My Best Friend!
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Depois que desci do avião e peguei minhas malas, saí à procura do meu pai e de repente me lembrei de que não sei como é meu pai. Não o vejo há 12 anos e assim como eu não me lembro dele, ele provavelmente não se lembra de mim. Entrei em desespero. Acalme-se, Lucy!, disse meu subconsciente, sempre inteligente e disposto a me ajudar nos momentos difíceis. Continuei andando e procurando alguém que remotamente me lembrasse daquele homem alto e de cabelos pretos que eu conheci na minha infância e logo abri um sorriso enorme. Ele realmente não se lembra de mim, mas inteligente como ele é, levou uma placa escrito Lucy Silver. Me dirigi ao homem que segurava a placa, com um grande sorriso nos lábios e em questão de minutos, estava ao seu lado, com os olhos marejados.
- Papai? – Perguntei com a voz embargada.
- Lucy? – Ele olhou para mim e abriu um lindo sorriso depois que eu assenti. – Lucy querida! Como senti sua falta – ele me abraçou forte e eu comecei a chorar, sem conseguir me controlar.
- Também senti sua falta, papai. Muita!
Ficamos um bom tempo assim, abraçados sem dizer uma palavra, enquanto milhares de pessoas andavam ou corriam ao nosso redor. Quando nos separamos, percebi que ele também chorava. Eu sorri.
- Como você cresceu querida. Acho que eu ainda esperava ver aquela garotinha que só conseguia abraçar o meu joelho.
Eu dei risada. Meu pai sempre foi alto, mas eu acabei puxando o lado da minha mãe, que tem 1,65m enquanto eu tenho 1,60m. Mas me orgulho muito da minha baixa estatura, pois me dá a capacidade de passar sem ser percebida em qualquer lugar. Não me considero uma garota excepcionalmente bonita. Me acho normal. Cabelos castanhos naturais, olhos verdes claros, pequena, algumas curvas graças à uma hora de academia por dia, exceto sábado e domingo. Normal!
Eu e meu pai saímos do aeroporto e fomos até o seu carro. Depois de um tempo, chegamos até uma casa enorme e linda, que me encantou no primeiro instante que vi. Descemos e ele me ajudou a levar as malas até o quarto que ele disse ser meu pelo tempo que eu precisar. Sorri. O quarto era muito grande e bem decorado. Deixamos as malas e fomos pra cozinha, já que eu estava morrendo de fome. Enquanto ele cozinhava ovos e bacon para mim, conversamos sobre como eu tinha vivido nesses últimos anos e como ele tinha vivido nesses últimos anos. Descobri que ele está casado e tem um filho de 7 anos chamado Ashton, bonito nome. As horas foram passando e nós nunca ficávamos sem assunto. Quando escureceu, ouvimos alguém mexer na porta e logo um garoto pequeno e de cabelos pretos e olhos azuis entrou correndo na cozinha, gritando e rindo, enquanto atrás dele veio uma mulher loira e de olhos também azuis, sorrindo.
- Olá querido – ela deu um selinho em meu pai e depois me olhou, ampliando o sorriso. – Você deve ser Lucy! – Ela estendeu a mão pra mim e eu apertei – É tão bom finalmente te conhecer! Eu sou Anne. Seu pai fala muito sobre você. Principalmente nesses três últimos meses.
- Muito prazer – eu sorri de volta.
- Oi! – Uma pequena mãozinha puxou a barra da minha blusa e eu olhei pra baixo, sorrindo.
- Olá – eu ri e me abaixei na altura dele. – Você deve ser o Ashton, certo?
- Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim – ele deu uma gargalhada gostosa e se jogou em meus braços, me abraçando forte.
- Ele estava ansioso pra te conhecer – meu pai piscou pra mim, emocionado pela cena.
Eu logo estava entrosada com todos e ficamos até tarde rindo e falando bobeiras. Depois fui dormir, já que meu pai disse que teremos um dia cheio amanhã. Me despedi de todos, subi pro meu quarto – que era uma suíte – e tomei um banho bem demorado, pra relaxar meu corpo, coloquei um pijama e fui deitar. Dormi feito um anjo e se sonhei não me lembro.
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