My Best Friend

12 Where is Austin?


Notas iniciais
Demorei, pra variar... Provas. Culpa delas. Eu tinha tirado cinco em química, na prova mensal... Minha mãezinha descobriu e disse que eu não postaria até as provas acabarem... Eu tirei 9,5! Eeeeehhh!! Bom, esse capítulo ficou bem melhor do que eu imaginei que ficaria, então espero que gostem...

– Austin, eu só aceitei, porque não queria ver você passar vergonha na frente de todos.

– Está dizendo que...

– Se tivesse me pedido em namoro em particular, eu não teria aceitado. Austin, eu ainda estou muito confusa e não sei se começar um relacionamento com meu melhor amigo pode ser a coisa certa a se fazer no momento.

Austin me olhou irritado. Seu olhar transmitia raiva e ódio. Ele nada disse. Apenas me soltou, bateu a porta e saiu do quarto, batendo os pés com força no chão.

POV Ally

Depois que Austin saiu do quarto, nervoso, eu deitei-me na cama, a fim de descansar. “Logo ele voltará” pensei.

Acabei por tirar um pequeno cochilo. Quando acordei, a primeira coisa que fiz, foi ver se Austin já havia voltado, mas ele não estava ali.

Olhei as horas no meu celular. Já havia passado a hora do almoço e eu não sabia andar sozinha pela cidade. Tentei ligar para o loiro algumas vezes, mas ele rejeitou todas as minhas ligações.

– Será que ele está muito bravo? – perguntei, em voz alta, para mim mesma.

Eu não queria ter brincado com os sentimentos do Austin, mas acreditei, na hora, que seria muito pior dizer “Não” a ele na frente de todos. Ainda acredito. Austin é uma pessoa difícil de lidar. Ele é um pouco bipolar: Ora está alegre, cantando, dançando e rindo. Ora está nervoso, irritado, parece até que tem TPM.

Levantei-me da cama, ajeitei um pouco meu cabelo e sai do quarto. Eu iria procurar um restaurante, sozinha.

Eu estava realmente triste por ter brigado com o loiro, mas eu não podia fazer nada. Eu preciso ter certeza do que eu quero antes de começar um relacionamento. Ainda mais com ele.

Fui até a cantina italiana, na qual havíamos comido alguns dias atrás.

– Cosa vuoi? Non è accompagnato oggi, bella ragazza? (O que gostaria? Não está acompanhada hoje, bela moça?).

– Non oggi – (Não hoje) ri fraco — A Fettuccine, per favore.

O garçom sorriu e saiu. Lembrei-me de quando vim aqui com Austin. O coitado ficou desesperado quando viu que o garçom falava Italiano. Ri fraco com a minha pequena lembrança. Comi meu fettuccine lentamente e paguei.

Voltei para o hotel e fui direto para o quarto de Carol. Bati na porta.

– Ally, oi – disse um pouco surpresa – Precisa de algo? – perguntou simpaticamente.

– Você pode me emprestar seu celular? Eu quero falar com o Austin, mas não estou conseguindo do meu...

– Eu quebrei o meu celular ontem, desculpa. Talvez a Trish possa te emprestar.

– Ok. Obrigada mesmo assim, Carol.

A morena sorriu e fechou a porta. Dei mais alguns passos até chegar na porta do quarto de Trish. Eu nunca havia falado nada (não diretamente pelo menos) com ela. O que eu iria dizer? Bati na porta.

– Olá. É... Ally, né?

– Isso. E você é a Trish – disse sorrindo

– A própria – sorriu – Precisa de algo?

– Na verdade... – comecei e ela riu.

– Precisa do meu celular?

– É, como sabe?

– Palpite. A Carol usou ele, pelo menos, umas oito vezes ontem.

Rimos. Trish parecia ser uma garota legal.

– Entre.

– Obrigada.

O quarto de Trish era parecido com o meu. Apenas os lençóis de cama e o tapete eram diferentes.

– Fica a vontade – disse estendendo-me o celular. Sorri em agradecimento e o peguei.

Disquei o número do Austin. Chamou algumas vezes e logo alguém atendeu.

– Alô?

– Austin?

– Ah, é você.

– Aus, cadê você?

– Não quero falar com você.

– Austin, me escuta. Eu não queria ter feito aquilo. Dá pra você voltar pro hotel? Estou preocupada.

– Não, não dá. Me faz um favor? Não me liga mais.

Austin bateu o telefone na minha cara e eu dei um longo suspiro, sentindo as lágrimas invadindo meus olhos.

– O que aconteceu? – perguntou Trish preocupada.

Sentei-me na cama, ao seu lado e devolvi o telefone.

– Acho que brigamos.

– É, eu também acho – disse irônica – Me desculpe, continua.

– Eu disse uma coisa e ele ficou bravo. Ele saiu do quarto e não estava tendendo minhas ligações.

– Parece ser sério, mas quer saber? Eu e o Dez brigamos toda hora, tem vezes que eu tenho vontade de matá-lo, mas ele ainda sim é incrível.

– Obrigada, Trish — disse verdadeiramente.

– De nada. Volte quando quiser.

Sorri, abri a porta e voltei para o meu quarto, relutante. Eu não queria passar o resto da minha tarde olhando para as paredes e desejando que Austin estivesse comigo.

Pensei no que Trish havia me dito. Acho que isso daria uma boa música...

Loving you ain't easy
Nothing ever is
But I will keep on fighting
For a love like this
You know I wouldn't have it any other way
Even when times get tough
I don't want no easy love

This is a track for the guys
With one lady in their life
You wanna pull out your hair sometimes
But she's still your girl
A love that lasts
It's like a unicorn
Holding on, a lost star form
Sometimes you wanna throw in the towel
But she's still your girl

Loving you ain't easy nothing ever is
But I will keep on fighting
For a love like this
You know I wouldn't have it any other way
Even when times get tough
I don't want no easy love

The second verse goes to the females
Rolling their eyes when we fail
Make you wanna go and shop retail
But he's still your man
All we crass, undeniable, dirtbags
We're professional
Sometimes you wanna throw in the towel
But he's still your man

Loving you ain't easy
Nothing ever is
But I will keep on fighting
For a love like this
You know I wouldn't have it any other way
Even when times get tough
I don't want no easy love

I don't believe in nothing lasts forever
And every time you're feeling down
I know we're gonna work it out
And I know we can't live without each other
O-oh
Well nothing worth having comes easy
And, baby, you got me singing

Loving you ain't easy
Nothing ever is
But I will keep on fighting for a love like this
You know I wouldn't have it any other way
Even when times get tough
I don't want no easy love

Loving you ain't easy
Nothing ever is
But I will keep on fighting
For a love like this
You know I wouldn't have it any other way
Even when times get tough
I don't want no easy love

Essa foi, de fato, a música mais difícil que eu já escrevi. Guardei meu caderno e olhei meu relógio.

22:00.

Onde estará o Austin?

POV Austin

Agora são dez horas da noite. Eu estou em uma praça próxima a um lago. Caminhei a tarde toda.

Eu não acredito que Ally foi capaz de fazer aquilo comigo. Eu admito que não pensei na hora de pedi-la em namoro, mas ela não precisava fazer aquilo comigo. Tudo bem que eu ficaria muito magoado se ela tivesse não tivesse aceitado, eu passaria o maior mico na frente de metade da escola, mas ela não podia ter brincado com meus sentimentos.

Decidi por ficar naquela praça mesmo. Amanhã, eu pegarei um táxi e voltarei ao hotel.

♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Acordei no dia seguinte com gritos ao meu lado.

– O que é, caralho?!

– Dormir em praças é proibido, seu delinquente! – Ih, ferrou! É um policial.

– Ah, é? – me fiz de desentendido — Me desculpe, senhor. Não sou daqui...

– Mora onde, garoto?

– Miami – respondi estranhando.

– Todos folgados lá. Vai pra casa, moleque.

– Sim, senhor – respondi rapidamente e sai correndo.

Parei no ponto de táxi mais próximo. Em alguns minutos, eu já estava no Hotel. Fiquei me perguntando se Ally estaria preocupada comigo.

POV Ally – Hotel, 13h42min.

Eu estou preocupadíssima com Austin! Ele não dormiu no hotel e depois que ele saiu do quarto, ninguém mais o viu. Eu estou há horas chorando, sem saber o que fazer.

A minha turma está ajudando o dono do Hotel a arrumar o cenário para o show de hoje à noite. Eu estaria ajudando se ele não tivesse me dito: “Fica sentadinha ai, você não tem condições de ajudar”.

Estou tentando ligar para o loiro desde que eu acordei. E eu juro que preferia quando o celular dele chamava, agora está caído direto na caixa postal.

A porta do Hotel abriu. Era ele. Soltei um suspiro de alivio e um pequeno sorriso escapou de meus lábios.

Ele olhou pra mim, sem expressão, e caminhou até o corredor. Ele não ia me ignorar como se eu não existisse!

Corri atrás dele.

– Aus! – gritei.

Austin parou e se virou para mim. Em um gesto rápido o abracei, mas ele não correspondeu.

– Você quase me matou de susto – eu disse, deixando as lágrimas rolarem – Se algo tivesse acontecido com você...

Ele não me deixou terminar, apenas se virou e continuou caminhando, enquanto eu o chamava, sem saber o que fazer.

Notas finais
A música é Easy Love - R5. Gente, eu preciso que vocês comentem. Eu quero saber quem ainda lê a fic, então se vocês puderem mandar apenas um "eu leio" ou "oi", eu já agradeço. Eu ficaria triste em saber que estou escrevendo para o vento. Obrigada *-*