Mutantes - Interativa
2 Primeira encontrada.
Notas iniciais
Muito obrigada gente por ter me mandado reviews.
Me desculpa, mas para mim esse capitulo ficou horrível.
Até lá em baixo! *.*
Pov.Calleb
Acabamos de chegar à terceira cidade e ainda não encontramos nem um mutante. Essa cidade aparenta ser pouco movimentada e pouco vigiada. Nós vamos em direção ao banco, May olha para dentro dele e vê que ninguém está lá dentro, então ela entra. Fico na porta para ver se ninguém esta nos vigiando. Após alguns minutos May volta com sua mochila cheia de dinheiro.
- Iremos para onde agora? – ela pergunta.
- Para algum hotel. – ela me olha com um olhar um pouco preocupado e cansado.
- Nós iremos achar algum deles aqui.
- Você disse a mesma coisa na ultima cidade. – digo por fim e começo andar com ela atrás de mim. Depois de um bom tempo procurando o hotel finalmente achamos, pagamos para passar uma noite em um quarto, subimos e fomos para o nosso quarto. Vou andando calmamente até a porta com o nosso número, “22”. Assim que abro a porta May grita:
- Uma cama! – já que ela estava atrás de mim, ela meio que gritou em meu ouvido. Coloco a minha mão em minha orelha em uma tentação inútil de fazer parar de doer. May corre até a cama e se joga nela. – Tanto tempo sem uma...
Pego as nossas duas mochilas e as coloco em cima da pequena mesa do quarto. May vai tomar um banho por enquanto eu vou vendo se não tem um microfone ou uma câmera que possa nos gravar no quarto.
Depois de tudo já estar pronto e nós dois ter tomado um banho, me sento na cama ao lado de May.
- Já esta na hora de começar. – May diz um pouco cansada.
- Vá descansar por que eu que tenho que procura-los. – May se levanta, pega uma barra de chocolate e se deita na cama. Olho para a janela e vejo que ainda nem começou o por do sol. Ajeito-me no travesseiro ao lado de May (era uma cama de casal) e fecho os meus olhos só me concentrando nas pessoas desta cidade.
(PS.: quando Calleb usa o seu poder, tudo o que ele vê é em preto em brando, menos quando a pessoa que ele vê é um mutante)
Vou vendo os trabalhadores voltando para suas casas, os filhos voltando das escolas, grupos de amigos conversando... Estava passando por mais uma rua quando de repente vejo uma garota. Ela estava em cores, May estava certa. Fico olhando para a menina que deve ter a minha idade, ela estava pichando alguma coisa na parede, um olho verde limão.
Fico olhando para ela e seus lindos cabelos loiros. A menina se vira e olhas para os lados como se estivesse procurando alguém, mas acaba desistindo e vai terminar de pintar o grande olho. Fico ali parado olhando para ela durante vários minutos, me sinto como se só ela importasse. Depois de alguns minutos ela termina de pichar, pega as suas coisas e vai para o caminho onde deve ser sua casa. Vou a seguindo para poder saber aonde ir quando May acordar.
Pov. Celine
Hoje é meu ultimo dia nesta cidade, o dia em que eu sempre faço a minha marca. Fui andando pelas ruas até chegar a uma pequena rua que era perfeita. Ainda está com o céu ensolarado, o que é uma coisa boa, pois seria pior fugir deles no escuro. Pego tudo que eu preciso na mochila e começo a pichar. Já estava quase no final quando sinto que alguém está me encarando, olho para os lados e não vejo ninguém. Estranho... Mesmo não entendendo o que acabou de acontecer, volto a pichar. Termino, guardo as minhas coisas e volto para o pequeno hotel em que estava hospedada.
Assim que chego vou direto para o banheiro e tomo um banho. Ao sair do banheiro, arrumo minhas malas. Depois de já ter arrumado tudo, pego o meu último pedaço de bolo de cenoura e o como.
Antes de sair me viro para o espelho e fico me olhando. Fico pensando em como deve estar meu pai. De repente ouso um som de uma batida na janela, que me tira de meus devaneios. Já ia em direção à janela, mas hesito. E se for um deles? Eles me encontraram? Com esse pensamento eu dou um passo para trás. Fico encarando a janela durante alguns minutos. Vejo que a janela está se abrindo sozinha. A adrenalina percorre meu corpo. Quando a janela já está totalmente aberta, vejo uma mão segurar a janela, depois outra e de repente vejo uma garota. Deve ter a minha idade.
- Q-Quem é você? – pergunto gaguejando. Agora ela já conseguiu entrar em meu quarto, a me ver surgi um grande sorriso em seu rosto.
- Eu sou May e vim te fazer uma proposta.
- Que proposta? – pergunto já mais confiante. Se ela me atacar será fácil, pois ela não parece ser tão forte.
- Se sente que eu irei contar a você. – mesmo não entendendo, me sento na cama. Ela se senta em uma poltrona que é em direção à minha cama.
Depois que ela me contou todo o seu plano eu não acreditei, ele era maravilhoso.
- Pode me mostrar os seus poderes? – ela pergunta.
- Eu acho melhor não.
- Por quê? Eu não ligo pode me mostrar. – Levanto-me, não antes de hesitar um pouco, e fico de frente para ela, olho profundamente em seus olhos. Cada segundo que se passa seu rosto fica mais apavorado. – Não. Para. – ela murmurou tão baixo que fiz muito esforço para poder ouvir. Só paro quando ela solta um grito e se afasta.
May fica olhando para todos os lados e se encolhe na poltrona. Começo a me sentir culpada por ter feito isso com ela.
- Me desculpa.
- Só nunca mais faça isso comigo. – ela disse tristemente ainda olhando para os lados repentinamente.
Com o poder de meu olhar posso transmitir ao “inimigo” medo extremo, posso até tortura-lo fortemente e tirar o ar de alguém através de meus olhos. Assim que May volta ao normal digo:
- Eu vou com vocês. – assim que digo isso ela dá um grande sorriso e em um pulo ela me abraça fortemente.
[...]
Pov. Calleb
Assim que a vi entrando em seu hotel voltei ao normal e a minha cama. Pisco algumas vezes para poder me acostumar com a luz. Olho para o lado e vejo May animadíssima ao meu lado.
- Encontrou alguém? – ela perguntou.
- Sim. – digo sorrindo. Um segundo depois que eu digo May começa a saltitar pelo quarto e a dançar.
Quando May finalmente terminou de dançar de tanta felicidade (que eu não via há muito tempo), nós começamos a arrumar a nossa pequena bagunça. Tínhamos prometido um ao outro, quando estávamos na primeira cidade, que ao encontrarmos algum mutante iriamos diretamente fazer a proposta e sair da cidade, após ele confirmar de ir conosco.
Ao terminarmos de pegar tudo, descemos e pagamos o chocolate que May tinha comido. Saímos do grande hotel e fomos a caminho do outro hotel, onde a mutante estava. Fomos passando de rua em rua, em total silêncio. Quando noto que estamos perto do hotel digo:
- Estamos chegando May.
- Serio?! Aé... Eu não perguntei. Como ela é?! – é estranho ver como May voltou rapidamente para seu jeito normal, pós eu não consegui voltar ao normal depois de ter sido torturado daquele jeito.
Assim que chegamos May bate com uma pedra a janela, ao ver que ninguém respondeu ela foi abrindo a janela, com seus poderes, depois de não ser respondida de novo ela começa a escalar até a janela da menina. Sento-me no gramado e fico esperando. Passam-se vários minutos, até eu ver que May está pulando de volta pela janela. Assim que ela cai no chão, levanta-se rapidamente e grita:
- Pode pular. – de onde eu estou consigo ver a menina pular da janela sem hesitar nem um instante.
Ela se levanta e vai caminhando junta a May em minha direção. Levanto-me e vou até elas.
- Calleb esta é a Celine, — May disse apontando para a menina pela qual acabei de saber o lindo nome – Celine este é o Calleb. – agora ela aponta para mim.
- Me chame de Circe. – Celi... Circe disse com uma voz totalmente maravilhosa. Ela estica a mão para eu apertar e a aperto. Um grande sorriso surge em meus lábios, o mesmo acontece com Circe. Passamos alguns minutos nos olhando. May fica olhando para nós dois com um sorriso malicioso e não se contendo solta um pequeno riso. Notando que May estava rindo de nós, Circe solta minha mão um pouco envergonhada.
Depois de alguns minutos conversando pegamos nossas mochilas e fomos para o a rodoviária. Vamos para outra cidade a procura de outro mutante.
Notas finais
Por favor mandem reviews seus lindos!
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