Must Be The One
34 I guess I never tried
Notas iniciais
Mais um capítulo de discórdia aí pra vcs
Sophie's POV
Estava fazendo o café da manhã. Panquecas, bacon e café puro: nada melhor. Arrumei toda a mesa e gritei pela Mandy. Gritei umas quatro vezes e ela não acordou. Tive que ir lá em cima, remexer aquela guria e avisar que o café estava pronto. Abri a porta do seu quarto e não a encontrei. Olhei no seu banheiro, no meu banheiro, no lavabo, no meu quarto, na sala, na garagem, no jardim... Nenhum sinal dela. Comecei a ficar preocupada e voltei ao meu quarto para pegar o celular. Liguei e ouvi uma música dos Beatles tocando do quarto de Mandy. Ótimo. Ela sai e não leva o celular, já ia ligando para David enquanto descia as escadas quando vejo a minha irmã com a roupa toda desarrumada, o cabelo super bagunçado, uma cara de ontem, maquiagem toda borrada e cheia de lágrimas.
- Mandy, pelo amor de Deus, o que aconteceu? — disse a abraçando.
- Eu não sei... Eu não lembro o que fiz ontem e fui para na clínica do Josh... — seus olhos pareciam cachoeiras – Eu o magoei. De novo. Ah, Sophie, só faço merda.
Eu estava é com vontade de dar umas cacetadas na cara dela, mas ela precisava de um abraço então a briga ficava para depois.
- Senta aqui, você precisa comer alguma coisa. Fiz panqueca e bacon.
Ela sentou como uma criança comportadinha e começou a comer. Tentei não perguntar mais nada naquele momento sobre o que tinha acontecido, então, comecei a conversar sobre música. Quando falei sobre um LP que tinha comprado, ela começou a chorar de novo. Af, menina na TPM é assim. Guiei-a para seu quarto e a ajeitei na cama. Ela dormiu rapidamente. Rapidamente era eu que tinha que me arrumar para o trabalho em 5 minutos.
Mandy's POV
Ah que preguiça! Eu tinha dormido, o quê? O dia inteiro? Como era bom! Tinha até esquecido do que eu tinha que falar. Eu tinha que conversar com o David. Aliás, eu ia falar com ele ontem, não? Ah é, fui para o show naquele pub. Ah é! Tinha ido parar naquela porra de clínica. Ai, queria ainda estar dormindo. Mas que porra... Por que eu fiz aquilo? Já estava decidida em eliminá-lo da minha vida. Já estava até conseguindo de certo modo... Ok, eu chorava por ele algumas vezes, mas acho que já estava superando.
Enfim, eu tinha que falar com David. Minha cabeça estava com a consciência muito pesada. Então, eu tomei um super banho; escovei meus dentes e fui direto para o estúdio dele. Já era de noitinha e ele ainda devia estar trabalhando. Tinha pena de falar para ele... Sei lá, ele é tão trabalhador e educado. David realmente não merecia a merda que Sophie fez.
Cheguei lá e ele estava gravando com dois caras. Gatinhos, devo dizer, mas eles não faziam meu tipo. Tive que esperar um pouquinho para ele conversar comigo.
- Oi Mandy, tudo bem com você? — disse David me abraçando – Sophie me contou o que andou rolando...
- É, pois é... Fiz burrada e ainda nem sei como ela não brigou comigo, mas eu vim aqui para lhe falar uma coisa. – disse, mordendo os lábios.
- Pode me contar tudo, sou seu amigo. — disse sorrindo. Pobre David.
- Bom, sabe aquela festa daquela gravadora do seu amigo?
- Ah sim, o que é que tem?
- Então, na festa rolou muita bebida e tal, eu...
- PÁRA MANDY! — gritou uma voz desesperada lá no fundo da sala.
Era Sophie. Ela estava com uma cara super assustada e com olhos arregalados. Sophie veio correndo até nós, que estávamos mais surpresos do que ela.
- Sophie, eu preciso dizer isso. Minha mente não aguenta mais.
- Você não vai falar! Você vai arruinar minha vida!
- Mas eu preciso!
- Dá para alguém me explicar o que está acontecendo? — disse David – O que você tem que me contar, Mandy?
Sophie me olhou com a cara mais repreensiva do mundo, mas eu não conseguia esconder.
- Ela te traiu. — disse rápido, curto e grosso, para ser mais fácil. Na verdade, acho que não tinha um jeito fácil de contar essa notícia.
David apenas olhou para Sophie. Ela começou a chorar, então, David sabia que era verdade. Ele saiu cabisbaixo e voltou à sala de gravações. Sophie não parava de se lamentar. Eu não sabia o que fazer. Apenas a abracei. Ela me xingou até o inferno e foi embora. Segui-a com medo de que desse uma recaída, mas ela acabou indo para casa. Graças a Deus.
Como era chato não ter um namorado, não ter um melhor amigo e estar brigada com a irmã. Bônus: eu tinha dormido o dia inteiro e não tinha nada para fazer. Eh, beleza. Nesse instante, meu celular toca. Era Stella.
- Ah, oi Stella. Como vai?
- Estou bem... Ei, você não quer vir aqui em casa? A Thereza e Bob estão aqui. A Emily já está a caminho. Vamos tentar compor algumas músicas e ouvi dizer que você é ótima nisso.
Podia estar acabada, o que for, mas elas sempre me alegravam.
- Ok. Daqui a pouco estou aí, beijos.
- Tchau, beijinhos.
Cheguei lá em 5 minutos. A casa dela era perto da minha. Stella abriu a porta para mim, super feliz. Pegou na minha mão e me levou para garagem, onde a galera ensaiava. Conversa vai, conversa vem e descobri que tinha quase um dom para músicas. Já tinha feito três letras e tinha um ritmo para outra música.
- Você ainda não toca nada? — perguntou Bob.
- Não. Já tentei violão, guitarra, bateria... Também não sei cantar. — disse.
- Já tocou baixo? — ele perguntou.
- Não, nunca tentei...
- Ah, você deveria tentar, é bem legal. Eu te ensino. Sorte que eu trouxe o meu.
Ele tirou da capa um baixo bem bonito. Cheio de arte. Ele se dedicou muito a me ensinar. Já tinha aprendido a mexer e tocar alguns acordes. Isso me distraiu a noite inteira.
Notas finais
Então, o que acharam?
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