Notas iniciais
Geeente, depois de muito pensar, eu decidi que postar duas vezes na semana (quarta e sábado) antes de minhas aulas começarem era melhor, fiquei muito feliz com os reviews!! Continuem assim, amo vocês!! Aproveitem

- Ela comeu? — perguntei, ao chegar na porta do quarto e ver Eleanor saindo com uma bandeja de sopa em mãos.

- Um pouco, mas ela está enjoada, eu dei o remédio, se não vomitar, mais tarde come mais. — falou, e eu sorri de lado, pelo menos ela tinha comido um pouco, entrei no quarto e fechei a porta atrás de mim, andando até perto da cama, onde ela estava muito bem embrulhada com a colcha cinza, me olhando com um misto de alívio e confusão.

- Você ainda ta aqui? — ela perguntou com a voz fraca, me olhando, me sentei no canto da cama e coloquei as costas da mão em sua testa, testando sua temperatura.

- Claro que sim, já disse, só saio daqui quando você estiver bem. — falei, mordendo o lábio, preocupada pois a febre estava na mesma temperatura. — Sua mãe te deu remédio?

- Uns comprimidos... Você trouxe seu celular? — ela perguntou, mordendo o lábio, então eu percebi que ela ainda estava só de sutiã, travei por alguns segundos ao ver seu pedaço de seio exposto e sua barriga bem definida.

- N-não, por que? — perguntei, franzindo o cenho e sem conseguir manter meus olhos nos seus, pois sempre desviava para sua boca grande e vermelha involuntariamente.

- Por Nada. — ela disse. — Vem cá. — cheguei mais perto, ela pegou uma mecha do meu cabelo que caía em minha bochecha, colocou atrás da minha orelha, encaixou a palma da mão em minha bochecha, acariciando com a ponta dos dedos o espaço entre o começo da minha orelha e minha bochecha, foi chegando mais perto e fechou os olhos, me beijando calmamente, seus lábios estavam febris, mas como sempre, choques elétricos gostosos fizeram meu corpo tremer.

Joguei meu corpo em cima da cama e me aproximei dela lentamente, deitando de lado e me encostando em seu corpo, passei a língua por seus lábios, pedindo permissão para aprofundar o beijo, ela permitiu e senti nossos corpos se arrepiarem quando nossas línguas se chocaram, pus a mão em sua cintura e fui subindo e fazendo caricias até descansá-la em sua nuca, nós duas estávamos de olhos fechados, nos separamos quando precisamos de ar, ela deixou que a cabeça caísse no travesseiro e eu deitei ao seu lado, ficamos nos encarando, ela manteve a mão em minha bochecha, acariciando com as pontas dos dedos, arrastei meu corpo pelo colchão e encostei minha testa na dela.

Ficamos ali por alguns segundos, ela fechou os olhos e eu fiquei olhando-a, tentando achar o mínimo de juízo ainda em mim, um pouco para pensar em não magoar Artie, para pensar que ela estava doente, passei meu braço por seus ombros e a apertei contra mim, ela me olhou com os olhos castanhos brilhando e sorriu meu sorriso que formava ruguinhas dos lados dos olhos.

- O que foi? -perguntei, sorrindo também.

- É que parece que você vai morrer do coração. — ela disse, e eu percebi que estava ofegante e respirei fundo para me controlar, ela puxou os lençóis para nos cobrir e chegou mais perto, colocando sua mão na minha nuca e me beijando de novo, dessa vez, nossas línguas se tocaram sem que precisássemos pedir permissão e mais uma vez tive a sensação gostosa de choques e calor, ela era meu elixir, e em tudo o que eu estava preocupada, simplesmente sumiu, lentamente, fui subindo sobre ela e a prendi entre mim e o colchão, tomando cuidado pois ela ainda estava febril e não me parecia muito forte.

Quando nos separamos, ela sorriu para mim e eu voltei a me deitar ao seu lado, fazendo com que ela se aconchegasse em meus braços, toquei com as costas da mão em sua bochecha e a apertei mais contra mim, ela olhou para cima e sorriu.

- Eu te amo. — falou, e eu apenas a olhei, sem saber o que dizer, pois eu a amava, mas não podia ficar com ela, mas quando olhei de novo, ela tinha deitado a cabeça em meu peito e dormia calmamente.

Depois de algum tempo, fiquei apenas pensando no meu maior desejo, que tudo aquilo acabasse e voltasse a ser como era, quando nós escondíamos, eu sei que é horrível querer isso, mas era tudo tão simples, e no fundo, eu sempre soube que Santana me amava, mesmo ela não falando muito, eu sempre soube.

Deixei que minha mente lentamente vagasse para a nossa primeira noite.

MODE FLASHBACK ON

Cheguei em frente á casa dos Lopez, era uma tarde ensolarada e aconchegante, na calçada, fitei novamente a tela do meu celular, 15:36, Santana tinha acabado de me mandar uma mensagem pedindo que fosse á sua casa, como sempre, eu fui bem rápido, Eleanor e Antonio estavam viajando, Nando tinha saído com sua nova namorada, Yasmin. E Jade estava no shopping, ou na casa de alguma amiga ou algum ficante, nunca dou muita atenção quando o assunto é a Jade.

Andei a passos firmes até o terraço, me perguntando onde estaria Kay, ainda não sabia se ela realmente tinha ido com Sr. e a Sra. Lopez, mesmo assim, adentrei sem bater, me perguntando porque Santana deixaria a porta aberta em um bairro como Lima Heights, tranquei por dentro e olhei em volta, tudo ali estava escuro e me parecia na mesma arrumação habitual dos Lopez, não haviam sons de passos, ou nada que indicasse algum ser vivo na casa, tateei pela parede até achar o interruptor e banhar o cômodo de uma luz alaranjada, olhei em volta, não, não havia nada ali que indicasse alguma movimentação, a não ser a garrafa de uísque pela metade em cima da mesinha de centro, franzi o nariz, Nando não estava em casa, nem Jade, por que aquilo estaria ali?

Só havia uma resposta, Santana estava triste, voei escada acima com esse pensamento, assim que adentrei no quarto dela, soube que minha premonição estava certa, ela estava deitada nos lençóis escuros abraçada em seu travesseiro olhando a parede com os olhos vidrados, senti um aperto no coração, ela me olhou e sorriu levemente, devolvi o sorriso e me sentei na beirada da cama, lhe dando um selinho.

- O que houve? onde está a Kay? — perguntei, franzindo o cenho e tentando entender o que estava acontecendo.

- Tá dormindo na casa da amiga dela... — disse a morena, com a voz morrendo no final da frase, uma lágrima desceu na sua bochecha e ela tremeu levemente, naquela época, aos quinze anos, nunca tinha visto Santana desmoronar, poucas vezes a tinha visto chorar, então logo me preocupei.

- Por que está assim? — perguntei, me curvando sobre seu corpo, mas ela não respondeu, apenas levantou seu tronco e me beijou com força, me derrubando devagar sobre a cama e deitando em cima de mim, senti meu corpo esquentar em segundos, o fogo e os choques me atacando novamente, ela me beijava com força, e logo nossos lábios se separaram e ela os desceu pelo meu pescoço, sentia tudo se encontrando ali... Calor, desejo, amor...

Senti suas mãos rasgando os botões da minha blusa, mas nem me importei, minha mente não estava nesse mundo, estava na morena em cima de mim que distribuía beijos molhados em minha barriga, de repente, eu fiquei com medo, nunca tinha feito isso, a puxei rapidamente e ela me olhou, assustada.

- O que foi? — ela perguntou, me parecia com medo, e isso me deixou nervosa.

- O que você está fazendo? O que aconteceu? — perguntei, e ela engoliu em seco.

- O Noah... Ele quer... — ela começou e eu franzi o cenho, ela tinha começado a namorar o Puckerman há algumas semanas, me disse que o que tínhamos, ninguém poderia saber. — Ele quer fazer sexo. — minha garganta se fechou e comecei a ficar com raiva e confusa, mas ela estava com medo, e me chamou pra que mesmo?

- E... O que tem isso? — perguntei, mordendo o lábio levemente, eu já não era mais virgem, tinha perdido em uma invasão alienígena durante o acampamento das Cheerios verão passado, mas nunca tinha feito com uma mulher e sabia que Santana ainda não tinha perdido.

- Eu não quero que ele seja meu... Primeiro, quero que signifique alguma coisa para mim... Eu não o amo, Britt. — ela falou, e eu senti um aperto no meu coração, então ela ME amava?

- Então não faça, diga que não quer. — falei, simples, e ela arregalou levemente os olhos.

- Não posso, B, eles já suspeitam muito da gente, Noah é minha única forma de me defender, se começarem a falar por aí que eu to ficando com mulheres, pior que eu sou... — ela olhou pelo quarto, como se esperasse ver algum jogador de futebol ou uma líder de torcida escondida atras das estantes. — Lésbica, meus pais... Eu tenho medo até de pensar no que vão fazer comigo, Britt. Se Noah me deixar, as pessoas vão começar a falar.

- Ainda não entendi porque você me chamou aqui e me atacou. — falei, me sentando na cama com ela ao meu lado.

- Porque eu quero que seja você, B, você significa muito para mim, é a minha única aqui. — ela falou, apontando para o coração e eu sorri de canto.

- Tem certeza? — perguntei, chegando um pouco mais perto.

- Toda a certeza. — ela respondei, e eu sorri. — então deita. — falei, eu não sabia nada de nada sobre sexo com mulheres, me deitei de lado encostada em seu corpo e comecei a beijá-la, deixando que minhas mãos vagassem por seu corpo, quebramos o beijo apenas para tirar sua blusa e arfei quando vi que ela não usava nada por baixo, eu podia não saber nada sobre sexo de mulheres, mas eu sabia muito sobre Santana, e naquele momento, eu soube que não precisava de muito mais que isso.

There is no combinations of words

I can put on the back of a post card

No song that I could Sing

But I can try for your heart

Deslizei minhas mãos por sua cintura e comecei a dar beijos molhados de sua clavícula pelo seu pescoço até seus seios, senti Santana arfar embaixo de mim e arquear levemente a coluna, á procura de mais contato, suguei seus seios levemente, eu não sabia de nada, poderia machucá-la, mas ela respondeu com um gemido baixo e as unhas cravadas em meu couro cabeludo, aquele som foi como fogo em palha seca, fazendo meu corpo inteiro pegar ainda mais fogo e a excitação aumentar.

Our Dreams and they

are made out of real things

Like a shoebox of photographs

And sepia-toned loving

Passei minhas mãos pela sua cintura, suas costas e acariciei seus seios levemente antes de deixar que minha mão descesse por sua barriga até seu centro, senti-a gemer por mais, e assim que minha mão tocou seu centro, senti meu corpo inteiro tremer e de repente eu sabia exatamente o que fazer, como um instinto, apoiei meu cotovelo no travesseiro e com dois dedos comecei a estimular seu clitóris, ela arqueou as costas e soltou um gemido alto de prazer, agarrando o lençol com as mãos e fechando os olhos com força enquanto eu fazia movimentos circulares para estimulá-la.

Love is the answer at least for most of the questions in my heart

Why are we here? And where do we go? And how come it's so hard?

It's not always easy and sometimes life can be deceiving

I'll tell you one thing, it's always better when we're together

- Britt, por favor... — ela pediu, me olhando, suplicante, e eu entendi rapidamente, deixando que os dois dedos deslizassem por seu centro e sentindo o tecido ceder, ela gritou alto, enterrou a cabeça em meu ombro e agarrou no meu outro ombro, fazendo uma careta de dor.

Hum it's always better when we're together

Yeah we'll look at the stars when we're together

Well it's always better when we're together

Yeah it's always better when we're together

- Tá doendo? Eu te machuquei? — perguntei, parando os movimentos e fazendo menção de tirar meus dedos de seu centro, mas ela estendeu a mão e empurrou levemente meu braço para mantê-lo no lugar.

- Não... Continua... — ela falou, e eu obedeci por alguns minutos, vendo-a se segurar para não gritar, estava começando a ficar preocupada quando senti meus dedos se umedecerem e sua expressão mudar de uma de dor para tranqüilidade.

And all of these moments just might find their way into my dreams tonight

But I know that they'll be gone when the morning light sings

Or brings new things for tomorrow night you see

Tirei meus dedos e estavam sujos de sangue, a olhei, preocupada, me perguntando se a tinha machucado, mas ela não me parecia com dor mais.

- Tudo Bem, Britt, isso é normal. — ela me tranqüilizou, a verdade é que eu nunca esperava tirar a virgindade de ninguém, então fiquei assustada. — Vem, vamos tomar banho — ela falou, levantando lentamente, percebi a poça de sangue em seu short e nos lençóis, arregalei os olhos, mas ela tirou o short e ficou me olhando perto da porta do banheiro.

That they'll be gone too, too many things I have to do

But if all of these dreams might find their way into my day to day scene

I'd be under the impression I was somewhere in between

Então, ela se ajoelhou na cama e veio devagar até mim, passou a mão pelo meu rosto, mas eu continuava com os olhos vidrados no vermelho do lençol, ela pegou meu queixo e levantou minha cabeça com cuidado, me dando um beijo demorado e encostando sua testa na minha.

With only two, just me and you, not so many things we got to do

Or places we got to be we'll sit beneath the mango tree now

Yeah it's always better when we're together

- Tem certeza que está bem? — perguntei devagar, fechando os olhos ao sentir sua respiração fraca em meu rosto e seu cheiro de lavanda me acertando.

- Está tudo bem, meu amor. — ela falou, nós duas ainda de olhos fechados, em um transe calmo.

Hum we're somewhere in between together

Well it's always better when we're together

Yeah it's always better when we're together

Ficamos ali por alguns segundos, até que ela me ajudou a tirar a blusa de botões que tinha rasgado mais cedo, meu sutiã e meu short, distribuindo beijos lentamente, com cuidado, depois, quando nós duas já estávamos nuas, ela envolveu meu pescoço com os braços e me deu um beijos profundo, lento e doce, quando nos separamos, ficamos ali, paradas, uma olhando para os olhos da outra, envolvi nossas mãos e levantei as duas, olhamos ao mesmo tempo, o contraste de nossas peles, uma promessa silenciosa de que iríamos ficar juntas para sempre.

MODE FLASHBACK OFF

Olhei para o lado, onde minha morena dormia calmamente em meus braços e sorri lentamente, aquela tinha sido a melhor tarde da minha vida, apesar de ter sido um pouco assustador, naquele momento, ela nunca tinha sido tão... Minha, me inclinei um pouco e dei um beijinho em sua testa.

I believe in memories they look so, so pretty when I sleep

And now when, when I wake up you look so pretty sleeping next to me

But there is not enough time

Estou na dúvida sobre tudo, talvez valha a pena magoar Artie, ele vai se recuperar não? Faria tudo por Santana, eu faria tudo por Santana... Talvez se repetir muito isso se torne verdade, pois a única coisa que eu não faria... Está me pondo tão longe dela...

And there is no song I could sing

And there is no combination of words I could say

But I will still tell you one thing

We're better together

Não dormi aquela noite, me sentia muito sozinha e confusa, fiquei velando o sono de Santana, testava sua temperatura ás vezes, mas nada de melhorar, então, ela gemeu dormindo e tocou a barriga, segui seu toque e senti um enorme volume duro, como barriga de grávida de cinco meses, mas era bizarro, a sacudi um pouco, tentando fazê-la acordar, mas nada, eu chamava por ela e comecei a entrar em pânico, de repente, ela abriu os olhos, e uma golfada de sangue escapou por sua boca.

- NANDO! Nando! ELEANOR! — eu gritava e o irmão dela veio rápido, arregalando os olhos ao ver uma Santana grogue em meus braços e uma enorme quantidade de sangue e vômito por toda a cama. — Ajuda aqui! — ele a ergueu nos braços e desceu as escadas rápido, gritando pela mãe, Eleanor apareceu rápido com Jade atrás, mandou que a filha ficasse com Kay e Hannah e foi atrás do filho, segui todos eles, Nando a pôs deitada no banco de trás e eu fui com ela, Eleanor tinha começado a chorar e Nando parecia transtornado dirigindo o carro em uma velocidade alucinante, Santana estava abraçada á sua barriga, encolhida no banco gemendo de dor.

Acariciei seus cabelos com cuidado e ela me olhou, as íris castanhas repletas de dor, o tecido de seu sutiã rendado cheio de sangue, olhei em volta e vi jogado por cima do banco uma camisa de Nando, peguei e a ajudei a sentar para colocar com dificuldade, logo depois ela se encolheu novamente, assim que chegamos no hospital, Nando a pegou no colo novamente e disparou pelo corredor, ela foi atendida rápido por um colega do pai, que deu várias instruções para as enfermeiras, pediu exames e fez algumas perguntas para Santana, que respondeu ainda agonizando de dor.

- O que eles acham que é? — sussurrei para Nando, que me olhou, trocou algumas palavras com o médico e voltou a me olhar.

- Eles acham que é apendicite, eu já suspeitava, mas não sabia que a dor abdominal estava forte.

- Apendicite? Isso é grave? — perguntei e ele me olhou, curioso.

- Ela vai precisar de cirurgia. — falou, e isso fez com que eu me aproximasse mais da morena, acariciei seus cabelos e lhe dei um beijo na bochecha enquanto a enfermeira lhe dava um injeção no braço para ligá-la em uma bolsa de soro.

Em alguns minutos, ela tinha sido levada para a cirurgia e eu me sentei na cadeira da sala de espera ao lado de Nando, meus pés batiam no chão, uma, duas, três vezes, roía minhas unhas e olhava em volta nervosamente, Nando se sentou ao meu lado e me ofereceu um copo de água, que eu virei de uma vez.

- Calma, Britt, ela vai ficar bem. — ele falou, e eu sorri de canto de boca, esperando por algum sinal, olhei em volta, esperava que algum médico chegasse, que alguém fizesse algo, mas tudo ali parecia completamente alheio ao que eu sentia ou queria.