Notas iniciais
Esse aqui está curto, mas a história já está chegando no final ♥



Não acredito que ela está aqui, e brincando com a minha filha, depois de tudo que me falou contra mim e Marina e me expulsar de casa, e como ela descobriu onde nós estávamos:

_Não vai dar um abraço na sua mãe?- pergunta ela. _Eu estava com saudade de você querida!

Como ela podia ser tão falsa:

_Mãe que surpresa! –finjo entusiasmo por dois motivos, Marina e Miguel. _Eu...

_Ficou sem palavras querida! –ela fala alto para os presentes escutarem. _Quero falar com você. –cochicha ela pra mim.

_Sim, vamos subir pro meu quarto, Dora está é minha mãe!

_Prazer. Eu cuido da Marina pra vocês conversarem!

_Obrigada!

Subimos pro meu quarto, fecho a porta:

_O que você veio fazer aqui? Atormentar a vida da Marina e a minha?

_Não, Carla está recuperada, vai para casa amanhã e quer a filha!

_Então você não conseguiu seguir o seu plano de fazê-la esquecer a filha!

_Olha Paula, não complica, me entrega a criança e as coisas dessa bastarda para eu poder levá-la a minha filha Carla! – grita ela descontrolada.

_Você ouviu do que acabou de chamar a Marina, sua neta!

_Não importa! Olha Paula me entrega logo as coisas pra mim ir embora desse buraco onde você se meteu, tenho medo de me contagiar com alguma doença, vi aquela velha espirar muito!

_Dora é muito querida, se não fosse por ela eu não teria onde morar, por que você me expulsou de casa com uma criança de um ano de idade!

_Se você e a bastarda não tivessem tentado tirar minha única filha, vocês ainda estariam lá! Mas graças a deus eu percebi a tempo o mal que você era e a tirei daquela casa!

_Carla sabe que você pensa isso da filha dela? Que expulsou a filha dela de casa?

_Ela não precisa saber que a irmã dela e a filha são do mal! Mas ainda bem que eu vim salvar Marina das suas garras e entregá-la para um verdadeiro anjo, Carla é um anjo!

_Para de falar bobagens!

_Bobagens não, é a verdade! Ai cadê as coisas daquela coisinha? –ela começa a abrir as portas do roupeiro e tirar as roupas de Marina. Pega uma bolsa qualquer e joga tudo dentro. _Ah quer saber, vamos comprar roupas novas e descentes pra ela! –joga a sacola dentro do roupeiro. _E que roupas são essas que você está usando, já se olhou no espelho Paula, ridícula com esses vestidos longos parecendo àquelas mulheres dos anos... Ai me dá arrepio só de olhar para você! E aquele rapaz? Você esta apaixonada? Ahahahahahah! Ele deve ter pena de você, por isso lhe dá atenção, aposto que tem outra e fica só se divertindo com a bobinha que você é!

_Sai daqui! –abro a porta.

_Vou, e você nunca mais vai nos ver! –começa a descer as escadas.

Vou atrás, ela entra na cozinha e faz cara de boazinha:

_Cadê minha netinha querida? –estende os braços para Marina, que se repugna contra ela. _Vem querida, com a vovó!

_Poço pelo menos me despedir dela? –estou com os olhos marejados de lágrimas.

_Rápido! –ela é rígida.

Estendo os braços para Marina que se joga nos meus braços:

_Mamãe, eu vou pra escola? –ela enxuga minhas lágrimas com os dedinhos pequenos.

_Não meu amor, você vai morar em outro lugar, e vai ser muito feliz!

_Você vem junto? –pergunta ele já com os olhinhos cheios de lágrimas também.

_Não querida, sinto muito, mas não vou poder ir!

_Então não quero ir! Quero ficar com você mamãe!

_Ah já chega desse melodrama! Vem logo! –ela tira Marina dos meus braços e sai pela porta dos fundos, escuto a menina se desesperando, mas não posso fazer nada.

Quase caio no chão, na verdade meu mundo perdeu o chão, e se não fosse por Miguel, eu teria me jogado no chão:

_Criança toma, é água com açúcar!

Pego, estou com as mãos tremulas:

_Quero ir pro meu quarto!

_Eu te ajudo! –se oferece Miguel, que me leva.

_Quero ficar sozinha! Por favor!

_Qualquer coisa liga tá? Tchau! –ele beija o alto da minha cabeça, depois sai fechando a porta atrás de si.