Mutant World
25 Confissões e Medo
Notas iniciais
— Estamos andando há mais de uma hora, e até agora nada de encontrar esse laboratório. — Reclamava Hermione, enquanto afastava com uma das mãos um galho de árvore dependurado, atrapalhando-os pelo caminho. Parece que estamos andando em círculos.
— Já tô ficando com raiva de tanto galho e mato pelo caminho. — Retrucou Scorpius, coçando sua testa que havia sido arranhada por um dos galhos de árvore. Sua outra mão segurava a pistola PX107, prontamente destravada.
— Estamos perto. — Argumentou Gina, olhando de relance Harry ao seu lado. — Eu não lembro muito bem o caminho, mas sei que já passei por aqui.
— Vamos precisar que você explique pra gente como é lá dentro do laboratório, Gina. — Rony comentou, olhando a garota de relance, rapidamente. Precisavam ficar o tempo todo em guarda, os olhares atentos a todo segundo.
— Eu fiquei presa lá, eu não sei direito. Mas sei que tudo lá é muito grande. — A ruiva explicou, abaixando a cabeça para desviar de um galho seco de uma árvore. — Tem vários corredores, é muito misterioso.
— Como vamos conversar com Bellatrix e arrancar as informações que precisamos dela? — Harry indagou, segurava a arma com suas duas mãos.
— Temos que torcer pra não encontrarmos nenhum policial lá. — Disse Rony, com seriedade.
— E se encontrarmos? — Hermione olhou o ruivo por sobre o ombro. Encontrou o olhar dele, e por um instante, achou que ficaria sem resposta.
— A gente mata. — Rebateu Scorpius, atraindo a atenção dos mutantes, que pararam de caminhar pela mata e o olharam, de súbito.
— A gente mata? — Hermione se assustou ao mesmo tempo em que demonstrou indignação. — Desde quando somos assassinos?
— Se fosse o contrário, eles matariam a gente. — Continuou o loiro, sem se abalar com os olhares perplexos dos amigos. Apenas Gina parecia o encarar sem demonstrar tal emoção, parecia pensativa.
— Ele tá certo. — A ruiva concordou, fazendo Hermione contrair as sobrancelhas e entreabrir a boca, surpresa. — Eles mataram meu pai, provavelmente mataram os seus também. E se pudessem, matariam a gente. — Continuou, sem se intimidar. — Acabei pensando no que Harry havia dito. — Gina percebeu os olhares verdes do moreno fixarem-na. — Vocês acham que vamos arrancar todas as verdades sobre nós, assim, fácil?
— A gente faz o que tiver que fazer. — Harry disse em seguida, de prontidão.
— Você concorda com isso? — Hermione se dirigiu a Rony, ainda parecia indignada.
— A gente vai fazer o que precisar fazer. — Repetiu Rony alertandoos, não encarou o olhar da morena. Harry e Gina se entreolharam, Scorpius analisou mais uma vez a arma em suas mãos.
— Sem peso morto. — Falou o loiro, observando a pistola. Hermione balançou a cabeça em negação, mas não disse nada. Respirou fundo. Estava começando a achar que era ingênua demais para aqueles dias no mundo.
— Vamos logo, temos que encontrar o... — Gina passou pelos amigos e tomou a posição à frente, voltando a procurar pelo laboratório, mas foi subitamente puxada pelo braço e voltou para trás, tendo que se esconder sobre a árvore mais próxima que havia por perto, junto a Harry. A ruiva olhou o moreno, ofegante pelo susto, com a boca entreaberta.
— Shhh, olha lá! — Harry mandou, Gina moveu o pescoço e tentou observar por trás da árvore. Logo pôde visualizar o policial que havia enfrentado quando fugiu, parado em frente à porta do laboratório em vigia. A ruiva olhou Harry novamente, ainda respirava com rapidez, assim como o moreno. Os dois olharam Hermione, Rony e Scorpius, também escondidos nas árvores ao lado.
— O que vamos fazer? — Hermione indagou nervosa.
— Sabe aquela ideia de torcemos para não ter nenhum policial lá? Rony comentou, tentando avistar mais detalhadamente o policial Lewis, por cima do ombro de Hermione. O homem tinha nas mãos uma arma, seu olhar corria constantemente de um lado para o outro. — Então, não deu muito certo.
— O que nós vamos fazer? — Repetiu a morena, completamente tensa. Seguia o olhar de Rony por entre a mata, em direção ao laboratório.
— Eu vou até lá. — Avisou Scorpius, aumentando seu tom de voz, mas em forma de sussurro, para os amigos ouvirem. Hermione trocou olhares com Rony; Gina encarou os olhos de Harry por alguns instantes. Rony respirou fundo, pensou que talvez pudessem esperar. Mas se aparecessem mais policiais, ficariam em grande desvantagem.
— Deixa a arma destravada e mirada pra ele, mas tenta usar seus poderes! — Alertou Rony, olhando Scorpius na árvore ao lado e vendo o loiro assentir, erguendo a arma no ar com as duas mãos, em prontidão caso precisasse atirar.
O loiro saiu de trás da árvore e passou pelos amigos ainda escondidos, trocando rápidos olhares com os mutantes. Seu dedo estava bem próximo ao gatilho, teria que ser rápido se sua hipnose falhasse. Mas a ideia de matar aquele policial não soava mal. Era apenas mais um filho da puta no mundo causando injustiça com mutantes e pais inocentes.
Scorpius percebeu Lewis ficar atento, como se houvesse visto vultos ou escutado barulho por entre as folhas secas caídas no chão e o capim se mexendo com supostos passos.
O garoto respirou fundo antes de atacar. Tinha que ser esperto e rápido, caso contrário, acabaria morto ali mesmo. E ele tinha uma batalha pra vencer. Scorpius não era do tipo que aceitava uma derrota.
Sem mais esperar, e pronto para enfrentar o policial, Scorpius saiu da mata e encarou o súbito olhar de Lewis, demonstrando surpresa. No mesmo instante, o policial mirou a arma em suas mãos para o peito de Scorpius. O loiro mirava o peito de Lewis da mesma maneira com sua pistola.
— Ei, cuzão. — Scorpius o provocou, e milimetricamente Lewis levou seu dedo ao gatilho da arma. — É hora de você perder. — O loiro não se intimidou, e, instintivamente, fixou seus olhos nos do policial, que, antes de ser tomado pela hipnose, percebeu a cor da íris do mutante mudar, faiscar. — Você vai abaixar essa arma agora, e me escutar com muita atenção. — Ordenou Scorpius. Imediatamente, Lewis o obedeceu. — Pode sair, pessoal. — Avisou o loiro, sem perder a concentração de seus poderes. Logo percebeu a presença de Gina, Rony, Harry e Hermione ao seu lado. — O que vamos fazer com ele? Indagou ele, sem olhar os amigos, ainda com o olhar fixo a Lewis. Hermione viu que o olhar de Scorpius estava iluminado, entregando o uso de sua hipnose.
— É melhor prendermos ele dentro do laboratório. — Explicou Rony, olhando de Hermione para Gina, e em seguida, Harry.
— Eu sei como vamos fazer isso. — Comentou Gina, prontamente. — Vamos lá.
— Nos siga, seu merda. — Mandou Scorpius, praguejando.
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— Como se machucou desse jeito? — Cato quis saber, depois de longos minutos de silêncio caminhando ao lado de Clove. Rose e Lilá seguiam mais a frente, a ruiva parecia saber para onde estava indo. Já haviam saído da praia e adentrado a mata novamente, andavam há mais de horas.
— Você fica menos chato calado. — Respondeu a morena, sem paciência. Internamente, Clove ainda estava furiosa com Cato.
— Eu só estou preocupado. — Ele argumentou, sincero. — Você já tá andando há muito tempo e esses ferimentos devem estar doendo.
— É, não importa. — Clove continuou, displicente. Sentia dor sim, mas era muito orgulhosa para admitir e pra parar para descansar. Precisava ir atrás de seu irmão, já que o encontro com Cato fora totalmente diferente do que imaginara. Não que esperasse o encontrar com abraços e carinhos, mas não esperava encontrá-lo do lado de uma vadia que a atacou deixando-a sem ao menos ter como se defender.
— Quer parar de ser durona? — Pediu o loiro, se irritando, entrando na frente de Clove e fazendo a garota parar de caminhar.
— Quer sair da minha frente? — Ela retrucou, empurrando o corpo de Cato com as mãos.
— Tá tudo bem ai? — Rose indagou, olhando para trás e percebendo o clima tenso rondando Clove e Cato. Lilá também os olhou. Clove revirou os olhos ao encontrar o olhar da loira. Tudo estava muito ruim para ser verdade.
— Tudo ótimo.
— Não tá não!
Clove e Cato falaram ao mesmo tempo, se entreolhando em seguida. A morena bufou, sem paciência. Rose arqueou as sobrancelhas. Era óbvio que estava rolando um clima ali, só não percebia quem não queria. Ou, quem não via, já que não havia mais ninguém do grupo ao lado dos dois.
— Vai andando na frente Rose, já te encontramos. — Pediu Cato, respirando fundo. A ruiva assentiu e deu as costas para amigos, junto a Lilá.
— Rose, espera! — Pediu Clove, mas foi ignorada pela amiga. Bufou novamente e enfiou as mãos entre os cabelos, jogando-os para trás. Percebeu Cato entrar em sua frente novamente, impedindo-a de seguir o caminho do laboratório. — Olha, você pode por favor fingir que eu não tô aqui? Igual quando você e aquelazinha estavam sozinhos na praia?
— Quer parar de ser marrenta? — Pediu o loiro, olhandoa nos olhos. Clove franziu as sobrancelhas, irritada. — Eu te perguntei como se machucou desse jeito, e você ainda não me respondeu.
— Cato, você não tem que se preocupar comigo. — Retrucou a morena, seu tom de voz demonstrando ironia. — Tá bom, nós somos apenas do mesmo grupo, e só estamos juntos por um objetivo.
— Não, você tá errada. — O loiro discordou, sua voz parecia serena. Deu um passo à frente, se aproximando de Clove. A morena estremeceu o olhar, involuntariamente. Não se moveu, enfrentou aquela proximidade. — Estamos juntos por algo a mais. Temos uma ligação, morena.
— Não precisa ficar tão perto. — Retrucou a garota, denunciando seu estremeço. Cato abriu um sorriso de lado, um sorriso leve, mal sendo perceptível.
— Você sente algo por mim. — Constatou o loiro, se aproximando ainda mais, e envolvendo Clove pelo pescoço. Seus dedos passeando pela pele da morena a fez se arrepiar, e, incontrolavelmente, começar a respirar profundamente. — E eu sinto algo por você.
— Eu sinto vontade de te bater. — Clove lutou para sua voz não falhar, já que não entendia o que estava sentindo naquele momento. Seu coração batia rapidamente e sua respiração estava em descompasso. Seu corpo parecia vibrar.
— E eu, de estar perto de você. — Cato falava, alisando a nuca dela com os dedos. O coração do garoto também batia descompassado. Para ele, a morena era ainda um pouco mais linda e atraente de perto. — De te olhar assim. — Continuou o loiro, olhando-a com intensidade. Os olhos dele faiscavam. — De poder beijar a sua boca. — Sussurrou, quando aproximou os lábios dos da garota. Clove tinha a certeza de que seu corpo estava pulsando. Não sabia se era de ódio, ou de desejo. Torcia para que não fosse a segunda opção.
— Pois encontre outra pessoa pra fazer isso. — Praguejou a morena, unindo suas maiores forças interiores e empurrando o corpo de Cato para longe do seu. O loiro, com a respiração acelerada e os lábios entreabertos, observou Clove ajeitar a jaqueta em seu corpo e arrumar seus cabelos, jogando-os para trás. — Aliás, você já tem por onde começar. Que tal aquela loira aguada com quem você esteve sozinho? Se bem que, do jeito que você é filho da puta... já deve ter terminado o serviço né. — Acrescentou Clove, displicente e sarcástica, passando por Cato e voltando a seguir caminho pela mata. O loiro observou-a atentamente, enquanto bagunçava os cabelos.
Aquela morena daria trabalho.
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* — Esse lado da mata está mais frio, não acha? — Luna falou, enquanto alisava os próprios braços que estavam arrepiados. Ela e Draco já estavam caminhando por horas, e ao menos haviam encontrado sinais dos amigos. Mas por sorte, nenhum outro mutante também não. Aquele lado da ilha parecia quase ser desabitado.
— Acho que já deveríamos ter encontrado pistas do grupo. — O loiro demonstrou preocupação. Olhou em volta, o matagal parecia ter diminuído, e a claridade do sol, aumentado. A sensação térmica estava realmente mais baixa. — Você quer parar um pouco pra descansar? — O loiro questionou-a, olhando a garota nos olhos.
— Tá tudo bem. — A loira tranquilizou-o. Não se sentia cansada, então poderiam continuar até encontrar algum mutante do grupo. — Vamos torcer para encontrarmos logo alguém.
— Eu devia usar meus poderes de novo. — Comentou Draco, pensativo, enquanto caminhava pela terra vermelha. — Talvez algum deles pudesse ver e nos encontrar.
— Isso podia colocar eles em encrenca. — Discordou Luna, sensatamente. — É melhor continuamos procurando.
— Luna! — Draco puxou a garota pelo braço, quando um homem surgiu subitamente pela mata, logo, encarando os dois com malicia.
— Ora, o que esse casalzinho de mutantes está fazendo perdido nessa parte da ilha? — A voz de Andrew demonstrou malícia.
— Eu me lembro de você. — Luna trincou os dentes, em repulsa, recuando alguns passos junto a Draco na medida em que o policial se aproximava dos dois.
— E eu me lembro de vocês. — Andrew sorriu, sombriamente. — Tão poderosinhos. Pena que não vão viver muito aqui nesse lugar. — O homem levou a mão até o cinturão de sua calça, repousando-a sobre sua arma.
— Se você não cair fora agora, eu mato você. — Alertou-o Draco, claramente furioso.
— Ah, é mesmo? — Andrew debochou, tirando a arma de seu cinturão e destravando-a, lentamente. Olhou os dois à sua frente, a garota, era notório que estava assustada. O garoto queria bancar o machão. Mas apenas queria. — E se... — O policial mirou a arma em direção a Luna, que engoliu em seco, sentindo suas pernas bambearem. Draco se alarmou. — Se a garota não der um passo a frente agora, os dois morrem. — Andrew praguejou, vendo o alarme de tensão no olhar dos mutantes. — Um passo a frente, agora! — Vociferou.
— Luna! — Draco chamou pelo nome da loira, no momento ela deu um passo a frente subitamente, assim que Andrew mirou a arma para a cabeça de Draco. — Você não vai fazer nada com ela. — O loiro rangeu os dentes quando viu a mão livre do policial descer até sua própria calça e desabotoar seu cinturão, deixando-o cair no chão aos seus pés. — Eu não vou deixar!
— Bellatrix disse que não era para fazer nada contra vocês... — Comentou o homem, indo desabotoar o fecho de sua calça. Luna soluçou em um tom quase inaudível, seus olhos arderam. — Mas uma diversão não vai fazer mal a ninguém, né amorzinho? — A voz de malícia de Andrew fez o corpo de Luna tremer. A loira sentiu uma lágrima queimar o lado esquerdo de seu rosto.
— Não toca nela! — Ordenou Draco, dando um passo a frente, mas paralisando ao ver Andrew se aproximar rapidamente e mirar a arma rumo à cabeça de Luna, quase encostando a pistola na testa da loira. Luna fechou os olhos e soluçou novamente. Sussurrou um "Draco" desesperado, mas sabia que não tinha para onde fugir.
— Se você tentar qualquer gracinha, moleque... — Andrew se dirigiu a Draco, apenas com o olhar sombrio. — Eu mato a garota. E depois eu mato você.
— Por favor. — Draco tentou apelar, vendo o policial girar o corpo de Luna e agarrar a loira por trás. Os olhos vermelhos da loira encontraram os olhos azuis do loiro. — Não faz isso. Você não precisa machucá-la. — Insistiu, vendo Andrew abrir o botão de sua calça e deixar o tecido cair por suas pernas. — Não faz nada com ela.
— É lindo, não é? — Andrew comentou rumo ao ouvido de Luna. A loira soluçou entre o choro mudo, fechando os olhos, demonstrando nojo na expressão de seu rosto. — O desespero dele. E o seu. — Continuou o policial, correndo uma das mãos pela barriga de Luna, por sobre sua blusa. A arma ainda estava mirada rumo à cabeça da garota.
Não era uma cena que Draco tinha que assistir. Não era uma cena que Draco aceitaria assistir. Sentia tanto ódio, e ao mesmo tempo estava invadido pelo medo. Se algo acontecesse com ela, seria culpa dele. Ele não podia deixar aquele filho da puta machucá-la, e naquele momento, precisava unir toda a força da sua mutação para tirar aquelas mãos imundas para longe do corpo de Luna.
O loiro respirou fundo, tentou se concentrar enquanto via Andrew passeando suas mãos pelo corpo da garota, ao mesmo tempo em que sentia o cheiro dela. Draco estava a ponto de explodir. Sua cabeça latejou enquanto concentrava sua energia em seus poderes. Seus raios elétricos eram essenciais naquele momento, e não poderiam falhar. Não falhariam.
Fixando os olhos em Andrew, faiscando ódio, Draco abriu a palma de sua mão, cautelosamente. Precisava de uma boa mira para não machucar Luna, e precisava de boas voltagens de potência na eletricidade. Com a cabeça latejando em força e ódio, o loiro ergueu subitamente a mão no ar, atraindo o olhar de Andrew. O policial levou seu dedo ao gatilho da arma, mas, sem ter chances de apertá-lo, foi atingido por vários raios e gritou de dor, seu corpo instantes depois caía ao chão. Luna correu de perto do homem, que ainda era eletrocutado por Draco. O policial gritava em dor, agonizando.
Desconcentrando sua mente, Draco respirou aliviado, sentindo as fisgadas em sua cabeça cessarem. O loiro baixou sua mão do ar e olhou Luna, a garota respirava ofegante. A loira sorriu entre as lágrimas que ainda molhavam seu rosto, e correu para abraçá-lo, mas paralisou no mesmo instante em que o garoto gritou em dor e caiu no chão, o lado esquerdo de seu peito escorrendo sangue freneticamente. Luna engasgou com o próprio ar, desesperada, olhou para os lados e viu a arma na mão de Andrew caindo ao chão e o homem desmaiando em seguida.
— DRACO!
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