My Best Friend Is Who I Love.
3 'Ele? De novo?'
Notas iniciais
Enquanto o tempo passava, eu fiquei no twitter e vi algumas fotos no tumblr de “Experiência Baker Fã.” O interfone tocou, eu desci de casa, passei pela portaria e lembrei o porteiro de que ele não diria nada sobre as minhas saídas do dia, andei um pouco e vi o carro do Taylor parado e logo entrei.
– Linda como sempre. – ele me olhou, sorriu e beijou o canto da minha boca.
– Galanteador como sempre. – ri. Ele deu partida no carro. Conversamos o caminho todo sobre coisas aleatórias e bobas, como velhos amigos. As vezes ele segurava minha mão ou me encarava, então eu apenas sorria de lado e disfarçava. Ao chegar ao cinema, escolhemos o filme, compramos o bilhete e ficamos na lanchonete na parte de fora de lá. Pedimos um Milk Shake de Nutella tamanho gigante! Estávamos tomando juntos, no mesmo copo, com muitos olhares e risadas descontroladas.
Um jovem casal passou perto de nós e pediu uma foto, não rejeitamos. A garota me perguntou se tínhamos voltado e eu não soube responder. O filme ia começar, Taylor pagava a conta e eu estava em pé perto da porta, que dava ao corredor principal das sessões. Recebi uma mensagem do Justin, escrito: “Eles querem te mostrar os presentes que ganharam do Scooter, quer ir à pizzaria conosco?”. Se Justin souber que eu estou com o Taylor... Vai ficar tão bravo, vamos brigar até. É, o Justin é tão ciumento comigo e o Taylor como eu sou com ele e a Selena. Então, respondi “Me desculpe... ocupada hoje :/”. Tudo bem, mais tarde eu me resolvo com ele. Tirando os ingressos do bolso, Tay sorriu e passou um braço pelo meu ombro.
– Vamos? – ele perguntou, eu assenti sem o olhar e abaixei a cabeça. – Que foi? – perguntou novamente, enquanto eu fitava o visor do celular.
– Nada. – disfarcei e sorri. Ele sorriu de volta, nós passamos pela porta giratória (onde eu ri ao lembrar do Justin batendo a cabeça sempre e Lautner me olhou sem entender), entregamos os ingressos para o moço na frente da porta, que abriu a mesma e permitiu nossa entrada. Era um filme de terror, do jeito que nós gostamos. Enquanto passava o trailer, Taylor beijava meu pescoço, mordia minha bochecha e eu, nada boba, não conseguia falar pra ele parar. – Tay, para, vai começar.
– E daí?
– “E daí?” Pra que assistir o filme né? – disse irônica e revirei os olhos.
– Exatamente... Pra que? Alias, quem consegue se concentrar em filme com você do lado?
– Para, Taylor.
– Não.
– Para, agora! – eu o afastei devagar.
– Tudo bem, tudo bem, amor.
Que idiota, gente! O filme todo foi a mesma coisa. Nas partes menos “tensas”, Taylor continuava fazendo aquelas coisas, e nas melhores partes eu me agarrava nele‘sem querer’. Ao terminar a sessão, saímos no corredor principal e tinha bastante pessoas nos esperando. Conversamos, tiramos fotos, dei autógrafos e respondi algumas perguntas deles, ficamos uns 10 minutos assim. Abrimos a porta pra sair do cinema e tinha um corredor de fotógrafos e as máquinas com os flashes exagerados, segurei o braço do Taylor e saímos devagar, aos poucos, com a cabeça baixa.
– Não vou falar nada, não vou falar nada, não vou me estressar, não vou me estressar. – Taylor repetia isso pra ele mesmo, baixo, eu ri, ele me olhou, sorriu e segurou minha mão. – não vou me estressar. – ele me olhou de novo e percebeu que eu tava realmente incomodada com a luz em nossas caras. Eu uso óculos, então meus olhos são sensíveis demais. Então, Tay se aproximou de mim e colocou meu rosto em seu peito, me abraçando enquanto caminhávamos até o carro. Já saindo do estacionamento, ele começou a reclamar, mas eu ria dele, tão fofo quando estressado. Chegamos até a minha casa e o Taylor, super cavaleiro, me acompanhou até o elevador. Acabou subindo junto comigo.
(...) Eu estava no sofá, trocando mensagem com o Justin, ignorando os carinhos do Taylor, quando ele perguntou: — Justin? – assenti. — Justin Bieber! – ele riu, eu o olhei – Lembra que noventa por cento das nossas brigas era por causa dele?
– Sim, lembro. – ri.
– Isso não vai mudar, certo? — Mudar? O que?
– Ele vai continuar entre nós.
– Nós? – engasguei – Nós? – ele assentiu – Lembra que a gente terminou a mais te um ano?
– É, eu lembro... Lembro muito de nós, de você...
– Ah, para vai.
– Não. – ele riu – Sinto sua falta, pequena. – ele tirou a franja do meu olho e a colocou atrás da orelha, sorrindo... AQUELE sorriso de Taylor. – Sente a minha? – olhei pra baixo, tentando desviar o olhar dele. – Seja sincera, por favor. – continuei sem responder, ele se aproximou e segurou meu rosto. – Sente a minha falta, Lucy? — Ele perguntou com os lábios quase junto aos meus.
– Eu não sei.
– Podemos tentar responder isso agora. – ele sorriu e me beijou, segurando minha cintura forte e prendendo meu cabelo em sua mão.
Ao longo dos beijos, sentei no colo do Taylor, de frente pra ele. Então, ele me segurou nas costas, subimos até o meu quarto, Lautner me deixou na cama e foi tirando a jaqueta e a camiseta. Ficando por cima de mim e fazendo pressão do seu corpo contra o meu. Ele me ajudou a tirar minha roupa, devagar e com sensualidade... Ele é bom nisso.
Terminei de tirar sua bermuda jeans e a boxer, fizemos algumas brincadeiras quentes que deixaram o quarto como um forno. Taylor suspirava e as vezes soltava gemidos baixos, eu o arranhava e mordia quando desse. Depois, sem perder tempo ele tomou conta de mim. Logo, estávamos cansados, assistindo seriados bobos, abraçados e enrolados no lençol da cama. Tay mordia e beijava meu pescoço, enquanto eu segurava seu corpo forte, junto ao meu. Desde que terminei com ele... Não me lembrava mais do quanto ele era... Tão... Tão Taylor, sabe? Tão bom no que faz. Ele foi tão melhor e surpreendente, ele sempre surpreende, ele sempre faz a gente se sentir cansada depois. Mas, quando fechava meus olhos pra ele, via o Justin falando da promessa (“Lucy, nunca mais volte com o Taylor. Não faça isso. Por favor, me prometa?”) e quando os abria... Justin estava me beijando. Acho que estou mesmo ficando louca (mais) por ele.
POV Justin.
Hoje acordei com a ligação da Sel e quando fui tentar dormir, outra vez, Jazzy pulou em mim dizendo “Sonhei com a Lucy. Vamos vê-la hoje?” Eu dizia “Depois.” E ela vinha com “Por favor, BooBoo, vamos agora!”. Minha mãe não faz ideia de como cuidar de Jaxon sozinha, então assim que Jazzy o acordou, arrumei as crianças e fomos em direção à padaria preferida da Lucy, comprei cupcakes de baunilha e laranja, cafés com leite e chantili, mel, panquecas e morangos. Compramos também flores no caminho e chegamos a casa dela. O porteiro permitiu a nossa entrada e até complementou “Ela ainda não desceu com o Jake, provavelmente não acordou.” Tudo bem, ela é dorminhoca mesmo. Mesmo assim subimos. Os dois pequenos me ajudaram a levar o café da manhã e as flores para o apartamento de Lucy. A porta estava trancada, mas sempre deixam uma copia no vaso do lado esquerdo da maçaneta, abri a porta, sem fazer barulho. A casa estava tão silenciosa. Lá na sala principal, Jake estava brincando com uma bolinha azul, Jazmyn pediu para que a deixasse ir brincar com ele, eu permiti e Jaxon a acompanhou. Subi um andar, passei no corredor do quarto e ainda estava tudo fechado, escuro e quieto, então fui até a cozinha. Tirei as coisas da sacola e coloquei sobre a pequena mesa lá dentro. Cortei os morangos e coloquei eles junto com a panqueca coberta de mel. Esquentei o café e pus tudo com o cupcake em cima da mesa menor da cozinha. As flores estavam na cadeira onde ela costuma sentar. É... Sou um ótimo ‘melhor amigo’, eu sei! Mandei uma mensagem pra pequena, “Bom dia (:”. Isso vai fazer ela acordar e descer pra comer. Esperei, esperei e esperei. Logo ouvi passos na escada e me animei, minha garota estava descendo! Olhei fixamente pra porta da cozinha, esperando a entrar de uma vez. Ela finalmente apareceu!
– Gostou? – perguntei sorrindo e olhando Lucy parada na porta, vestida com um roupão de pijama roxo, de boca aberta, olhos arregalados e expressão assustada e surpresa ao mesmo tempo. Logo, ouvi uma voz masculina e estranhei. Taylor chegou e a segurou pela cintura, beijando sua bochecha e sorrindo como um otário. – Acho que não. – disse surpreso e ainda sem acreditar no que estava vendo.
– Justin! – Lucy disse e Lautner acompanhou seu olhar, ficando sério, mas sem tirar as mãos dela.
– Estou indo. – Taylor beijou rapidamente a testa dela e saiu apressado.
– Ahn...
– Não diz nada. – eu a interrompi.
– Luly! — Jaxon gritou subindo as escadas com dificuldade.
– O que o Taylor fazia aqui? – Jazzy questionou, aparecendo logo atrás do irmão.
– Nada. – Lucy disfarçou, beijou a testa da Jaz e abraçou Jaxon.
– Morango! – Jaxon pediu estendendo a mão.
(...)
Lucy e eu servíamos os garotos, conforme eles pediam. Jake ficou deitado do nosso lado, Lucy apenas tomava o café, os olhos dela estavam vermelhos, mas talvez não quanto os meus. A cada movimento que um fazia o outro olhava e tentava disfarçar, aquilo estava esquisito. Quando todos terminaram de comer e conversar, peguei Jazmyn no colo e dei a mão pro Jaxon, pegamos o elevador com a Lucy e já estávamos no Hall principal. As crianças se despediram dela e foram correndo pelo jardim, antes da portaria.
– Você que comprou as flores? – Lucy perguntou, parando na minha frente, com um meio sorriso. Eu assenti, me desviei e tentei ir até a porta. – Ei, espera. Vamos conversar. – ela puxou meu braço e eu a olhei, que estava atrás de mim. – Se não quiser... Vou entender.
– Você acha que eu quero? Depois de tanto falarmos sobre isso...
– Qual é?! Eu posso fazer o que eu quiser!
– Ele? De novo? Por que ele, Lucy? – com essas palavras eu me afastei dela e tirei as crianças de onde estavam.
Notas finais
Rafaela do Biebs: Sua linda, obrigada pelos comentários! Continue comigo!!
Melissa Bieber13: Gostou mesmo? Quero só ver se vai continuar lendo em?! Hahaha, obriiiiiigada amor!
Anne: Ah, se você não me abandonar posso postar todo dia até! Hahahaha, sério! Obrigada baby, de verdade! Espero que continue lendo.
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