Mutantes

2 Capitulo 2


O Geraldo andava pela delegacia vendo o vídeo

"Outras crianças especiais... adolescentes com estranhos poderes, todos nasceram no mesmo hospital, e desaparecem em circunstâncias misteriosas... não por culpa deles, são mutantes e estão pagando um preço por isso, um preço terrível."

– Mutantes nascidos na mesma clinica de medicina de reprodução perto do Guarujá no litoral de são paulo estão desaparecendo ? — Geraldo se pergunta.

Na casa dos Chaddad, a Beatriz assim que se acordou procurou pela sua mãe, até encontrar sua vó que estava na sala, Beatriz pensou que tudo só se passou de um sonho, mas não, era realidade.

– Eu quero a minha mãe — dizia Beatriz sentando-se.

– Calma querida sua mãe esta bem, ela só foi fazer uma viagem — disse Isandra.

– Viagem? e não me levou — perguntou Beatriz.

– Não posso mentir pequena, a sua mãe foi pra juntinho de Deus — disse Isandra.

– A minha mãe morreu? morreu de verdade? — perguntou Beatriz gritando, e um vaso quebrou-se.

– Vou falar pro Geraldo que não pode ter nada que quebre nessa casa — diz Edgar chegando na sala.

– Calma — dizia Isandra.

– Mãe — gritou Beatriz, e o fogão se ligou acendendo-se.

– Mãe acalma a Beatriz se não ela põe fogo na casa inteira — diz Edgar apagando o fogo.

– Você tem que ficar calma, se não vai matar a gente meu amor, sua mãe está melhor do que nos — disse Isandra, tempo depois Isandra leva a Beatriz de volta para cama para ela voltar a dormir, Edgar ficou na casa limpando os vidros quebrados no não, até que finalmente chega Geraldo.

– Ainda acordado? — pergunta Geraldo.

– Sim, alguma noticia? -pergunta Edgar.

– Nada, ainda não descobri quem fez essa covardia com a Sonia.

– Conta comigo, você é policial e eu investigador, vamos achar esse assassino — diz Edgar.

– E essa bagunça? — pergunta Geraldo.

– A Beatriz né, ela ficou nervosa, daí começou a voar copo, tremeu moveis, quebrou vasos, e quase incêndio na cozinha teve, eu apaguei por isso que tá meio assim encharcado — diz Edgar.

– Coitada da Beatriz — diz Geraldo.

– Ela tá bem agora, tá dormindo, e a minha mãe tá lá em cima com ela no quarto — diz Edgar.

– O doutor Walker me ligou, ele disse que acha que podem estar tentando matar a Bia — diz Geraldo.

– Que? Você tá brincando? — pergunta Edgar.

– Ele disse que existem outros jovens, adolescentes, crianças com poderes especiais que nasceram no mesmo lugar que a Bia, e que desapareceram — diz Geraldo.

– Então você quer dizer que alguém tentou pegar a Bia e atingiu a Sonia por engano? — pergunta Edgar.

– O assassino tentou a dar um chocolate envenenado, que criança recusaria um chocolate? Você não acha que ele tentou pegar a Bia? Minha filha? — pergunta Geraldo.

– Sorte que ela não comeu esse bombom — disse Edgar.

– É, mas a Sonia não teve a mesma sorte — diz Geraldo.

– Oque resta é achar esse assassino e o fazer pagar por esse crime — diz Edgar.

– E é por isso que vou para Florida, vou conversar pessoalmente com o doutor Walker — diz Geraldo.

– Se você quiser eu fico aqui tomando conta da Bia — diz Edgar.

– Obrigado, mas a Bia vai comigo, lá ela vai estar mais segura, toma conta da Isandra, vou tentar descobrir tudo oque o Sr Walker sabe sobre essa historia — diz Geraldo.

– Esse Walker te adiantou algo mais pelo telefone? — pergunta Edgar.

– Ele acha estranho demais crianças e jovens terem nascido na mesma clinica com poderes, e ele acredita que eles sejam mutantes — diz Geraldo.

– Mutantes? Então você quer dizer que a Bia é assim por que ela é uma mutante? -pergunta Edgar.

– É isso que o Walker acredita, mutantes criados em laboratórios como bebês de proveta — diz Geraldo.

– Será possível isso? — pergunta Edgar.

– Não sei se é possível, mas quero saber por que fizeram isso com minha filha e com outras pessoas — diz Geraldo.

– Um erro de procedimento? ou contaminação radioativa? — pergunta Edgar.

– Ou então experiencia quimose — diz Geraldo.

– Espera aí, você acha que alguém modificou de proposito os embriões humanos? — pergunta Edgar.

– Tudo é possível, é por isso que irei pra Florida conversar com o doutor Walker — diz Geraldo.

– Quando você vai? — pergunta Edgar.

– Amanhã a tarde, depois do enterro — diz Geraldo.

– Tão rápido assim? — pergunta Edgar.

– É, já comprei as passagens, depois do amoço vou direto a o aeroporto — diz Geraldo.

– E as investigações? — pergunta Edgar.

– A policia vai continuar trabalhando — diz Geraldo.

– E eu também — diz Edgar.

– E eu vou investigar em Florida, tenho certeza que o Walker sabe muitas coisas sobre esse caso, e ele é a melhor pista que eu tenho pra tentar descobrir quem matou a Sonia — diz Geraldo.

No dia seguinte... em uma das ruas de Morumbi, andava um garoto que tinha fugido de casa, mas acaba trombando em seu padrasto que o olha com odio.

– Olha por onde anda — diz Rubens.

– Filhote de cruz credo, filho de assombração — diz o padrasto do garoto.

– Me deixa em paz cara, finge que nem sabe que eu existo — diz Rubens.

– Quero você bem longe daqui de Morumbi, entendeu? Cachorro em forma de gente — pergunta o padrasto.

– Eu vim ver a minha mãe — diz Rubens.

– Ah é? Pois então escuta, sua mãe morreu — diz o padrasto.

Minha mãe?... Ela morreu? — pergunta Rubens com os olhos marejos.

– Não adianta chorar não — diz o padrasto.

– Morreu quando? — pergunta Rubens.

– Morreu ontem, quanto você estava na rua virando lata moleque.

Estavam varias pessoas reunidas para o enterro da Senhorita Sonia...

Geraldo quero que você conte conosco pro que precisar — diz Elias.

– Valew — diz Geraldo.

– Você vai viajar mesmo? — pergunta Elias.

– Vou, eu acho que vai ser bom pra Beatriz passar um tempo fora daqui — diz Geraldo.

– Pra você também, sua filha vai fazer um tratamento? — pergunta Elias.

– Sim, vamos consultar um especialista, nem sei se no caso dela existe tratamento — diz Geraldo.

– Qual é exatamente o problema — pergunta Elias.

– Nem eu sei, é por isso que vou viajar com ela pra saber oque está acontecendo — diz Geraldo.

– Não queria que ela tivesse morrido, vó — diz Beatriz falando com a Isandra.

– Tem coisas que precisamos aceitar, é a morte é uma delas — diz Isandra.

– Não é justo Vó — diz Beatriz.

– A morte faz parte da vida, pensa que ela tá bem — diz Isandra.

– Ela morreu Vó — diz Beatriz.

– Sua mãe está juntinho de deus — diz Isandra, e o Geraldo se aproxima.

Pai... — diz Beatriz e o abraça.

– Calma minha filha, papai te ama — diz Geraldo, e alguns vasos do cemitério, e dos vidros dos carros quebram.

Na casa dos Saraivah... As meninas tinham acabado de chegar do colégio e foram falar com o pai.

– Pai — diz Tatiane, chegando correndo até o pai, junto a sua irmã.

– Posso saber por que essas carinhas? — pergunta Cícero.

– Aconteceu uma coisa hoje no colégio — diz Viviane.

– Oque aconteceu? — pergunta Cícero.

– A minha professora Clara descobriu hoje que eu tenho asas — diz Tatiane.

– Me conta direito essa historia — diz Cícero.

– Ela tentou tirar minha camisa — diz Tatiane.

– E por que ela fez isso? — pergunta Cícero.

– Ela disse que a corcunda da Tati tava muito grande, e queria olhar — diz Viviane.

– E ela viu suas asas? — pergunta Cícero.

– Eu não deixei pai — diz Tatiane.

– Mas ela disse que vai ter que fazer exame medico — diz Viviane.

– Afinal das contas a professora tirou ou não a sua blusa? — pergunta Cícero.

– Não, não deixei — diz Tatiane.

– Então ela não viu as suas asas — diz Cícero.

– Mas ela botou as mãos em minhas costas — diz Tatiane.

– Escute, ninguém pode ver suas asinhas , entendeu? — pergunta Cícero.

– Mas ela disse que o doutor vai ter que olhar — diz Tatiane.

– Agora todos vão descobrir que ela tem asas — diz Viviane.

– Ninguém vai descobrir nada por que eu não vou permitir — diz Cicero.

– Eu tô com medo pai — diz Tatiane.

– Medo do que? De que você tem medo? Quer saber? Ninguém vai a escola mais — diz Cícero.

– Não posso faltar a escola todo dia — diz Tatiane.

– Eu sei, mas você vai ter que sair desse colégio — diz Cícero.

– Não, eu não quero sair da escola — diz Tatiane.

– Eu sei filha, mas não tem outro jeito, se você continuar indo todos vão saber que você tem um par de asas, e isso é perigoso, e não quero que nada aconteça — diz Cícero.

– Porque é perigoso pai? — pergunta Tatiane.

– Por quê ninguém tem asas, você conhece alguma criança que tem asas? Mas você vai continuar estudando meu amor, só que aqui em casa, vou te ensinar a ler e escrever, acredita no pai — diz Cícero e abraça a filha.

No avião...

Geraldo estava andando com um copo d'água pelo avião até seu assento, o avião já estava no ar... no céu, indo rumo a o seu local de viagem...

– Quer um copo d'água filha? — pergunta Geraldo.

– Não quero não pai, falta muito? — pergunta Beatriz.

– Mais algumas horinhas e a gente está chegando em Miami — diz Geraldo, e logo uma aeromoça passa ali e Geraldo pede que ela leve o copo d'água, e Geraldo senta-se junto a filha.

Próximo dali estava Jonathan, que parou quase perto de Beatriz e Geraldo e os observou, assim que o Jonathan passa pelo assento deles, ele vira a cara para que a garota não o reconhecesse, oque foi em vão, assim que ele passou atraiu a atenção da garota que logo lembrou...

"Flash-Back ON :

– Com licença, um bombom delicioso pra essa menina bonita, cortesia pra você — diz Jonathan deixando um bombom acima da mesa onde elas estavam, e Jonathan logo sai, mas fica de olho pra ver se realmente a garota comera.

– Não quer bombom? — pergunta Sonia.

– Não mãe, só quero sorvete — diz Beatriz.

– Eu resisti a o sorvete, mas não a o bombom, não quer nenhum pedacinho? — pergunta Sonia, e a filha nega com a cabeça, e Sonia e logo pega o bombom e o morde, o Jonathan observa a cena de longe, o plano deu errado — Tá uma delicia.

– Eu ainda quero mais sorvete — diz Beatriz fazendo bico.

– Só amanhã tá? — pergunta Sonia, que logo faz uma cara agoniada — Garçom, um café por favor — pede Sonia a um garçom, e ele concorda com a cabeça e vai buscar, e a Sonia bebe um pouco de água que estava sobre a mesa, e logo o garçom chega com o café e a entrega — Obrigada — diz Sonia, e o garçom se vai, Beatriz observa a mãe, pois tinha visto uma lagrima rolar em seu rosto, Sonia bebe o café e o café acaba caindo no chão.

– Mãe? Oque foi? — pergunta Beatriz se levantando.

– Uma dor... Uma dor muito estranha, muito forte — diz Sonia com seus olhos marejados, Sonia tenta se levantar e acaba caindo no chão.

– Mãe? MÃE — grita Beatriz assim que sua mãe cai — P-PAI PAI — grita Bia chamando seu pai para que aparecesse.

Flash-Back OFF."

e assim que Beatriz lembra, grita no mesmo momento pelas lembranças e por ver o assassino que supostamente matou a sua mãe, vidros de maquiagens de algumas senhoras que se maquiavam quebraram, e a luz do avião começou a falhar um pouco.

– Bia — reclama Geraldo, e a abraça.

– O assassino da mamãe, ele tá no avião — diz Beatriz com os olhos fechados.

– Oque você disse? — pergunta Geraldo.

– O homem que trouxe o bombom com veneno pra mamãe, ele tá aqui no avião — diz Beatriz.

– Onde? — pergunta Geraldo.

– Ele tava aqui quase agora do meu lado, no corredor, olhando pra mim — diz Beatriz.

– Deve ter sido um pesadelo — diz Geraldo.

– Não pai, ele quer me matar, ele vai matar a gente — diz Beatriz.

– Pessoal acalmem se, o avião caminhara normalmente até Miami — diz a aeromoça, e todos ficam felizes menos Beatriz que continua assustada.

– Me mostra onde ele está Bia — diz Geraldo, e a Bia se levanta e procura a o redor, e sem sinal do homem.

– Não tô vendo ele não — diz Beatriz.

– Vai descansar, foi só um sonho — diz Geraldo.

– Não pai, você não tá entendendo, tô com medo dele me envenenar também — diz Beatriz.

– Você tá morrendo de sono — diz Geraldo.

– Não posso dormir pai — diz Beatriz.

– Pode — diz Geraldo.

– Tô com medo pai — diz Beatriz.

– Troca de lugar, vem — diz Geraldo, que troca de lugar com a filha.

Horas depois o avião chega a o aeroporto de Miami e todos descem, Geraldo vai com sua filha se hospedar em um hotel, e liga para o doutor Walker.

Ligação on:

– Hi? — diz o doutor Walker.

– Hello? doctor Walker? — pergunta Geraldo.

– Yes, who are you? — pergunta Walker.

– Geraldo Chaddad — diz Geraldo.

– Geraldo, you're in Miami? — pergunta Walker.

– Yes, my daughter and I are staying in a hotel — diz Geraldo.

– I have very important things to talk to you, will you send a message with the address of the where I am, come urgently — diz Walker.

– Okay — diz Geraldo

Ligação Off.

– O doutor Walker disse que tem coisas muito importantes pra falar pra gente — diz Geraldo

Depois de uma conversa, eles saem do hotel, compram uma lancha e saem seguindo viagem para onde o doutor Walker tinha dito por mensagem, encontraram o Walker, Beatriz não entendia nada da conversa de seu pai com o doutor que só falavam em inglês, até que o doutor mostrou uma foto de uma senhora no notebook.

– Quem é essa pai? — pergunta Beatriz.

– É uma doutora que trabalha com modificação genética de organismos — diz Geraldo.

– Oque é que são organismos geneticamente modificados? — pergunta Beatriz.

– São uma especie de transformação, de mutação em seres vivos — diz Geraldo.

– Esse homem é aquele cara que aparece na foto do livro da mamãe né? — pergunta Beatriz.

– Isso filha, é o doutor Walker — diz Geraldo.

– This scientist was working on a very large company clinic a buzzer call progenese — diz o doutor Walker.

– O doutor Walker disse que essa cientista trabalhava numa clinica de empresa muito grande, uma companhia chamada progênese — diz Geraldo.

– Progênese, já ouvi esse nome — diz Beatriz.

– Quando eu e sua mãe queríamos ter você, nos procuramos essa clinica, progênese — diz Geraldo.

– Pra que ? — pergunta Beatriz.

– Sua mãe tinha problemas para engravidar, e ela precisava se preparar para ter você — diz Geraldo.

– I believe this scientist created a mutant of clinical progêneses in Guaruja — diz o doutor Walker.

– O doutor Walker acredita que essa cientista criou mutantes numa clinica da progêneses no Guarujá, no litoral de São Paulo — diz Geraldo.

– This is Sócrates Maia the creator and founder of Progêneses — diz o doutor Walker mostrando um velho no notebook.

– Quem é esse ? — pergunta Beatriz.

– Esse é o Sócrates Maia o criador e fundador da Progêneses — diz Geraldo.

– And he is dead — diz o doutor Walker.

– Ele está morto — diz Geraldo.

– Por que ? — pergunta Beatriz.

– Someone is hiding their history of mutants — diz o doutor Walker.

– O doutor Walker não tem certeza mas acha que estão tentando abafar essa historia dos mutantes — diz Geraldo.

– Some mutants disappeared — diz o doutor Walker.

– Alguns mutantes desapareceram — diz Geraldo.

– All mutants are in danger — diz o doutor Walker.

– Todos os mutantes estão em perigo — diz Geraldo.

– Take good care of her, she is in danger, very mutants in Brazil — diz o doutor Walker, entregando um pen-drive ao Geraldo, que entrega para a Beatriz.

– Ele disse que a muitos mutantes no Brasil — diz Geraldo.

– Excuse me, now I have to go, but maybe we can see before you return to Brazil, and I can do a little test in her telekinetic powers, maybe we can see in tomorrow afternoon, if possible — diz o doutor Walker.

– See you tomorrow — diz Geraldo.

– Thank you — diz o doutor Walker.

– Tchau — diz Beatriz, e o velhinho Walker vai embora.

– Ele disse filha que antes que a gente volte para o Brasil ele quer nos ver de novo para testar seus poderes telecinéticos — diz Geraldo.

– Poderes telecinéticos? — pergunta Beatriz.

– Sim, esses seus poderes de mover objetos a distancia, só com os poderes da mente — diz Geraldo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.