My Bad Boy
1 Capítulo 1
Mudar de escola era uma novidade, eu realmente não gostaria de ir para casa nova. Não iria ser afetada mesmo, não tinha amigos pois me achavam fútil quando não sabiam nada sobre a verdade.
– Pronta Mariana?- pergunta a empregada abrindo a porta.
– Sim, mas não quero ir! Como posso ir morar com ele? Não acredito que ela se foi...
Lágrimas transbordavam dos meus olhos e o único conforto que encontrei foi abraçando a mulher que foi como uma segunda mãe para mim.
– Minha pequena, sua mãe não teve culpa. O acidente aconteceu por assim talvez o destino quis.
– Que destino? Destino não existe! Ela me abandonou! Não podia me deixar com aquele monstro.
Desabei no chão. Sem minha mãe, meu responsável legal seria meu pai e nosso relacionamento era o pior existente. Eu não tinha ninguém.
– Talvez um dia você entenda, Mari .Você precisa continuar a viver.Você se isola com medo do mundo, quando deveria encará-lo. Agora levante e vamos descer suas malas. — disse saindo do quarto levando uma bagagem roxa.
Levantei-me, refletindo sobre suas palavras. Em parte ela tinha razão. Eu deveria enfrentar o mundo, mas não iria tentar fazer ou manter laços. As pessoas iam e voltavam e isso me assustava, por que a qualquer momento poderia perdê-las.
Desci com as malas e as levei até o meu carro.
–Tchau Megan, sentirei muito sua falta! – falei lhe dando um abraço.
– Eu também, me prometa que virá me visitar!
– Claro.
Entrei no carro e fui dirigindo de San Francisco até Los Angeles, minha terra natal.
Eu amava aquela cidade era meu lar, desde a placa de Hollywood a tudo. Infelizmente teria que voltar para viver com meu pai. O trânsito estava um caos, 5 horas e 30 minutos dirigindo. Cheguei na grande casa branca do meu pai, estacionei na garagem e entrei pelos fundos, sendo recebida por uma mulher de aproximadamente 30 anos.
– Olá, querida. Muito bem-vinda a sua nova casa. Sinto muito pelo que aconteceu. – disse me abraçando.
– Tudo bem, mas quem é você?- perguntei desconfiada com tamanha “simpatia”.
– Oh, desculpe. Chamo-me Miriam, sou esposa do seu pai.
– Desculpe? Você disse esposa? Quanto tempo vocês se casaram?
– Seis meses. Ele não lhe falou?
– Não...
– Ah, bom ele tem suas razões. Venha vou lhe mostrar a casa e seu quarto.
– OK.
Fui guiada através de um corredor e chegamos a sala de estar e onde havia uma escadaria.
– Mariana, aqui é a sala de estar. Ali é a escada para o segundo andar onde ficam os quartos e o banheiro, mas tem um banheiro no seu quarto. Também o escritório e a biblioteca.
– Tem uma biblioteca?- perguntei surpresa.
– Sim. Bom, seu quarto é o terceiro à esquerda. Amanhã você tem aula, acho melhor ir dormir já são 22:00 horas.
– Ah, claro. Obrigada por tudo. Que horas começam as aulas?
– 7:30.
– Ok, boa noite.
Subi a escadaria e fui para o meu quarto. As paredes eram vermelhas, e havia uma cerejeira pintada na parede só que em branco. Havia uma escrivaninha branca e um notebook em cima. Larguei uma das malas que havia pego no carro em cima da cama e fui olhar o resto do quarto. Espiei o banheiro era de tamanho médio e todo em branco. Fui até o closet e desfiz minhas malas. Peguei meu pijama e fui tomar um banho, escovar os dentes e dormir.
O som do despertador ocupou todo o quarto. Levantei, tomei banho, vesti uma calça jeans e uma blusa básica preta de alça. Calcei uma bota marrom baixa e deixei o meu cabelo castanho solto. Fui até o espelho e fiz uma maquiagem leve. Observando meu reflexo notei o quanto me parecia cada vez mais com minha mãe. Olhos verdes, rosto arredondado, cabelos lisos e estatura mediana.
Descendo as escadas notava a decoração feita nas paredes. Meu pai, Bryan, nunca teria feito isso.
Cheguei a cozinha.
– Bom dia Mariana, sente-se — disse Miriam sorrindo.
– Obrigada.
Fiz um sanduíche e comi. Subi as escadas e fui escovar os dentes e pegar minha mochila. Esbarrei em Bryan no caminho.
– Bom dia filha.
– Olá Bryan- falei seca. Faz muito tempo que não o chamava de pai e sim por seu nome. Nossa relação era esquisita. Quando era criança, via minha mãe chorando e com marcas roxas pelo corpo. Ele estava sempre bêbado e me batia só que uma vez tentou me matar. Assim que minha mãe se livrou dele , conseguiu sua interdição e o forçou a fazer tratamento.
Minha infância foi escondendo as marcas roxas e tentando proteger minha mãe.
Agora, Bryan é uma pessoa normal, ou quase. Mas nunca irei esquecer o que ele já me fez. Não acredito em segundas chances.
Fiz tudo e fui para a garagem, entrei no carro e dirigi até a escola. Era grande e ampla. Passei na diretoria e peguei meu horário. Fui para minha primeira aula, física.
Sentei o mais longe o possível de todos. Um pessoal começou a entrar e entre eles um garoto alto, moreno e olhos verdes. Bonito.
Estava cercado por um grupo de amigos e garotas.
– Diego.
Ele se virou e olhou para a menina que o chamava. Então quando todos começavam a ocupar seus lugares ele veio até mim.
– Olá, você é muito bonita, podemos sair depois da aula. Irei aproveitar bem você. – sua voz tomou um tom malicioso.
– Não ando com cachorros.
Me levantei e virei um tapa em seu rosto. Mudei de lugar e ouvi ele gritar:
– Você irá se arrepender disso. – disse esfregando o rosto que estampavam cinco dedos bem marcados na pele.
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