Notas iniciais
Mais um capítulo, postei rapidinho hein! O capítulo ficou grande e com uma cena só, mas é pra vocês entenderem o caminho que a história está tomando (até porque, Mutant World está se aproximando do fim)

O céu daquela noite estava curiosamente mais estrelado. As brilhantes constelações desenhadas na escuridão tinha um significado: os segredos daquela ilha estavam sendo descobertos.

Foi um choque para Draco e Cato o reencontro com Narcisa. A mulher estava atormentada, fraca, e completamente desesperada para voltar a ver os filhos. Quando ela os abraçou, recordou o porquê de ainda se manter viva. Ela precisava vê-los bem.

– Não devíamos ficar aqui por perto, Bellatrix está armando contra vocês. — Narcisa alertava os mutantes. Depois de ter sido alimentada — já que Rony conseguiu forçar seus poderes e materializou algumas frutas; em decorrência disso, o garoto agora sentia fincadas em sua cabeça — e coberta por uma blusa de frio que Hermione recolheu em sua casa, na última vez que esteve lá, a matriarca Malfoy começou a explicar detalhadamente o que aconteceu com ela desde acordou na ilha.

– Não podemos sair daqui. — Cato contradisse. O loiro abraçava de lado o corpo da mãe, e Narcisa repousava sua cabeça sobre o ombro do filho. Ela já não estava tão fraca, Luna conseguiu transmitir a bondade de seus poderes para o corpo de Narcisa, reanimando-a. — Não podemos nos arriscar pela ilha, há vários mutantes soltos aqui.

– Lá dentro também está cheio. — Narcisa contou, enquanto erguia o olhar do chão para ver Draco trocando olhares com Harry. Era evidente o clima de preocupação rondando-os naquele momento. — O vampiro de Bellatrix está machucado, mas há vários outros.

– Se você estava lá dentro o tempo todo, nossas mães podem estar também. — Rose supôs, enquanto jogava os cabelos ruivos para trás e mordia seu lábio inferior. Estava totalmente aflita.

– Eu não sei. A cela onde eu estava tinha porta acústica. Eu não conseguia ouvir nada no porão, e ninguém ouvia os meus gritos. As únicas vezes que eu pude ficar cara a cara com aquela médica doida foi quando ela me levava comida e água. — Narcisa podia ver claramente o desgosto estampado nas feições dos mutantes do grupo, principalmente em Draco e Cato.

– Eu já estive lá. — Lilá disse, atraindo a atenção dos mutantes. Hermione contraiu as sobrancelhas quando encarou a loira. — Bellatrix levava mutantes para lá quando queria fazer estudos em nós.

– Estudos? — Scorpius franziu a testa. — Que tipo de estudos?

– Eu não sei direito. Acho que ela queria aprofundar os conhecimentos delas nos seres modificados que ela criou. — Explicou Lilá, enquanto enrolava seus cabelos cacheados em um coque frouxo.

– Ela é maluca. Aquela mulher é maluca. Ela não tinha o direito de fazer o que fez. — Narcisa ficou revoltada.

– Bellatrix disse que alguns pais sabiam que ela fazia experiências nos seus filhos. — Gina viu todos os olhares dos amigos se voltarem para ela. Hermione se chocou; continuava ao lado da garota, por quem havia criado um laço especial. Rony e Harry pareceram incrédulos. Rose assentiu, já que sabia daquela história, e Clove cruzou os braços quando viu a ruiva concordar com Gina. Cato soltou a mãe e se levantou da pedra onde estava sentando, arqueou as sobrancelhas e caminhou até ficar ao lado de Draco, tão perplexo quanto os amigos.

– Como é? — Luna entreabriu a boca, não conseguiu acreditar.

– É isso mesmo. — A voz arrastada de Gina denunciava a fraqueza da vampira. Ela tentava ficar o mais longe possível dos amigos, não estava conseguindo ouvir a razão em sua mente. Estava faminta. — O meu pai sabia.

– Eu nunca soube de nada. — Narcisa também se levantou da pedra e coçou sua testa. — Ela nunca me disse nada. Eu não conseguia engravidar e a clínica cobriu todo o tratamento.

– Clínica Delart. — Rony alisou seu queixo. — Narcisa, você por acaso conheceu uma doutora chamada Serena, lá na clínica?

– Não estou me lembrando. — A mulher forçou a mente, viu que seus filhos a olhava.

– E Severo Snape? — A voz de Scorpius cortou a ar gélido. — Você conheceu?

– Snape.. — A testa de Narcisa se franziu. Aquele nome não lhe era estranho, e sabia que precisava lembrar do máximo de detalhes que conseguia. — Severo Snape.. Sim. — Depois de alguns segundos pensativa, Narcisa olhou os mutantes. — Eu lembro dele. Era um homem jovem na época.

– Como assim, jovem? — Clove se desentendeu.

– Aparentava ter uns trinta anos mais ou menos. — A senhora Malfoy explicou, enquanto balançava a cabeça positivamente. Scorpius e Rose se entreolharam. Alguma coisa não estava certa naquela história. Aliás, nada estava certo.

– Narcisa, quando a Bellatrix levava comida pra você no porão do laboratório.. você conseguia enxergar bem o rosto dela? — Rony se aproximou da mulher.

– Sim, as portas eram de vidro. — Assentiu ela.

– Como era a aparência dela, há 19 anos atrás, quando você engravidou do Cato? — Rony viu, então, Narcisa ficar pensativa. Em seguida a expressão de espanto no rosto da matriarca fez a curiosidade dos mutantes.

– Exatamente igual é hoje. — Comentou Narcisa, atordoada.

– O que isso quer dizer? — Hermione se aproximou de Rony, e segurou o garoto pelo braço. A morena estava atônita e com ainda mais sede de descobrir todos os podres daquela ilha. Ela precisava de verdades.

– Isso quer dizer.. — Rony fitou os olhos caramelados da garota. — Que Bellatrix Lestrange não envelhece.

– Como ela pode não envelhecer? — Luna estava boquiaberta.

– Células.. — Safira se pronunciou e o grupo automaticamente dirigiu sua atenção para a menininha. — Bellatrix modifica células do envelhecimento.

– Como você sabe disso? — Hermione soltou o braço de Rony e se aproximou da garotinha. A mutante alada estava completamente estupefata.

– Ela provavelmente ouviu. — Explicou Lilá, raspando sua garganta. — Bellatrix não mede nenhuma palavra dentro daquele laboratório.

– Então você já deve ter ouvido alguma coisa que nos ajude. — Hermione encarou Lilá, de testa franzida.

– Eu não sei de nada, falaria se soubesse. — Rebateu a loira, enfrentando Hermione.

– Eu não confio em você. — Hermione retrucou, friamente. — Sei que esconde alguma coisa.

– Então vá descobrir por você mesma. — Lilá debochou, e apontou a mão em direção ao laboratório escuro e sombrio sobre a calada da noite.

– Eu acho melhor você dizer o que sabe. — Ignorando aquela ironia, Hermione continuou ríspida, enfrentando o olhar já irritado de Lilá.

– Gente, brigar não vai nos levar a nenhum lugar. — Rose interrompeu aquela discussão. — Precisamos decidir o que é prioridade aqui, e o que vamos fazer quando o dia amanhecer. — Então a ruiva olhou Rony. — O que vamos fazer?

– Nós temos que fazer exatamente o contrário do que Bellatrix quer que a gente faça. — Gina disse, sensatamente.

– Por que o contrário? — Rose questionou sem entender.

– Eu sei porquê. — Clove trocou um rápido olhar com Gina. Apesar da morena não confiar na vampira, sabia que Gina era uma garota poderosa e inteligente. O raciocínio dela poderia ser muito útil pra eles. — Vocês não acham que a Bellatrix devolveu a Narcisa assim, de braços abertos, não é?

– Claro que não. — Cato seguiu o raciocínio de Clove.

– Ela tá testando a gente. Ela quer que a gente pense exatamente do jeito que estamos pensando. — Clove ajeitou ajeitou sua jaqueta de couro rasgada em seu corpo. — Rose acha que nossas mães estão lá dentro, e Bellatrix quer que a gente ache exatamente isso.

– Com certeza as mães de vocês estão lá dentro. — Lilá argumentou. — Essa ilha é o esconderijo de tudo que Bellatrix quer esconder do mundo.

– Mas o pai de Gina morreu. — Rony rebateu. — Isso quer dizer que outros pais também podem estar mortos.

– Exato. — Lilá concordou e Hermione rodou os olhos. — Os pais de vocês podem estar mortos. Não as mães.

– O que você sabe que a gente não sabe? — Hermione definitivamente ficou irritada.

– Você é burra? — Lilá praguejou, e Hermione deu um passo a frente. Os mutantes se entreolharam, receosos. — Bellatrix quer continuar as experiências. E ela precisa de mulheres para gerar o feto modificado.

– Ela tá usando nossas mães? — Gina se chocou, agora ela podia ouvir claramente os batimentos cardíacos de cada um dos amigos batendo aceleradamente. A cabeça da vampira latejava, e ela já ficava extremamente nervosa.

– Mãe? — Cato olhou Narcisa, perplexo.

– Eu não sei de nada. — Explicou a mulher, atordoada.

– Claro que não. Bellatrix injeta o soro da lavagem nas vítimas. — Explicou Lilá, prontamente.

– O que isso significa? — Hermione bufou, enfrentou o olhar de Lilá. — Eu perguntei o que isso significa! — A morena avançou contra Lilá. Rony tentou correr e evitar que algo de ruim acontecesse, mas Cato e Harry impediram o ruivo de tentar proteger Hermione. Lilá sabia de muitas verdades e aquela era a hora dela falar.

– Acho bom você me soltar. — Praguejou Lilá, quando Hermione segurou-a pelo pescoço, sufocando-a.

– E eu acho bom você começar a falar. — Hermione rangiu os dentes ao falar. — O que o soro da lavagem significa?

– Significa que as cobaias no laboratório de Bellatrix não vão saber o que está acontecendo. — Lilá ergueu a voz, respirando com dificuldade. Os dedos de Hermione apertavam a pele branca do pescoço da mutante hidrocinética. Elas estavam cara a cara. — É como uma lavagem cerebral.

– Isso só pode ser brincadeira. — Draco ficou furioso. — O que ela fez com a minha mãe?

– Você também sabe disso, não sabe? — Hermione mordeu a própria boca, seus olhos estavam recrudescidos de raiva. — Não sabe? — Gritou, contra o rosto de Lilá. A loira fechou os olhos, estava exalando raiva contra Hermione.

– Narcisa está grávida. — Lilá pronunciou, com dificuldade. Estupefata, Hermione soltou o pescoço da garota e a ouviu tossir seco, mas ignorou.

– Grávida? — Narcisa tinha os olhos arregalados e a boca entreaberta.

– O que foi que você disse? — Hermione nem ao menos conseguia piscar.

– Provavelmente ela está. — Lilá ainda tossia e massageava seu pescoço. — Eu ouvi a Bellatrix falando disso. Ela quer aumentar a espécie de mutantes.

– Então.. ela mata os nossos pais e faz novas experiências com nossas mães? — Rony não conseguia acreditar.

– É isso mesmo. — Lilá viu que todos estavam extremamente chocados.

– Você sabia disso o tempo todo? — Hermione vociferou, enquanto soluçava contra um engasgar de ar que a atingiu em meio àquela bomba.

– Eu achei que vocês não iriam querer saber. — Lilá retrucou, mas não conseguiu escapar de Hermione, que voltou a avançar contra ela. Com as duas mãos, Hermione apertou fortemente o pescoço de Lilá, enquanto sentia a raiva invadir seu corpo e sua mente. A pulsação de Lilá batia fraca contra as mãos de Hermione.

– Sua vadia. — Hermione rugia contra o rosto de Lilá, enquanto a mutante loira tentava revidar, dando chutes contra o corpo de Hermione. Os braços de Lilá se esticaram no ar, tentando agarrar Hermione pelos cabelos, mas distante demais para isso.

– Não é hora pra brigar! — Luna gritou, tentou apartar a situação. Rony estava extremamente extasiado vendo Hermione tendo o controle da situação naquela briga.

– Sua mãe.. — Lilá pronunciou com dificuldade, não conseguia respirar. Os olhos de Hermione se encheram de fúria, e as mãos da morena agarraram o coque do cabelo que Lilá há poucos havia feito. A loira gemeu de dor quando os fios foram puxados com extrema força. — Ela deve estar lá também.. — Mesmo assim, Lilá teimou em provocar Hermione. O sorriso maldoso nos lábios da loira foi o suficiente para Hermione perder o completo senso de razão naquele momento.

– Eu vou acabar com você. — Hermione rangiu os dentes, e chutou o estômago de Lilá, vendo o corpo da garota se dobrar e ela segurar o vômito contra o rosto de Hermione.

– Isso é o que vamos ver. — Lilá tossiu, e conseguiu agarrar os braços de Hermione. Puxou com força as mãos da mutante alada para longe de seu pescoço e conseguiu recuperar o ar, que a invadiu subitamente.

– Elas vão se machucar, alguém separa aquela briga! — Rose observava a cena com plena preocupação.

– Não! — Scorpius entrou na frente de Rony assim que o ruivo teve o consentimento de Cato e Harry, e foi solto pelos amigos. Rony tentou se esquivar de Scorpius, mas o loiro segurou os braços do garoto Weasley e o encarou. — Deixa a Hermione mostrar quem é que manda aqui.

– Quem você pensa que é pra me atacar desse jeito? — Lilá avançou contra Hermione e foi a vez dela agarrar a morena pelos cabeços. Hermione arfou quando sentiu as unhas de Lilá arranhando e machucando seu pescoço. Os braços da morena tentaram agarrar o corpo de Lilá, mas era Hermione quem estava em desvantagem agora.

– Scorpius, me solta! — Rony ordenou, e empurrou Scorpius para longe quando viu Hermione ganhando um soco no rosto. Mas Scorpius não desistiu e, trocando um rápido olhar com Cato, os dois correram até Rony e seguraram o amigo de novo.

– Você fica quietinho aqui. — Ordenou Cato, enquanto Rony se rebatia.

Safira assistia a briga em choque. A cabeça da menininha estava rodando, via o sangue escorrendo pela boca de Hermione em consequência dos socos que recebeu. O pescoço de Hermione também estava ferido, mas ela era forte e agora os mutantes estavam conhecendo aquele lado dela. De inofensiva, Hermione não tinha nada.

– Sua vagabunda, me solta! — Ordenava Lilá, quando foi presa mais uma vez pelos braços de Hermione. A morena agarrou o corpo da loira, seus braços envolveram o pescoço de Lilá, com toda a força que podia, como uma serpente enlaçando sua presa. As mãos de Lilá contornavam sua cabeça, e agarrava os cabelos de Hermione, puxando os fios fortemente.

Hermione não sabia o que estava acontecendo. Uma raiva surreal estava invadindo seu corpo, e ela não pensava em parar de bater em Lilá. O motivo poderia ser pequeno, afinal, Lilá apenas escondeu do grupo o que sabia. Ela nem sequer precisava confiar neles. Mas Hermione sentia raiva. A cada novo segundo naquela ilha a situação de cada um deles piorava, e agora ela sabia que sua mãe estava sofrendo experiências por sua causa. Até mesmo Gabriela podia estar nas mãos de Bellatrix. Hermione estava surtando e aquela raiva era em decorrência disso.

E então ela encontrou o olhar de Rony. Seus braços apertavam com extrema força o pescoço de Lilá, impedindo qualquer possibilidade que a loira tinha de respirar. Hermione estava furiosa. Mas quando encontrou o olhar de Rony, sentiu um baque contra seu próprio corpo. Foi como um porto seguro, foi como se estivesse escrito nas estrelas do céu daquela noite que os dois estavam juntos naquela batalha. Eles estavam juntos, e eles enfrentariam tudo juntos. E Hermione não precisava deixar as trevas se apoderar de seu corpo. Ela não era assim.

Quando soltou o corpo de Lilá, Hermione sentiu um enorme alívio. Ela ainda estava vidrada nos olhos de Rony, que já tinha sido solto por Cato e Draco. Hermione sabia que a atenção dos amigos estavam voltados para ela. Por um segundo, ela procurou por Gina. Quis olhar a garota nos olhos, sentir o mesmo que Gina sentiu quando a atacou. Tinham diferentes razões para lutar, mas o motivo era o mesmo: uma enorme confusão de sentimentos.

A troca de olhares com Gina foi tão rápida quanto o choque térmico que percorreu o corpo de Hermione. Lilá, em contrapartida, avançou contra a mutante alada e, concentrando suas energias e suas forças, a atacou com seus poderes. Hermione caiu de joelhos ao chão, enquanto se engasgava com a água que Lilá projetava dentro de seu corpo. Rony correu e agarrou o corpo de Hermione, levantando-a do chão e tentando fazer com que a garota respirasse, enquanto disparava insultos contra Lilá, e implorava para a garota parar. Mas Lilá sorria, sentindo um gosto de ferro amargar sua boca, e limpando o sangue que escorria do canto de seus lábios.

Hermione podia ser forte, mas Lilá foi criada na ilha. Era assim que ela pensava: Lilá se sentia superior, e não seria nenhuma mutantezinha da cidade que a derrotaria. Hermione tinha atacado-a, e Lilá queria vingança.

Agora, Lilá queria ver Hermione se afogar em seu próprio sangue.

O que aconteceu em seguida foi tão rápido que nenhum dos mutantes conseguiria descrever detalhadamente, nem se pudessem. Gina e Clove partiram para cima de Lilá, e Rose até tentou tirar Safira daquela confusão, mas foi a menininha que chegou primeiro em Lilá e agarrou as mãos da loira.

Um grito agudo escapou pelos lábios de Lilá no mesmo momento em que Hermione tossiu e cuspiu o resto da água que enchia sua boca e sua garganta, e então, sentiu o ar invadir seus pulmões. Hermione ofegou alto quando conseguiu respirar. A água que escapava das mãos de Lilá entraram em contato com as mãos de Safira, que faiscaram, e em um segundo depois, uma descarga elétrica percorreu todo o corpo da criança, juntamente de Lilá.

Clove, Rose e Gina tinham os olhos arregalados, enquanto Draco protegia Luna e Narcisa das faíscas elétricas. Rony tirou rapidamente Hermione de perto da água do chão, e o corpo dele caiu sobre a terra vermelha, abraçando a cintura de Hermione, que também foi ao chão.

Estavam todos em choque. Aquele momento havia sido um choque. Literalmente, um choque. O corpo de Lilá caiu ao chão, e em seguida, o de Safira fez o mesmo. Hermione inspirava e expirava descompassadamente, Rony também estava totalmente ofegante. Luna olhou Draco, ela estava extremamente estupefata. A loira então, apressadamente se aproximou do corpo da criança e da mutante hidrocinética caídos ao chão. Luna se agachou, tocou o corpo de Lilá cautelosamente. Ela estava fria. Pegou o pulso da garota, que estava machucado em decorrência da briga com Hermione, e então torceu para sentir alguma pulsação. Luna olhou Rony e Hermione a frente, sua boca entreaberta e seus olhos arregalados denunciaram o espanto da loira.

Lilá estava sem pulsação.

Luna soltou o braço de Lilá e engatinhou sobre o chão molhado, viu que Clove também se aproximava de Safira para ver se a garota estava apenas desmaiada. Luna torceu para que sim. A loira olhou Clove, receosa. O medo nos olhos esverdeados da morena era evidente. Com a palma da mão, Clove tocou a testa de Safira. A garota estava gélida. A respiração de Clove se acelerou. Procurou pulsação pelo pescoço, pelos pulsos, até tentou ouvir o coração de Safira. Mas Safira estava exatamente como Lilá: sem vida.

– Elas desmaiaram? — Hermione torceu para que a resposta fosse sim.

– Elas estão mortas. — Luna foi quem teve a coragem de dizer.

Notas finais
Capítulo sem revisão ortográfica, perdoem os errinhos. Não esqueçam de comentar, principalmente vocês leitores fantasmas (eu sei que vocês estão aqui, o contador de acessos me conta) Xx, Jen