Mutative Life
2 Capítulo 2
Acordo com sol entrando pelas fendas da janela, Marina e eu temos o mesmo quarto, que é enorme e cabem muitas coisas.
Com o tempo vamos nos acostumando com a calma do lugar, a casa fica no meio do campo não tem nenhuma outra por perto.O terreno é cercado por grades de madeira pintada de branco, e com varias árvores frutífero, ao redor da casa a grama é verdinha e bem cuidada e as flores com seu perfume, dominam o lugar. Atrás da casa, no fim do terreno, uma pequena horta com alguns legumes e verduras.Vai ser fácil nos acostumarmos aqui, vida livre, sem poluição só a natureza, acordar com os passarinhos cantando.De repente um carro passa levantando a poeira da estrada de terra, mas para e volta um pouco. O vidro é aberto e uma mulher aparece:_Poderia me dar uma informação?_Claro! _Estamos perdidos a procura da cidade!_Estão indo para o lado errado, é para lá, segue reto e vira pra direita e continua seguindo!_Obrigada querida!E o carro parte levantando mais poeira do que antes. Entro em casa, que já considerava minha, estávamos ali há uma semana. Depois de ter me acostumado com o lugar, fui fazer compras de roupas para mim e Marina, roupas diferentes das que usávamos antes. Resolvi mudar e comprei vários vestidos._Quer chá criança!_Quero sim Dora! já sinto como se ela fosse minha mãe, Dora cuida de mim e me dá amor como nunca recebi antes, como uma verdadeira mãe tem que ser._Marina está dormindo?_Tranquilamente em nosso quarto! Dora há quanto tempo você mora aqui?_A muito querida, tanto que nem me lembro quanto!_Você casou! Tem filhos?_Não querida, sou só!_Não Dora, agora você tem a mim e a minha filha! levanto-me e lhe abraço forte. Já tinha até me acostumando a chamar Marina de filha. Dora se emociona:_Oh querida, é claro, tenho vocês! ela fala carinhosa.Ouço Marina chorando e subo rápido para o quarto, ela está no berço que Dora tinha conseguido para mim._Meu amor, você acordou, bom dia! faço carinho nela, ela levanta os bracinhos pedindo abraço, proteção. A pego e logo se acalma. _Vamos ficar juntas o tempo que der querida, depois você vai voltar para a sua mãe, vamos aproveitar enquanto estamos juntas!_Atrapalho criança?_Não, entra eu estava conversando com ela!_Oi bebê! Preparei sua papinha!Descemos para a cozinha e lá dou de comer para Marina, depois vamos brincar no jardim._Não filha, não pode estragar as flores! ela está dando os primeiros passinhos sem o andador e foi direto para o canteiro de roseiras: _Você vai espetar os dedinho! beijo suas mãozinhas.Vamos para longe das roseiras, estendo um lençol velho no gramado de baixo do pé de romã, Marina pega uma florzinha na grama e estende o braçinho para mim:_Obrigado meu amor! pego a florzinha e coloco em meu cabelo._Crianças o almoço está pronto! chama Dora._Vamos bebê comida!_Papa! fala Marina._É papa, meu amor!Á pego no colo e vamos para cozinha, coloco na cadeirinha e almoçamos. Marina fica com Dora enquanto subo para meu quarto, resolvi começar a pintar quadros, sempre gostei de pintura. Começaria a dar aula de pintura para ganhar dinheiro e ajudar Dora nas despesas._Criança, vou até a cidade, quer alguma coisa? fala ela da cozinha:_Não obrigada Dora! Quer leva Marina com você? apareço na porta:_Se você deixar?_Claro que sim! Tchau bebê, e aproveita bem o passeio!Marina faz tchauzinho com a mão. Beijo-lhe e a Dora, as acompanhando até a porta da frente. Volto para o quarto e continuo a pintar o quadro.Distraio-me tanto com a pintura que nem percebo a hora passar, estou fazendo os últimos remates quando a porta da frente se abre:_Criança, voltamos!Vou para a cozinha, a mesa esta cheia de sacolas:_Como foi o passeio? falo enquanto pego Marina no colo:_Foi ótimo né bebê? Marina sorri para Dora. _Fiz as compras do mês!_Você carregou a Marina e as compras! É muito peso Dora!_Que nada criança! Acho que ela esta mijada!_Vou subir trocá-la então!Lanchamos e vamos pra horta cuidar das alfaces, Marina se diverte sentada na terra brincando.Na quinta-feira vou para a cidade comprar mais telas e tintas, além de deixar o anuncio das aulas, eu teria de ver para alugar um lugar ali para dar as aulas, a casa de Dora era muito longe e ninguém iria querer ir até lá.Passo por um orelhão fazia tempo que eu não tinha notícias de minha irmã Carla, resolvo ligar para o hospital:_Alô é do hospital Santa Barbara?_Sim, o que deseja? fala a recepcionista do outro lado:_Gostaria de saber sobre o estado de saúde de Carla Martins!_Da parte de quem?_Uma amiga, Sofia!_Aguarde só um momento... Alô Sofia!_Sim?_Carla Martins continua em estado de observação!_E a mãe dela, como está? Sabe sou amiga e fiquei sabendo que ela estava mal!_A Senhora Martins está recuperada. Nunca vi uma mãe tão amorosa como ela, não sai de perto da filha por nada, Carla é a pessoa mais importante do mundo para ela!_É eu sei, elas tem um laço muito forte! E ela fala sobre alguma outra filha?
_Parece que a filha mais velha dela, Paula se não me engano, foi embora por não aguentar a culpa do acidente da irmã e levou o bebê, mas só fala isso. Culpa muito a coitadinha e a criança, diz que não quer vê-las nunca mais!_Não acredito que ela fez isso! cochicho._Falou alguma coisa?_Não, desculpa. Ela fala mais alguma coisa?_Não. Você quer deixar algum recado para a Senhora Martins?_Não obrigada. Nem precisa falar que eu liguei, faz tanto tempo que não nos vemos, ela nem deve lembrar de mim! Ah! E o Bruno, namorado da Carla?_Ele vem seguido aqui ver Carla!_E ele pergunta da filha?_Sempre, mas a Senhora Martins disse que a criança e Paula foram passar um tempo na casa da tia, até passar todo o tumulto!_Obrigada pelas notícias, vou rezar muito pela melhora da minha amiga!_De nada, quando quiser saber de algo é só ligar!Desligo o telefone, e sigo o caminho para casa, enquanto caminho meus olhos vão enchendo de lágrimas, em instantes estou chorando muito. Tenho que parar e sentar um pouco para me acalmar. Depois de me acalmar, vou até uma pequena igreja que tem ali perto, não acredito que minha irmã não melhorou, acendo uma das velas que tem lá e peço muito pela saúde dela.Ao chegar em casa, Dora parece se preocupar quando olha para mim:_Tudo bem criança!_Sim Dora, estou bem, sim!
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