My Best Friend
16 What do you know about me?
Notas iniciais
Austin saiu do banheiro e fechou a porta. Peguei minha roupa do vaso e comecei a me vestir (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=136394549&.locale=pt-br). Penteei meus cabelos e desci ao refeitório, onde Austin me aguardava com um sorriso de canto.
POV Austin
Desci ao refeitório e me sentei à mesa, junto a Carol, Trish, Dez e o idiota do Nick. O garoto me olhava desgostoso. Ignorei-o. Trish pareceu finalmente notar minha presença e veio irritar-me:
– Como foi sua noite, loiro?
– Boa – respondi apenas. Boa? Minha noite foi ótima!
– Hm. E a da Ally? – perguntou
– Não sei. Nós chegamos e fomos dormir – respondi indiferente.
Percebi que Ally caminhava graciosamente em nossa direção. Ela estava com uma blusa rosa e uma calça jeans. Seus cabelos castanhos, com pontas loiras, caiam delicadamente em seus ombros. Meus olhos desviaram-se para sua clavícula e seu pescoço onde havia duas manchas roxas. Um sorriso se apossou de meus lábios involuntariamente.
– Sobre o que falavam? – perguntou Ally sentando ao eu lado.
– Sobre sua noite de sexo selvagem com o Austin – respondeu Trish.
Ally arregalou os olhos e abriu a boca, incrédula. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa minha morena gritou:
– Você contou a eles?!
Trish começou a rir histericamente junto a Carol. Dez apenas balançou a cabeça em negação rindo fraco e Nick continuou com a mesma cara sem-sal de sempre.
– Ally! Eu não tinha dito nada!
Ally levou suas mãos a boca e suas bochechas se colocaram em um tom escarlate.
– Você se entregou! – disse Trish em meio aos risos.
Ally enterrou a cabeça no meu ombro, tentando esconder a vergonha que estava sentindo.
– Ok. Já chega! Já podem para agora! – pediu ela, constrangida, mas pelo seu tom de voz era evidente de que estava se divertindo com aquilo tudo.
– O que acha disso, Nick? – perguntou Carol provocando o garoto.
– O que você acha disso? – perguntou no mesmo tom.
– Eu não estou nem ai. Estou feliz pela Ally – respondeu Carol com um sorriso de canto – Já você, está morrendo de ciúmes.
– Vai dizer que não está com ciúmes do loiro? – perguntou cínico.
– Não, não estou – respondeu Carol – Agora você só falta enterrar o Austin vivo!
– CHEGA! PAREM DE BRIGAR! – gritou Trish.
– A Trish está certa – disse Ally – Carol, obrigada, eu também considero muito a sua felicidade – disse sorrindo para a morena, mas logo encarou o metido — Nick, por que não fica na sua?
– Ohhhhhh!!! – todos caçoaram Nick, que cerrou os dentes.
– Allycia, Allycia, você não sabe com quem está mexendo...
– Sei. Com um babaca.
– Ohhhhhh!!! – todos caçoaram novamente e o garoto sorriu pervertido.
– Você que me aguarde.
– Querido, acho que nem Deus te aguarda – dessa vez, fui eu a me pronunciar.
– Não vou ficar discutindo com um panaca – disse Ally e me deu um selinho – Aus, eu gostaria de dar uma volta em algum lugar, vamos?
– Claro, Alls. Tchau Trish, Carol, Dez e... Você – disse com desprezo.
POV Ally
Ficar no mesmo lugar que Austin e Nick estava começando a me incomodar. Será que o Nick não percebe que eu gosto do Austin e que estou com ele?
– Aonde que ir? — perguntei
– Não sei, que tal... Nossa cama? – sorriu malicioso
– Austin! Faça-me o favor! Que tal um museu?
– Ai, Ally! Você sempre gostou dessas coisas chatas... Que tal... Um cinema?
– De dia? Não! Muito sem-graça!
– Então... Que tal uma passadinha na Times Square?
– Sério?! – perguntei animada – Que legal! Eu topo!
Austin telefonou para um táxi que em alguns minutos já estava nos esperando. Antes de o táxi chegar, apenas peguei um casaco para caso esfriasse mais. Entramos no táxi e partimos em direção da Times Square.
– E ai? O que acha? É lindo, né? – perguntou Austin encantado, ao chegarmos ao nosso destino.
– É incrível! Todas essas luzes e outdoors, mesmo estando claro é magnifico... Os prédios, os carros, as pessoas... Uau!
– Quer dar uma volta? – perguntou estendendo a mão para mim, que apenas a segurei como resposta.
POV Austin
Depois de caminhar durante um bom tempo, decidimos parar para comer. Já eram 16:00 e nossa única refeição havia sido um copo de suco no café da manhã. Acabamos por parar no “Applebee’s”, o restaurante favorito da minha morena. Fizemos nosso pedido e o esperamos chegar, abraçados, trocando beijos e caricias.
Eu nunca pensei que isso pudesse realmente acontecer. Digo, eu e Ally, juntos... Quando éramos apenas bons amigos, eu sempre cogitei a ideia de namorarmos, imaginei nossos passeios, nossas noites e até já cheguei a beijar minha mão, imaginando ser a boca dela. Loucura, né?
Não. Loucura não é nada comparado ao que Ally me faz sentir.
Quando estou perto dela, sinto que tudo está perfeito. Sinto que ela é tudo o que eu preciso. Apenas ela. Quando estou longe, sinto falta. Sinto um aperto no coração e uma saudade indescritível.
– No que está pensando, meu amor? – perguntou Ally roçando nossos narizes. Deixei escapar um sorriso bobo ao ouvir “meu amor”.
– Em como você me deixa insano.
Ally sorriu e mordeu o lábio inferior levemente. Ela estava sexy assim.
– No que você está pensando? – perguntei
– Em como você fica lindo dizendo palavras inteligentes.
– Não são palavras inteligentes – ri – São elocuções cultas, com escopo de ratificar minha afeição e meu fascínio por você — brinquei, me achando o máximo.
Ally riu. Uma gargalhada gostosa que me fez sorrir. Nem eu mesmo sabia de onde havia tirado tantas palavras inteligentes. Nem ao menos sabia se elas faziam alguma coerência com o que eu realmente desejava dizer.
– Adoro quando você dá uma de erudito.
– E eu adoro quando você morde o lábio inferior.
Ally mordeu o beiço e eu sorri.
– É meio involuntário... – riu envergonhada.
– Tão involuntário quanto jogar o cabelo para trás sempre que está nervosa, preocupada com medo ou com vergonha? – perguntei
Ally me encarou intrinsecamente e logo sorriu.
– Você me conhece tão bem...
– Claro. Oito anos tendo que te aturar, você queria o quê? – brinquei e recebi um tapa no peito.
– Mas é sério. Eu não sei tanto assim sobre você. Acho que sou distraída demais para perceber esses tipos de detalhes.
– Não é não. Você consegue, vai... Tenta.
– Hm... Certo. Você tem uma mania estranha de sacodir o cabelo quando está animado – disse rindo e eu apenas concordei, achando engraçado – Você tem uma regra para batatas fritas: Come apenas uma de cada vez quando está feliz, duas quando está preocupado, três quando está cansado e quatro quando está triste. Hm... O que mais? Ah, sim! Você define seu humor de acordo com as músicas que você escuta pela manhã, assim como um personagem de um livro que você gosta. Tem mais? – pensou com ela mesma – Tem! Você usa suas cuecas de acordo com o seu humor!
– Como sabe disso?! – perguntei arregalando os olhos, mas ela não me respondeu, apenas riu.
– É... Acho que eu nem sou tão distraída – concordou consigo mesma.
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