Notas iniciais
Capítulo novinho pra vocês. Confesso que no último capítulo mais pessoas deixaram opiniões, mas os reviews costumavam a serem em maior quantidade. Estão abandonando a fic? Dedico o momento Romione pra Laix e pra Gabi Weasley! Música quando verem o * https://www.youtube.com/watch?v=x6tS-bXYddc

Ficar parado ali esperando algo ruim acontecer com seus amigos era o que Cato absolutamente não faria. Assim que Clove e Rony afundaram em busca de Scorpius no laboratório, o loiro deu um jeito de levar Safira até Rose e Lilá para que as duas vigiassem a criança. Ele precisava lutar junto de Clove.

– Cato? — Rose demonstrou tamanho espanto e desentendimento enquanto segurava em seus braços uma criança que ela não fazia a ideia de quem era; Cato apenas colocava Safira nos braços de Rose apressadamente e percebia o também espanto de Lilá observando a cena. — Quem é essa menina?

– O que aconteceu? — Lilá tinha os olhos arregalados.

– Não dá pra explicar agora. — Cato se afastou das duas e encarou rose nos olhos. — A garotinha se chama Safira, toma conta dela. Eu preciso ajudar a Clove.

– Ela tá em perigo? — Rose se preocupou, e ajeitou Safira em seus braços. A garotinha olhava Cato enquanto colocava a ponta de um dedo na boca.

– Eu preciso ir. — Cato apenas deu as costas para as duas mutantes e correu rumo ao laboratório. — Tomem cuidado! — Alertou-as, antes de começar a seguir Clove pelos corredores.

Cato não gostava nada daquele lugar. Aquelas luzes vermelhas meio àquela escuridão toda era mal sinal. A garota com que Rony estava já estava presa, Scorpius já tinha disparado um tiro lá dentro. Com certeza todos os seus amigos estavam encrencados. Ele só não gostava de pensar em qual encrenca o grupo estava preso.

Seus passos pelo corredor onde Clove e Rony haviam entrado eram rápidos e largos, seus olhos corriam de um lado para o outro de uma maneira que poderia o deixar tonto. Seus fios loiros batiam levemente contra sua testa enquanto o mutante corria. Os corredores eram muito escuros e isso dificultava bastante a procura pelos amigos. A construção daquele lugar foi devidamente calculada, a fim de não permitir a saída de quem quer que entrasse ali. A vantagem que eles tinham poderia estar acabando. O policial que estava hipnotizado já poderia ter despertado e com certeza tentaria sair daquelas correntes. Cato e os amigos tinham que correr contra o tempo. Ele precisava achar Clove, e rápido.

Graças às forças superiores, Cato costumava a ser otimista e se sair bem em seus pedidos. Bom, ele não sabia se aquilo ainda funcionava naqueles dias em que estavam enfrentando. Mas funcionou, pois Cato avistou Clove e Rony logo ao fim do corredor, e junto a eles, estava Scorpius.

– Achei vocês. — O loiro suspirou aliviado, quando ficou frente aos amigos.

– Onde está Safira? — Clove alarmou-se.

– Ela tá bem, tá com a Rose. — Cato acalmou a morena. Olhou em volta, estavam parados frente a uma cela onde a porta blindada de vidro permitia-os observar a presença de Severo Snape lá dentro.

– Depois precisamos resgatá-lo. — Avisou Scorpius, olhando a arma em sua mão. — O tiro foi pra quebrar o vidro. Mas a porta é blindada.

– Esse é o Severo. — Clove caminhou até o lado de Cato e disse, depois de alguns segundos silenciosos com o mutante fitando o homem de cara pálida e os cabelos negros. — Ele é do bem, e ele pode nos ajudar. — Explicou a morena, tocando o vidro da porta com uma das mãos. — Vamos reunir todo mundo e voltamos para buscá-lo. — Clove tirou os olhos de Severo e direcionou-os para Cato. Os olhos azuis do garoto encarou-a em reciprocidade. — Harry tá por aqui. — Contou ela. — Mas o Scorpius não vê o Draco desde que chegou na ilha.

– Vocês podem voltar pra salvar o Severo. — Cato olhou de Clove para Rony e Scorpius. — Eu vou procurar pelo meu irmão.

– É perigoso ir sozinho. — A morena discordou.

– Não me importo. — Rebateu o loiro, prontamente. — Eu vou procurar o Draco.

– Eu vou com você então. — Cato fixou Clove, claramente surpreso com o que a garota havia dito. — Vamos torcer pra que a Luna esteja com ele.

– A gente decide depois. — Rony apressou-os. — Vamos atrás de Hermione agora. Scorpius, sabe o que fazer né? — O ruivo fez questão de certificar de que o plano deles não falharia.

– Sei. — Scorpius travou e destravou sua pistola. — Eu vou hipnotizar a doutora, o vampiro eu deixo com você.

– Isso mesmo. — Rony umedeceu os lábios. — Aquele filho da puta tá ferrado comigo.

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Gina estava explodindo. Tudo dentro de seu corpo parecia pegar fogo. A sensação era de estar sendo queimada viva. A telecinética podia ouvir as próprias batidas de seu coração, ela conseguia contar a pulsação de suas veias. E não era só o que podia ouvir. Conseguia ouvir os choramingados de quem estava preso agonizando em qualquer uma daquelas celas, conseguia ouvir até os batimentos cardíacos de Harry, que tentava a ajudar desesperadamente. A luz vermelha daquele corredor estava cegando-a, enquanto momentos atrás antes de ser atacada, tudo parecia extremamente escuro. Algo estava acontecendo com ela.

– Gina! — Harry segurou a ruiva pelos braços, enquanto percebia-a gritar, mas nenhum som escapava por seus lábios a não ser o condenamento de sua dor. — Gina, o que você tá sentindo? — O moreno subiu as mãos pelos braços da mutante, sentindo a pele dela, que estava quente. Tocou o rosto de Gina com as mãos, e abruptamente fez-na o encarar nos olhos.

– Minha cabeça tá queimando. — Ela rangiu os dentes e o som de pigarreio de sua garganta atropelou suas palavras. O rosto dela suava e os fios do cabelo acima de sua testa estavam molhados. A pele de seu rosto estava ainda mais quente.

– Porra. — Harry não conseguia esconder sua tensão nem em sua melhor farça. O garoto soltou uma mão da bochecha da ruiva e tocou a pele do pescoço dela, ensaguentada. — Aquele filho da puta. — O moreno cuspiu as palavras, acompanhando o corpo de Gina se mover para trás em um desequilíbrio, até encostar na parede e provocar um baque.

– Harry.. — Gina tossiu e engoliu em seco. — O que tá acontecendo? — Ela também estava claramente desesperada. Cerrou os olhos e a expressão incontrolável de dor no rosto da garota no momento seguinte fez metade do mundo de Harry cair.

– Eu não sei. — Ele confessou, voltando a tocar o rosto de Gina com a palma das mãos. A pele dela ficava mais quente a cada segundo que passava. Os olhos azuis rutilavam e faiscavam, e era como se expelissem faíscas de fogo.

– Eu tenho uma sugestão. — A garota mordeu os lábios e reprimiu seu grunhido de dor, quando sentiu fincadas em sua cabeça. Sua respiração estava completamente acelerada. — Eu fui mordida por um vampiro.. — Ofegou alto e foi impedida por Harry de continuar a falar.

– Shiii. — O garoto calou-a, cobrindo os lábios avermelhados e molhados de Gina com dois dedos. — Você vai ficar bem. Não pensa em nada, tá? — Alisou os cabelos dela com a outra mão.

– Você tem.. — A ruiva mordeu os lábios em dor novamente. Sua cabeça latejava muito. Um vento forte surgia pelo laboratório, e o barulho da ventania podia ser ouvido a distância. Era seus poderes. Estava nervosa e sem controle. — Você tem que ir atrás dos outros..

– É, eu vou. — Harry assentiu prontamente. — Vou te levar e você vai ficar bem.

– Não! — Gina aumentou o tom de voz, tossindo em seguida. Bateu a cabeça contra a parede e semicerrou os olhos. — Eu fui mordida, Harry! — Ela foi sensata. — E eu só tô sentindo isso porque vou me transformar.

– Você não sabe! — O moreno repreendeu-a imediatamente, segurando o rosto da ruiva firmemente com as mãos. Os olhos voltaram a se encontrar. Harry viu que a cor dos olhos de Gina estavam mudando. — Isso não vai acontecer.

– Vai sim. — Gina desdenhou do seu próprio destino. — Olha pra mim! Eu vou virar uma vampira. E vocês vão ter que dar um jeito em mim.

– Para! — Harry ordenou, se irritando. Ele não queria aceitar aquela verdade. — Você não vai virar nada. — O moreno bufou enquanto via os azuis dos olhos da morena mudarem para um tom avermelhado. Harry mordeu os lábios e respirou fundo. — Não, não, não..

– Sai daqui. — Mandou Gina, sem receber resposta alguma. — SAI! — Gritou, e empurrou o corpo de Harry para longe do seu. O moreno tropeçou no corpo do vampiro ferido ao chão.

– Gina.. — Harry enfiou as mãos entre os cabelos, em decorrência das cenas que via. Os olhos da garota se transformando em um vermelho vivo, os gritos mudos dela mostrando as presas que começavam a crescer em sua boca, o vento batendo forte contra os cabelos ruivos e apresentando uma nova Gina àquele mundo. Uma vampira.

– Vai embora.. agora. — Gina fixou Harry, seus olhos faiscando. Sentia uma dor dentro de seu corpo e, mesmo não querendo admitir para si mesma, sabia que estava ficando faminta. Podia ver as veias no pescoço de Harry pulsarem, e sentia uma atração pelo garoto muito maior do que quando ele a chamava de pantera. Sentimentos vampíricos, segredos a parte.

– Eu não vou deixar você. — Harry rebateu, bagunçando os cabelos e respirando fundo. — Não me peça isso.

– Eu não quero fazer nada de ruim. — Gina soluçou contra o vento barulhento. Ela estava desesperada. — Por favor, vai. Tá vendo isso? — A ruiva apontou para as presas enormes em sua boca. Viu Harry encará-la, sem saber o que fazer. — E meus olhos? Estão vermelhos? — E o moreno assentiu, segundos depois de encará-la com os lábios entreabertos. A ruiva riu pelo nariz, seu deboche era fruto de seu terror interno e Harry sabia disso. — Minha cabeça tá explodindo e sinto uma dor horrível. Eu sei que é fome.

– Você não vai me machucar. — Harry garantiu.

– Como pode saber? — A garota rugiu, mostrando as presas novamente.

– Seus olhos. — O moreno estava completamente seguro de si. — Eles denunciam isso. Você não vai me machucar.

* — Vai embora! — Gina gritou com o garoto, avançando sobre ele mas sendo segura pelos braços, logo batendo suas costas contra a parede novamente. Os rostos ficaram a milímetros de distância. A respiração acelerada de Harry se misturava com a respiração quente de Gina. Os olhares faiscaram, cúmplices.

– Eu não vou. — Harry pronunciou as palavras tão próximo da boca da ruiva, que a pele dos lábios se roçaram. Gina sentiu seu corpo estremecer e aquele fogo dentro dela incendiou-a novamente. Mas não doeu tanto. — Eu não vou te deixar, pantera.

– Você tá me provocando. — Ela alertou-o, enquanto arranhava seus próprios lábios com suas presas afiadas. A garota tentou morder os lábios de Harry mas o moreno desviou no mesmo instante, abrindo um sorriso secreto para ela em seguida.

– Eu sei que você sente algo por mim. — Harry prensou ainda mais os corpos, aumentando o contato físico. O sangue de Gina ferveu. — E é por isso que eu sei que você não vai me machucar.

– Como pode ter a certeza? — Os olhos vermelhos dela rutilaram.

– Vou te mostrar como.

E Gina foi calada. Ela sentiu seu corpo explodir totalmente quando seus lábios encontravam os de Harry, e os sabores um do outro começaram a ser explorados. Como aquilo poderia estar acontecendo? Ela tinha se transformado em uma vampira, e vampiros querem sangue. Parte dela queria o sangue de Harry. Mas a outra parte estava completamente louca com a presença do garoto ali, com as mãos dele prensando a cintura dela contra a parede, com os lábios dele chupando os dela com vontade. Será que suas presas estavam o machucando? Se estavam, ele parecia não se importar. Tudo que Harry queria era aproveitar aquele beijo que já desejava há tempos. As mãos de Gina agarraram os cabelos de Harry, ajudando a guiá-lo nos movimentos intercalados das cabeças. As línguas se sugavam com paixão. O beijo dela era completamente estonteante, talvez a pele dela que parecia ferver ajudasse com que a intensidade daquele momento se aumentasse. Gina não podia explicar a si mesma o quanto estava se satisfazendo com aquele beijo, talvez, por nunca ter contatos com garotos pela sua adolescência, ali naquele momento, ela estava permitindo exalar todos os seus hormônios reprimidos por anos. Harry estava sendo espetacular. E a parte dela que queria o sangue dele já não controlava nada em seu corpo, nem ao menos se pronunciava. Eles só queriam que aquele beijo gostoso não acabasse.

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– É aqui! — Rony se posicionou frente a porta da cela onde Bellatrix e o vampiro haviam prendido Hermione. O mutante segurava firme a arma em sua mão, sua respiração já estava acelerada. Precisava conseguir resgatá-la.

– Será que tá trancada? — Clove indagou, a pistola que Rony materializou com dificuldade para ela estava em uma de suas mãos, já Cato segurava a sua em prontidão para usar.

– Eu vou arrombar. — Avisou o ruivo, tomando posição. Scorpius trocou olhares com Clove e Cato, a morena assentiu sem nada dizer. Rony reuniu suas forças para colocar aquela porta abaixo. A força que ele tinha para poder ver Hermione de volta, a força que ele tinha para admitir que sentia algo extremamente forte por ela. Ele precisava dela.

– RON! — Hermione gritou no mesmo instante em que avistou o mutante adentrando a cela.

A porta estava ao chão e o baque forte fez o mutante vampiro rapidamente ir até Hermione e agarrá-la, prendendo a garota novamente. Scorpius entrou cela a dentro e se colocou de prontidão frente a Bellatrix, a doutora até tentou tapar os olhos com as mãos, mas a velocidade da hipnose do mutante venceu. Os olhos de Scorpius incendiaram a cela em um clarão, e enquanto o mutante hipnotizava Bellatrix e Clove ficava de guarda mirando a doutora com sua arma, Rony e Cato apontavam suas pistolas para a cabeça do vampiro que prendia o corpo de Hermione com os braços.

– Solta ela agora! — Ordenou Rony, trincando os dentes. Viu o vampiro levar as presas até o pescoço de Hermione. — SOLTA ELA!

– Se alguém fizer alguma coisa eu ataco. — Alertou Krum, completamente ameaçador.

– Se você fizer alguma coisa com ela eu mato você seu desgraçado. — Rony deu vários passos para se aproximar dos dois, sem se intimidar, mas parou quando o vampiro segurou os cabelos de Hermione com uma das mãos e puxou a cabeça da garota para trás, deixando visível as veias em seu pescoço. O gemido de dor escapando pelos lábios dela fez Rony se irritar ainda mais.

– Mais um passo e eu vou adorar provar esse sangue. — Ameaçou o vampiro, seus olhos vermelhos faiscando e vendo Rony levar o dedo até o gatilho da arma.

– Eu mandei soltar ela! — O ruivo aumentou o tom de voz, e, subitamente, disparou dois tiros contra a parede atrás do corpo do vampiro. No susto, Krum afrouxou o corpo de Hermione e a garota se livrou do mutante, enquanto Cato imitava Rony e disparava mais dois tiros do outro lado do vampiro. Hermione protegeu a cabeça do tiroteio.

– Gente, o Scorpius! — Alertou Clove, quando viu o brilho em volta aos olhos de Scorpius começarem a falhar, e Bellatrix balançar a cabeça, tonteando.

– Hermione! — Rony chamou pela morena, que tentou correr até ele mas foi agarrada novamente pelo vampiro. Krum puxou-a pelo braço e levou a presa até a pele do pulso da garota, pronto para mordê-la. Hermione se virou e ficou frente a frente com o vampiro, fazendo força com sua outra mão livre para empurrar a cabeça do mutante para longe de seu braço.

– RONY! — Ela gritou, aterrorizada, percebendo a força do vampiro. Ele iria mordê-la. Estava a um passo de fazê-lo.

– SOLTA ELA! — O ruivo travou sua arma e colocou-a dentro de sua calça, correndo segundos depois até o vampiro e empurrando o corpo do mutante na parede. O baque fez com que a cabeça do vampiro se machucasse.

– Vem! — Cato chamou Hermione, que respirava sem controle e se assustava com a briga. Ela correu até Cato, que entrou na frente da morena e ficou com a arma de prontidão em sua mão, vendo Rony socar várias vezes o estômago do vampiro.

– Eu disse.. — Rony grunhiu, segurando os braços de Krum, que tentava tomar partido da briga e se dar bem na situação. — Pra deixar ela em paz. — O ruivo cuspiu as palavras e empurrou a cabeça de Krum contra a parede. Uma, duas, três vezes. Ensanguentado, o vampiro deslizou o corpo até o chão da cela, seu peito subia e descia rapidamente, as dores em sua cabeça eram fortes. Rony chutou-o pela última vez e o ouviu um gemido escapar pelos lábios do vampiro, as presas dele machucando seus próprios lábios. — Eu quero que você vai se ferrar. — Rony desdenhou, olhando o mutante no chão. — Eu devia matar você. Mas vou deixar você aprender essa lição.

Scorpius conseguira dominar Bellatrix. A mulher já estava pra fora do laboratório e deveria se prender às correntes ao lado de Lewis, assim, o grupo poderia invadir o laboratório quando quisessem, sem muitos perigos a mais. Clove baixou a arma do ar no momento em que a médica deixou a cela, a morena automaticamente olhou Cato. Ele estava bem, e sem ferimentos, o que internamente a tranquilizou. Rony tinha alguns cortados pelo rosto, o vampiro mutante não deixou barato a surra. Mas o ruivo não estava tão mal quanto o vampiro.

– Deu certo. — Scorpius avisou, aliviado. Olhou Clove e a morena assentiu.

Rony bagunçou seus cabelos ruivos e parou de olhar o vampiro, agora sua atenção voltou-se a Hermione. Ela estava lá, seu pulso arranhado e seu rosto avermelhado, mas aparentemente estava bem. Rony não soube decifrar a sensação que foi voltar a vê-la, e bem. Ela estava a salvo e junto dele novamente. Ele nunca mais a deixaria desprotegida.

Hermione respirou fundo e caminhou de encontro ao ruivo quando ele se aproximo, os corpos se preencheram com um abraço apertado quando a distância entre eles se quebrou. Rony levou as mãos aos cabelos ainda cheirosos dela e os alisou, seu coração parecia bater mais forte. Hermione enterrou seu rosto na curva do pescoço dele, a pele quente do mutante acalmava-a, como se ela estivesse se banhando em uma água quente.

– Você está bem? — Ele sussurrou apenas para ela ouvir. A cabeça de Hermione acenou e Rony entendeu aquele sim. Ela sorriu. Depois da tempestade sempre vem a calmaria, e ninguém fazia ideia de como ela estava tranquila naquele momento, junto ao corpo dele. Rony era a única pessoa que só a fazia ter sensações maravilhosas dentro de seu corpo, ela o venerava ao seu lado.

– E você? — Quis saber a garota, também em um sussurro.

– Estou. — Respondeu Rony, sem quebrar o contato dos corpos colados, mas segurando o pescoço dela com as mãos para poder olhá-la nos olhos. Ela continuava tão linda. Era tão linda. Aqueles olhos acastanhados eram um escape de todos os medos e problemas que estavam enfrentando, para Rony. Ele adorou vê-la tão de perto. Tão perto, estavam muito perto. Hermione conseguia sentir a respiração quente dele, e ele, a dela. — Fiquei tão preocupado.

– E eu com tanto medo. — Confessou ela, tocando o rosto de Rony com as mãos. O ruivo sorriu fracamente, mas foi um sorriso completamente intenso aos olhos de Hermione. — Eu queria fugir e voar mas não tive como.

– Tá tudo bem. — Rony tranquilizou-a, e colou sua testa na da morena. Hermione fechou os olhos enquanto o olhar do ruivo fitavam os lábios entreabertos dela. A respiração dele vinha de encontro à boca da mutante. — Você tá bem agora. Eu não vou mais deixar isso acontecer. Eu prometo. — Aquela promessa despertou algo em Hermione. Um sentimento. Um sentimento que ela já vinha sendo refém, mas não sabia descrevê-lo. E, naquele momento, olhando nos olhos de Rony, e tão próximo do rosto dele que até podia tocar seus lábios, ela soube qual era. Um sentimento de paixão. Era aquela a paixão que as pessoas tanto falavam? Se fosse, Hermione queria sentir pra sempre. O sorriso que ela abriu foi acompanhado de um leve roçar de lábios de uma boca na outra. Rony sentiu seu coração disparar totalmente. Nunca havia se sentido assim antes.

– Depois não são namorados. — Cochichou Clove ao se aproximar de Cato, fazendo o loiro rir e cutucá-la na costela. A morena rodou os olhos e riu.

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Draco e Luna estavam caminhando já há algum tempo. Não haviam dado de cara com mais ninguém, e isso era algo que eles tinham que agradecer muito. Tudo pela mata estava tranquilo, mas dessa vez era aquela tranquilidade que não assustava. Era como se existisse uma pureza naquele momento. Talvez, porque Draco ainda sentia o gosto do beijo de Luna em sua boca. Ou talvez, porque Luna ainda tinha seu coração acelerado pelo simples fato de andar ao lado do mutante.

– Draco.. — Luna contraiu um pouco as sobrancelhas e olhou distante. — O que é aquilo?

– Eu não sei. — O loiro se permitiu decodificar o silêncio que preenchia a mata misturado à um som de água batendo contra pedras. Os dois apressaram os passos e com mais alguns minutos, a surpresa contagiou aquele momento do dia.

– Uma cachoeira! — A loira comemorou, abrindo seu melhor sorriso e aumentando ainda mais a velocidade dos passos.

– Ei. — Draco segurou-a pelo braço, impedindo-a de continuar. — Pode ter algo ali.

– Não parece ter ninguém. — Luna o olhos, suas íris brilhavam. — Eu sei que temos que procurar pelos outros. Mas vamos entrar um pouquinho. Hein? — Seu olhar pedinte fez Draco abrir um sorriso, se dando por vencido.

– Tudo bem. — Ele concordou. Tinha que confessar que relaxar um pouco naqueles dias não soava nada mal. E aquele lugar parecia estar uma delícia. Um súbito pensamento de ver Luna apenas de roupas íntimas embaralhou os pensamentos de Draco, e ele teve que rir com aquilo. Aquele gene de Malfoy nunca mudaria. — Vamos nessa, loirinha.

Notas finais
Desculpem pelos erros ortográficos, minha cabeça doía muito enquanto eu escrevia o capítulo. Mas espero que tenham gostado! O capítulo ainda vai ser betado, okay? Não esqueçam os reviews hein. Xoxo, Jen