez, mas consegui ser forte, o problema é que, se ele me conhece tão bem quanto afirma, deve desconfiar que estou escondendo alguma coisa.
- Tudo bem – cruzou os braços e virou de costas para mim – Depois se você engordar não vem chorando para mim.
- Eu estou grávida, é claro que eu vou engordar – lembrei mostrando a língua para ele – E, só para te avisar, se você negar qualquer pedido meu, vai acabar com um tersol.
- Tudo bem, você venceu – fez uma careta – Além do mais, não quero que meu sobrinho ou sobrinha nasça com cara de brigadeiro.
- Assim está melhor – sorriu antes de colocar mais um pouco de brigadeiro na boca.
- Agora deita aqui! — se ajeito, fazendo com que eu me deitasse a cabeça em seu colo – Quero mimar um pouco a minha amiga.
Continuei assistindo o filme enquanto ele passava a mão pelo meu cabelo quando me fazendo dormir. Até deixei que Kol comece um pouco do brigadeiro, mas só um pouco.
- Você acha que vai ser menino ou menina? — ele me perguntou, de repente.
- Sinceramente, eu não sei – dei de ombros mas eu queria que fosse uma menina. Sempre quis ter uma menina e colocar o nome de Tiffany Holly.
- Tiffany Holly! — repetiu o futuro nome da minha filha – Gostei, então vamos rezar para que seja uma menina.
Ouvimos o barulho da chave na porta e nos viramos na mesma hora. Klaus tinha acabado de chegar.
- Olá para vocês – acenou enquanto olhava a televisão para verificar qual filme estávamos assistindo – Já deveria imaginar.
- É melhor não contrariá-la, Klaus – Kol avisou – Ao menos que queira ter um tersol.
Revirou os olhos antes de se sentar ao meu lado e segurar a minha mão e me olhar seriamente nos olhos.
- Não se preocupe, não vou te contrariar – garantiu – Na verdade, vou te falar algo que, com certeza, vai deixá-la feliz.
- O que é? — perguntei, totalmente curiosa.
- Bom, você sabe que eu não aprovo essa sua ideia de esconder a sua gravidez do Damon, afinal ele é o pai e tem o direito de saber – fiquei olhando para baixo, tudo que não precisava agora era de mais um sermão dele – Mas, mesmo assim, eu vou te ajudar nessa questão.
- Como assim vai me ajudar? — voltei a olhá-lo – Você vai me ajudar com o que, exatamente?
- Logo a sua barriga vai começar a crescer e vai ser inevitável esconder a sua gravidez dos outros, inclusive dos meus pais – lembrou – Como estamos prestes a nos casar, ficaria estranho você aparecer grávida de outro.
Não disse nada. Ele tinha toda razão, o bebê iria estragar todo o disfarce do casal perfeito para a família dele.
- Foi por isso que eu decidi que vou assumir o seu bebê – completou – Vamos dizer a todos que esse bebê é meu. É claro que minha mãe vai querer que a gente se case antes da barriga começar a aparecer, mas a gente convence ela do contrário, sei que você ainda não está preparada.
- Você faria mesmo isso por mim, Klaus? — não pude deixar de sorrir como uma boba nesse momento.
- Claro, Lena – garantiu – Você tem me ajudado tanto, com tudo, nada mais justo que eu te ajude também.
- Isso é mesmo muito legal, Klaus – Kol comentou, provavelmente tão chocado quanto eu.
- Eu sei disso – balançou a cabeça positivamente.
- Eu nem sei o que dizer agora – já estava começando a sentir as lágrimas se formando no canto dos meus olhos, essa gravidez estava me deixando muito sentimental – Só quero contar a verdade o Stefan e a Caroline, afinal, eles já vão desconfiar.
- Como você quiser – completou – Agora se me dão licença, preciso verificar alguns e-mails.
- Espera, Klaus – me levantei e o abracei, o meu gesto o pegou totalmente de surpresa, mas ele retribuiu colocando os braços nas minhas costas – Obrigada!
- Não precisa me agradecer – deu um beijo no topo da minha cabeça.
Deitei, mais uma vez, no colo de Kol e voltamos a ver o filme. Quando confirmei a minha gravidez ontem achei que minha vida tivesse acabado, mas agora, embora essa não fosse a situação que eu planejava para mim, sinto que pode ter uma luz no fim do túnel.
Damon
Saímos do bar e fomos para o meu apartamento, como nenhum dos dois estava em condição de dirigir, fomos de táxi. Peguei uma roupa de cama limpa para que Alaric pudesse se ajeitar no sofá.
- Obrigado, cara – falou – Sinceramente, não sei como é que eu ia fazer sem você, acho que eu ia acabar dormindo na redação ou em um banco de praça.
- Para que servem os amigos – dei um tapa de leve nas costas dele – Relaxa, Ric, sei que você faria a mesma coisa por mim.
Foi nesse momento que o celular dele começou a tocar. Alaric pegou o aparelho e ficou olhando fixamente para o identificador de chamadas.
- É a Jenna – disse – Será que ela está querendo me pedir para voltar para casa?
- Quem sabe – dei de ombros, achava ótimo que ele estivesse tendo esperanças – Só tem um jeito de descobrir, atendendo.
- Oi Jenna! — disse animado tentando disfarçar a voz de bêbado, embora isso fosse um pouco difícil – Eu estava na bar com o Damon e agora estou na casa dele, mas não se preocupe, só bebi uma cerveja.
Sim, pensei, uma caixa inteira de cerveja.
Deixei os dois conversarem em paz e peguei o meu celular. O papel de parede era uma foto minha e de Elena que tiramos durante esses dias em que estive em Chicago, estávamos tão felizes. Quem poderia imaginar que acabaria dessa maneira?
Pensei em ligar para ela agora e dizer tudo que está passando pela minha cabeça, inclusive a minha vontade de ir atrás dela agora, mas eu não posso porque sou muito teimoso. Mas eu não posso fazer isso, estou bêbado e, com certeza, iria me arrepender no dia seguinte.
- Está bem, Jenna, nós nos falamos amanhã – ouvi Ric dizer, ele agora estava sorrindo – Um beijo e boa noite.
- E então, como foi? — já imaginava a resposta, mas não custava nada perguntar.
- Ela disse que está disposta a conversar – explicou – Mas amanhã, disse que eu, provavelmente, estou muito bêbado para me lembrar de tudo depois.
- Fico feliz por você – sorri – Pelo menos um de nós conseguiu se ajeitar com a mulher que ama.
- E você poderia também – lembrou – Era só você largar de ser teimoso e falar para a Elena e dizer que mudou de ideia.
- Mas eu não vou fazer isso – respondi – Boa noite, Ric, amanhã você tem uma longa conversa com a Jenna, precisa estar descansado.
Então eu fui para o meu quarto e cai na cama, não demorou muito para eu estar adormecido.
Notas finais
Recomendem ;D
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