Notas iniciais
Capítulo novinho para vocês.
Espero que gostem...

Elena

*Flash Back*

Sai de dentro da biblioteca carregado cinco livros diferentes. Tinha uma prova de anatomia comparada na segunda-feira e passaria o final de semana, o professor era muito exigente e eu precisava tirar uma boa nota.

Estava tão distraida que não percebe um cara parado no final da escadaria do prédio. E não deu outra, esbarrei nele e derrubei, não só nós dois, mas todos os livros.

- Eu sinto muito! — comecei a pegar tudo do chão e ele também começou a me ajudar – Eu sou mesmo uma desatrada.

- Está tudo bem – garantiu – Ninguém mandou que eu ficasse parado bem aqui no meio do caminho, não é mesmo?

Foi então que eu parei para olhar o seu rosto. Ela era loiro, com os olhos azuis e a barba por fazer, tinha um jeito de estrangeiro, mas não sabia, exatamente de onde. Claro que não era tão bonito quanto Damon, mas a minha visão não tinha nada do que reclamar nesse momento.

- Meu nome é Elena Gilbert – decidi me apresentar, afinal, meus pais me ensinaram a ser educados.

- E eu sou Niklaus Mikaelson – estendeu a mão para mim – Mas você pode me chamar de Klaus.

- Klaus... — dei uma rapida olhada nele, de cima a baixo – Bom, acho melhor eu ir, como pode ver tenho uma coisa para estudar.

- Posso te ajudar esses livros até o seu carro – e ainda por cima era um perfeito cavalheiro, tirei a sorte grande hoje mesmo.

- Na verdade eu não estou de carro – expliquei – Mas a estação do metrô fica logo ali, não precisa se preocupar comigo.

- Acha mesmo que vou te deixar andar no tumutuado de Chicago com o dobro do seu peso em livros? — não pude deixar de rir com o comentário dele – Eu te dou uma carona.

- Não precisa se incomodar – garanti – Acredite, já fiz isso milhares de vezes.

- Mas eu faço questão – começou a caminhar em direção ao estacionamento levando os meus livros, não tive outra escolha a não ser seguí-lo – Uma coisa que você precisa saber sobre mim, sou extremamente teimoso e não aceito um não como resposta.

- Já que é assim, eu aceito a sua carona – completei quando ele abriu a porta do passageiro e eu me sentei no banco de couro.

Expliquei para ele como chegar ao meu apartamento. Indo de carro, não era muito longe da universidade mas indo de metrô, como sempre faço, tenho que sair pelo menos meia hora antes.

- Sabe, tropeçar nas pessoas me dá fome – ele disse, bem casual – O que acha de pararmos para fazer um lanche? Eu pago!

- Não precisa – respondi, já estava fazendo muita coisa por mim, e olha que acabamos de nos conhecer, não podia permitir que ainda gastasse dinheiro comigo.

- Mas eu faço questão – garantiu – Afinal, você vai mesmo precisar comer alguma coisa antes de começar a estudar, ou não vai absolver nada na sua cabeça.

- Eu posso comer alguma coisa em casa – lembrei.

- Mas lembre-se, eu sou muito teimoso – me deu uma rápida olhada com o canto do olho – Vou acabar te convencendo, é melhor me poupar do trabalho e dizer sim. Deixo até você escolher o lugar.

- Tudo bem! — dei um longo suspiro – O que acha de irmos até o McDonald's?

Tinha um McDonald's bem perto do meu apartamento e foi para lá que nós fomos. Fizemos os pedidos e logo fomos para uma das mesas do local.

Comeceu a perguntar da minha vida e eu lhe contei tudo a respeito da minha infância em Mystic Falls, da minha família e dos meus amigos, aproveitar para pergutar algumas coisas dele também.

Foi assim que descobri que ele tinha vindo da Inglaterra (Londres, para ser mais específico) e tinha se mudado para Chicago com sua família quando tinha 15 anos por causa do trabalho do seu pai. Ele era o segundo de quatro filhos e todos em sua casa eram bem unidos. Também, é claro, que estava no último semestre do curso de Direito.

Depois do nosso lanche, Klaus me deixou em casa. Parou o carro em frente ao prédio e saiu para poder abrir a porta para mim.

- Muito obrigado, Klaus – dei um pequeno sorriso – Eu adorei o nosso lanche e a nossa conversa.

- Aqui está o meu telefone – me entregou um cartão que tinha o seu número de casa e o celuar – Vamos nos encontrar de novo.

- Com toda a certa – concordei.

- Sabe! — passou a mão pelo meu rosto – Tem uma coisa que eu queria fazer desde a hora em que no conhecemos ,as fiquei com medo de você me achar um pouco atirado demais.

Ia perguntar o que era quando ele me deu um selinho. Foi rápido, durou apenas um segundo, mas não pude deixar de ficar surpresa.

- Boa noite, Elena! — acenou antes de voltar para o carro e ir embora.

*Fim do flash back*

Klaus

Não demoramos mais muito tempo na casa dos meus pais. Quando chegamos em casa ainda era relativamente cedo, mas Elena estava muito cansada e quis ir se deitar. Eu, como um bom marido, fui junto com ela.

Estavamos deitados em posição de conchinha. Eu estava com os dois braços em volta da cintura da minha noiva. Fiquei olhando para a sua nuca já que seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo.

Comcei a beijá-la no ombro e na parte de trás do pescoço. Geralmente não era eu quem tomava esse tipo de atitude, mas precisava mostrar para ela que eu era sua melhor opção e também pelo fato de eu ainda estar me setindo culpado por enganá-la dessa maneira.

Senti que ela se mexeu levemente e soltou um pequeno gemido, sinal de que tinha acordado.

- Você está tão linda hoje! — no momento em que se virou para poder me olhar, comecei a beijá-la nos lábios – Eu te quero tanto.

Comcei a mover uma das minhas mãos para dentro da blusa do seu pijama, deixando bem claras as minhas intenções naquele momento.

- Klaus – me interrompeu, se afastando, levemente, de mim – Não é que eu não esteja gostando dessa sua nova atitude, mas eu realmente estou cansada.

- Tudo bem, meu amor – passei o dedo pela sua bochecha, delicadamente – Sabe que eu nunca te foçaria a nada.

- Obrigada – deu um pequeno sorriso antes de se levantar – Acho que vou até a cozinha beber água.

Logo que ela saiu de dentro do quarto passei a olhar para o teto. Antes eu tinha dúvida, mas agora posso afirmar, com certeza, que aconteceu algo entre ela e o Damon enquanto eu estava em Malibu. É claro que nunca falaria nada, não podia arriscar dela querer cancelar tudo faltando tão pouco tempo para o casamento.

Elena

*Flash Back*

Já fazia um ano que eu e Klaus nos conheciamos. Continuamos a nos ver depois daquele pequeno encontro e, duas semanas depois, começamos a namorar.

Com o tempo pude comprovar o quanto ele era um verdadeiro cavalheiro e sempre me respeitou. A maior prova disso é que só transamos pela primeira vez depois de dois meses e, depois disso, foram poucas as vezes que posso até contar nos dedos. Se não o conhecesse tão bem poderia até desconfiar que ele era gay.

Há quatro meses, Klaus me disse que queria sair dos seus pais e me chamou para morar junto com ele. A principio fiquei meio receosa, mas acabei aceitando e ele até me deixou decorar todo o apartamento do jeito que eu queria, nem podia acreditar no quanto estava sendo mimada.

É claro que minha mãe não ficou tão feliz assim quando liguei para lhe contar as novidades. Disse milhares de vezes que aquele era um passo muito grande e nós dois mal nos conhecíamos. Mas, por fim, disse que a decisão era só minha e, se eu estava feliz ela também estava.

Era uma bela manhã de sábado e Klaus tinha me chamado para dar uma volta no parque. Estava todo misterioso o que me deixava mais curiosa para saber se estava aprontando alguma coisa.

- Venha, Lena, vamos nos sentar ali – me puxou para irmos até um banco que ficava bem em frente ao rio que cortava todo o parque.

Fiquei observando a água, que passava tranquilamete. Percebi que ele estava quieto demais, fiquei preocupada com isso.

- Klaus! — me virei para ele – Será que você pode me contar o que está acontecendo? E não adianta me dizer que não é nada, sei que é mentira.

- Olha, Lena, o que eu vou falar não é fácil e, admito, é até um pouco constrangedor – estava encarando as prórpias mãos – Você sabe que você foi a primeira namorada que eu apresentei aos meus pais, não é mesmo?

- Sim! — minha sogra tinha comentando comigo a primeira vez que fui até a mansão da família Mikaelson, deixou bem claro o quanto estava feliz por me ver.

- Não que eu não tenha namorado antes, mas não achei que elas fossem especiais o suficiente para apresentar a minha família – explicou – Mas eles não pensam assim. Acredita que eu já ouvi minha mãe falando com o meu pai que tinha medo de eu ser gay.

Sua mãe é louca, você nunca poderia ser gay, sei muito bem disso – menti, não poderia contar a ele que também já pensei nessa hipostese também.

- É claro que agora que estamos namorando e até morando juntos ela parece bem mais tranquila em relação a isso – completou – Mas eu queria tirar completamente essa duvida da cabeça dela.

- O que quer dizer com isso? — já estava começando a imaginar o que ele queria dizer com isso, mas que comprovar ouvindo da sua boca.

- Elena Gilbert, aceita se casar comigo? — retirou uma caixinha de dentro do bolso e a abriu, ali estava o anel de noivado mais bonito do mundo. Era de ouro branco e tinha uma pedrinha rosa no meio, a minha cor favorita.

Fiquei alguns segundos em silêncio absolvendo tudo que tinha ouvido.Só estávamos namorando há um ano e fazia só alguns meses que tinhamos ido morar juntos, além disso, por mais que o achasse um fofo e gostasse do jeito que ele me mimava, não o amava de verdade e aquilo não era o suficiente para se contruir uma vida junto com alguém. Mas, por outro lado, sabia o quanto a família dele era conservadora e deveria estar mesmo sofrendo muita pressão de não ter tido nenhuma namorada firme todos esses anos, não custava nada eu ajudá-lo com isso, já estávamos morando juntos mesmo, só estariamos tornando as coisas oficiais.

- Eu aceito sim! — respondi, por fim.

- Não sabe o quanto está me fazendo o cara mais feliz do mundo – colocou o anel no dedo anelar da minha mão direita e me deu um selinho – Não vai se arrepender, eu prometo.

*Fim do flash back*

Damon

Mesmo depois de Elena e Klaus irem se deitar, eu, Stefan e Caroline continuamos a conversar. Cerca de meia hora depois os dois também decidiram ir dormir e eu fiquei sozinho.

Estava sem sono, então decidi ligar a televisão, mas não adiantou nada. Fui até a cozinha preparar uma xícara de leita quente.

Sentei em uma das cadeiras juntamente com a caneca. Foi quando eu ouvi passos se aproximando, era Elena.

- Pensei que já estivesse dormindo – observei.

- Acordei com sede – deu de ombros indo até a geladeira – Então decidi pegar um copo d'água.

Colocou um pouco de água no copo e bebeu tudo lentamente. Depois disso sentou-se bem na minha frente e apoiou a cabeça com as duas mãos.

- Será que eu posso saber o que está passando pela sua cabeça – quis saber quando a ouvi dar um pequeno suspiro – Pela sua cara, deve ser algo bem sério.

- É que toda essa história de casamento me fez pensar em tudo que aconteceu entre mim e Klaus – explicou – Como nos conhecemos, quando começamos a namorar e, é claro, o pedido de casamento.

- Queria muito ouvir essa história – comentei – Quem sabe assim que entendo que se passa nessa sua cabeça – tenho certeza de que ela percebeu o tom de ironia na voz, pois sorriu.

- Quem sabe em uma outra hora – bocejou – Estou com muito sono agora e só quero voltar para a minha cama.

- Claro! — levantei a mesmo tempo que ela – Boa noite, Lena – já tinha me aproximado, então dei um beijo na sua testa.

Fiquei esperando ela sair da cozinha e fui lavar a xícara que tinha usado. Depois disso segui para o quarto que estava usando, finalmente estava com sono, mas não posso ter certeza de que terei um sonho tranquilo...

Notas finais
Esse capítulo é meio que um bônus só para mostrar como a Elena e o Klaus se conheceram e os motivos para a Elena ter aceitado se casar com ele (mesmo estando mais do que claro que ela não o ama...)
Espero que grande parte das dúvidas de vocês tenham sido respondidas.
Agora comentem e digam o que estão achando.