Mutant World
43 O Início do Confronto Final
Notas iniciais
O sangue escorrendo do corpo de Narcisa manchou o chão do laboratório no momento em que os mutantes pisaram nele. Cato, desesperado, carregava a mãe desorientada em seus braços; o medo de perdê-la crescia incontrolavelmente dentro dele, e já se tornava maior do que o próprio medo do desconhecido que enfrentariam naquele lugar.
O desespero era enorme, mas o sentimento de revolta era ainda maior. A certeza que tinham era de que algo inimaginável estava pra acontecer, e isso só aumentava ainda mais o terror que os percorria.
– E agora, o quê que a gente faz? — Harry ofegava descompassadamente, enquanto olhava freneticamente laboratório a fora.
– A gente precisa achar a Bellatrix. — Draco rangiu os dentes, a arma que ele segurava estava apontada frente a seu corpo, seu olhar procurava desesperado por um sinal da médica, ou de Luna.
– O por.. — A voz rouca de Narcisa despertou a atenção do grupo, que a olhou imediatamente nos braços de Cato. Os braços do garoto já estavam ensaguentados.
– Mãe, o que você disse? — Draco se aproximou imediatamente, e tocou a testa da matriarca com a palma da mão; ela suava frio.
– O porão. — Narcisa pigarreou e tossiu. — Ela deve es-estar lá. — A mulher ergueu o braço e tocou a mão de Draco que estava por sobre sua testa. — E Luna também. — Draco então, assentiu para a mãe e soltou sua respiração quente.
– Escuta aqui, SUA VACA! — O loiro Malfoy se afastou dos amigos e caminhou pelo laboratório, observando os vários corredores de luzes avermelhadas. — O seu problema é com a gente, e nosso problema é com você. — Ele ergueu a voz o máximo que pôde, furioso. — Eu acho bom você deixar a Luna em paz, TÁ ME OUVINDO? — E berrou, baixando a arma do ar e abrindo uma palma da mão, concentrando sua mente e lançando raios elétricos contra as paredes do laboratório. Faíscas voaram pelos cantos; Cato se afastou agilmente com a mãe nos braços, e o resto do grupo recuou, protegendo seus rostos.
– Ela tá perdendo muito sangue. — Cato virou-se para os amigos, o tom de sua voz denunciou sua plena tensão.
– É melhor a gente se dividir e procurar por ela. — Clove sugeriu, nervosa.
– Nem pensar! — Harry argumentou imediatamente, e entrou na frente da irmã. — A gente não vai se separar, é muito mais perigoso.
– Ele tá certo, Clove. — Rony tentava manter sua racionalidade.
– Essas sirenes infernais estão me matando. — Gina segurou a cabeça com as mãos e mordeu a boca.
– Narcisa, você não sabe onde fica esse porão? — Rony caminhou até Cato, e olhou a mulher que tinha os olhos fechados e uma expressão facial dolorosa.
– Mãe? — Depois de vários segundos sem resposta, Cato balançou o corpo de Narcisa; e ela sequer se moveu. — Mãe? Mãe! — Cato chacoalhou a mãe, e viu Rony tocar o rosto da mulher; os outros amigos se aproximaram ligeiramente.
– Mãe, fala comigo! — Pediu Draco, segurando uma mão de Narcisa.
– Ela não.. — Rose levou a mão ao peito e prendeu a respiração quando viu Narcisa inerte ao chamado dos filhos.
– Não, não! — Draco imediatamente repreendeu o término daquela frase.
– Eu acho que ela desmaiou. — Hermione tentou sentir a respiração de Narcisa por baixo da nariz da mulher, e viu que Narcisa continuava viva. — Ela desmaiou.
– Precisamos achar a Bellatrix agora! — Gina alertou-os, e percebeu concordância imediata dos amigos.
– Vamos tentar a sorte naquele corredor. — Scorpius apontou para o terceiro corredor à direita do laboratório, onde ele se lembrava de ter estado e encontrado Severo Snape em uma das celas. — Não é muito desconhecido pra mim, e acho que é onde vai nos levar ao laboratório.
– Como pode saber? — Hermione o olhou, tensa.
– Encontrei Snape lá. Algo me diz que ele é mais do que um prisioneiro da Bellatrix, então ela o manteria próximo. — Scorpius pareceu racional.
– É um bom palpite. — Rose concordou, imediatamente.
– Então vamos. — Cato passou a frente com a mãe nos braços, percebeu Clove ir atrás no mesmo instante.
– Scorpius, não sai de perto da gente. — Rony segurou o garoto pelo braço antes de deixá-lo seguir rumo pelo corredor. — Vamos precisar que hipnotize o máximo de pessoas possíveis.
– Eu sei. — Assentindo, o loiro foi solto e seguiu a trilha pelo corredor, atrás de Rose.
– Pessoal, eu acho que não vamos conseguir passar. — Cato paralisou e fez todo o grupo se assustar.
Rony e Hermione deixaram a passagem do corredor livre para os outros voltarem, e fizeram isso pé por pé. Quando a visão do corredor estava livre, o grupo observou as portas de cela por cela serem abertas, libertando mutante por mutante que viveram presos naquele ilha por anos.
– E agora? — Rose cochichou, desesperada.
– Olhem! — Uma voz grossa ecoou pelas paredes do corredor, quando todos os mutantes presos saíram das celas. — Acho que temos visitas. — E o sorriso nos lábios de um homem barbudo e com dentes afiados arrepiou o corpo de Hermione.
– Droga, a gente tá ferrado. — A morena grunhiu, estupefata.
– Cato, segue pelo corredor do lado e procura a Bellatrix, sua mãe precisa dela mais do que nunca. — Harry mandou, enquanto rodava os olhos em volta do laboratório.
– Os outros corredores também estão lotados de mutantes. — Hermione rebateu prontamente, alarmada.
– Não, esse ainda não. — Harry retrucou de imediato. — Vai Cato, se você for rápido consegue passar antes das celas se abrirem. — Quando o moreno avisou, Cato assentiu e respirou fundo, passando por trás do grupo estreitamente, receoso de qualquer ataque.
– Cato, eu vou com você. — Clove segurou-o pelo braço quando percebeu que ele iria se arriscar apenas junto à Draco.
– Clove, você vai ficar! — Harry quase gritou, desesperando ainda mais a atenção dos mutantes do laboratório que pareciam estar se reunindo para o ataque.
– Ele precisa de mim, e eu não vou deixar ele sozinho. — Cuspindo as palavras e apontando o dedo para o peito do irmão, Clove respirou fundo e seguiu Cato e Draco pelo corredor vizinho, deixando Harry sem ter o que dizer.
– E a gente, o que faz? — Gina trincou os dentes, quando viu os passos dos mutantes selvagens pelo corredor, se aproximando do grupo.
– O que sabemos fazer. — Scorpius alertou a todos. — A gente luta.
– Não, a gente vai perder. — Harry foi sensato.
– Temos que fugir desse banho de sangue. — Um rugido ecoou pelo corredor e Rose tremeu.
– Tarde demais pra dizer isso. — Gina virou-se para a entrada do laboratório quando o som de metal rangindo cortou o som das sirenes ensurdecedoras, e a porta atrás dele se fechou, trancando-os ali.
– O QUE A GENTE FAZ? — Hermione gritou e subitamente surgiu um homem frente a ela, empurrando o corpo da garota para o chão e pulando sobre ele.
– HERMIONE! — Rony gritou, e o grito dela se misturou com o dele, quando o homem sobre o corpo da morena agarrou-a pelos braços e rasgou a pele de Hermione com as unhas enormes e afiadas que possuía nas mãos. Hermione gritou e chutou as pernas do mutante, enquanto sentia sua pele arder dolorosamente.
– Filho da puta! — Ela gritou e começou a se debater e tentar empurrar para longe o rosto do homem, que a mostrava as garras afiadas e teimava em abocanhá-la no pescoço.
– Desgraçado! — Rony correu para impedir, mas sentiu algo subitamente prender suas pernas e caiu no chão no instante seguinte, sem equilíbrio.
O ombro do ruivo bateu contra o chão duro e ele mordeu a boca contendo a dor que o atingiu. Quando olhou para as pernas, viu que estavam envolvidas por teias de aranhas super resistentes, já que tentou arduamente se livrar daquela armadilha. Rony correu os olhos pelo laboratório e viu o que jurava não querer voltar a assistir: os amigos em apuros enfrentando monstros que queriam matá-los a mando de Bellatrix. Nesse segundo de distração, Rony sentiu um chute nas pernas e bufou em revolta, vendo uma garota caminhar para perto dele, com um sorriso traiçoeiro nos lábios.
– Mas que merda é essa? — Rony franziu todo o rosto em repulsa quando viu as mãos da garota expelindo teia de aranha sobre ele.
– Nunca viu uma aranha antes? — A garota brincou, maliciosamente, e sentou-se sobre as pernas de Rony, socando-lhe o rosto em seguida.
– Que aranha mais vagabunda. — Cuspiu as palavras enquanto sentia sua boca ser cortada com mais um soco que recebeu da mutante. Esfregando freneticamente as pernas uma da outra, Rony começou a se contorcer embaixo da mutante aranha quando teve os braços presos pela teia dela.
– Nem pensar! — Ela empurrou-o pelos ombros, quando Rony arqueou o corpo em um solavanco e tentou se livrar da mutante. — Você não vai a lugar algum.
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– Por que você me trouxe pra cá? — Luna, sentada no canto da sela onde estava presa, abraçava os próprios braços e encarava Bellatrix Lestrange mexer em uma seringa que retirara há poucos do bolso de seu jaleco.
– Porque você é a minha melhor conquista. — Depois de alguns segundos, enchendo a seringa com um líquido amarelo, Bellatrix olhou a loira e sorriu para ela. Luna engoliu em seco e sentiu uma lágrima salgada correr por sobre seus lábios.
– O que vai fazer comigo? — Luna apertou os próprios braços quando viu Bellatrix se aproximar, com a seringa na mão.
– Acha que eu vou te machucar? — Bellatrix olhou a garota nos olhos, intensamente. Seus cabelos negros encaracolados estavam em total contraste com seu jaleco branco, e o sorriso nos lábios da médica era misterioso.
– Você é louca. — Luna retrucou, e viu-a soltar uma risadinha desdenhosa. — Eu espero qualquer coisa de você.
– Eu nunca quis machucar os meus bebês. — Bellatrix explicou, depois de alguns segundos de silêncio. A mulher olhava Luna, mas o olhar de Luna era virado contra ela.
– Não somos seus bebês. — Indignada, a loira cuspiu as palavras. — Não somos nada de você.
– Eu criei vocês. — Imediatamente, Bellatrix contrapôs. O sorriso nos lábios da mulher se fechou, e ela agachou frente à Luna. — Vocês pertencem a mim.
– Você tá errada. — Luna ergueu o tom de voz e voltou a olhar Bellatrix, revoltada. — Você destruiu as nossas vidas. Você é um mostro.
– Eu ainda não entendo porque me odeiam tanto. — Bellatrix tentou parecer sincera, mas fez Luna rir debochadamente, em meio à mais uma lágrima que molhava o rosto da loira. — Eu permiti que vocês fossem superiores.
– Você não tinha o direito. — Retrucou Luna, plenamente chateada.
– Olha pra você... — Admirando o rosto de Luna, a médica levou uma mão até o rosto da garoto e tocou a bochecha dela com o polegar. Luna reagiu imediatamente, estapeou o braço de Bellatrix, mas foi presa pela mão livre da médica — que soltou a seringa no chão — no mesmo instante. Então, Bellatrix acariciou o rosto de Luna, olhando a garota da cura nos olhos. A repulsa que Luna sentia era extrema. — é tão bonita e tão poderosa. Lovegood, você pode falar com animais, controlar a mente deles. Você pode curar as pessoas. Você curou os seus amigos.
– Controlar a mente deles? — Luna pareceu surpresa. — Como eu nunca consegui fazer isso antes?
– Vocês não fazem ideia do que são capazes de fazer, se trabalharem nos poderes que tem. Deveriam se sentir orgulhosos, você principalmente. — A mulher disse em tom de voz superior.
– Orgulhosa? — Luna se indignou ainda mais. — Foi por sua causa que eles quase morreram. Você matou aquela criança, e a Lilá também.
– Ah, Lilá. — Bellatrix voltou a sorrir, relembrando da menina. Luna bufou, ainda sentindo a mão da médica em contato com seu rosto. — Ela também era muito poderosa. Mas não foi o suficiente, e não sobreviveu. Acontece!
– Você é maluca. — Luna cuspiu as palavras, chorando silenciosamente. — Você quer ver todos nós mortos.
– Depois de tudo o que vocês fizeram? — Bellatrix segurou o queixo de Luna e fez-na a olhar nos fixamente. — Talvez.
– Um dos seus policiais quase matou o Draco uma vez, e se acontecer alguma coisa com ele de novo, eu acabo com você. — A loira praguejou, frente a frente com Bellatrix.
– O seu namoradinho? — Sorrindo, a médica soltou o rosto de Luna, mas não se moveu do lugar. — Ele é lindo, não é? Viu, só? Você deveria me agradecer. Se não fosse eu, vocês não teriam se conhecido.
– Sua doente. — Luna se irritou ainda mais. — Me diz uma coisa, doutora.. como o Cato conseguiu trazer a Clove de volta depois daquele tiro que ela levou?
– Eu sempre soube que você era esperta. — Bellatrix analisou Luna. — Mas não sabia que era tanto. Como sabe que foi ele?
– Sei que não foi eu. Com o Draco eu senti.. mas com a Clove, não. Não a curei totalmente, não a trouxe de volta. — Luna estava extremamente séria. — Foi ele, não foi?
– Meu garoto de ouro. — Bellatrix suspirou, entre um sorriso orgulhoso. — Ele é tão especial.. consegue se regenerar, e pelo que vemos, curou alguém.
– Não faz sentido. — Luna balançou a cabeça. — Ele trouxe ela de volta, e sei que a conexão entre os dois é enorme. Mas isso é forte demais.
– Cato é mais poderoso do que você pensa. O metabolismo dele é um dos mais avançados que eu consegui fazer, e as células-tronco que ele possui.. oh, são mágicas! Quanto maior o laço de duas pessoas mutantes, mais chances eles tem de dominarem juntos seus poderes, e transferirem os benefícios um pro outro. Cato está ligado em Clove, e só ele poderia trazê-la de volta. Assim como você e Draco. Não quero dizer que planejei o romance de todos vocês, mas eu sabia que, do grupo de vocês, teria muitos laços poderosos. Incrível, não é? — Bellatrix continuou com seu sorriso de orgulho.
– Você não tem o direito de fazer o que tá fazendo com a gente. Como você consegue? — A loira se indignava cada vez mais.
– Minha consciência é super limpa. — Bellatrix mordeu a boca enquanto sorria cinicamente. A mulher soltou o braço de Luna e procurou por sua seringa no chão, logo achando-a e pegando-a de volta. Luna voltou a se encolher quando a mulher aproximou o objeto do rosto da mutante. — Sabe pra quem é isso aqui?
– O que tem ai dentro? — Luna rangiu os dentes, vendo a agulha próxima de seu rosto.
– Não tem que se preocupar com o que tem aqui dentro. — Bellatrix inclinou um pouco a cabeça pro lado e continuou a sorrir sinistramente. — Tem que se preocupar com quem vai ser presenteado com essa seringa. Talvez eu comece com o seu namoradinho, ele anda fazendo uma bagunça no meu laboratório.
* — Deixa o Draco em paz! — Luna gritou, levantando do chão no instante seguinte em que Bellatrix lhe deu as costas. Correndo para atacar a mulher, Luna paralisou quando a médica se virou abruptamente e agarrou os cabelos da nuca da loira, aproximando os dois corpos e mirando a seringa no braço da mutante. Luna começou a ofegar descompassadamente.
– No próximo movimento eu enfio essa agulha dentro de você e adeus poderes mutantes. — Praguejando o mais próxima possível do ouvido de Luna, Bellatrix alertou-a imediatamente assim que prendeu o corpo da garota. A mão da médica que puxava os cabelos da loira afrouxou os dedos e libertou Luna, que estava estupefata.
– Esse líquido na seringa acaba com nossos poderes? — Luna pareceu perplexa.
– Não totalmente. — Bellatrix deu as costas para a loira e voltou a analisar a seringa em suas próprias mãos. — Mas cancela seus poderes por várias e várias horas. Olha que chato.. — Debochou, ainda de costas, mas virou o rosto para poder observar Luna, que estava abismada. — vivem reclamando de ser mutantes, mas aposto que iriam odiar se eu retirasse seus poderes.. não iam, lindinha?
– Essa não é a questão. — Luna retrucou, baixando seu olhar e respirando pesadamente. — Você quer deixar a gente sem defesa. Você quer que ninguém de nós tenha chance de sobreviver.
– Vocês foram muito malvados com meus mutantes. — Bellatrix virou-se de frente e torceu os lábios. — Mutantes que eu cuidei com tanto carinho.. vocês simplesmente mataram eles.
– Eles nos atacaram. — Retrucou Luna, imediatamente. — A mando seu!
– É, e felizmente vocês fizeram exatamente o que eu queria que fizessem. — O sorriso psicótico voltou a curvar os lábios da médica.
– O que quer dizer? — Luna ergueu o olhar e encarou, furiosa, a expressão vitoriosa de Bellatrix Lestrange.
– Quero dizer que vocês se mostraram melhor, e aquele foi o primeiro teste de vocês. — Sorrindo, a mulher deslizou um dedo pela seringa. — E esse é o teste final.
– Vai tirar nossos poderes e quer que a gente lute com os outros mutantes? — Incrédula, Luna limpou outra lágrima silenciosa que desceu por seu rosto.
– Será que vocês são tão bons assim? — Bellatrix encolheu os ombros e sorriu cinicamente, sem mostrar os dentes.
– Você não pode fazer isso. — Luna estava em choque.
– Lindinha.. eu já estou fazendo. — A mulher riu incontrolavelmente e voltou a dar as costas para Luna, dessa vez se dirigindo para fora da cela. — Você vai ficar aqui, e eu vou te poupar dessa seringa por enquanto.. se seus amigos conseguirem, eu solto você. Mas se eles não conseguirem, você vai ficar aqui comigo. — Dando seu último aviso, Bellatrix tocou a porta acústica de vidro e sua impressão digital acionou a abertura da cela, e sua passagem foi concedida. Luna ouviu por poucos segundos o barulho das sirenes misturado à gritos e rugidos, e a porta da cela voltou a se trancar, deixando Luna completamente impotente naquele lugar.
Seria o fim de todos eles? Aquele seria o fim de todos eles? Depois de tanta luta?
Luna simplesmente não aceitaria.
Ela precisava sair dali.
x x x x x x
– Vocês tão ouvindo? — Draco corria à passos e tropeços pelo corredor junto do irmão e de Clove; Narcisa continuava desacordada sobre os braços do mais velho e o sangramento parecia ter cessado, mas ela havia perdido sangue o suficiente para deixar todos extremamente preocupados.
– Está acontecendo. — Clove pigarreou, enquanto corria e tornava a girar o pescoço para trás, torcendo para que as celas daquele corredor não fossem abertas enquanto eles não saíssem dali e achassem Bellatrix. — Eles estão lutando. Espero que o Harry consiga escapar. — A morena desejou profundamente.
– Todos eles precisam escapar. — Cato adicionou, estasiado. O peso do corpo de sua mãe estava incomodando-o nos braços, que já ficavam dormentes, e os passos largo que ele dava pelo corredor denunciavam seu pleno desespero. Era como um beco sem saída aquela enrascada na qual tinham se metido.
– Onde essa maluca se meteu? — Draco parecia ainda mais desesperado. Sentia um ódio enorme em saber que sua mãe estava desacordada correndo riscos de vida, e Luna, desaparecida no meio daquele inferno. Se encontrasse Bellatrix, acertaria todas as contas que sempre precisou acertar, de uma só vez.
– Ali. — Clove subitamente apontou para o final do corredor, e os garotos forçaram os olhos para enxergar em meio àquela escuridão em tons avermelhados. — Uma pessoa de branco, é ela, só pode ser. — Os passos dos três aceleraram e eles começaram a correr de encontro a mulher, que quando os viu, paralisou.
– Fica parada aí, doutora. — Ordenou Draco, mirando sua arma para Bellatrix; a mulher, mais ágil do eles imaginavam, bateu a mão contra um botão vermelho preso à parede, e o som de portas se abrindo alarmou os mutantes, que giraram seus corpos imediatamente, e observaram mais mutantes selvagens do laboratório escapando das celas.
– Ferrou, vamos dar o fora. — Clove gritou em meio ao som das sirenes, e os três giraram os corpos novamente, percebendo o vulto de Bellatrix fugindo pelo fim do corredor.
E a perseguição por Bellatrix havia começado.
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