My Bad Boy
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Pov’s Mariana:
– Realmente Mariana, porque você está com essa cara?- pergunta Natalie.
– Tenho três razões para estar assim. 1º Seu amigo seu é estúpido. 2º Odeio educação física. 3º Olha que uniforme extremamente ridículo!
Estávamos no período de Ed. Física e eu estava deprimida. A escola fornecia o uniforme, só que ele era horrível. Uma camiseta azul e uma legging ultra justa que me fazia corar constantemente!
– Vamos logo!- Nati me puxa para o ginásio. Ficamos conversando sobre assuntos banais até que o professor chega:
– Oi pessoal. Bom, devem fazer algumas voltas ao redor da pista correndo para começar.
Surpreendo-me com a respiração de minha “irmã”. Ela tem uma capacidade surpreendente de falar enquanto corre e respira.
Minha visão fica extremamente embaçada e me sinto tonta. Registro os olhos azuis de Natalie demonstrando preocupação enquanto ouço sua voz me chamando.
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Minha visão começa a ficar clara e uma parede branca entra em foco. Logo após alguém me chama.
– Como se sente Mariana?
Aquela voz me causa arrepios nas costas e na nuca. Minhas mãos começam a suar e não compreendo o que acontece com meu corpo.
– Melhor. O que faz aqui?
– Eu te trouxe aqui.
– Você me odeia garoto. Por que se deu ao trabalho?
– Por que posso cobrar meu favor.
A conversa estava durando bastante. Diego se levantou da cadeira e veio até mim e se aproximou. Estávamos cara a cara discutindo em nossa estranha bolha particular. Nos conhecíamos a algumas horas e o garoto a minha frente me causava sensações sem explicação.
– Que favor?- perguntei nervosa.
– Este. – encerrando de modo simples a conversa. Sua boca estava contra a minha e sua língua explorava a minha boca. Que loucura eu estava cometendo? Beijar um garoto que praticamente era um desconhecido. Isso entraria para minha lista de "coisas para fazer antes de morrer".
O calor de seu corpo, suas mãos passeando por minha cintura, e sua respiração contra a minha pele me distraem da realidade. Absolutamente naquele beijo é apaixonante, até a realidade me despertar.
– Saí daqui!- disse empurrando seu peito e limpando o canto da minha boca. – Ficou louco?
– Você me devia isso.- disse e saiu pela porta.
– Ah!- gritei de raiva.
– Que aconteceu? — Natalie entra pela porta.
– Nada.
–Pronta para ir?
–Ir?
– Sim, você ganhou dois dias de folga da diretora. A enfermeira disse que sua pressão baixou muito e precisa ficar de repouso.
– Ta. Mas e o meu carro?
– Bom eu liguei pra minha mãe e ela perguntou o que havia acontecido e se estava tudo bem. Disse que seu pai e ela foram viajar mas se precisa-se eles voltariam. Eu respondi que dava conta e ela disse que qualquer coisa é para ligar pra ela. Resumindo, o Chris vai levar seu carro depois da escola e o Di vai junto. Falando nisso você está devendo para ele. Nossa ele te carregou até aqui e ficou.
– E sem dizer que ele me beijou também. –sussurrei para mim mesma.
– Como é?- gritou me assustando.
– Falei demais.
– Vamos Mari, mas você não vai escapar das minhas perguntas.
Levantei da cama e caminhei ao lado de Natalie até o estacionamento. Entrei no banco do carona. Ela dirigia igual uma louca fazendo todo o percurso, que eu levava 25 minutos, em 10.
Chegando na casa do meu pai fui direto para o meu quarto e tomei um longo banho.
Durante duas horas Natalie cuidou de mim e me fez comer. Quando Christopher ligou para ela, eu corri no banheiro e provoquei o vômito. A culpa por ter comido me consome e me faz chorar. Escovo os dentes e lavo o rosto.
Desci as escadas e olhei o relógio da parede. Era 12:30. Um carro estacionou na frente da casa, dele saiu Diego e Christopher.
– Hey Mari! E então como se sente? –pergunta Chris entrando na mansão.
– Melhor. Obrigada por trazer meu carro.
Olhei Diego que observava a parede.
– Amor!- Nati entrou correndo na sala com o que parecia uma pizza na mão. – Olha o que acabou de chegar! Estão com fome?
– Com certeza!- eles respondem juntos.
– Não. — respondo fazendo uma careta.
– Mas vai comer.
Todos comemos e Natalie e Chris vão para o quarto dela.
– Já volto.- digo a Diego.
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