My Best Friend
40 Epílogo
Notas iniciais
Austin conquistou tudo. Teve um filho esperto, uma esposa perfeita, uma casa grande, um carro e o emprego de seus sonhos. Fora aceito, junto com Ally, na Star Records, a maior gravadora dos Estados Unidos.
Ally tinha o mesmo. Seu filho era a coisa mais importante de sua vida. O garoto era esperto, até demais. Austin lhe comprara uma casa, na qual Seth tinha um quarto só dele e o casal ainda podia dormir juntos, do outro lado da casa. Tinham uma empregada e uma babá, que cuidava de Seth quando preciso.
Seth tinha apenas 6 anos, mas era tão esperto quanto uma criança de 9. Fazia contas com rapidez e gostava de ler e escrever. Vestia-se como 'nerd', de acordo com os amiguinhos da escola.
Trish se casou com Dez. Ambos vivem em Hollywood agora e trabalham como atores. Trish geralmente interpreta mulheres más, as vilãs das histórias, enquanto Dez interpreta palhaços e garotos retardados.
(...)
Beijei sua boca, impedindo que ela continuasse.
— Casa comigo, por favor...
Ally ficou branca. Senti seus braços amolecerem um pouco, quase deixando Seth cair.
— E-eu...
— Não precisa ser agora — comecei — Nem a resposta e nem o casamento. Não precisa ser algo grande também. Talvez uma festinha no quintal de minha casa, com os parentes mais próximos... — senti que começaria a falar sem parar, com receio de Ally dizer 'não' — Podemos casar daqui 2 ou 3 anos, se você preferir. Eu posso esperar, e-eu... Eu vou sempre estar te esperando.
Ally ainda não havia dito nada, o que me deixava nervoso. Ela encarou nossos pais e suspirou, tensa. Depois, encarou Seth. Alguns segundos se passaram, minutos talvez.
E então Seth riu. Uma pequena e fina gargalhada, que fez todos no quarto rirem junto. Quando as risadas cessaram, Ally sorriu de canto.
— Eu aceito.
POV Austin
Eu estava apavorado. Sentia meu corpo tremer e suar. A temperatura parecia chegar a 40° dentro daquele terno.
Todos estavam sentados, conversando, rindo e se divertindo. Enquanto eu aguardava Ally, nervoso.
Não sei como aconteceu, e nem quando. Mas quando Ally colocou o pé no grande tapete vermelho, acompanhada do meu pai e Seth no colo, eu comecei a chorar.
Ela sorriu. Seus olhos cheios de lágrimas.
Seth estava lindo. Completava oito meses hoje. Ally o vestiu em um terno e colocou uma gravata borboleta. Ele sorria para todas as pessoas da igreja.
E Ally... Ally estava tão perfeita! Seu vestido branco possuía detalhes em prateado. Suas alças eram de cetim, delicadas. Seu cabelo estava preso em um longo véu, que arrastava as pétalas de rosas vermelhas pelo chão.
— Austin Moon e Allycia Dawson, viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo? – indagou o padre, alto.
— Sim – respondi primeiro.
— Sim – Ally respondeu, em um sussurro.
Sorri para ela, que diante de todas as pessoas e do silêncio que se faziam presentes, corou.
— Vós que seguis o caminho do Matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida? – perguntou.
— Sim – dessa vez, respondemos juntos.
— Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja? – questionou.
Ally sorriu, procurando Seth no colo de sua mãe. Com lágrimas nos olhos, murmurou que sim, assim como eu.
— Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimónio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.
Ergui minha mãe direita para Ally, que a segurou com carinho. Estávamos um de frente para o outro agora.
— Eu, – comecei – Austin Moon, recebo-te por minha esposa, Allycia Dawson, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe.
Tomei a aliança nas mãos e a deslizei no dedo de Ally, beijando-o em seguida.
— Eu, – sua voz estava embargada – Allycia Dawson, recebo-te por meu esposo, Austin Moon, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe.
— Os votos, por favor – pediu o padre, apoiando as mãos na bíblia em sua frente.
— Ally, desde que eu tinha seis anos eu sonho com esse dia – iniciei os votos, ignorando a folhinha com um texto preparado em meu bolso –, mas eu jamais imaginei que isso um dia aconteceria ou que o sentimento seria tão bom. Estarei ligado a você para sempre e quero estar com você para sempre. Eu, você e Seth. Na alegria e na tristeza, na saúde e doença, até que a morte nos separe. Eu te amo.
Ally enxugou algumas lágrimas de sua bochecha e apertou minhas mãos.
— Aus... – sua voz falhou – ai, meu Deus, eu estou me casando! – suspirou, meneando a cabeça – E eu estou perdidamente apaixonada pelo cara que me deu o maior presente que a vida poderia me dar. Eu amo você e o Seth mais do que a mim mesma. Eu, você e Seth. Na alegria e na tristeza, na saúde e doença, até que a morte nos separe. Eu te amo.
Sorri, quando o padre deu um suspiro apaixonado.
— Se alguém tem algo a dizer que impeça esse casamento, por favor, manifeste-se agora ou cale-se para sempre…
O silêncio reinou, até que uma voz infantil pronunciou:
— BABÚ!
Todos caíram na gargalhada, enquanto Seth encarava todos confusos, sem saber o que tinha feito.
— Bom, pelo poder a mim concedido, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Ally sorriu. Segurei seu rosto com as suas mãos e selei nossos lábios, demoradamente.
— Babú – murmurei.
— Babú.
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