My Best Friends Wedding
29 Capítulo 28 - Indiference Friend
Notas iniciais
Dayana Cristina, obrigadaaa pela linda recomendação, amamos!
Elena
- Olha só esse berço, Elena – Esther me puxou até um berço branco que estava bem no fundo da loja – Não acha que esse é legal.
- É bonitinho – concordei, não sei quantas vezes eu já tinha falado isso hoje – Mas acho que é melhor esperar um pouco, afinal, só estou com três meses, vou ter tempo de sobra para comprar um berço.
- Bom, Elena, não estou querendo te mostrar como fazer as coisas, afinal o filho é seu – continuou – Mas se você gostou do berço, é melhor comprá-lo logo, ou pode não encontrá-lo depois.
Dei um longo suspiro e ficou olhando para o berço a minha frente. Sabia que não adiantava nada discutir com ela, ainda mais agora que não estava com ânimo para argumentar.
- Acho que tem razão – concordei, por fim.
- Vou procurar uma vendedora e dizer que vamos levar esse – avisou -Fique esperando aqui. Já andamos tanto, isso não vai fazer bem nem para você nem para o bebê.
Assim que ela se afastou coloquei a mão na minha barriga. Agora que eu já estou com três meses ela já está um pouco maior, já não tem mais como eu esconder a minha garvidez.
Quando eu e Klaus fomos contar para a família dele fiquei com muito medo deles não gostarem, principalmente depois de toda a história do adiamento do casamento. Mas não foi isso que aconteceu, todos adoraram a novidade, principalmente a minha sogra, acho que nós duas já rodamos Chicago inteira conprando coisinhas para o bebê, afinal, ela disse que o primeiro neto dela merece tudo que do bom e do melhor.
Não demorou muito para ela voltar com a vendedora. Depois de pagar o berço e passar o endenreço de entrega fomos tomar um sorvete e depois fomos embora. Fiquei aliviada com isso, pois meus pés e minha costas estavam doendo de ficar horas no shopping.
- Aqui está tudo – Esther me ajudou a levar as roupinhas que tinha comprado hoje até o apartamento, ou melhor, ela levou tudo – Tem certeza de que não quer que eu coloque no quartinho do bebê.
- Pode deixar que eu mesma faço isso – garanti – Afinal, estou grávida, não doente, posso muito bem andar poucos metros com algumas sácolas na mão.
- Se você diz, só queria te poupar trabalho – deu de ombros – Mas aonde está o Niklaus? Pensei que ele não fosse trabalhar hoje.
Quando minha sogra me ligou para irmos ao shopping hoje, sugeri que Kol convencesse Klaus e sair de casa para fazerem alguma coisa juntos, afinal eles não tiveram tempo somente para os dois desde que começaram a morar “juntos”. Então eles foram passar o dia no barco dando um volta pela costa de Chicago.
- Talvez ele tenha ido resolver alguma emergencia ou lembrou de alguma coisa que esqueceu de fazer ontem – menti tentando ao máximo parecer indifenrete – A senhora sabe muito bem como é o Klaus.
- Tem razão – concordou, sorrindo – Quer que eu fique aqui te fazendo companhia até o meu filho chegar.
- Não precisa, Esther, é sério – garanti – Vou arrumar as roupinhas novas no quarto do bebê, tenho certeza de que o Klaus deve chegar antes mesmo do que eu imagino.
- Se você prefere assim – pareceu ligeiramente chateada, mas entendeu o meu lado – Sabe que se precisar de qualquer coisa, você pode me ligar.
Assim que ela foi embora, decidi ir até o quarto que Klaus tinha separado para o meu filho e deixei as novas compras no chão juntamente com todas as roupas. Ainda não tive ânimo para organizar tudo, mas certamente vou fazer isso antes dele ou dela nascer.
Ainda tinha algumas horas sozinha antes de Klaus e Kol voltassem para casa, então decidi assitir a um DVD. Comecei a olhar todos os filmes que eu tinha até que peguei a caixa de “Bonequinha de luxo”, não pude deixar de pensar no Damon nesse momento.
Dizer que estava seguindo em frente, que saia todas as noites com meus novos amigos e que ele deveria fazer o mesmo foi a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida.
Mesmo depois do que eu disse, Damon continuva a me ligar e eu sempre pedia para Kol atender a dizer que eu estava ocupada ou então deixava tocar até ele desistir. Já faz uma semana que não recebo nenhuma ligação, por um lado fico aliviada por ele ter, finalmente, entendido o que eu pedi, mas ao mesmo tempo me dá um aperto no coração. Será que ele arranjou uma outra mulher em Toronto e pretende se casar e formar uma família com ela? Era doloroso só de pensar.
Meus pensamentos foram interrompidos pela campainha. Foi uma grande surpresa para mim encontrar Caroline. Ela deu uma olhada em mim, de cima a baixo, parando por mais tempo na minha barriga.
- O que você está fazendo aqui, Car? — descidi perguntar depois de alguns segundos de um silêncio constrangedor.
- Acho que é você quem tem coisas para me explicar – respondeu – Não é mesmo, Elena Gilbert?
E ai estava, o momento da verdade. Sabia que já era para eu ter contado para ela sobre a minha gravidez, mas eu sabia que com essa conversa viria o “você precisa contar ao Damon”, conseguia enrolar o Klaus e o Kol, mas não conseguiria fazer a mesma coisa com a minha melhor amiga.
- Acho melhor você entrar – abri espaço para que ela passasse pela porta – Não vai querer ter essa conversa aqui no corredor, não é mesmo?
Passou pela porta e colocou a mala no chão antes de se sentar no sofá.
- Damon ligou semana passada dizendo que você estava toda estranha com ele e que fazia muito tempo que não atendia o telefone – explicou – Então eu deixei o Stefan com a Kath e o Jordan e vim ver o que estava acontecendo com você – deu um longo suspiro – Agora eu entendo qual é o problema.
- Olha, Car, eu ia te contar – estava olhando para qualquer luga da sala, menos para Caroline – Mas aconteceram muitas coisas e não tive tempo.
- Sem tempo, Lena? — se levantou e aumentou um pouco mais o tom de voz, demonstrando que estava brava – Eu nem vou falar da Kath, mas quando eu descobri que estava esperando o Jordan você foi a primeira pessoa para quem eu liguei. E você vem me dizer que não teve tempo de me contar.
- Eu fiquei com medo! — admiti, por fim – Está satisfeita agora?
Então eu comecei a chorar, não sabia exatamente por que, apenas senti vontade de chorar. Caroline me abraçou e deixou que eu encostasse a cabeça no seu ombro.
- Sei que você não quer falar sobre isso – voltou a falar calmamente – Mas você devia contar para o Damon, ele tem o direito de saber.
Eu não disse nada, apenas me afastei um pouco e fiquei olhando para ela.
- Elena, por favor – parecia um pouco assustada – Por favor, me diga que esse bebê é do Damon, não do Klaus.
- É do Damon sim – balancei a cabeça afirmativamente – Mas ele nunca vai saber disso. Você, o Kol e o Klaus são os únicos que sabem da verdade.
- E por que isso? — perguntou, mais uma vez – Eu me lembro que vocês estavam felizes, apaixonados e fazendo milhares de planos e planejando formar uma família. E agora...
- Foi ele quem decidiu me deixar, Caroline – a interrompi – Por mais que eu o ame e que estar longe dele me faça sofrer, não posso mudar de ideia agora. Não posso ficar com alguém que não aceita as minhas escolhas.
- Não posso concordar com isso, amiga – admitiu – Stefan disse que deu para ver o quanto ele estava sofrendo só pela voz no telefone. E você também está da mesma maneira, isso não faz bem para nenhum dos dois, nem para o bebê.
Ouvir aquilo deixou o meu coração ainda mais apertado. Damon ainda está sofredo por minha causa, minha vontade é de esquecer tudo, ir para o aeroporto e pegar o primeiro avião para Toronto. Mas eu não posso fazer isso, Klaus continua precisando de mim, ainda mais agora que a sua família pensa que vamos ter um filho.
- Eu não vou contar para o Damon – conclui, totalmente decidida — E se você for mesmo minha amiga, vai aceitar a minha escolha.
Ela não disse nada, apenas ficou olhando para os próprios sapatos, parecia estar pensando no que ia me responder.
- Eu não deveria estar concordando com você – respondeu – Mas você é a minha melhor amiga e vou respeitar a sua decisão. Não vou contar nem mesmo para o Stefan.
- Obrigada, Car – a abrecei com força – Não sabe o quanto é importante para mim saber que você vai me apoiar.
- Só tem mais uma coisa que eu quero falar – fingiu-se de séria – Vou ficar muito brava se você não me chamar para ser madrinha desse bebê.
- Mas claro, Car – não pude deixar de rir nesse momento – Não poderia escolher outra pessoa para ser madrinha do meu filho.
Ajudei Caroline a levar as malas até o quarto de hospedes e depois voltamos para sala e fomos assistir “Bonequinha de luxo”. Era muito bom ter a minha melhor amiga perto de mim novamente ainda mais em um momento como esse, ela vai me dar a força que eu preciso para enfrenter os próximos seis meses.
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