My Angel
1 Capitulo Único
Notas iniciais
Agradeço de coração minha beta linda Lady Lee Junki. Amo vc flor!!
A playlist: http://www.youtube.com/watch?v=0hiqBNH7Fhs&list=PL9A89652BD2E8BC43&feature=plpp_play_all
Boa leitura!
Já era madrugada e eu ainda estava sentado na cama observando atentamente as imagens que se misturavam na tela da televisão. Mais uma vez eu estava entregue ao meu vício. Um vício que ninguém nunca compreendeu e tão pouco algum dia compreenderia. Um vício com os olhos e o sorriso mais lindos que eu já havia visto em todos os meus vinte e tantos anos de vida.
Eu poderia facilmente apontar cada qualidade, defeito, mania e até mesmo algumas peculiaridades que só cabiam a ele. Eu o observava incansavelmente, alimentando-me daquele sorriso e daquela voz doce que me invadia a alma cada vez que ele a entoava. Eu era um louco viciado, que gostava de ver álbuns antigos, com imagens variadas, em todas as idades e em tantos lugares por onde ele passava. Shows, entrevistas, fotos pessoais e de trabalhos, absolutamente tudo o que pudesse fazer sentir-me mais perto dele.
Quem me vê assim, pensa que sou algum fã louco que persegue seu ídolo todos os dias e horas possíveis. Ninguém cogitaria a idéia de ser eu quem divide a cama com ele. Pois é, eu sou aquele que o vê dormir, o vê comer, chorar, sorrir e até mesmo em seus dias de cansaço e nervosismo extremo. Sou eu quem dá o colo para ele se consolar, quem satisfaz seus desejos mais íntimos e cuida para que seus sonhos não ultrapassem os limites de sua mente e de seu corpo. Sou eu quem o ama mais que a própria vida.
E por mais que eu já tenha dividido o palco com ele durante anos, e até hoje faço isso, assisti-lo na televisão me era necessário, como respirar. Ele estava longe de casa, viajando a trabalho mais uma vez, e eu, como doente de amor que sou, fechei-me em nosso apartamento para ver todas as recordações que tenho guardadas para tentar suprir a necessidade de sua presença.
Obviamente, vê-lo e ouvi-lo cantar pessoalmente era muito melhor, mas ainda assim, sua voz me fazia deixar este planeta, e me achar somente na melodia de seu timbre tão único. Era como um sonho bonito e inalcançável, pelo qual dormiria eternamente. A sua voz que me embalava todas as noites e que sempre trazia os sonhos mais bonitos, que possuía o poder de me fazer sorrir ou cair em prantos em poucos minutos. Eu sempre desejaria ouvi-lo, por toda a minha vida, e se possível, após o meu fim. Ansiava que ele fosse o anjo que me acompanharia eternamente. Pensando bem, essa seria a mais perfeita definição para ele, um anjo. Meu anjo.
Desviei meus olhos da tela e me pus a observar o álbum de fotos que estava aberto sobre minhas pernas. Vi seu sorriso infantil me iluminando, mesmo que através de uma foto. Passei por algumas páginas, vendo imagens de sua infância, e aquele sorriso angelical sempre esteve presente. E mesmo depois de tornar-se um homem feito, com suas performances sensuais nos palcos, aquela fileira de dentes pequenos e brilhantes ainda o fazia tão fofo e frágil como um bebê.
Sorri ao perceber minha comparação. Um bebê... Estranho pensamento, mas eu fiquei por alguns longos minutos pensando em como seria um filho dele. Uma versão pequena e frágil do meu adorado anjo. Seria a criatura mais perfeita desse universo, além dele próprio, é claro. Sacudi minha cabeça levemente, como se quisesse espantar tais pensamentos que sobrevoavam minha mente.
Detive minha atenção em outra foto colada ali. Nela ele exibia seu costumeiro sorriso, mas olhava em alguma outra direção que não era a câmera. Pude observar ali uma pequena marca, uma pinta, localizada em seu maxilar, do lado direito. Tão pequena, quase imperceptível, mas que já fora alvo de meus lábios por tantas vezes. Assim como um sinalzinho igualmente discreto, quase sobre seu lábio superior. Eram sinais quase invisíveis, mas que me faziam orgulhoso por descobri-los e ter o privilégio de tocá-los tantas vezes, quando me perdia em seus beijos.
Um leve tremor percorreu meu corpo ao lembrar-me disso. Fechei meus olhos e deixei minha cabeça apoiar-se na cabeceira da cama, logo atrás de mim. Pensar em seus lábios rosados e tão bem desenhados fazia-me louco. Por alguns minutos, permiti que minha mente vagasse através das lembranças e foi como senti-lo ali, bem a minha frente, tocando meus lábios, presenteando-me com a doçura de sua boca. Lembrava-me perfeitamente do dia em que os senti pela primeira vez. Éramos muito jovens e não tínhamos quase nenhuma experiência naquilo. Entretanto após um longo dia de ensaios, o encontrei no banheiro da agência. Ele jogava água em seu rosto, tentando se livrar do suor que o cobria e ensopava suas roupas. Fiquei o observando através do espelho e quando ele me olhou, eu só consegui encarar aqueles lábios rosados e úmidos. Eram tão tentadores que esqueci de tudo ao meu redor e só pensei em prová-los. E assim o fiz. E claro, nunca me arrependi. Fora a melhor coisa que eu fizera em toda a minha vida.
Saí de meus devaneios e novamente voltei a minha atenção ao vídeo que passava na televisão. Sorri mais ainda, se isso ainda era possível. Lá estava ele, nas filmagens de um dos jogos de futebol de seu time. Eu nunca entendi esse amor todo por esse esporte, mas sempre o apoiei por ser algo que ele amava fazer. Nas imagens seus cabelos estavam muitos escuros, negros como o ébano e úmidos pelo suor resultante de seu esforço físico. Suas bochechas estavam coradas, contrastando com sua pele tão clara. A braçadeira de capitão se destacava sobre a manga de sua camiseta no braço esquerdo.
E de repente me achei dando gargalhadas vendo um instante único daquele jogo. Um momento que poucos já presenciaram, e eu era um desses privilegiados. Ele estava nervoso com algo que acontecera durante a partida. Sua irritação era tão visível, quase palpável. Andava de um lado para o outro com as mãos na cintura, resmungando para si mesmo e para alguns jogadores que se aproximavam. Bufava tentando controlar seus nervos, claramente por saber que estava sendo observado e filmado por tantas pessoas.
Nem sei por quanto tempo fiquei ali gargalhando que nem um bobo. Ele era realmente adorável. Sempre fora muito contido quando ficava irritado ou nervoso, apesar de nunca ter sido bom em esconder suas emoções. Eu simplesmente achava linda a forma como ele lambia e arranhava com os dentes o lábio inferior. Ou quando sorria, em clara demonstração de ironia com a situação.
Depois de alguns minutos tentando controlar minha respiração, resolvi beber um copo de água, para aplacar o calor e a sede que a breve crise de risos me fizera sentir. Pausei o vídeo usando o controle remoto, coloquei o álbum de fotografias cuidadosamente sobre a cama e caminhei em direção à cozinha. Peguei um copo no armário e a jarra de água na geladeira. Servi-me e o tomei num fôlego só, percebendo então que realmente fazia calor. Enchi mais um copo e o entornei de uma vez novamente. Guardei a jarra na geladeira e coloquei o copo dentro da pia, que milagrosamente não tinha uma colher sequer para lavar.
Volvi-me em direção ao quarto, queria continuar a afogar-me em meu vício por aquela pessoa. Ao passar pela sala vi que ele havia deixado um de seus casacos sobre o encosto do sofá. Há três dias ele estava fora de casa, mas só naquele momento eu percebi a peça jogada ali. A tomei em minhas mãos e instantaneamente seu perfume invadiu meus sentidos. Era uma tortura deliciosa, que me deixava cada vez mais saudosa de si.
Sentei-me ali mesmo, na poltrona próxima à sacada e fiquei a observar a noite estrelada de Seoul, com seu casaco ainda em minhas mãos. Observar o brilho de cada estrela desenhada naquele céu sempre me fazia lembrar daqueles pequenos olhos brilhantes. Tão únicos, tão seus, que eu nem sabia como descrevê-los de forma exata. Eram grandes e expressivos quando ele queria encarar algo ou alguém, mas pequeninos quando sorria, cantava ou se mantinha sereno, sem expressões reveladoras. Mas sempre, em qualquer situação, boa ou ruim, aqueles orbes escuros brilhavam, como a estrela que me hipnotizava naquele momento.
Sorri novamente, pensando onde ele estaria naquele momento. Se já havia se alimentado, se estava descansando o suficiente para repor suas energias, se sua saúde estava perfeita e nenhuma de suas alergias o atacara naqueles últimos dias. Mais uma lembrança pequena e boba veio a mim. Encarei a varanda do apartamento enquanto imagens de nós dois ali, me levavam num mar de memórias, quando eu finalmente aprendera a cuidar daquelas alergias que o atormentavam conforme as estações do ano mudavam.
Depois de uma vez que o vi deixar-se no chão por falta de ar durante uma de nossas gravações, passei a me atentar mais aos seus pequenos problemas alérgicos. Dependendo da época, eles vinham sem piedade, o deixando com a voz mais anasalada, coceiras nos olhos e nariz, e muita dificuldade para respirar. Por meio de uma conversa com sua mãe e algumas pesquisas na internet, acabei descobrindo alguns cuidados que ajudavam a minimizar os sintomas e a melhorar sua saúde. A partir de então, passei a sempre fazer-lhe chás de ervas e bolsas de água quente para aquecer-lhe os pés em dias mais frios, sempre verificava se ele usava tampões no ouvido e máscara quando saía na rua na época que tinha muito pólen e matinha um umidificador de ar em bom estado em nossa casa e o levava outro em nossas viagens a trabalho. Claro que muito manhoso, nunca queria atender aos meus pedidos insistentes para tomar todas essas precauções e evitar problemas maiores de saúde, mas no final eu sempre vencia e conseguia cuidar dele como era necessário.
Mais uma vez me vi perdido em pensamentos. Olhei o relógio que estava sobre o móvel da sala e percebi que a madrugada avançava cada vez mais e eu ainda estava sem sono, pensando naquele que levara meu coração consigo em mais uma viagem. Levantei-me e voltei ao quarto. O álbum ainda aberto sobre a cama atraiu minha atenção novamente, e me sentei ali para continuar a admirar aquelas belas imagens. Assim que virei a página, deparei-me com a minha foto preferida, e por isso, aquela página era só para ela, pois era bem maior que as outras do álbum. Ali estavam bem expostos todos os detalhes dele que mais me atraiam, fisicamente é claro.
Era uma imagem de um de nossos projetos. Ele estava usando uma camisa branca, olhava a câmera que estava atrás de si e num nível um pouco mais baixo que seu ombro. Estava contra o sol, e com uma de suas mãos tentava esconder os raios do grande astro da câmera. Havia outra imagem quase igual, mas nela ele havia obtido sucesso ao esconder aquele brilho ofuscante. Eu gostava mais dessa primeira, os raios solares o deixavam ainda mais belo, dando um tom único àquela fotografia. E nela, seus detalhes que eu amava tanto estavam reunidos e bem focados. Seus lábios, rosados e entreabertos; seus olhos, que possuíam aquele formato único; e finalmente suas mãos, que eram para mim tão lindas, que eu as observava por horas, enquanto ele dormia. Eu nunca contei isso a ele, acho que por receio que ele achasse um pouco estranho. Mas assim como seus olhos, elas tinham uma anatomia que para mim era única. Eram pequenas, mas proporcionais a si. Seus dedos eram finos e bonitos, mas as juntas dos mesmos eram mais grossas, dando uma aparência mais máscula às suas belas mãos. Sim, eu era praticamente um tarado por esses seus detalhes tão pequenos.
Fiquei ali admirando sua beleza e mais uma vez me perdi no tempo. Quando meus olhos estavam cansados de permanecerem abertos observando detalhes, resolvi tentar descansar um pouco. Faltava apenas um dia para a chegada dele, e eu queria estar bem disposto para oferecer-lhe toda a minha dedicação. Levantei-me e desliguei a televisão e peguei o álbum para guardá-lo de volta na caixa que o protegia antes.
Mas curioso e insistente como era, ao ver a caixa cheia de objetos, resolvi olhar melhor o que havia ali, mesmo que eu já o soubesse. Revirei a caixa, encontrando algumas lembranças de viagem que ele me dera, alguns ursinhos de pelúcia, incluindo um golfinho que foi seu presente para mim no nosso primeiro ano juntos. Alguns bilhetes, cartões e mais álbuns. Quase todos feitos por mim, eu amava colecionar fotos dele e sempre que podia queria revê-las, principalmente quando ele estava longe e me deixava saudades. Quando finalmente me dei por satisfeito, meus dedos encontraram quase sem querer um álbum muito especial.
Um álbum secreto, que eu guardava com muito cuidado.
O retirei da caixa, aproveitando para colocar todo o resto do conteúdo de volta ao seu interior. Coloquei-a de lado e volvi toda a minha atenção aquele livro com a capa em couro vermelho. Muitas das fotos ali contidas foram tiradas sem que ele soubesse, em momentos de seu dia a dia em nossa casa que eu flagrava algumas cenas dignas de um ensaio. Outras eram de trabalhos e o restante era de um ensaio em especial, idealizado e realizado por mim.
Sim... Eu fora o fotógrafo daquele ensaio, até porque jamais permitiria que outro alguém o fizesse. Abri com cuidado o álbum e a primeira foto já fazia meu corpo ter reações inusitadas. Era uma das fotos que eu havia tirado sem que ele soubesse. A imagem o mostrava adormecido em nossa cama, tranqüilo como uma criança, mas os detalhes é que a faziam tão especial. Ele se encontrava com as costas viradas para cima, largado de qualquer jeito na cama e completamente nu. Apenas um fino lençol branco cobria suas nádegas, que também eram objeto de meu fascínio. Ele era lindo, mais que perfeito e por muitas vezes eu chegava a pensar que ele era uma ilusão da minha mente.
Continuei a passar página por página daquele álbum que escondia os meus desejos mais íntimos e secretos por ele. Não que ele já não soubesse como eu o amava e desejava, mas ter todas aquelas fotos e recordações guardadas fazia eu me sentir um louco exagerado. Mas não espero que alguém entenda.
Algumas fotos dele saindo do chuveiro, e em uma delas ele se enxugava com uma toalha azul, e a única parte de seu corpo escondida por ela era o que de mais íntimo ele tinha. Outras fotos dele no futebol, com aqueles shorts que expunham suas belas coxas quando ele corria ou caía durante algum jogo. Fotos em casa, em seus mais banais afazeres, barbeando-se, na cozinha fazendo um lanche ou na sala jogado no sofá vestindo apenas uma boxer. E por fim, o tão secreto ensaio. Tão íntimo e tão perfeito. Cada foto daquela escondia a beleza natural do meu anjo amado. Eu mesmo propus que tirássemos aquelas fotos. No começo ele ficou tenso e bem tímido, mas depois se mostrou um nato modelo fotográfico. Era uma sequencia de fotos dele se preparando para sair de casa, desde o momento em que se despiu para o banho, até o momento em que estava vestido e pronto para sair. E claro, ele jamais deixaria de me provocar, levando tudo aquilo como uma brincadeira entre nós, se expunha e me provocava a tal ponto, que logo após eu tirar a última foto, o joguei na cama e o despi novamente, fazendo daquele momento uma das melhores transas que tivemos durantes todos os nossos anos de relacionamento.
Fechei o álbum e me encontrei sorrindo novamente. Só pensar nele já me fazia feliz o suficiente para distribuir sorrisos para as paredes daquela casa. Guardei-o na caixa novamente, fechando-a e devolvendo ao fundo do nosso guarda-roupa. Puxei a colcha da cama e arrumei os travesseiros para me deitar. Retirei a camisa que eu vestia, ficando apenas com um short de algodão. Apaguei as luzes do corredor e do quarto e finalmente deitei-me confortavelmente na cama.
Não gostava muito de dormir sozinho. Sentia falta do cheiro dele, do calor, de acordar e ver aquela pessoa tão especial ali ao meu lado. Muitos pensariam que eu era um iludido, que não via defeitos ou falhas na pessoa que ele era. Muito pelo contrário, eu sabia de cada defeito que ele tinha. Seu perfeccionismo irritante, seu excesso de dedicação ao trabalho, seu apego exagerado à opinião de sua mãe sobre tudo o que ia fazer e até mesmo sua ambição, que algumas vezes chegou a me surpreender. Seu modo extremo de ser, levando tudo no limite algumas vezes, apesar deste último ter melhorado bastante nos últimos tempos.
E claro, defeitos físicos que muitos apontavam, mas para mim, eram peculiaridades que somente acrescentavam à sua pessoa. Sua risada escandalosa que me fazia rir somente por ouvi-la, mesmo que a situação não tivesse graça nenhuma para mim. E ao me lembrar das risadas, pensei em suas piadas, as que ele tanto gostava de contar quando era mais jovem. Eu odiava aquilo, mas acaba sempre rindo, porque ele mesmo caía na gargalhada e me contagiava. Sua mania irritante de mastigar de boca aberta, que sempre rendia alguns beliscões de minha parte em seu braço ou coxas. Seu traseiro avantajado que fazia alguns de nossos amigos fazerem brincadeirinhas para irritá-lo, mas que para mim era apenas um dos detalhes mais sexys de si. Vê-lo caminhar era uma tortura, muito mais quando usava calças tão justas, sendo possível de se ver o contorno de sua roupa íntima. Seu nariz redondinho, como uma batatinha, tão adorável. A maneira como suas formas ficavam mais arredondadas quando ele ganhava apenas um pouquinho de peso. Desde seu rosto até suas pernas, tudo ficava mais gostoso e palpável, mas alguns o criticavam, pedindo que ele emagrecesse. E isso me irritava ao extremo, mais até dos que ousavam criticar sua voz. Tão linda, tão delicada, tão infantil quando ele conversava, mas tão poderosa quando dela partia uma canção qualquer. Eu daria qualquer coisa, e quando digo isso, falo sério, para tê-lo ao meu lado para sempre e ouvi-lo cantar todos os dias. Seria o paraíso e nada mais nesse mundo poderia me deixar mais feliz.
Não sei bem quando adormeci entre meus pensamentos analíticos sobre meu amor e adoração por ele. Também não tenho idéia de quanto tempo dormi, pois quando despertei, senti seu perfume invadir-me a alma e aquecer-me o coração. Abri os olhos e o vi ali, sentado ao meu lado em nossa cama, observando-me com seu sorriso infantil. Estava mais lindo que nunca, e não sei como explicar o fato de que a cada vez que eu ficava sem vê-lo por muito tempo, ele voltava ainda mais belo do que era. Era uma provação ao meu coração, que qualquer dia acabaria por fraquejar diante de sua presença tão esplendorosa.
Simplesmente jogou-se em meus braços, sem dizer uma única palavra. O apertei contra mim, convencendo mais uma vez a minha mente de que aqueles momentos tão especiais em que estávamos juntos eram reais. Uma vez mais eu o tinha onde queria, ao meu alcance, sob meus cuidados. Meu anjo, que diferente dos seres denominados assim pelas religiões e por sábios estudiosos, tinha nome, sobrenome e endereço. Meu tesouro, Kim Junsu, cuja residência era meu coração e ao meu lado, em qualquer lugar do mundo em que tivéssemos que estar.
Notas finais
Achei que um lemon não caberia aqui, são apenas sentimentos de uma pessoa completamente apaixonada.
Até a próxima e obrigada a todos que leram.
kissus
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