Music In The Dark

30 Mais uma vez, enfim


Notas iniciais
Prometi que ia escrever o próximo logo, então tcharaaaan! Hehe :D Aproveitem a leitura!

“–Anna? Está tudo bem? – perguntou preocupado.

Ela afastou o rosto do peito dele, secando as lágrimas que caiam pelo rosto.

–Tá tudo bem... – Ela sussurrou. –Acho que eu só não tinha percebido como você fez falta pra mim, Erik. – ela deu um sorriso fraco. – Eu estava com saudades.

Erik pegou uma mecha dos cabelos negros dela que caíam desajeitados sobre o rosto, prendendo-a atrás da orelha e sorrindo também, uma melancolia estranha nos olhos. Secou o resto das lágrimas do rosto dela com o polegar.

–Eu também senti sua falta, Anna. Mais do que você imagina.

Erik começava a aproximar seu rosto do dela, lentamente, como que com medo de ser rejeitado, quando alguém bateu na porta.

–Anna? Erik? – a voz de Mme. Giry se fez ouvir do lado de fora do quarto. –Tudo bem aí dentro?

–Sim, Mme. Giry. – a menina respondeu, se distanciando um pouco do Fantasma.

–Posso entrar? Eu trouxe comida.

–Tudo bem, entre.

Assim, com uma bandeja repleta de diversos tipos de alimentos, Mme. Giry abriu a porta, desajeitada, e entrou no quarto. Depositou a refeição na mesinha ao lado da cama.

–Precisa de mais alguma coisa, Anna? – ela perguntou, observando os dois com cautela para ter certeza de que estavam conversando pacificamente, e não brigando.

–Não, Mme. Giry, muito obrigada. – a menina sorriu ao que a outra se espantou, logo deixando o quarto, imaginando o motivo por trás do bom-humor repentino de Anna.

–Fica aqui comigo? – ela pediu a Erik assim que Antoinette fechou a porta.

–Sempre. – ele respondeu com um sorriso no rosto.”

Anna comeu o que aguentou da quantidade absurda de comida que lhe fora trazida, sentada entre as pernas de Erik, com as costas apoiadas no peito dele, que por sua vez, estava encostado contra a cabeceira da cama.

–Não quer comer mais? – ele perguntou, quando ela colocou a bandeja de lado.

–Não, já comi demais. – Anna saiu dos braços do Fantasma para se virar para ele. – Como você está, Erik?

–Melhor agora que sei que você vai ficar bem. – ele suspirou. – No que você estava pensando ao se trancar aqui? Por acaso estava tentando se matar? – o tom era mais preocupado do que acusador.

Anna desconversou com um chacoalhar de ombros.

–Eu só não tive mais vontade de sair. Depois de tudo o que aconteceu, estava com medo de esbarrar em Lui… Ou em Christine…

–Ou em mim. –Erik completou a frase por ela.

–É. –ela disse, envergonhada, olhando para baixo.

–Não tem problema, Anna. Eu provavelmente me sentiria o mesmo nessa situação. Eu sinto muito pelo que te fiz passar.

–Tudo bem, Erik. E eu sinto muito por ter sido tão teimosa. Sei que fui incompreensiva com você.

Os dois ficaram em silêncio por um momento, até que a menina se aproximou de Erik novamente, se aninhando confotavelmente no peito dele e bagunçando a cama para deslizar para debaixo das cobertas. Ele começou a acariciar o cabelo dela com uma mão, enquanto a segurava pela cintura com a outra.

–Como você está se sentindo, Anna?

–Eu tô bem agora. – ela murmurou contra o peito dele.

–Sério?

Ela fez um “mhmm”de confirmação e Erik percebeu que ela estava prestes a dormir. Inesperadamente, ela ergueu um pouco a cabeça do peito dele.

–Erik?

–Que foi?

–Eu amo você. – ela sussurrou, sem pensar.

Erik deu o maior sorriso que se lembrava de já ter dado em toda a sua vida. Pensou que nunca ouviria aquelas palavras novamente.

–Eu também amo você, Anna. – mas quando ele olhou para ela novamente, a menina já estava dormindo.

Erik não conseguiu juntar forças para deixar Anna enquanto ela dormia em seus braços. Ela parecia tão calma. Mesmo assim, ele não podia deixar de notar o efeito da doença sobre a menina. Todo o peso que ela tinha ganhado desde que chegara a Ópera parecia ter sido drenado pela anemia, junto com todas as curvas macias de seu corpo que tinham dado lugar para os ossos proeminentes. O que mais o incomodava era o fato dela não saber que estava grávida. Era injusto que todos soubessem o que estava acontecendo com o seu corpo, menos ela mesma. Ponderou várias vezes sobre a possibilidade de contar a ela, mas sabia que talvez fosse melhor que ela se curasse antes de começar a se preocupar com a gravidez. Ponderou também sobre a possibilidade da criança dentro dela ser filho de Lui e seu coração se encheu de receio. Não queria ter um filho com Christine, porque não havia sentimentos ali. Mas começar uma família com Anna tinha se tornado seu maior sonho.

Anna rolou enquanto dormia, se desaninhando do peito de Erik para o lado dele, abrindo os olhos devagar.

–Pensei que você não fosse mais estar aqui quando eu acordasse. – ela sussurrou.

–Você me pediu pra ficar, então eu fiquei. – ele sussurrou de volta. –Ainda tem comida, se você estiver com fome. Quer?

Ela fez que não com a cabeça, sem tirar os olhos dos dele, e enterrou os dedos no cabelo dele, sem nem perceber o que estava fazendo.

–Eu senti tanto a sua falta, Erik…

Erik se aproximou, encostando a testa na dela. Os dois fecharam os olhos ao mesmo tempo, e Anna roçou seu nariz contra o dele. As mãos deles foram automaticamente para a cintura dele, puxando-a pra perto, colando cada centímetro de seus corpos. Seus lábios se aproximaram até se tocarem. Foi como se fosse o primeiro beijo deles, fogos de artifício fictícios tocando como trilha sonora no fundo da cena. Calor emanava de seus corpos e seus gestos exalavam a necessidade que tinham um do outro naquele momento. As mãos de Anna logo passaram a explorar o peito de Erik, parcialmente exposto pelos botões abertos da camisa enquanto ele começou uma luta contra os laços que prendiam a camisola que escondia o corpo dela de seus toques famintos. Enquanto Erik a despia, ele sentia que estava redescobrindo o corpo dela como se fosse a primeira vez. O corpo dela estava mudado. Os seios estavam maiores, provavelmente por causa da gravidez, mas o resto do corpo dela estava extremamente magro. Ele não se lembrava de já tê-la visto daquele jeito qualquer outra vez. Quando as roupas dos dois já tinham sido arrancadas de seus corpos, ele começou a traçar um rastro de beijos por todo o seu corpo. Precisava mostrar para Anna que ela era amada e que nunca precisaria passar por nada sozinha. A menina gemia constantemente, tendo se esquecido de como era sentir os toques dele em seu corpo, acelerando seus batimentos cardíacos, irregularizando sua respiração.

–Erik – ela gemeu -, eu preciso de você.

Ele assentiu e os dois gemeram quando seus corpos se uniram em um só.

Finalmente, os dois estavam em casa.

Notas finais
Até a próxima, pessoal. Bjos, Luna :*