Notas iniciais
Gente perdão mas não estou conseguindo postar todos os dias, quase não tenho tempo então me perdoem mas não posso dar um prazo de quando irei postar novamente, mas prometo tentar sem o mais breve possível

Pov Luke

Inferno, ela era linda, sabia que não podia evitar isso para sempre mas ainda não estava preparado para vê-lá, agora só queria chegar em casa e pensar no que iria fazer, não iria perdê-lá para ele, ela ia ser minha dessa vez

Pov Lissa

Quando acordei Mary me fez comer um mega lanche, Dylan não estava, meu pai também não, apenas minha queridíssima madrasta com uma amiga que parecia ser tão perua quanto ela

Como não tinha nada para fazer fui para o meu quarto ler um livro que era bem mais interessante do que ficar ouvindo Clarissa e sua amiga conversando, estava tão concentrada que levei um susto quando meu celular apitou anunciando uma nova mensagem, peguei o celular e vi que era um número restrito

"Melhor tomar cuidado anjinha, estou mais perto do que pensa"

Meu coração acelerou, meu Deus o que aquilo queria dizer, tomar cuidado do que e quem esta mais perto do que imagino, ai droga! Que brincadeira era essa, resolvi esquecer essa brincadeirinha de mau gosto. Continuei lendo meu livro e tentando esquecer aquela mensagem, estava quase conseguindo quando meu celular começou a tocar, olhei no identificador e vi o número do meu pai

—Alô

—Alô é a filha do Bruno Hyatt?

Mas quem era e porque estava com o celular do meu pai

—Sim quem fala?

—Meu nome é Luke, encontrei seu pai desacordado e machucado na rua estou levando ele para o hospital agora

Luke? Não podia ser era muita coincidência

—Para qual hospital?

—Lawrence memorial

—Ok, chego em 30 minutos e obrigada Luke

—Sem problemas, te encontro lá

Desliguei o celular e peguei minha bolsa quase correndo, desci rápido para falar com Clarissa mas não a encontrei então fui falar com Mary

—Onde a Clarissa está?

Mary me olhou assustada

—Saiu com a amiga

—Droga — Murmurei — Ligue para ela e diga que meu pai esta no hospital Lawrence Memorial diga para ela ir para lá

—Seu pai, hospital, como asssim?

—Apenas faça isso Mary e me diga onde tem ponto de taxi?

— A duas quadras, perto de um bar

Onde eu fui com Dylan ótimo

—OK, sei onde é, ligue para ela

Sai correndo e só parei quando chegeui ao ponto de taxi, não podia negar que estava com medo, já havia perdido minha mãe se perdesse ele eu não teria mais ninguém, querendo ou não ele era a única família que me restava

—Hospital Lawrence Memorial

O motorista apenas assentiu e começou a dirigir, meu coração começou a ficar apertado e quando pensei que não podia ficar pior meu celular anuncia outra mensagem do número restrito

"Espero que seu pai melhore anjinha"

O que estava acontecendo, quem era esse idiota e porque estava fazendo isso, estava assustada é claro, como sabia que meu pai estava mal será que tinha sido essa pessoa que o machucou

Quando chegamos eu peguei uma nota de 50 reais e sai correndo sem esperar o troco só queria saber como meu pai estava e agradecer ao Luke, seria muita coincidência apenas o nome se igual, tinha que ser ele, fui até a recepção e me identifiquei para poder entrar, disseram que meu pai estava na ala da UTI então fui correndo para lá, quando cheguei eu o vi, de longe mas sabia que etrá ele de pé andando de um lado para o outro quando seus olhos pararam mim eu vi a surpresa em seus olhos mas não dei tempo para perguntas apenas corri e o abracei apertado

—Obrigada Luke obrigada

Ele também me abraçou

—Lissa você tá bem?

Me separei dele e suspirei

—Não sei, ainda não caiu a ficha, sabe como ele tá?

—A pouco avisaram que ele ia ter que passar por uma cirurgia no pulmão

—Cirurgia, oh Deus

—Parece que uma costela perfurou o pulmão, fora isso os outros machucados foram superficiais

Sufoquei um soluço e só agora percebi que chorava, não queria perdê-lo, não podia, ainda me sentia magoada mas eu gostava dele

—Dorga meu anjo seu eu pudesse fazer alguma coisa...

A única coisa que consegui fazer foi sentar eu uma cadeira e chorar, senti Luke se sentar e me abraçar mas não podia fazer nada, não conseguia nem falar, ficamos alguns minutos assim até Clarissa chegar

—Lissa o que houve com o Bruno?

—Ainda não sei o que mas ele esta passando por uma cirurgia

—Cirurgia?

Posso estar enganada mas ela não estava nem um pouco preocupada com meu pai

—Sim o pulmão dele foi perfurado por uma costela

—Oh

Ela se sentou ao meu lado, parecia nem estar dando bola para o estado do meu pai e isso me irritava profundamente, ela dizia o amar mas nem se preocupava que ele pudesse morrer, não sei quanto tempo ficamos ali na espera por notícias, disse para Luke ir para casa mas ele se recusou dizendo que iria ficar ali comigo e eu agradeci, pois não queria ficar ali com Clarissa e Luke me dava o apoio de que eu precisava

—Parentes de Bruno Hyatt?

Me levantei num pulo

—Aqui

A enfermeira se aproximou

—Bem, o estado dele ainda é delicado mas podemos dizer que a cirurgia foi um sucesso, agora só o que nos resta é esperar e ver se ele acorda

—Já posso vê-lo?

—Você é o que dele?

—Filha

—Bem eu não poderia mas acho que isso seria bom até mesmo para ele, me acompanhe

Ia saindo quando parei e virei para trás

—Ainda vai estar aqui quando eu voltar? — Perguntei ao Luke

Ele sorriu

—Claro que sim anjinha

Apenas assenti e segui a enfermeira até um sala, ela fez sinal para que eu entrasse

—Você tem no máximo uns vinte minutos

—Obrigada

Andei até a cama e não consegui me segurar, ele estava muito machucado, com vários fios ligados ao seu corpo e uma mascara para a respiração, estava com a camisa do hospital aberta e assim eu podia ver as faixas imobilizando a parte das costelas, me aproximei de vagar e peguei sua mão

—Pai, eu sei que disse que era tarde e que não era sua filha mas por favor não me deixa, eu só tenho você, me perdoa eu prometo tentar e deixar você tentar também, eu ainda preciso de você, preciso muito, não me deixa, não vou suportar perder você também

—Querida o doutor está vindo, você tem que sair

Assenti, dei um beijo em meu pai e sai dali, ver ele daquele jeito me deixou triste, quando cheguei a sala de espera vi que Dylan já estava ali também e ao contrário da mãe parecia bem preocupado, fui até ele e o abracei apertado, sabia que para ele Bruno era seu pai também, não de sangue mas de coração

—Como ele esta?

Suspirei

—Desacordado e com vários aparelhos ligados à ele, é ruim de se ver

Olhei ao redor sentindo falta de alguem, ele prometeu que ficaria aqui mas cadê

—Se esta procurando seu amiguinho ele foi até a cantina pegar algo para comer

Apenas assenti e fui me sentar, mesmo eu o vendo daquele jeito parecia que era tudo mentira, meu celular apitou e eu suspirei pois já sabia o que era

"Seu pai foi apenas uma amostra grátis anjinha, nos vemos em breve"

Anjinha? Senti como se meu coração fosse sair pela boca, não por favor não poderia ser, como só fui perceber agora, foi assim que Luke me chamou "claro que sim anjinha"

—Lis

Dei um pulo e o encarei me afastando em seguida

—Foi tão ruim assim?

Tentou se aproximar e eu me afastei de novo, como ele pode machucar meu pai e tentar me assustar

—Lis?

—Como pôde?

Ele me encarou confuso

—Do que está falando?

—"Melhor tomar cuidado anjinha, estou mais perto do que pensa", "Espero que seu pai melhore anjinha" e a ultima mas não menos importante "Seu pai foi apenas uma amostra grátis anjinha, nos vemos em breve" como pôde? — Falei após ler as mensagens

—Lis...

—Vá embora Luke, como tem coragem para estar aqui depois do que fez

—Lissa eu não fiz isso, nem com seu pai e nem essas mensagens

—Achou que conseguiria me enganar não é? Podia ter encontrado outro apelido algum que você não fosse dar com a lingua nos dente

—Lissa...

—Vá embora e fique longe da minha família

—Me escuta...

—Vá ou eu chamos os seguranças

Ele suspirou

—Eu vou, mas você vai me ouvir mais cedo ou mais tarde — Ele falou saindo

Fiquei quieta olhando para o nada e Dylan me abraçou, ele não sabia o que tinha acabado de acontecer mas estava me apoiando assim como um irmão faria. Ficamos ali sentados a espera de mais notícias as quais só foram vir depois de horas, o médico disse que meu pai ainda esta desacordado mas que seria transferido para um quarto onde poderíamos vê-lo, Clarissa foi embora logo em seguida e apenas eu e Dylan ficamos ali

—Vá para casa pequena, eu fico aqui

Eu neguei

—Vou passar a noite e não adianta falar nada

—Já disse que fico, vá descansar

—Não Dylan, ele também é meu pai

Ficamos sentados num sofá no quarto, estava cansada mas não iria sair dali até saber que ele estava fora de perigo, me escorei em Dylan e tentei dormir, estava quase adormecendo quando senti ele se mecher me ajeitando em seu colo e colocando um casaco por cima de mim, me deu um beijo na testa e eu adormeci profundamente

Notas finais
Espero que tenham gostado, me avisem se tiver erros e comentem, isso seria um gás a mais para continuar escrevendo, suas opiniões são mega importantes, até o próximo anjinhos ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.