Muse

16 Capítulo XVI - Determinação de Fogo e O Proibido Emancipado


Notas iniciais
NEWS NEWS NEWS,ME LEIAAAAAM! :D -obg Oi oi! Não demorei muito em? Tô escrevendo capítulos bem grandes, agora que eu to mais ou menos de férias. É,eu ainda tenho uma semana de recuperação! o/ (êêê,vai toma no cuuu) Gostei bastante de escrever esse cáp por que apresentei melhor a Temari, coisa que queria fazer um tempinho. Dei uma pista do que é o Sasuke, climão KakaSaku (heuheuhe adoro esse shipp). Aconteceu coisa pra crlh nesse cap :v Ah é,lembrei o que eu queria falar faz um tempin. Não era meu objetivo ter momentos além de SasuSaku nesta fanfic. Mas minha idéia, desde o começo da fic, foi torná-la bem "hot" mesmo e imaginei que iria ter que escrever cenas envolvendo a Sakura com outro personagem e talz. Mas pfvr, amantes de SasuSaku, não abandonem minha fic TOT'' por que ela é SasuSaku sim, SasuSaku é vida, SasuSaku é tudo de bom, e vai ser SasuSaku e acabô -q Enfim... Logo logo o segredo do Sasuke será revelado. HOHOHO' provavelmente (PROVAVELMENTE CATANU), no próximo episódio mesmo hehe. Vai ter mais Sasuke daqui pra frente, vai ter mais Hinata tb (vishen,até esqueci da pobrezinha), acho que vou falar um pouquinho mais dos amigos do Naruto e seus traumas e pans, vou desenrolar uns misterios que ja estao me enchendo o saco...acho que é só :v Ah é,e a Karin vai vir pra Sanford e pans. Mas nn se preocupe, ela não vai atrapalhar o Sasuke e a Sakura ¬u¬ tenho outros planos pra ela

Muse

“Certa vez, Victoria soltou o papagaio que sua avó tanto amava. E isso deixou um trauma para mim, pois, até então, pensava que coisas ruins só poderiam acontecer sem querer”

Os Segredos de Tanner Hall

Capítulo XVI:

Determinação de Fogo e O Proibido Emancipado

Turno: Itachi Uchiha

Logo após depositar Sakura na cama, como Tsunade pediu, tive uma curta conversa com ela pelo corredor mesmo. Ela permitiu que eu ficasse na casa por um tempo, até algumas coisas se encaixarem.

Depois disso, peguei o carro de Tsunade e infringi o toque de recolher, dirigindo-me até a minha casa. Fui extremamente cauteloso, recolhendo algumas roupas do meu armário. Arrumei a mochila, até que sinto um cheiro forte. Viro-me encontrando Sasuke á porta. Tinha de me acostumar com o cheiro constante de sangue que iria sentir.

– Sasuke.

– Itachi.

– Já estão á minha procura, não?- Sasuke assentiu.

– Declararam você desaparecido.

– E vou ter que desaparecer por um tempo, sim. Arrumar algumas coisas.

– Pra quê? O que aconteceu com você?- Ele se aproximou temeroso.

– Eu já não sou a mesma pessoa, Sasuke. Um vampiro me mordeu durante a investigação.

– A-Ah...- Sasuke recuou um passo, com os olhos no chão.- Onde você irá ficar? Quem sabe eu posso te visitar- O cortei de imediato.

– Não, Sasuke.- Lhe aproximei do mesmo, pousando minha mão em seu ombro. Passei pelo mesmo, seguindo minha saída, mas ele me parou.

– Mas, irmão...!- Tampei sua boca de forma ligeira. Não queria que soubessem que estou aqui.

– Eu vou ficar bem. Você vai ficar bem, certo?- Dei ênfase ao “você” e ele concordou sem hesitar.

– Por favor, tome cuidado.- Pediu, Sasuke. Vi dor de saudades em seus olhos como eu não via a muito tempo.

– Tudo bem, Sasuke.- Saí ligeiro, deixando a casa do qual eu nunca saí.

[...]

Turno: Sakura Haruno

Decidi matar a aula de educação física. Fui para trás da arquibancada, como era o meu lugar de costume para matar aulas, mas ele já estava ocupado.

– Hey.- Havia uma garota sentada lá. Seus cabelos de um caramelo intenso refletiam com a luz do sol. Ela tinha olor de rebeldia, como todos afirmavam.

– Temari, não é?- Me sentei um pouco afastada da mesma, mas tentando puxar assunto. Eu não faço muito isso mas, ela me interessava.

– Sim. E você é a Sakura, não?- Falou com um cigarro na boca, que acabara de puxar do maço.- Acho que você ta na minha turma de Geografia, não?

– Sim, isso mesmo!- Respondi animada.

– E aí, o que vinha fazer aqui, garota pink?- Ela tinha uma expressão de debochada; mas mantendo a carranca de desinteresse eterno.

– Matar aula.- Estiquei as pernas, espreguiçando-me.

– Somos duas, então.- Ela me olhou pelo canto dos olhos e eu retribuí o olhar. Sorri de canto, interessada nessa suposta amizade.- Ei, você é legal.- Solto uma risada abafada.

– Não estou acostumada a ouvir isso.

– Por que?- Retirou a jaqueta jeans cheia de bottons ,deixando a regata listrada verde e branca a mostra.

– Por que não faço muita amizade.- Encostei a cabeça nas estruturas da arquibancada e mantive meus olhos ao céu, pensando.

– Eu tenho um pessoal aí. Mas não me apego muito ás pessoas.- Ela refletia sem perceber.- É meio que sem querer. Eu me canso delas e então, elas simplesmente vão embora.

– Entendo.

– Ei, quer sair depois da aula?- Ofereceu e por um momento até ficou ansiosa, mas aí lembrei do trabalho.

– Desculpe, tenho que trabalhar ás 18h.

– Ah, a gente mata as últimas duas aulas.- Sorriu de canto.

– Ok!

A aula de educação física já estava quase acabando, enquanto isso, dávamos boas gargalhadas. Conversando sobre momentos, nos conhecendo. Ela era gente boa, mesmo tendo fama de encrenqueira pela escola.

– Ei, por que você veio pra cá?- Ela perguntou-me, pegando-me de surpresa.- Sabe, você não tem muito cara de louca.

– Acham que eu matei meu namorado.- Abracei os joelhos aos poucos, deitando a cabeça nos mesmos.

– Hm.- Apagou o cigarro no chão. Parecia acostumada com esse tipo de resposta.

– Preciso perguntar por que veio parar aqui?- Soltei algumas gargalhadas e logo ela começou a rir também, mas não deixou de responder.

– Eu tenho transtorno de personalidade borderline.- A olhei com um olhar de interrogação, então voltou a explicar.- Ciúme intenso, ataques de ira e desespero.- Dobrei os lábios, remexendo a cabeça entendendo toda a situação.

– Sim, é. Por isso as pichações, os carros queimados e o lixo pelo campus. Depois desses escândalos, me expulsaram da escola. Meu pai lutou pra me colocar na escola de novo, declarando que a causa das encrencas era culpa dos meus problemas mentais.- Deixou escapar algumas risadas abafadas.- Meu pai... ele é muito parecido comigo, sabe. Determinado, corajoso.

– Meu pai já foi embora há muito tempo. Nunca mais tive notícias dele. Dizem que ele morreu...- Mordi os lábios.- Mas não gosto de pensar nisso. De qualquer forma, ainda tenho minha mãe, mesmo que eu esteja longe dela agora.

– Minha mãe morreu quando eu tinha 12 anos. Ela não batia muito bem da cabeça, sabe? Pegou a arma que meu pai escondia debaixo da cama e...PEW!- Meu coração deu um pulo de susto neste momento e Temari caiu na gargalhada.

– S-sinto muito.

– Bom, acho que a aula de educação física já acabou. Nos vemos no portão dos fundos nas duas últimas aulas ok?

– Certo!

[...]

O sinal tocou.

Vários estudantes saíram da sala de aula apressados, deixando um Kakashi um tanto atordoado. Olhei para aquilo com um riso nos lábios. Juntei meu material disfarçadamente na mochila, afinal, era hora do almoço e logo depois iria sair com Temari. Deixei a mochila abaixo da carteiro e caminhei para a saída.

– Parecem um bando de criaturas selvagens.- Parei na porta, ouvindo os murmúrios de Kakashi. Ele recolhia suas coisas da mesa, armazenando-as em uma imensa mochila em forma de pasta. O sol que vinha da janela alta, alcançou perfeitamente seus cabelos grisalhos e incandesceu seus olhos serenamente caídos. Arfei por um curto segundo, o apreciando.- Nunca imaginaria que estaria num lugar deste. Quando era criança sonhava em ser detetive, sabe.- Vestiu a alça da mochila, segurando-a firmemente.

– Detetive? Interessante.- Sorri meiga.

– Acho melhor aproveitar seu tempo de almoço, não, Sakura?- A luz do sol pareceu transcender seus olhos e dar contraste em seus supostos lábios, escondidos por trás da curiosa máscara. A máscara que tenho tanta vontade de arrancar, a cada dia que se passa, a cada aula que ele dá.- Sakura?- Fui caminhando lentamente até o mesmo, a curiosidade me dominava por completo. Deixei uma de minhas mãos soltas e com a outra, alcancei seu pescoço. Deslizei com a mesma, até chegar no pano leve da máscara. Permiti que meus dedos resvalassem até a borda da mesma, no entanto, meu pulso é agarrado.

– Por que?- Foi tudo que eu pude dizer.

– Não.- Kakashi firmou sua mão em meu ombro e passou por mim rapidamente, saindo na sala e me deixando atônita.

[...]

– Karin virá pra cá.

– Como?- Parei o garfo que transportava comida direto para minha boca. Voltei meus olhos á Naruto.

– Ela virá para Sanford.- Disse Naruto com mais certeza, voltando a comer suas batatas fritas.

– Assim? Simplesmente?

– Sakura, o pai dela morreu. O Jiraya morreu.- Continuei comendo, tentando digerir também essa novidade.- Ela disse que alugou uma casa na rua de Tsunade. Abandonou os estudos. Vai começar a trabalhar.

– Hn.- Mastiguei lentamente, pensando.

– O que está pensando, Sakura?- Acompanhei-o limpando os beiços e cruzar os braços, recostando-se na cadeira.- Na verdade, o que você está escondendo?- Engoli a comida com dificuldade e solucei ao tentar falar com o mesmo.- Por que sabe, foi estranho a desculpa de Itachi hoje de manhã. Dizendo que ele iria passar um tempo lá, sendo estagiário de Tsunade.- Fiquei mordendo meus lábios por um bom tempo, pensando em algo para responder. Ainda bem que neste exato momento, o sinal toca encerrando o horário de almoço.

– Até mais, Naruto!- Levantei-me e corri rapidamente para a sala de aula, chegando primeiro que todo mundo. Vesti a alça da mochila envolta do corpo e andei de forma ligeira para os fundos, onde encontrei Temari me esperando com um cigarro na boca.

–Hey, garota pink.- Dei uma piscadela pra ela.

Ela abriu com facilidade os portões dos fundos do colégio e então saímos pela rua, gargalhando como duas crianças.

– Para onde vamos, afinal?- Estávamos adentrando algumas ruas, sempre andando pela calçada.

– Um lugar especial meu.

Depois de ter olhado para ver se havia alguém por perto, Temari adentrou a floresta. Fiquei com medo de segui-la pois, eu sabia o que aquela floresta escondia. Então ela parou percebendo a falta do som de meus passos e olhou para trás, dizendo:

– Não se preocupe. É seguro.- Temari me incentivou a ir com ela num aceno. A segui, mesmo ainda hesitante sem minha katana por perto.

Mais adiante, chegamos em uma área mais aberta e ao olhar para cima, poderia se observar uma fabulosa casa na árvore. Sorri radiante, ainda olhando aquela delicadeza que combinava com a encrenqueira. Subimos por uma escadinha presa na árvore e já estávamos dentro da casa. As tabuas de madeira por baixo dos pés, rangiam a cada passo mas parecia firme, por conter galhos fortes a protegendo. Havia puffs variados pela casa da árvores e luzes, daquelas de natal, enfeitavam o local. Ficava imaginando como era ali de noite.

– Você que a construiu?

– Meu pai me deu uma forcinha...- Temari riu, parecia se recordar de um passado mais feliz e animado.

– Vocês moram por aqui?- Sentei-me em um puff, próximo a uma janelinha, onde apoiei meu cotovelo e observei a floresta.

– Eu moro nos dormitórios do colégio, mas nos fins de semana eu vou pra casa. É aquela que passamos, ao pé da estrada.- Temari me serviu uma garrafa de cerveja. Agradeci e usei o abridor, enquanto me recordava da casa.

– Ah, aquela baixa e verde escura?

– Sim, aquela mesmo. Meu pai pinta ela a cada seis meses.- Deixou seu corpo cair em um dos puffs, descarregando um suspiro pesado da alma.- Começou a tratar aquela casa com a vida dele, depois que mamãe morreu...- Levou a garrafa aos lábios, com os olhos caídos a um canto da casa da árvore.

– Entendo.- Tomei o último gole da minha cerveja, começando a sentir vontade de me aliviar.- Hey, vou lá embaixo, fazer...- Fiz um movimento com as mãos e ela entendeu, balançando a cabeça e segurando o riso.

– Tem uma casinha á umas três árvores pra frente.- Concordei, mais contente de não ter que precisar fazer em uma moita.

Desci as escadas um pouco apressada e segui para frente, encontrando a casinha. Entrei e senti um enorme alivio pelo banheiro não estar todo fedorento, ou sem papel. Quando saí, sou pega de surpresa por uma mão gélida, que me empurra para trás de um pinheiro. Meu corpo bati violentamente na árvore e então posso ver o desgraçado.

– O que você está fazendo aqui a floresta, sua idiota?- Achei horrendo o modo como fora grosso comigo.

– O que você está fazendo aqui, Sasuke?!- Rebati, o empurrando.

– Eu moro aqui!- E então apontou para o grande casarão que era possível identificar-se, mesmo que por trás das árvores. Estávamos tão longe da escola assim?- Vai me dizer o que estava fazendo aqui?- Forçou.

– Por que eu tenho que te dar satisfações? E por que está tão bravo?!- Percebi que sua mão ainda apertava o meu pulso e sua força estava cada vez mais intensa.- Pare, Sasuke! Está me machucando!- Seus olhos pareceram se acalmar e sua força moderou. Retirou a mão do meu pulso e recuou.

Olhei para o mesmo de certo muito intrigada, segurando meu próprio pulso que estava bem avermelhado. Sasuke olhava para ele próprio, parecendo assustado com sua imagem.

– Por que você é tão estranho,Sasuke?- Minha voz de choro, denunciava minha angustia e medo, e aquilo acabou me chocando.

– Desculpa, Sakura. Desculpa...

– Uma hora é todo bonzinho, sendo amigo do Naruto, outra hora me ignora. Me dá carona e depois me beija. Agora isso?- Fui ao ataque, esbravejando pelas ventas.- Assim não dá, Sasuke!- Falei nervosa, pronunciando cada palavra com um curto intervalo de tempo.

Então ele, com as sobrancelhas cruzadas e o cenho franzido, tentou dizer algo. Sua boca abria e fechava, mas parecia que algo impedia o mesmo de revelar.

– Ei.- Girei os calcanhares e encontrei Temari, intrigada.- O que está acontecendo aqui, em?

– Eu vou embora, Temari. Me desculpa.- Passei pela mesma, não dando importância ao Uchiha. Voltei a casa da árvore, vesti minha mochila e segui meu caminho até um ponto de ônibus. Fiquei feliz que ninguém tenha tentado me impedir.

Em pouco tempo, já subia os degraus de Étapes à Roses.

Cheguei na loja e as meninas organizavam as vitrines.

– Hn, normalmente você costuma chegar atrasada.- Ino disse, terminando de organizar uns calçados.- Mas chegar duas horas adiantada...- Subiu as sobrancelhas duas vezes, debochada.

– O que aconteceu, Sakura-chan?- Matsuri entrava na conversa, curiosa.

– Quero que me treinem. Já.- Ordenei, determinada.

[...]

Turno: Autora

Sakura manuseava sua katana provisória com astúcia; com um foco admirável. Saltou por entre as árvores, defendendo-se de uma das machadinhas de Ino. Saí de trás da árvore, logo que a machadinha vermelha fincou no chão. Ino estava desprevenida e foi pega por uma rasteira da rosada. A loira caiu com tudo no chão, mas a luta não terminou por aí.

Matsuri puxou o gatilho de seus revólveres personalizados e Sakura conseguiu esquivar-se dos mesmos, abaixando-se. Fincou a katana de metal no chão e escondeu-se em uma árvore.

– Balas novas, Matsuri?- Brincou Sakura, escondida.

– Novinhas em folha, Sakura-chan.- Matsuri estava bem atenta, estreitando seus olhos a cada movimento.

– Eu também tenho uma coisinha...- Então, de súbito, duas granadas de fumaça foram lançadas á área de Matsuri, que defendeu-se abrindo seu escudo eletrônico.- Granadas de gás vale?- Disse Matsuri em desespero, sem enxergar nada.

– Aqui vale tudo, meu bem.- Falou Ino ainda no chão, gargalhando. Assim, visualizando seu alvo, Sakura usa o galho da árvore que estava para fazer um impulso e pular sobre Matsuri. Totalmente imobilizada.

As duas se encaravam; Sakura com um olhar orgulhoso e vencedor. Matsuri um pouco surpresa e até aterrorizada. Ambas as irmãs estavam contempladas pelo amadurecimento de Sakura desde o começo do ano. Ela estava se tornando forte e cada vez mais ágil. Parecia uma sombra, espreitando-se por entre as árvores á espera de um feixe de medo, para finalmente atacar. Estava impiedosa.

– Vamos, temos sapatos pra vender, meninas!- Matsuri disse animada, abraçando a rosada por trás.

– Eu nunca imaginei que você iria evoluir tanto.- Disse Ino levantando-se e recompondo-se. A loira já estava mais do que convencida.

– Eu também não.- Admitiu a rosada, deslizando seus dedos pela katana provisória e a retirando do solo.- Na verdade, eu só luto bem quando estou com raiva. Quando algo me incomoda...

– Normal.- Acalmou Matsuri, massageando os ombros da rosada enquanto todas voltavam para seus postos no outlet.- O ódio é o melhor amigo da atitude nesses momentos.

– Como se você fosse dominada por ele...- Pronunciou Ino, com os olhos fixos em seu caminho. Sempre eu seu caminho.

Sakura observou Ino durante um tempo. A loira sempre fora séria demais. Até pensou que era o jeito dela; seu estilo. “Talvez seja o irmão”, pensou consigo mesma. Mas decidiu tirar isso da cabeça, afinal, não gostava de pensar nas coisas terríveis que aqueles orbes azuis já presenciaram. Ino não gostava de reabrir cicatriz. Ninguém gosta.

[...]

Casa dos Uchihas, 00h20min

Fugaku estava sentando na cama do filho já fazia horas.

As portas do armário jaziam abertas, eternamente. E seus olhos estavam no chão. Subindo, só de vez em quando, para observar o armário quase vazio.

Sasuke, pronto para dormir, passou pelo quarto do irmão e reconheceu a silhueta do pai ali. Parou por um momento no corredor e ficou observando-o, com um olhar... indiferente.

– Ei, pai.- Chamou Sasuke, recostado á porta do quarto do irmão. Fugaku olhou para trás e virou-se novamente.- Como vai as buscas pelo mano?

– Fugaku levantou-se da cama do filho, passando as mãos pelas cobertas, como se nunca tivesse estado alí.- Você não precisava mais dormir aqui nos dias de semana. Já pode voltar para os dormitórios do colégio.- O moreno, Sasuke, cruzou as sobrancelhas e descruzou os braços. Sabia que o irmão estava escondendo-se dos BUNKER, portanto não se preocupava, mas o modo como o pai disse sobre o cancelamento das buscas, chocou o moreno.

– Por que irá cancela-las?- Continuou o assunto. Fugaku parou ao lado da cômoda do filho.

– Aconteceu algo ruim á ele, mas está bem. Eu sei disso.- Afirmou com tamanha certeza, o pai. Apoiou um braço sobre a cômoda e pegou uma fotografia da família nas mãos, a apreciando com um semblante sério.- Veio aqui, recolheu suas coisas e está se escondendo.- Fugaku manejava a cabeça, positivamente, acreditando que o filho estaria seguro.

– Como sabe disso, pai?- Sasuke não insinuou nada, mas queria saber a resposta do pai.

– A medalha. A que estava bem aqui...- Apontou Fugaku, com os olhos, e segurando um pequeno patamar de ferro.- Itachi só a retirava do lugar, quando pretendia sair de casa. Ela não está aqui.- Fugaku passou a língua pelos lábios e tornou-se a sua postura mais confiante e decidida. Voltou a olhar para frente e passou pelo filho, após ter dado um tapa amistoso no ombro do mesmo. Mas logo parou no corredor, e de costas para o filho.- Você saberá se cuidar, Sasuke? Sem seu irmão para ajuda-lo?- Sasuke continuou em sua mesma posição, recostado na porta. Suspirou profundamente, temeroso, até que disse:

– Saberei.

– Está certo.- Passou a língua entre os dentes e logo foi-se para seu ninho de amor, junto de Mikoto, que já sabia sobre o filho.

Sasuke caminhou para dentro do quarto do irmão.

Foi em direção á janela e a abriu, com a esperança de que o irmão voltasse. Deixou o cômodo e voltou-se ao seu, onde adentrou o banheiro e retirou a camisa. Percebeu em seu corpo, vendo-se no espelho, um pequeno hematoma. Não, não era um hematoma. Ele sabia bem o que era.

– Está começando a apodrecer novamente.- Anunciou a si mesmo, coçando desesperadamente a região esverdeada e roxa.

[...]

Casa da Sakura

Turno: Sakura Haruno

– Ei Itachi, você sabe onde Naruto está?- Perguntei ao pé da escada, alcançando a voz até onde Itachi estava sentado lendo.- Impressionante, quando a Tsunade viaja a trabalho, o Naruto sempre some.

– Ele disse que iria dormir no dormitório com os garotos.- Respondeu o moreno, fechando o livro para dar atenção á mim.

– Isso é permitido?-Tinha dúvidas em relação á isso e estava na cara que Naruto aprontava alguma.

– Não.- Itachi abriu um grande sorriso, começando a gargalhar.

– Arg, Naruto!- Levei minha mão até as têmporas, onde as massageei para tentar manter a calma. Naruto só causava problemas.

– Deixe o garoto se divertir, princesa.- Itachi tomou o livro com curiosidade novamente, ainda com risos nos lábios. Corei um tanto quando referiu-se á mim como “princesa”, mas já estava começando a acostumar-se com isso.- Afinal, você não é a mãe dele.- Torci os lábios, incerta. Faminta, caminhei até a cozinha ao lado, tirando alguns ingredientes da geladeira e pensando nas palavras de Itachi.

– Não que eu não ache que o Naruto não saiba se defender sozinho, mas...- Fui separando cada ingrediente para preparar o meu sanduíche, conversando com Itachi graças á área aberta acima do balcão, que separava a sala da cozinha.- Eu não sei. Só sinto que devo protege-lo, entende?- Itachi olhou-me confusa, ainda com o livro nas mãos. Continuei no preparo do meu sanduíche, tirando uma faca da gaveta para cortar em fatias a folha de alface.

– Creio que esse sentimento de proteção tenha começado desde o acidente com seu namorado, não?- Parei de fatiar a comida. Minha franja caiu sobre o rosto, então alguns segundos silencioso se passaram.- Desculpe se se sente desconfortável- O impedi que continuasse.

– A morte de Sasori mudou muita coisa na minha vida. Mudou meu modo de agir, pensar, falar... Então, desde esse maldito acidente tenho passado a proteger as pessoas ao meu redor.

– Por que tem medo que elas partam também, não?- Continuou, o moreno. Apenas assenti com a cabeça. Poucos instantes se passaram de silêncio, até que volto a fatiar os ingredientes.- Espero que saia vitoriosa do caso.- Sorri contente mas disfarçadamente, e meus ouvidos continuaram atentos á ele, mas em um curto momento de distração, meu dedo acaba raspando na lâmina afiada da faca. Meu semblante se distorce com a ardência e no instante em que eu iria limpar o sangramento, Itachi aparece perante a mim com olhos tão amedrontadores do que naquele dia.

– Acalme-se I-Itachi...- Meus membros ficaram momentaneamente paralisados, entretanto, consigo chegar na faca acima da mesa. Vou caminhando para trás, até que a parede gélida me impede de continuar. Seus orbes negros feito obsidianas, transformaram-se num rubro nada amistoso. Pude senti-lo tocar meu pulso. Nossos corpos se colaram neste instante e sua mão ergueu meu pulso á altura de seus lábios. Seus orbes moveram-se serenamente ao ponto de sangue de meu dedo. Não deteve-se e o beijou. Seus lábios roçaram na ferida e eu tinha certeza que não seria o suficiente para ele.

De meus olhos, as lágrimas já começavam a se manifestar. Assim então, finalmente, seu tome alcançou meu pescoço. Os lábios finos e agora avermelhados, roçaram em minha pele, até que a mordida é sentida. Dobrei meus lábios para não gritar e as lágrimas começaram a transbordar substituindo a dor. Pude sentir claramente o sangue sendo sugado, como naquele dia. Deixei que minha cabeça caísse um pouco para trás e recostasse na parede. A faca escorregou de minha mão e seu tilintar ecoou assombrosamente em meus ouvidos. Eu estava perdendo as forças. Itachi parou e movimentou-se lentamente em direção aos meus lábios. Minha visão estava embaçada e meu corpo mole, mas mesmo assim, pude sentir seus lábios nos meus. O gosto de meu próprio sangue fora sentido. O Uchiha mostrou as presas novamente, fincando-as em meu lábio. Um filete de sangue escorrera do encontro de nossas bocas e pingara no chão. Acabara rápido. Minha visão fora ficando cada vez mais turva e então pude ver Itachi colocar seu dedo indicador perante a própria boca, sibilando:

– Shh...- Seus fortes braços tomaram meu corpo. Fui carregada para cima e colocada na minha devida cama. Continuei com meus olhos semi-serrados, olhando-o sair de meu quarto. Minha porta ia se fechando e a luz que provinha do corredor começava a desaparecer. Até que, não havia nenhuma luz.

Eu estava letárgica.

Como se faltasse poucos segundos para que meu ser falecesse por completo.

* * *

Sim, cada vez que me afogo para a morte em seguida me rendo uma e outra vez

Minhas emoções não tem um lugar para despertar

[...]

Apesar da ferida incurável que devora meu coração
Não posso deter completamente meus pensamentos que habitam na escuridão

On/Off – Trecho de Futatsu No Kodou To Akai Tsumi

Notas finais
Puta que la pariu,como demorou pra corrigir esse cacete no bloco do SS. enfim :v Gostaram? Iria ter momento SasuSaku nesse, mas eu não queria parecer muito apressada. Ta sendo tenso desenvolver os tantos misterios que eu criei, lembrar de personagens e fazer tudo oq eu quero. Mano,sérião,eu nunca imaginei que essa fic seria tão difícil e trabalhosa de escrever. Afinal,era só um negócinho pra passar o tempo,treinar e adorar cada vez mais SasuSaku. Mas eu não abandono fic,então vamo lá kraio :v o/ Ainda tenho muito oq escrever e não,a fic não ta acabando,definitivamente não. Me mandem sugestões de músicas pra colocar no fim do caps,please. To morrendo aki :v Obrigado gente -w- vcs são demais. Beijos e até!