My Best Friend

39 Marry me.


Notas iniciais
MINHA NOSSA SENHORA, ISSO É MILAGRE?? NÃÃÃÃÃO!! Bom, eu disse no capítulo que foi postado ontem que continuaria domingo ou quando o capítulo tivesse dez comentários. Bom, já teve, então... A parte II está aqui. SEGUINTE: Esse é o "último" capítulo da fic. Leiam o tópico "SEGUINTE" nas notas finais, ok?? Acho que a maioria daqui já sabe o que vai acontecer nesse capítulo, porque eu não sei ser cruel com as leitoras que me apoiaram há... Cara, a fic vai fazer um ano dia 30 desse mês. Obrigada por esse ano maravilhoso, meninas ♥ Eu amo cada uma de vocês com todo o meu coração ♥ Obrigada às 157 pessoas que acompanham a fic, às 28 que favoritaram, às 6 que recomendaram... Obrigada a todas ♥ Não. Isso não é um adeus. Ainda temos o epílogo, lembram??? Não deixem de acompanhar a fic após o término desse capítulo, porque ELE NÃO É O ÚLTIMO! Querem saber o que acontece depois dele? Então leiam o epílogo, tudo bem? Obrigada a: - Filha de Atena - RossyPrincess - Alive Lynch - Letícia Merlo - CorujadeAtena - maria - CqC - inocente - Anna - Juliana Lorena - Steacy - Ally Moon - Sleeping Beauty Querem saber se a Ally sobrevive? Tá ai. Alguém viu o All Day, All Night??? Perfeito, né??? ♥♥♥ Boa leitura, anjos ♥

Após o parto...

Ele era lindo. Seu cabelo, o pouco que tinha, era loiro, como o meu. Seus olhos, castanhos e meigos... Tão grandes quando os de Ally. Ele estava em uma incubadora.

Coloquei minha mão pelo buraco que havia ali.

Um fio saía de seu nariz, provavelmente o ajudando a respirar, enquanto outro saía de seu coração. Ele era tão pequenininho e eu já o amava tanto!

O resto da família e dos amigos chegou e eu os deixei mimando o meu pequeno, enquanto voltava ao quarto de Ally. Entreguei meu crachá de identificação à enfermeira da porta e entrei no quarto.

– Alls... Acorda, princesa...

Esperava que ela acordasse, como acontece nas histórias que lemos por aí. Mas ela não acordou. Não apertou minha mão e nem murmurou o meu nome.



Dia 12 de setembro

POV Ally

Minha cabeça doía. Acho que nunca havia sentido tamanha dor.

Abri meus olhos devagar, mas os fechei rapidamente, devido à claridade.

Tentei falar, mas não conseguia dizer nada. Minha garganta estava seca... Há quantos dias eu não bebia nada?

Abri meus olhos, lentamente. Não havia ninguém no quarto, então apertei um botão, que aparentemente chamava um enfermeiro.

Um homem jovem, moreno, muito bonito entrou no quarto e sorriu.

– Senhorita Dawson, que bom que acordou. Você ficou pouco mais de uma semana desacordada! Todos ficaram muito preocupados — ele examinou uma ficha em sua mão e continuou — Acho que nenhum de seus parentes está aqui, mas vou pedir que procurem o Senhor Moon.

– Austin está aqui? – perguntei. Minha garganta ardeu e eu fiz uma careta.

O homem riu de minha expressão e me entregou um copo d’água.

– Eu sou Lucas, seu enfermeiro de plantão. São quatro horas da manhã e, sim, Austin está aqui. Você está com fome?

Assenti, colocando o copo vazio na bandeja ao lado.

– Quer que Austin te dê a comida ou prefere que eu chame um dos médicos?

– Austin – murmurei – Por favor.

Lucas assentiu e saiu da sala. Senti um vazio dentro de mim. Literalmente. Subi a camisola branca que usava e notei um corte em minha barriga. Ah, sim, a cesariana.

– Ally!

Sorri, sentindo as lágrimas brotarem em meus olhos. Austin me abraçou com força e, em seguida, beijou-me duramente.

– Senti tanto sua falta. Nem acredito que você finalmente acordou.

– Por que fiquei tanto tempo desacordada? – indaguei, com falta de ar.

– Não sei. Era para você ter acordado algumas horas depois do sedativo, mas não acordou. Como ainda respirava e seu coração batia, o doutor Marcell disse que você ficaria em observação.

Austin disse "ainda respirava e seu coração batia" como se dissesse "ainda estava viva". Mesmo assim, apenas assenti, cansada.

– Aus... O que houve com Seth?

Austin sorriu, emocionado.

– Ele é lindo, Ally.

E de um segundo para o outro, eu estava chorando. Chorando em saber que sete meses carregando aquilo que eu mais amava em minha barriga não foram em vão.

– Posso vê-lo? – perguntei, em meio às lágrimas.

– Ele está na UTI. Nasceu prematuro e está incubado... Vou perguntar ao doutor se você pode vê-lo, tudo bem?

Doutor Marcell entrou na sala, no mesmo momento.

– Estou tão feliz que você tenha acordado!

– Posso ver meu filho? – perguntei, afobada.

Ele riu, soltando os fios ligados ao meu braço e colocando um curativo em cima.

– Você consegue segurá-la, Austin?

– Consigo, doutor.

– Então... Pode ver o seu filho, Ally.

(...)

Não sabia se chorava ou sorria. Aquela pequena criança, de 46 cm e 1,782kg, era a coisa mais linda do mundo.

Abracei Austin, tanto para equilibrar-me, quanto para chorar em seu peito.

– Eu quero abraçá-lo – chorei, apertando-o com todas as minhas forças.

– Você terá uma vida toda para isso, Ally, acalme-se.

Apesar de ter proferido as palavras seriamente, Austin também chorava.

Dia 24 de setembro

POV Austin

A enfermeira sorria, com Seth no colo.

– Quer segurá-lo? – perguntou a mim.

Eu queria. Queria mais do que qualquer coisa em minha vida, mas neguei, sorrindo fraco.

– Podemos levá-lo ao quarto 412? – perguntei – A mãe dele está esperando esse momento há dias... – esclareci.

Bati na porta e recebi Ally sorrindo, apaixonadamente.

– Bom dia, amor – murmurou, beijando meus lábios.

– Ally, eu tenho duas novidades.

Ela sorriu, escovando os cabelos molhados e pediu que eu continuasse.

– A primeira é que o doutor Marcell te liberou. Você pode ir embora.

Ela sorriu, aliviada.

– Qual é a segunda? – questionou.

– Mamãe? – perguntou a enfermeira, carregando Seth em uma cestinha.

– Ah, meu Deus!

Ally levou as mãos à boca e deixou algumas lágrimas caírem.

– E-Ele saiu da UTI – sussurrou, caminhando em direção à enfermeira.

– Eu ainda não o segurei – avisei – Queria que você fosse a primeira.

Ally caminhou até a pia do quarto, lavou as mãos e passou um pouco de álcool em gel. Com todo cuidado do mundo, enlaçou Seth em seus braços e o apertou levemente.

– Oi, querido. Eu sou a mamãe.

Senti-me fraco mais uma vez. Ver as duas pessoas que eu mais amo, juntas e sadias, fez meu coração disparar e meus olhos marejarem.

Seth sorriu, o que fez Ally chorar mais.

– Eu te amo tanto, Seth.

– Seth? – perguntou a enfermeira – Que nome mais lindo! Significa “concebido”, vocês sabiam? Foi o nome do terceiro filho de Adão e Eva.

Sorri para a mulher, que parecia emocionada com o afeto de Ally e Seth.

O bebê tocou a face de Ally, fazendo-a fechar os olhos.

– Segure-o, Austin — pediu, serena.

Levantei da cama em que estava sentado e, sem saber muito o que fazer, coloquei Seth deitado em meus braços.

– Oi, bebê – sussurrei – Eu sou o papai.

Ally riu e abraçou-me de lado.

– Eu amo vocês dois mais do que tudo nessa vida, entendido? Nunca mais me deixe, Austin. Nunca mais vá embora.

Sorri, encarando o pequeno indivíduo em meus braços.

– Como eu poderia, Ally? Eu jamais conseguiria deixar vocês dois sozinhos.

Seth chorou. Seu choro era tão tímido... Ally e eu o acompanhamos.

– Acho que alguém precisa mamar, mamãe – avisou a enfermeira, pegando Seth nos braços – Sente-se na cama.

Ally obedeceu, colocando as costas da cabeceira, e deitou Seth em seus braços novamente. Deslizei a alça de sua camisola, de modo que um dos seus seios ficasse exposto. Guiei, com cuidado, a cabeça do meu filho até o bico rosado do peito de Ally.

Meus pais e os pais de Ally entraram no quarto e sorriram, maravilhados com a cena.

– Eu estou tão feliz que tudo tenha acabado bem – disse Penny, abraçando Lester carinhosamente.

– Ainda bem que tudo terminou com um final feliz, não é?

– Quem disse que esse é o final? – perguntou Ally, sorrindo para a criança.

– Ally tem razão. Esse é só o começo! – sorri, animado – Eu nem a pedi em casamento ainda.

– Casamento? – perguntou Lester, assustado.

– Eu a amo e temos um filho... Acho que casamento seria o próximo passado ideal, não acha?

Nossos pais sorriram e Ally encarou-me boquiaberta.

– Está falando sério?

– Você acha que não?

– Austin, casamento é algo tão...

Beijei sua boca, impedindo que ela continuasse.

– Casa comigo, por favor...

Ally ficou branca. Senti seus braços amolecerem um pouco, quase deixando Seth cair.

– E-eu...

– Não precisa ser agora — comecei — Nem a resposta e nem o casamento. Não precisa ser algo grande também. Talvez uma festinha no quintal de minha casa, com os parentes mais próximos... — senti que começaria a falar sem parar, com receio de Ally dizer 'não' — Podemos casar daqui 2 ou 3 anos, se você preferir. Eu posso esperar, e-eu... Eu vou sempre estar te esperando.

Ally ainda não havia dito nada, o que me deixava nervoso. Ela encarou nossos pais e suspirou, tensa. Depois, encarou Seth. Alguns segundos se passaram, minutos talvez.

E então Seth riu. Uma pequena e fina gargalhada, que fez todos no quarto rirem junto. Quando as risadas cessaram, Ally sorriu de canto.

– Eu aceito.

Notas finais
SEGUINTE: Esse é o "último" capítulo da fic. O próximo será um epílogo, então não deixem de ler, porque eu posso muito bem matar a Ally em um acidente de carro antes dela entrar na igreja para o casamento! COMENTEEEEEEM!!!! ♥♥♥♥♥♥♥