My Barefoot Cinderella
1 O dia dos namorados para Austin & Ally
Notas iniciais
POV. Narrador
Ah, dias dos namorados, uma das épocas mais bonitas do ano... Um dia para se dizer o que se sente, um dia onde os sentimentos aumentam, onde nossos corações se libertam, o dia onde o amor está no ar. E falando em amor,
Lá está Austin – Garoto de pele pálida, cabelos loiros, tão alto quanto uma girafa andava meio corcunda e apressado pelos corredores da P.S 118 onde sem querer trombara com uma garota da sexta serie, garota de pele pálida como ele, seus cabelos escuros refletindo seus olhos azuis turquesa que agora estreitos, seu corpo violão caído no chão frio. Cassidy – Ela tem sido paixão dele desde que tinha oito anos, viu-a dando o lugar dela para uma velhinha no ônibus, afetado por seu altruísmo – Foi quase amor à primeira vista. Pensara distraidamente.
– Oh, desculpe – O garoto de nove anos saiu de seu transe e pegou os livros da garota distraidamente.
Ela não respondeu, pegou os livros das mãos do loiro mais rápido do que ele os apanhara e continuou andando sem lhe dar a mínima atenção.
– Desculpa... – Austin murmurou em voz doce, sem perceber se ela ouvira ou não, como em um transe apaixonado.
Ele estava completamente apaixonado por essa garota tão bela com quem ele esbarrara tantas e tantas vezes e as mesmas falas eram ditas. – Desculpe. E o silencio se seguia.
Quando entrou na sala, sentou-se em sua mesa da frente, centímetros da mesa da Mrs. Tomilson. Como boas vindas o garoto recebeu um pancada de algo redondo e molhado atrás de sua cabeça.
Ally. – Pensou amargamente.
– Quer parar?- Austin gritou para ultima carteira que estava ocupada com a menina mais agressiva da escola, que presunçosamente mantinha seus pés em cima da mesa.
Está era Ally, a menina mais agressiva da escola. Usava seu penteado de sempre, tranças desajeitadas no alto e apenas sua longa franja cobrindo seus grandes olhos chocolate, não se cuidara muito, pois estava sempre usando o mesmo vestido cor-de-rosa e um laço da mesma cor, sua cara também não era tão diferente, carrancuda e zangada, raramente a menina sorria. – Para falar a verdade, Austin nunca havia visto-a sorrir.
Ah, vamos, ela deve ter algum lado bom. — Foi assim que Austin sempre pensou.
Nosso herói, Austin, diferentemente de Ally, estava sempre arrumado... Sempre sorrindo, ajudando os outros, até mesmo os que nunca se atreveriam a pedir. Altruísta e Gentil, nosso herói ainda não conseguiu quebrar as paredes ao redor de Ally. Este estaria usando sempre uma camisa verde escura, um casaco xadrez vermelho e uma calça jeans gasta. Ainda sim parecia mais arrumado que a garota em si.
– O que? – Ally se fez de desentendida, levantando uma sobrancelha e pondo as mãos atrás da cabeça, escondendo o canudo grosso.
– Ugh – Austin gemeu, tirou a bolinha de papel do meio de seus cabelos e atirou-a no lixo da sala.
Longe dos olhares desaprovadores do loiro, Ally afundou em sua cadeira.
– Oh Austin, quando você vai ver através dessa mera mascara? E perceber o quanto eu te amo? Oh, assim você poderia me amar! – Ally falava para si docemente.
– Mas, você não percebe... – Estava à beira das lagrimas, olhando para trás da cabeça de Austin.
RIIIIIIIIIIIIIINGGGGGGGGGG...
Assim que o sinal tocou, o resto dos alunos entraram, deles a maioria bocejando ou praticamente dormindo enquanto andava.
A velha professora Mrs. Tomilson – Uma senhora já, tinha cabelos grisalhos, olhos verdes cansados e usara um vestido marrom cor de tijolo. Entrou pela porta com uma grande pilha de papeis coloridos, não exatamente COLORIDOS, e sim cor-de-rosa, vermelho, roxo e azul bebê.
– Oh, deixe-me ajuda-la querida professora! – Jordan disse. Era um garoto de estado baixo, cabelos ruivos encaracolados e tantas sardas quanto o rosto dele poderia aguentar, parecia mais uma manta cheia de bolinhas. Era o garoto mais azarado da P.S 118
– Não! Quer dizer não... Precisa! – Mrs. Tomilson tentou, mas Jordan já pegara a pilha por completo e andou apressado para a mesa da professora, todos engoliram em seco. Ele escorregou e os papeis voaram para toda parte.
– Eu to legal! – Só conseguiram ver a mão do garoto acenando por debaixo dos papeis. Ally quebrou o silencio rindo alto.
– Mas que bocó! Onde você tropeçou? No próprio sapato? Você depois do Blondie é o mais idiota da classe! – Ally zombou, apontando e rindo até sua barriga doer, logo depois foi acompanhada pelas risadas histéricas de toda a classe.
Uma mão foi estendida diante da classe. — Jordan, deixe eu ajudar você – Jordan aceitou, era Austin, que lançou olhares gelados para toda a classe, e puxou Jordan de todos aqueles papeis.
– Obrigada, Austin. – Sorriu agradecidamente Jordan.
– De nada, agora sente-se, deixe isto comigo. – O Loiro deu um tapinha reconfortante no ombro de Jordan e o mesmo saiu, quase tropeçando em sua própria carteira e murmurando ‘’Eu to legal’’ novamente.
Assim que Austin terminou de apanhar os papeis do chão e junta-los em um montinho em cima da mesa de Mrs. Tomilson, a mesma pigarreou: — Bem turma, eu gostaria que vocês fizessem um cartão de dia dos namorados! – Mrs. Tomilson sorriu abertamente, e ouve-se um suspiro longo por toda a classe.
Jake, — um garoto de aparência fechada, olhos cobertos por um grande óculos quadrados. Pele bronzeada e cabelos cor de mel. — levantou a mão hesitante.
– E se nos não gostarmos de ninguém? Ou não tiver nenhuma experiência com amor? –Ele perguntou, ajeitando seus óculos.
– Então vai ser para mim – Mrs. Tomilson fez uma carranca.
[...]
– Austin, sejameunamorado
Francamente, Ally.– Francamente? Naaaaam – Ally lia em voz alta.
– Austin... Sejameunamorado, ou eutesoco! — Não, muito forçado. – Ally apagou outra vez, quase rasgando o papel cor-de-rosa.
Um tempão depois...
Ally estava deitada em cima do seu cartão, que estava colado em sua testa, logo depois de ter passado oras batendo a cabeça na carteira.
– Argh... Eu escrevo mil poemas e não consigo escrever um simples cartão? – Ela esbravejou, batendo os punhos na carteira furiosamente, atraindo atenção.
– Cassidy + Austin ♥ Cassidy ♥ Cassidy – Austin escrevia sem parar com uma letra garranchosa no papel azul bebê, sorrindo igual a um retardado mental. Logo teve de pedir outro papel, desta vez ganhando um roxo, começou algo mais formal:
– Olá cassidy, eu te admiro há muito tempo e...
Eu gostaria de me encontrar com você no Chez Pierre
Assinado: Anônimo.
– Cara? Para quem você vai escrever? – Dez se inclinou em sua carteira, dando um meio sorriso para o amigo.
Dez, garoto de porte alto, ruivo como Jordan, e as mesmas sardas enfeitando seu rosto pálido. É o melhor amigo e conselheiro romântico do loiro, ele tem uma quedinha pela amiga da helga, Trish, e tenta manter isso bem obvio.
– Eu vou mandar o meu cartão para a cassidy – Austin soltou um suspiro apaixonado, olhando para o teto como se a visse.
– Cassidy? Austin! Acorda para a vida cara, ela está na sexta serie! E você na quarta!- dez sacudiu o amigo pelos ombros, bagunçando seu cabelo. Austin bufou em frustração.
– Pode acontecer – Disse em tom despreocupado, dando de ombros. Dez apenas levantou uma sobrancelha — oh cara, como você preferir. Mas que diabos você escreveu? – Ele apontou para o papel roxo em cima da mesa, indicando para Austin ler. E assim o fez.
– Olá cassidy, eu te admiro há muito tempo e...
Eu gostaria de me encontrar com você no Chez Pierre... – Austin mal terminou e Dez bateu três palmas.
– Bem... Maneiro. – Dez deu outro meio sorriso.
– Assinado: Anônimo – Austin colocou o papel para baixo e fechou um dos outros, abaixando a cabeça por um momento, sabendo a reação do amigo.
– Cara! Você não pode assinar como anônimo! Como ela vai saber que é você?! – Esbravejou. Como seu amigo poderia ser tão idiota?!
–Ela vai saber dez – Austin sorriu apaixonadamente e seu amigo só teve tempo de revirar os olhos.
Do outro lado da sala, Austin falara tão alto que certa morena (Que não sentava tão longe dele) acabara ouvindo.
– Uh... Cassidy? Ela é uma idiota, uma estreante do sutiã, cara de metidinha da sexta serie! – Ally resmungou para si mesma, quase amassando o papel cor-de-rosa novamente.
[...]
– Eu tenho muita pena de você, cara – Dez balançou a cabeça negativamente, e Austin sorriu novamente, fazendo suas assinaturas. “Valeu!”
– Bem, gente, é hora da entrega das cartas dos seus amigos por correspondência! – Mrs. Tomilson avisou, carregando um balde todo trançado como uma cesta, que possuía um coração no centro que quase fez a morena vomitar só de olhar.
– Aqui está mais uma caixa de chocolates sofisticados do Paolo da Itália, Katy – Mrs. Tomilson entregou a ela uma grande caixa. Katy sorriu com seus lindos dentes brancos. Esta era uma garota de porte magro, cabelos pretos curtos e sempre andara vestindo vestidos vermelhos. Ela era praticamente a menina mais rica que o colégio publico PS118 tivera.
– Hunf, eu nunca recebi presentes do meu amigo por correspondência! – Ally bufou, cruzando os braços enquanto Mrs. Tomilson parava perto dela e metia a mão dentro do balde para sacar qualquer coisa que fosse para ela.
A velha professora ergueu a cabeça para fora do balde e sorriu simpaticamente — Ah, não se preocupe, ally, às vezes o presente mais encantador vem na caixa mais simples! – Ela sorriu e entregou um envelope sujo a ally. Este estava com uma letra garranchosa e totalmente Incompreensível.
– Por favor, mande dinheiro – Ally leu e fez uma careta, amassou a carta em milhões de pedacinhos e jogou na lixeira mais próxima, a camisa de um menino rechonchudo que sentara a sua frente. — O mais engraçado foi que o menino nem percebera.
– e Austin... – Ela meteu a mão dentro do balde com várias cartas dentro. — Ora ora, mais uma carta de Cecile! – Ela foi entregar a carta e...
RIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIING...
Mrs. Tomilson guardou a carta rapidamente.
Hora do almoço, e pode-se ouvir o suspiro aliviado da turma, que largou os envelopes já lacrados na mesa da professora, praticamente todos os envelopes iam para ela. Exceto o do nosso loiro, e um que nunca iria ser lido, o envelope de Ally, que não estava na mesa da professora e sim em sua própria mochila.
– Abriremos o resto depois da hora do almoço! – ela avisou para os alunos que já haviam saído, a velha professora apenas bufou.
Todos saíram da sala, incluindo nossos heróis.
Depois...
Austin foi para trás de arvore uma arvore torta em que o “amor” de sua vida estava encostada a frente, lendo uma pilha GIGANTESCA de cartões amarelos, laranjas, cor-de-rosa, roxos e o arco Iris todo... E colocou o seu cartão suavemente quando vira que a garota se distraiu com uma carta laranja de um tal de Christian. Logo terminou e alcançou a carta do loiro, Austin suara frio até que as feições da garota mudaram para um sorriso absolutamente perfeito.
– Isso! Deu certo! – Austin murmurou, dando um soco no ar.
E enquanto isso, ally, que estava sentada em um canto do muro de trás da escola, estava abraçando as pernas melancolicamente, e resmungando um dicionário de xingamentos para Cassidy. Ela observara quando Austin colocou sua carta em cima da pilha de cartões da cassidy, e não pudera nem se esgueirar para poder pegar aquela carta de longe das mãos daquela loira nojenta – como ela mesma acabara de resmungar.
– Agora sim! Já não bastava aquela francesinha mandando cartas enfeitadinhas para ele? Agora ele está caindo em cima de Cassidy! Ugh! – Ally estava frustrada.
– Espera... Se ele não recebeu a carta ainda... E não sabe o que tem escrito nela... Oh meu deus! – Ally se levantou em um salto, uma nova ideia surgindo em sua cabeça, como uma lâmpada. Todos olharam para ela.
– Estão olhando o que? Vão procurar o que fazer ou eu soco vocês! – Ally ameaçou com velha Betsy (Nomes de um de seus punhos). Todos viraram rapidamente, voltando ao que estavam fazendo.
– É isso! A carta é a saída! — Ally delirava enquanto caminhava pelos corredores vazios da PS.118. E felizmente encontrou a porta da sala aberta, e... Ninguém. Ela andou até a mesa de Mrs. Tomilson e pegou a carta, e exatamente como tinha dito, a carta tinha todas as frescuras possíveis, tanto que a garota tossiu assim que abriu a carta de tanto perfume que continha. Ela amassou a carta original que possuía uma letra caprichosa e meteu dentro do bolso de seu vestido. Logo encontrou um papel qualquer dentro de sua mochila e escreveu, depois de ter reescrito maior parte da carta:
– E Austin, eu quero que sejamos mais do que amigos por correspondência, eu quero que você seja meu... Eu quero nos dois juntos! UH... Não, muito exagerado — Ally apagou, e imitando a letra caprichosa da garota, reescreveu:
– Arnold, eu preciso falar com você, me encontre no chez paris essa noite isso! Ally, você é genial! – Disse para si mesma, batendo o punho na palma de sua mão.
Uh lala... O que será que vai acontecer?
[...]
– O que você vai fazer cara? Os caras só começam a ter problemas assim na sétima serie!– Dez exclamou, exasperado, balançando a carta de cecile no ar, e Austin pegou-a.
– Eu, eu não sei! Eu gosto da cecile... Mas toda vez que eu penso na cassidy e como ela é linda, gentil, e maravilhosa, começo a ouvir essa musiquinha linda e bem... Eu fico todo abobado – Austin soltou em uma voz melosa e dez fez uma cara de nojo para o amigo.
– AUSTIN! Você quer me fazer vomitar?- E sacudiu-o pelos ombros largos.
– Mas não se preocupe, eu sou bom com o amor – Dez galantemente assobiou e coincidentemente passou uma garota loira, meio gordinha, ainda sim muito bonita, por eles.
– E ai garota? Tudo bem? – Dez deu um meio sorriso para a garota e ela fez uma careta parecido com a que o amigo havia feito há pouco.
– Sai fora idiota – Cuspiu a garota, mostrando o punho para ele.
– Não disse? – Dez sorriu vitoriosamente.
– Cara, e o mais estranho é que os restaurantes são lado a lado. – Eles pararam exatamente na rua, e Dez fez uma expressão clara.
O lugar era como uma praça, havia uma linda fonte com cristais dentro de si, a água naquela fonte era infinita – como rezava a lenda, nunca precisara ser ‘’recarregada’’ nem era a base de maquinas, ou algo assim. – Os restaurantes ficavam de frente para o outro e tinham poucas diferenças entre si também, algumas como o chez paris não ter mesas do lado de fora e o chez Pierre ter um grupo de um total de dez mesas fora e todas as outras dentro. Havia alguns bancos brancos perola do lado de fora, flores bem distribuídas como rosas, margaridas e copos de leite, era incrível.
– Eu tive uma ideia! – Dez pulou, assustando subitamente o amigo, que ficou com uma expressão confusa.
– Qual ide... – Austin levantou uma sobrancelha, hesitantemente.
– Na sua casa eu digo – Ele sorriu, puxando o amigo escandaloso entre os carros para o outro lado da rua.
[...]
[...]
[...]
Eles atravessaram a rua calmamente para a pensão de Austin, habitualmente sendo recebidos por um monte de gatos, cachorros, porcos, e pássaros dos outros moradores da Pensão sunset arms. Assim puxaram a escada do porão e subiram para a “quase-cobertura”do loiro.
– E então? O que vai dizer para ela? – Dez perguntou curiosamente, deitando no sofá que ficava perto da cama de Austin.
– Olá cassidy, eu gostaria de dizer que eu gosto muito de você... Desde que eu te vi dando um lugar no ônibus para uma velhinha, você é linda, é muito especial, eu quero que você saiba que eu nunca me esquecerei de você, por mais que eu tente! Mas eu gostaria de saber também, você sente o mesmo? – Austin, com uma voz doce, desatou a falar. Quando olhou para o amigo, Dez estava agarrado à bola de futebol do Austin e o que era aquilo? Lagrimas? Ele estava... Chorando?
– Cara... Você está chorando? – Austin levantou uma sobrancelha, logo sorrindo pela moleza do amigo.
– Eu estou bem! E o discurso está ótimo! Não mude nada... – Dez falava, engasgado pelas lagrimas saindo dos seus olhos sem parar.
[...]
Enquanto isso, Ally entrara em um salão de beleza francês, e que em cima as luzes reluziam — Mo petit, Salão para Poodles.
– Hey! Alguém??????????? – Ela badalou o sino do salão furiosamente.
– Uh... O que a senhorra deseja? – Um cara alto com os cabelos penteados cuidadosamente para trás, e um bigode curto perguntou, olhando os braços da menina, a procura do Poodle.
– Primeiro não me chame de ‘’senhorra’’ porque eu não sou velha, e segundo eu quero um penteado. – Ally disse firmemente, estendendo o dinheiro ao homem.
– Mas, senhorrita, aqui é um salão apenas para...
– ‘Mas’... Nada! Eu quero e já! Eu quero o penteado mais famoso daqui! Aqueles com cachinhos fru-frus ou sei lá – Ally disse sem rodeios.
– Oh, tudo bem, então... – Ele rolou os olhos, levando a menina para a sua sala.
[Depois...]
Ally estava procurando uma fita no meio das coisas de seu pai.
– Uh... Onde diabos ela está? Oh! Achei! – Ela correu para o seu quarto e ligou rapidamente no seu urso-fone, que basicamente – Era um urso abraçando em um som portátil.
– Repitam comigo: chauffeur, à la Tour Eiffel, s'il vous plaît – O som começou, com uma voz totalmente séria.
– chauffeur, à la Tour Eiffel, s'il vous plait – A morena repetiu (Para a surpresa de muitos) perfeitamente. Logo ela foi vasculhar seu guarda roupa a procura de algo Francês o bastante para impressionar Austin.
Entre um e outro comentário como:
– Ugh, ele já me viu com isso...
–Não, muito feio.
– Muito sem graça...
–Uh... Olá senhoras e senhores, eu sou uma dama careta – Ally sacudiu o vestido roxo abaixo dos joelhos para o outro lado do quarto.
E então: — Ah! Isso! Perfeito! – Ally pegou um vestido cor-de-rosa, que não era tão feio quanto os outros... Na verdade a menina nem se lembrava de ter aquele vestido, era muito bonito mesmo, ia abaixo dos joelhos, tinha mangas compridas em um rosa coral, com listras laranja-avermelhadas, uma saia rosa algodão doce, bem mais escura que a blusa. Logo finalizou com um par de sapatos vermelho fogo com algumas tiras na frente, ainda sim deixando seus pequenos dedos a amostra.
– Eu vou impressionar o Austin, e ele vai me amar! Não aquela metidinha ou aquela francesa idiota! E mostrar que ninguém pode mexer com Allyson Geraldine Pataki– Ally sorriu diabolicamente para o espelho, se encarando naquela roupa.
Oh, já era tão tarde! Hora de se arrumar.
E ela passou rimel, um batom chamativo vermelho fogo, e um pouco de blush natural, e pronto! Está perfeita...
[...]
Enquanto isso no avião...
– Oh papai! Eu não acrredito que estamos indo a Hilwood! Vou visitar o Austin! – Cecile disse alegremente. Cecile era uma garota bonita, seus cabelos loiros iam até seus ombros e sua franja quase cobria seus olhos verdes, e a pele tão clara que a morena parecia uma vampira.
– Acalme-se querrida, mais ele vai adorrar vê-la — O homem grisalho, provavelmente pai da menina, sorriu e a minha retribuiu.
[Austin...]
Austin ajeitava o seu terno, usara uma gravata borboleta vermelho fogo, tivera a impressão que a garota gostava de vermelho pelas cartas, ele queria estar perfeito para Cecile e... Cassidy.
– Cara, eu vou ficar aqui e te ajudar caso algo dê errado – Dez apontou para o banco junto a fonte que ele vira antes.
– Obrigada, cara! – dez e Austin fizeram o seu aperto de mão habitual e Austin entrou para o Chez paris.
[...]
Ele sentou-se a mesa, que luxuosamente tinha lindos pratos de porcelana azul, rosas enfeitando o ambiente, e outros detalhes distraíram o garoto enquanto este esperava a menina com quem ele tanto falou...
[...]
– Cecile? — Ele pediu para a garota morena que estava em sua frente, com o cabelo castanho chocolate de um jeito bastante estranho, parecia mais um poodle, ainda sim uma parte do seu cabelo cobria forçadamente um de seus olhos.
–Bonjour Austin- A garota sorriu pelo batom vermelho, e Austin automaticamente se iluminou, ela tinha um corpo bonito, como uma ampulheta. Ela andou até a mesa com Austin, mas desastradamente escorregou e o loiro a pegou rapidamente, e guiou-a pelos ombros.
– Oh, obrigada — Ela sorriu novamente, o garoto logo se encantou pelo sorriso da garota e por — Ela parecer tão familiar... Eles sentaram-se a mesa.
Austin olhou atentamente para ela, como se examinasse ela. Lembrava-lhe alguém, mas quem? ...
– Você parece... Familiar- Austin estudou o seu rosto. A morena colocou o cardápio no rosto, cobrindo-o totalmente e corando como nunca.
– NÃO! Quer dizer... Não, Nunca nos vimos antes! – Ela disse nervosamente, tudo que ela menos queria era que descobrisse quem era ela, ele a odiaria por isso...
– Okay... Mas... Você não era loira? – Ele tirou uma foto do bolso de uma garota loira quase platinada, que sorria alegremente para foto com seus olhos verdes cintilantes, e em um impulso e com muita vontade de vomitar, a garota puxou a foto das mãos dele e rasgou-a.
– Uh? Eu apareço diferente nas fotos! – ‘cecile’ disse novamente nervosa. – Apenas respire, Ally, apenas respire, respire...
– Okay... – Austin falou ainda meio desconfiado, como da ultima vez, mas preferiu ignorar.
Ainda sim o garoto prendia para não rir um pouco do penteado da morena, mas, achara que na frança deveria ser assim mesmo. — Como vai a frança? – Austin perguntou casualmente, tentando ser menos grosso.
– Huh? Ah eh, cheia de gente, como sempre heh, heh – Cecile mentiu, ainda mantendo o tom nervoso.
– Mas você não disse que morava no interior? – Austin perguntou confuso, estreitando os olhos que se reduziram a fendas.
– Uh? Eu moro! É, eu moro! É legal lá e... Ugh! Já falei demais de mim! Vamos falar de você, como vai a sua escola? Tem alguma garota, inteligente e engraçada que por acaso, você goste? – Cecile enrolou, torcendo as mãos na mesa.
– Bem... Tem a Ally. – Austin começou, e o coração de Ally disparou na hora. Ele se lembrou dela...
– Ela é uma garota legal?
– Uh, seu sotaque é tão... Americano. – Austin soltou, encarando a garota de modo estranho.
– eehrm... É-É impressão sua – Continuara enrolando, batendo nervosamente os dedos na mesa. – De todas as garotas ele disse o MEU NOME o MEU! Ai, eu acho que vou morrer! Me segurem! Chamem uma ambulância!
– Bem... E o que você gosta especialmente nela? – Cecile pediu esperançosa e o loiro apenas deu de ombros.
– Bom... Ela me irrita... – Ele coçou a parte de trás de seus cabelos loiros.
– Ah, mas no fundo no fundo você não gosta realmente dela? – Cecile tentou novamente, ah, ele tinha de pelo menos gostar um pouquinho dela...
– Não, no fundo no fundo, ela realmente me irrita – Austin falou de um jeito engraçado, continuara olhando assim para ‘’Cecile’’ que agora estava mais descontraída.
– Oh — Cecile fez um ‘o’ com a boca.
– Já decidiram o que vão pedir? – O garçom, bastante parecido com o tal ‘’cabeleireiro’’ do salão de Poodles, mas este exibia um ar mais confiante.
– Eu quero um hambúrguer! – Austin exclamou, virando o cardápio de várias maneiras possíveis, sem conseguir ler.
Todos no restaurante o encararam e o garçom levantou uma sobrancelha.
– Não temos esse tal de ‘hambúrguer’ – O garçom disse, levantando o queix.
– Oh, então eu vou querer... — Ele apontou para um prato qualquer no cardápio, foi o nome mais simpático que conseguiu entender, ou não.
– E a senhorita? – ele pediu, cecile fez uma careta, tentando ler e fingiu estar indecisa.
– Cervelle de veau avec des oeufs – Cecile disse formalmente e entregou o cardapio.
– Já estarei de volta, senhores – Cecile tentou não fazer uma careta por ter sido chamada de ‘senhora’, mas para sua felicidade Austin chamou.
– O que você pediu? – Austin perguntou curiosamente.
– Oh, eu esqueci como se diz na sua língua, mas, nós comemos isso o tempo todo na França – Cecile disse casualmente, dando umas tapinhas na mão do loiro.
– Oh, sim – Austin fez um ‘o’ com a boca.
Austin olhou brevemente olhou pela janela e viu um flash de cabelos loiros e longos, passar em um vestido laranja que mais parecia um cone, para o outro lado, o chez Pierre...
– Ela veio mesmo! Que incrível! Quantos caras ela deve ter dispensado por mim? Cinco? Dez?! Iludia-se.
– Cecile? Pode me dar um minuto para eu... Ir ao banheiro? – Austin sorriu envergonhadamente, poderia ter arrumado uma desculpa melhor.
– Oh, claro. – Ela sorriu, mostrando suas lindas covinhas.
Ele aproveitou que a garota havia se distraído com as pessoas em volta e correu para o caminho contrário. – A porta. E ele correu diretamente para o Chez Pierre, onde Cassidy lixava as unhas em uma das mesas de fora.
– Você veio! Você realmente veio! – Austin disse animado para cassidy.
– Quem é você? – ela disse em uma voz rouca, erguendo os olhos do que estava fazendo e levantando uma sobrancelha.
– Não conhece? O anônimo? – Austin disse.
– todo mundo sabe quem é o anônimo, duh – Ela assobiou em tom superior.
– Sabe? ... – Austin perguntou confusamente, mas, eles mal se viam... Como ela sabia?
– Sempre que lemos um poema na classe, é desse cara, o anônimo – Ela sorriu convencida, ele revirou os olhos, ignorando o que a garota disse anteriormente, perguntou:
– Oh, sim... Você quer comer algo? – Educadamente ele sorriu para ela, que não retribuiu e continuou com a cara fechada.
– Me traz uma soda – A garota mandou, voltando sua atenção para a lixa.
– Oh ok! — Austin correu, mas lembrou-se rapidamente de cecile, ao vê-la de costas pela janela. Ele pegou um pequeno pote de torradas da mesa vizinha e entregou-o para cassidy.
– Vá comendo isso que eu já pego a sua soda! – Ele exclamou fazendo sinais com a mão e ela, ainda sem tirar a atenção da lixa, balançou a cabeça positivamente. Logo depois que o loiro saiu de perto dela...
– Oh, tem alguém te servindo? – Um rapaz moreno, com um topete, de aparência descansada e presunçosa perguntou a cassidy, que finalmente olhou-o com desdém.
– Sim, o outro garçom loiro – Respondeu, apontando para o chez paris com a lixa.
– Outro garçom? – Ele olhou confusamente para onde a garota apontara.
[...]
– Voltei! A fila do banheiro estava enorme – Austin mentiu, e a garota consentiu.
– Oh, sim... Está bem. – Respondeu a francesa, sorrindo envergonhada.
– Ele parece envergonhado, uh-oh...
Garçom voltou com duas bandejas de prata, bem na hora.
– Aqui estão os seus pratos, senhores – Ele colocou duas bandejas em cima da mesa, levantando as duas tampas. Abrindo o de Austin, havia arroz, bife, batatas cozinhadas e ervilha. E o de Cecile, era meio... Esquisito, tinha uns negócios brancos estranhos, que pareciam que se mexiam. Cecile começou a comer, sem prestar atenção na viscosidade de seu prato.
– Aprecio a sua escolha, você é uma das primeiras clientes jovens que gostam de miolo de vitela com ovos. – O garçom elogiou, torcendo o nariz de certa forma. Cecile arregalou os olhos.
– Miolo de vitela COM OVOS? – Ela colocou a mão sobre a boca e correu para o banheiro feminino o mais rápido que pode, quase caindo dos pequenos saltos de seus sapatos. Austin aproveitou para ir até cassidy.
– Erm... Oi? – ele chamou-a desajeitadamente.
– Ah, o outro garçom já me trouxe a soda. – Ela respondeu seca.
–Ah, não... E que eu... – Ele tornou a olhar para a janela onde estava a sua mesa com cecile, Ela ainda não tinha chegado.
– posso sentar com você? – Ele pediu timidamente, esfregando as mãos.
–Ok... Mas quando o anônimo chegar você vai ter que sair – Ela voltou a lixar as unhas.
– Oh... okay – Austin suspirou, isso não estava dando certo.
[...]
Cecile saiu do banheiro feminino irreconhecível, não de má forma, mas... Com o cabelo para baixo, e como nunca tinha gostado de usar muito para baixo... Ainda sim era linda, tinha cachos naturais formando em seus cabelos lisos, ainda sim cobriu seu rosto pela metade para não ser reconhecida. Logo notou a falta de Austin, ele teria desistido? Deixado-a?
[...]
– Ai na quinta serie eu comecei a usar o cabelo de lado, ai a Kelly Anne começou a usar como se ela tivesse pensando nisso primeiro, não é idiota? – Cassidy falava sem parar para Austin, ainda não deixando suas unhas de lado.
– E... – Austin apoiou a mão no queixo, entediado.
...
...
...
Austin pulou, Ele tinha se esquecido de cecile! Olhou desesperado pela janela e viu-a jogando o seu guardanapo sobre a mesa, triste. O loiro correu rapidamente, e observando Dez disfarçado com um jornal, o amigo para a surpresa dele, gritou de volta:
– Pegue Austin! – Dez jogou um buquê rechonchudo de rosas e Austin apanhou com um pulo e o garoto caiu e rolou até o corredor da mesa de Cecile, que estava quase pisando nele.
Cecile olhou para ele, parecia chorosa... Austin deu um sorriso de desculpas e a morena pegou as flores.
– Pensei que tivesse ido embora – Olhou para baixo, sentando-se novamente.
– ...
– Erm... Alguma coisa errada, Austin? -
– uhm... Sabe quando conhecemos alguém de longe e pensamos que ela é de um jeito, mas quando a conhecemos melhor descobrimos que ela não é quem você pensa? – Austin apoiou a mão em sua bochecha, olhando para o prato, ainda intacto.
– O que quer dizer? – Cecile o olhou de lado, como se fosse chorar novamente.
– Tinha essa garota que eu gostava, mas quando a conheci, descobri que não temos nada em comum... – Respondeu, cecile deu um sorriso simpático.
– bem... Talvez ela não seja a garota para você... A garota para você pode ser alguém que você não espera, afinal, o presente mais encantador pode vir na caixa mais simples – Respondeu sinceramente, é, de fato Mrs. Tomilson não estaria tão errada. — É. Você pode ter razão. – Austin olhou para ela, notando seu cabelo ondulado, mas era tão... A sua beleza era... Tão simples... Mas tão... Diferente.
– Austin... Eu... Gosto de você – A garota olhou para baixo depois retomou. — Você também gosta de mim? – Olhou-o esperançosa. Ela colocou a mão sobre a mesa, como se quisesse que ele correspondesse.
...
...
...
Austin colocou a sua mão por cima dela em sinal de resposta e Cecile sorriu radiante.
– Espere um minutinho... Eu preciso resolver uma coisa! – Austin disse e correu para fora do restaurante de novo, mas dessa vez, para acabar tudo com aquela metida.
...
Em cassidy...
– Oi... – Aquele garoto moreno reapareceu, e encostou-se a cadeira a frente dela.
– Oi... Eu sou cassidy – ela respondeu.
– E eu sou Dallas- ele respondeu sedutoramente, passando as mãos pelo cabelo.
–Gosto do seu cabelo. Você gosta do meu cabelo? –Cassidy imitou o gesto do garoto. — Adoro o seu cabelo! – Ele sorriu. – Eu também!
Ambos foram pegar uma torrada e ao mesmo tempo pegaram a mesma, sorrindo um para o outro.
– Pegamos a mesma torrada – Dallas e cassidy disseram em uníssono.
– Eu adoro torrada
– Eu também! Quer sair para tomar um café?- Dallas perguntou, dando um meio sorriso.
– Agora? – A garota olhou para os dois lados.
– Claro! Espere aqui! – ele disse e foi para dentro, jogando o avental pelos ares.
...
Cecile colocou as mãos sobre o coração.
– Ele gosta de mim! Ele gosta mesmo de mim! –Ela sorriu apaixonadamente e olhou pela janela, o céu estava lindo, nublado... Porém escuro, tão escuro que as estrelas cintilavam no céu. E nessas olhadas, a morena viu Austin falando com cassidy, e seu sangue subiu. E correndo para fora do restaurante, tirou seus sapatos.
– AUSTIN! O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? FALE! – Cecile gritou, com uma mistura de raiva e magoa jogou os seus sapatos vermelhos no chão.
– É que...
– Uma das coisas que eu não gosto, Austin, é alguém que não é sincero quanto a ser quem é! – Cecile falou, praticamente referindo-se a si mesma.
– Austin? – Uma voz doce ressoou pela confusão: Era a verdadeira cecile, a bela garota de olhos verdes piscou para o loiro, com uma pequena malinha em mãos.
– Quem é você? – Austin levantou uma sobrancelha ao olhar para ela, ainda sim, tentando ligar as coisas. Aquela era cecile das fotos...
– Eu sou Cecile! Seu avô me disse que estaria aqui. – Ela sorriu, fechando os olhos de maneira fofa.
– Mas você não pode ser a cecile, ela é a cecile – Ele fez um gesto para Ally, que vergonhosamente escondia o rosto entre os cabelos.
– Eu sou o Austin! – Dez disse em um pulo, a garota colocou a mão gentilmente sobre a boca.
– Você é o Austin? – O garoto assentiu com a cabeça.
– Sim! Vamos, que tal comermos um hambúrguer? – Dez ofereceu, pegando o braço da garota, essa retribuiu.
– Aaah, Le hamburrguerr, eu adorrarria! – E ambos saíram conversando pela rua. Eles foram deixando cada vez mais para trás Austin e Ally.
Ally pegou um dos sapatos, envergonhada, calçou-o. Austin se abaixou para pegar o outro sapato e ally fez o mesmo e as suas mãos se tocaram, a morena estremeceu.
– Mas, eu tenho uma dúvida... Quem é você? – Austin estreitou os olhos, olhando para o mistério a sua frente: Cecile, ou não? Não. Mas ainda sim a garota foi a menina mais bonita que ele já tinha conhecido durante seus nove anos de existência, e isso definitivamente não era um exagero, ela era um mistério, um mistério por quem ele acabara de se apaixonar.
– E-eu não posso te dizer... – Corou, não poderia revelar um segredo tão... Constrangedor, se soubesse que era ela, oh se soubesse, ele a odiaria, e muito.
– Por quê? – Perguntou, levantando-se. Acho que fizera perguntas demais esta noite, Ally virou-se de costas, com um suspiro, a menina abraçou-se.
– Só não posso! Tá legal?- Ally quase gritara, mas, seu tom foi suavizando. Queria contar, mas não...
– Bem... Pelo menos saiba que esse foi o melhor dia dos namorados que eu já tive. – Austin suspirou. Quem era o mistério que dizia se chamar cecile?
– Eu também... – Sorriu. De toda aquela vida, finalmente o amor de sua vida havia dado-a atenção, que não é negativa, não foi um xingamento, ou... Era um amor recíproco.
– Eu vou te ver novamente? – Austin pegou na sua mão, a garota não pode deixar de sorrir ainda mais com a pergunta.
– Oh, provavelmente – A menina apertou um pouco sua mão, não queria deixa-lo ir, por que não ficariam presos nessa eternidade?
– Bem, sempre teremos o chez paris... – Austin beijou sua mão, finalmente deixando-a ir, mas ela ainda se recusava a acreditar que essa noite acabara tão rapidamente. Suspirou.
– Au revoir, Austin – Cedeu. É, acabara por aqui? Eles iam voltar à rotina normal no dia seguinte...
– Até breve. — Austin sussurrou, com um sorriso para a garota que andava pela rua escura de Hilwood, que tinha acabado de virar uma rua de antiga Paris para ambos.
[...]
– Ele gosta de mim! Ele gosta de mim! – Ally delirou, assim que virou a esquina, ainda conseguia sentir o perfume de Austin impregnado em suas roupas.
– Espere... Eu ele não gosta de mim, ele gosta de cecile! Não de cecile cecile, de mim! Cecile! Então ele gosta de mim! Argh, eu sou um caso perdido! – Resmungava sem parar, ainda sim observou as estrelas, sorrindo para o infinito.
[...]
Austin chegou à pensão algum tempo depois, sorrindo mais do que nunca. Quando ia pegar na maçaneta, virou-se para observar o céu, nenhuma nuvem como antes, e sim belas estrelas cintilantes como sua cecile, um talento escondido. Assim o loiro segurou o sapato vermelho fogo que permanecia em sua mão e sussurrou para o mesmo infinito:
– Espero te ver em breve... Ally.
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