Mutant World

43 O Início do Confronto Final


Notas iniciais
Pessoaaaaal, aqui estou eu! Sei que prometi postar um novo capítulo na semana passada, mas eu cheguei de viagem e descobri que estava com várias notas vermelhas na escola (carinha de pânico), então tive que me esforçar pra recuperar (e ufa, recuperei!). Mas cá estou eu, com capítulo novo pra vocês. Espero realmente que gostem, já está batendo uma dorzinha no meu peito por escrever essas cenas finais. Coloquem play ao verem o sinalzinho * https://www.youtube.com/watch?v=2YY1sSOKyqk

O sangue escorrendo do corpo de Narcisa manchou o chão do laboratório no momento em que os mutantes pisaram nele. Cato, desesperado, carregava a mãe desorientada em seus braços; o medo de perdê-la crescia incontrolavelmente dentro dele, e já se tornava maior do que o próprio medo do desconhecido que enfrentariam naquele lugar.

O desespero era enorme, mas o sentimento de revolta era ainda maior. A certeza que tinham era de que algo inimaginável estava pra acontecer, e isso só aumentava ainda mais o terror que os percorria.

– E agora, o quê que a gente faz? — Harry ofegava descompassadamente, enquanto olhava freneticamente laboratório a fora.

– A gente precisa achar a Bellatrix. — Draco rangiu os dentes, a arma que ele segurava estava apontada frente a seu corpo, seu olhar procurava desesperado por um sinal da médica, ou de Luna.

– O por.. — A voz rouca de Narcisa despertou a atenção do grupo, que a olhou imediatamente nos braços de Cato. Os braços do garoto já estavam ensaguentados.

– Mãe, o que você disse? — Draco se aproximou imediatamente, e tocou a testa da matriarca com a palma da mão; ela suava frio.

– O porão. — Narcisa pigarreou e tossiu. — Ela deve es-estar lá. — A mulher ergueu o braço e tocou a mão de Draco que estava por sobre sua testa. — E Luna também. — Draco então, assentiu para a mãe e soltou sua respiração quente.

– Escuta aqui, SUA VACA! — O loiro Malfoy se afastou dos amigos e caminhou pelo laboratório, observando os vários corredores de luzes avermelhadas. — O seu problema é com a gente, e nosso problema é com você. — Ele ergueu a voz o máximo que pôde, furioso. — Eu acho bom você deixar a Luna em paz, TÁ ME OUVINDO? — E berrou, baixando a arma do ar e abrindo uma palma da mão, concentrando sua mente e lançando raios elétricos contra as paredes do laboratório. Faíscas voaram pelos cantos; Cato se afastou agilmente com a mãe nos braços, e o resto do grupo recuou, protegendo seus rostos.

– Ela tá perdendo muito sangue. — Cato virou-se para os amigos, o tom de sua voz denunciou sua plena tensão.

– É melhor a gente se dividir e procurar por ela. — Clove sugeriu, nervosa.

– Nem pensar! — Harry argumentou imediatamente, e entrou na frente da irmã. — A gente não vai se separar, é muito mais perigoso.

– Ele tá certo, Clove. — Rony tentava manter sua racionalidade.

– Essas sirenes infernais estão me matando. — Gina segurou a cabeça com as mãos e mordeu a boca.

– Narcisa, você não sabe onde fica esse porão? — Rony caminhou até Cato, e olhou a mulher que tinha os olhos fechados e uma expressão facial dolorosa.

– Mãe? — Depois de vários segundos sem resposta, Cato balançou o corpo de Narcisa; e ela sequer se moveu. — Mãe? Mãe! — Cato chacoalhou a mãe, e viu Rony tocar o rosto da mulher; os outros amigos se aproximaram ligeiramente.

– Mãe, fala comigo! — Pediu Draco, segurando uma mão de Narcisa.

– Ela não.. — Rose levou a mão ao peito e prendeu a respiração quando viu Narcisa inerte ao chamado dos filhos.

– Não, não! — Draco imediatamente repreendeu o término daquela frase.

– Eu acho que ela desmaiou. — Hermione tentou sentir a respiração de Narcisa por baixo da nariz da mulher, e viu que Narcisa continuava viva. — Ela desmaiou.

– Precisamos achar a Bellatrix agora! — Gina alertou-os, e percebeu concordância imediata dos amigos.

– Vamos tentar a sorte naquele corredor. — Scorpius apontou para o terceiro corredor à direita do laboratório, onde ele se lembrava de ter estado e encontrado Severo Snape em uma das celas. — Não é muito desconhecido pra mim, e acho que é onde vai nos levar ao laboratório.

– Como pode saber? — Hermione o olhou, tensa.

– Encontrei Snape lá. Algo me diz que ele é mais do que um prisioneiro da Bellatrix, então ela o manteria próximo. — Scorpius pareceu racional.

– É um bom palpite. — Rose concordou, imediatamente.

– Então vamos. — Cato passou a frente com a mãe nos braços, percebeu Clove ir atrás no mesmo instante.

– Scorpius, não sai de perto da gente. — Rony segurou o garoto pelo braço antes de deixá-lo seguir rumo pelo corredor. — Vamos precisar que hipnotize o máximo de pessoas possíveis.

– Eu sei. — Assentindo, o loiro foi solto e seguiu a trilha pelo corredor, atrás de Rose.

– Pessoal, eu acho que não vamos conseguir passar. — Cato paralisou e fez todo o grupo se assustar.

Rony e Hermione deixaram a passagem do corredor livre para os outros voltarem, e fizeram isso pé por pé. Quando a visão do corredor estava livre, o grupo observou as portas de cela por cela serem abertas, libertando mutante por mutante que viveram presos naquele ilha por anos.

– E agora? — Rose cochichou, desesperada.

– Olhem! — Uma voz grossa ecoou pelas paredes do corredor, quando todos os mutantes presos saíram das celas. — Acho que temos visitas. — E o sorriso nos lábios de um homem barbudo e com dentes afiados arrepiou o corpo de Hermione.

– Droga, a gente tá ferrado. — A morena grunhiu, estupefata.

– Cato, segue pelo corredor do lado e procura a Bellatrix, sua mãe precisa dela mais do que nunca. — Harry mandou, enquanto rodava os olhos em volta do laboratório.

– Os outros corredores também estão lotados de mutantes. — Hermione rebateu prontamente, alarmada.

– Não, esse ainda não. — Harry retrucou de imediato. — Vai Cato, se você for rápido consegue passar antes das celas se abrirem. — Quando o moreno avisou, Cato assentiu e respirou fundo, passando por trás do grupo estreitamente, receoso de qualquer ataque.

– Cato, eu vou com você. — Clove segurou-o pelo braço quando percebeu que ele iria se arriscar apenas junto à Draco.

– Clove, você vai ficar! — Harry quase gritou, desesperando ainda mais a atenção dos mutantes do laboratório que pareciam estar se reunindo para o ataque.

– Ele precisa de mim, e eu não vou deixar ele sozinho. — Cuspindo as palavras e apontando o dedo para o peito do irmão, Clove respirou fundo e seguiu Cato e Draco pelo corredor vizinho, deixando Harry sem ter o que dizer.

– E a gente, o que faz? — Gina trincou os dentes, quando viu os passos dos mutantes selvagens pelo corredor, se aproximando do grupo.

– O que sabemos fazer. — Scorpius alertou a todos. — A gente luta.

– Não, a gente vai perder. — Harry foi sensato.

– Temos que fugir desse banho de sangue. — Um rugido ecoou pelo corredor e Rose tremeu.

– Tarde demais pra dizer isso. — Gina virou-se para a entrada do laboratório quando o som de metal rangindo cortou o som das sirenes ensurdecedoras, e a porta atrás dele se fechou, trancando-os ali.

– O QUE A GENTE FAZ? — Hermione gritou e subitamente surgiu um homem frente a ela, empurrando o corpo da garota para o chão e pulando sobre ele.

– HERMIONE! — Rony gritou, e o grito dela se misturou com o dele, quando o homem sobre o corpo da morena agarrou-a pelos braços e rasgou a pele de Hermione com as unhas enormes e afiadas que possuía nas mãos. Hermione gritou e chutou as pernas do mutante, enquanto sentia sua pele arder dolorosamente.

– Filho da puta! — Ela gritou e começou a se debater e tentar empurrar para longe o rosto do homem, que a mostrava as garras afiadas e teimava em abocanhá-la no pescoço.

– Desgraçado! — Rony correu para impedir, mas sentiu algo subitamente prender suas pernas e caiu no chão no instante seguinte, sem equilíbrio.

O ombro do ruivo bateu contra o chão duro e ele mordeu a boca contendo a dor que o atingiu. Quando olhou para as pernas, viu que estavam envolvidas por teias de aranhas super resistentes, já que tentou arduamente se livrar daquela armadilha. Rony correu os olhos pelo laboratório e viu o que jurava não querer voltar a assistir: os amigos em apuros enfrentando monstros que queriam matá-los a mando de Bellatrix. Nesse segundo de distração, Rony sentiu um chute nas pernas e bufou em revolta, vendo uma garota caminhar para perto dele, com um sorriso traiçoeiro nos lábios.

– Mas que merda é essa? — Rony franziu todo o rosto em repulsa quando viu as mãos da garota expelindo teia de aranha sobre ele.

– Nunca viu uma aranha antes? — A garota brincou, maliciosamente, e sentou-se sobre as pernas de Rony, socando-lhe o rosto em seguida.

– Que aranha mais vagabunda. — Cuspiu as palavras enquanto sentia sua boca ser cortada com mais um soco que recebeu da mutante. Esfregando freneticamente as pernas uma da outra, Rony começou a se contorcer embaixo da mutante aranha quando teve os braços presos pela teia dela.

– Nem pensar! — Ela empurrou-o pelos ombros, quando Rony arqueou o corpo em um solavanco e tentou se livrar da mutante. — Você não vai a lugar algum.

x x x x x x x

– Por que você me trouxe pra cá? — Luna, sentada no canto da sela onde estava presa, abraçava os próprios braços e encarava Bellatrix Lestrange mexer em uma seringa que retirara há poucos do bolso de seu jaleco.

– Porque você é a minha melhor conquista. — Depois de alguns segundos, enchendo a seringa com um líquido amarelo, Bellatrix olhou a loira e sorriu para ela. Luna engoliu em seco e sentiu uma lágrima salgada correr por sobre seus lábios.

– O que vai fazer comigo? — Luna apertou os próprios braços quando viu Bellatrix se aproximar, com a seringa na mão.

– Acha que eu vou te machucar? — Bellatrix olhou a garota nos olhos, intensamente. Seus cabelos negros encaracolados estavam em total contraste com seu jaleco branco, e o sorriso nos lábios da médica era misterioso.

– Você é louca. — Luna retrucou, e viu-a soltar uma risadinha desdenhosa. — Eu espero qualquer coisa de você.

– Eu nunca quis machucar os meus bebês. — Bellatrix explicou, depois de alguns segundos de silêncio. A mulher olhava Luna, mas o olhar de Luna era virado contra ela.

– Não somos seus bebês. — Indignada, a loira cuspiu as palavras. — Não somos nada de você.

– Eu criei vocês. — Imediatamente, Bellatrix contrapôs. O sorriso nos lábios da mulher se fechou, e ela agachou frente à Luna. — Vocês pertencem a mim.

– Você tá errada. — Luna ergueu o tom de voz e voltou a olhar Bellatrix, revoltada. — Você destruiu as nossas vidas. Você é um mostro.

– Eu ainda não entendo porque me odeiam tanto. — Bellatrix tentou parecer sincera, mas fez Luna rir debochadamente, em meio à mais uma lágrima que molhava o rosto da loira. — Eu permiti que vocês fossem superiores.

– Você não tinha o direito. — Retrucou Luna, plenamente chateada.

– Olha pra você... — Admirando o rosto de Luna, a médica levou uma mão até o rosto da garoto e tocou a bochecha dela com o polegar. Luna reagiu imediatamente, estapeou o braço de Bellatrix, mas foi presa pela mão livre da médica — que soltou a seringa no chão — no mesmo instante. Então, Bellatrix acariciou o rosto de Luna, olhando a garota da cura nos olhos. A repulsa que Luna sentia era extrema. — é tão bonita e tão poderosa. Lovegood, você pode falar com animais, controlar a mente deles. Você pode curar as pessoas. Você curou os seus amigos.

– Controlar a mente deles? — Luna pareceu surpresa. — Como eu nunca consegui fazer isso antes?

– Vocês não fazem ideia do que são capazes de fazer, se trabalharem nos poderes que tem. Deveriam se sentir orgulhosos, você principalmente. — A mulher disse em tom de voz superior.

– Orgulhosa? — Luna se indignou ainda mais. — Foi por sua causa que eles quase morreram. Você matou aquela criança, e a Lilá também.

– Ah, Lilá. — Bellatrix voltou a sorrir, relembrando da menina. Luna bufou, ainda sentindo a mão da médica em contato com seu rosto. — Ela também era muito poderosa. Mas não foi o suficiente, e não sobreviveu. Acontece!

– Você é maluca. — Luna cuspiu as palavras, chorando silenciosamente. — Você quer ver todos nós mortos.

– Depois de tudo o que vocês fizeram? — Bellatrix segurou o queixo de Luna e fez-na a olhar nos fixamente. — Talvez.

– Um dos seus policiais quase matou o Draco uma vez, e se acontecer alguma coisa com ele de novo, eu acabo com você. — A loira praguejou, frente a frente com Bellatrix.

– O seu namoradinho? — Sorrindo, a médica soltou o rosto de Luna, mas não se moveu do lugar. — Ele é lindo, não é? Viu, só? Você deveria me agradecer. Se não fosse eu, vocês não teriam se conhecido.

– Sua doente. — Luna se irritou ainda mais. — Me diz uma coisa, doutora.. como o Cato conseguiu trazer a Clove de volta depois daquele tiro que ela levou?

– Eu sempre soube que você era esperta. — Bellatrix analisou Luna. — Mas não sabia que era tanto. Como sabe que foi ele?

– Sei que não foi eu. Com o Draco eu senti.. mas com a Clove, não. Não a curei totalmente, não a trouxe de volta. — Luna estava extremamente séria. — Foi ele, não foi?

– Meu garoto de ouro. — Bellatrix suspirou, entre um sorriso orgulhoso. — Ele é tão especial.. consegue se regenerar, e pelo que vemos, curou alguém.

– Não faz sentido. — Luna balançou a cabeça. — Ele trouxe ela de volta, e sei que a conexão entre os dois é enorme. Mas isso é forte demais.

– Cato é mais poderoso do que você pensa. O metabolismo dele é um dos mais avançados que eu consegui fazer, e as células-tronco que ele possui.. oh, são mágicas! Quanto maior o laço de duas pessoas mutantes, mais chances eles tem de dominarem juntos seus poderes, e transferirem os benefícios um pro outro. Cato está ligado em Clove, e só ele poderia trazê-la de volta. Assim como você e Draco. Não quero dizer que planejei o romance de todos vocês, mas eu sabia que, do grupo de vocês, teria muitos laços poderosos. Incrível, não é? — Bellatrix continuou com seu sorriso de orgulho.

– Você não tem o direito de fazer o que tá fazendo com a gente. Como você consegue? — A loira se indignava cada vez mais.

– Minha consciência é super limpa. — Bellatrix mordeu a boca enquanto sorria cinicamente. A mulher soltou o braço de Luna e procurou por sua seringa no chão, logo achando-a e pegando-a de volta. Luna voltou a se encolher quando a mulher aproximou o objeto do rosto da mutante. — Sabe pra quem é isso aqui?

– O que tem ai dentro? — Luna rangiu os dentes, vendo a agulha próxima de seu rosto.

– Não tem que se preocupar com o que tem aqui dentro. — Bellatrix inclinou um pouco a cabeça pro lado e continuou a sorrir sinistramente. — Tem que se preocupar com quem vai ser presenteado com essa seringa. Talvez eu comece com o seu namoradinho, ele anda fazendo uma bagunça no meu laboratório.

* — Deixa o Draco em paz! — Luna gritou, levantando do chão no instante seguinte em que Bellatrix lhe deu as costas. Correndo para atacar a mulher, Luna paralisou quando a médica se virou abruptamente e agarrou os cabelos da nuca da loira, aproximando os dois corpos e mirando a seringa no braço da mutante. Luna começou a ofegar descompassadamente.

– No próximo movimento eu enfio essa agulha dentro de você e adeus poderes mutantes. — Praguejando o mais próxima possível do ouvido de Luna, Bellatrix alertou-a imediatamente assim que prendeu o corpo da garota. A mão da médica que puxava os cabelos da loira afrouxou os dedos e libertou Luna, que estava estupefata.

– Esse líquido na seringa acaba com nossos poderes? — Luna pareceu perplexa.

– Não totalmente. — Bellatrix deu as costas para a loira e voltou a analisar a seringa em suas próprias mãos. — Mas cancela seus poderes por várias e várias horas. Olha que chato.. — Debochou, ainda de costas, mas virou o rosto para poder observar Luna, que estava abismada. — vivem reclamando de ser mutantes, mas aposto que iriam odiar se eu retirasse seus poderes.. não iam, lindinha?

– Essa não é a questão. — Luna retrucou, baixando seu olhar e respirando pesadamente. — Você quer deixar a gente sem defesa. Você quer que ninguém de nós tenha chance de sobreviver.

– Vocês foram muito malvados com meus mutantes. — Bellatrix virou-se de frente e torceu os lábios. — Mutantes que eu cuidei com tanto carinho.. vocês simplesmente mataram eles.

– Eles nos atacaram. — Retrucou Luna, imediatamente. — A mando seu!
– É, e felizmente vocês fizeram exatamente o que eu queria que fizessem. — O sorriso psicótico voltou a curvar os lábios da médica.

– O que quer dizer? — Luna ergueu o olhar e encarou, furiosa, a expressão vitoriosa de Bellatrix Lestrange.

– Quero dizer que vocês se mostraram melhor, e aquele foi o primeiro teste de vocês. — Sorrindo, a mulher deslizou um dedo pela seringa. — E esse é o teste final.

– Vai tirar nossos poderes e quer que a gente lute com os outros mutantes? — Incrédula, Luna limpou outra lágrima silenciosa que desceu por seu rosto.

– Será que vocês são tão bons assim? — Bellatrix encolheu os ombros e sorriu cinicamente, sem mostrar os dentes.

– Você não pode fazer isso. — Luna estava em choque.

– Lindinha.. eu já estou fazendo. — A mulher riu incontrolavelmente e voltou a dar as costas para Luna, dessa vez se dirigindo para fora da cela. — Você vai ficar aqui, e eu vou te poupar dessa seringa por enquanto.. se seus amigos conseguirem, eu solto você. Mas se eles não conseguirem, você vai ficar aqui comigo. — Dando seu último aviso, Bellatrix tocou a porta acústica de vidro e sua impressão digital acionou a abertura da cela, e sua passagem foi concedida. Luna ouviu por poucos segundos o barulho das sirenes misturado à gritos e rugidos, e a porta da cela voltou a se trancar, deixando Luna completamente impotente naquele lugar.

Seria o fim de todos eles? Aquele seria o fim de todos eles? Depois de tanta luta?

Luna simplesmente não aceitaria.

Ela precisava sair dali.

x x x x x x

– Vocês tão ouvindo? — Draco corria à passos e tropeços pelo corredor junto do irmão e de Clove; Narcisa continuava desacordada sobre os braços do mais velho e o sangramento parecia ter cessado, mas ela havia perdido sangue o suficiente para deixar todos extremamente preocupados.

– Está acontecendo. — Clove pigarreou, enquanto corria e tornava a girar o pescoço para trás, torcendo para que as celas daquele corredor não fossem abertas enquanto eles não saíssem dali e achassem Bellatrix. — Eles estão lutando. Espero que o Harry consiga escapar. — A morena desejou profundamente.

– Todos eles precisam escapar. — Cato adicionou, estasiado. O peso do corpo de sua mãe estava incomodando-o nos braços, que já ficavam dormentes, e os passos largo que ele dava pelo corredor denunciavam seu pleno desespero. Era como um beco sem saída aquela enrascada na qual tinham se metido.

– Onde essa maluca se meteu? — Draco parecia ainda mais desesperado. Sentia um ódio enorme em saber que sua mãe estava desacordada correndo riscos de vida, e Luna, desaparecida no meio daquele inferno. Se encontrasse Bellatrix, acertaria todas as contas que sempre precisou acertar, de uma só vez.

– Ali. — Clove subitamente apontou para o final do corredor, e os garotos forçaram os olhos para enxergar em meio àquela escuridão em tons avermelhados. — Uma pessoa de branco, é ela, só pode ser. — Os passos dos três aceleraram e eles começaram a correr de encontro a mulher, que quando os viu, paralisou.

– Fica parada aí, doutora. — Ordenou Draco, mirando sua arma para Bellatrix; a mulher, mais ágil do eles imaginavam, bateu a mão contra um botão vermelho preso à parede, e o som de portas se abrindo alarmou os mutantes, que giraram seus corpos imediatamente, e observaram mais mutantes selvagens do laboratório escapando das celas.

– Ferrou, vamos dar o fora. — Clove gritou em meio ao som das sirenes, e os três giraram os corpos novamente, percebendo o vulto de Bellatrix fugindo pelo fim do corredor.

E a perseguição por Bellatrix havia começado.

Notas finais
Perdoem quaisquer erros gramaticais, a beta ainda não teve como revisar o capítulo, e eu o escrevi "correndo" para postar logo pra vocês. Próximo capítulo tem fight hard hein? Hahaha XX, Jen