Notas iniciais
Oi oi gente! Sejam bem-vindos a minha mais nova fic. Foi um surto de ideia e eu espero mesmo que ela tenha futuro, porque se tudo sair como estou planejando... Não tenho nem palavras. Espero mesmo que vocês gostem, sério. E podem haver algumas mudanças ao mundo de bruxas que você conhecem, mas é uma história original né? Sem mais delongas, espero que gostem e se quiser passar na minha outra fanfic, vou deixar o link aqui embaixo.
Boa leitura!

http://fanfiction.com.br/historia/580011/Boas_Garotas_Nao_Procuram_Vinganca/

Eu sou uma pessoa que gosta de mudar às vezes, mas também não é para tanto! Estávamos de mudança de novo! Quando eu era criança isso era legal, afinal, que criança não adoraria falar que já esteve em várias partes do mundo? Do Brasil ao Japão? O lado bom de toda essa mudança – tinha que ter pelo menos um lado bom né? – é que eu peguei a paixão por história do meu pai, então era muito legal visitar os palcos de vários acontecimentos históricos. Mas agora já estou com 16 anos e eu quero parar em algum lugar, ter amigos, mas meu pai não parece perceber isso. Ele é historiador, está sempre atrás de uma aventura nova por isso viaja para muitos lugares, mas parece esquecer que tem uma filha.

E por que você não fica com a sua mãe, Natalie? Então... Minha mãe simplesmente sumiu do mapa, tipo puf! E eu tenho um estranho bloqueio em relação a ela, só sei o que as pessoas me dizem. Estranho, eu sei. Que criança não tem uma memória da mãe? Eu juro que se eu não tivesse crescido e tido aula de genética e umas conversas bem... Se eu não tivesse aquelas conversas que todos os adolescentes têm em uma determinada idade, eu diria que tinha vindo de uma cegonha. Sério! Nós não temos uma foto dela, meu pai muda completamente de assunto quando eu tentava – depois que ele me lançou um olhar que perfurou minha alma da última vez, eu não tento mais – eu comecei a pesquisar por mim mesma, mas não tinha conseguido muita coisa só o nome dela, numa vez que eu peguei a correspondência e consegui dar uma olhada antes que meu pai arrancasse da minha mão. O nome dela é Vivian Murphy.

O nome do meu pai é Henri Dupont, tem 39 anos e seus cabelos são castanhos bem claros, olhos castanhos e no sol chegam a ficar verdes. Sua pele é morena por causa da exposição solar e ele é malhado, pois é meu pai é um coroa muito show. Ele disse que dessa vez é diferente e que vamos permanecer nessa cidade por um tempo, mas eu nem acredito mais. Ouvi essa frase a minha vida inteira, por que dessa vez seria diferente? E por que ele escolheria o pior lugar para ficar mais tempo? Deixe-me explicar... Estávamos a caminho de uma cidade que nem no mapa aparecia e era muito pequena – se não aparece no mapa é porque é muito pequena né Natalie, deixe de burrice – e de acordo com as fotos que eu consegui achar depois de muita luta era um lugar muito sombrio.

A única coisa que eu sabia era que ficava nos Estados Unidos, Massachusetts. Era próxima a Salem, eu sei me dá arrepios também. Já estávamos no carro a caminho dessa cidade nanica. Eu estava olhando a paisagem, quantas árvores... Estávamos passando pela fronteira da cidade quando eu sinto uma coisa em meu corpo, como se eu tivesse levando um choque e levanto em um pulo, batendo minha cabeça no teto do carro. E do nada, tipo do nada mesmo, um arbusto pegou fogo lá fora... Eu estava ficando assustada.

- O que foi, querida? – Meu pai perguntou me olhando rapidamente.

Olhei de novo para fora e o arbusto estava normal, como se nada tivesse acontecido. Balancei a cabeça no intuito de tirar esse pensamento da cabeça. Eu não sou louca.

- Eu não sei... Parece que eu tomei um choque! – Disse enquanto esfregava a minha testa numa tentativa falha de conter a dor dos infernos que eu tava sentindo.

Ele só maneou a cabeça e passou a mão pelos cabelos. Meu pai sempre fazia isso quando estava nervoso e/ou preocupado. Eu não entendi, mas aprendi com o tempo a não fazer muitas perguntas.

No meio de tantas preocupações eu acabei não me apresentando, meu nome é Natalie Murphy Dupont, eu nasci na França. Além de ser apaixonada por história, sou apaixonada por aprender novos idiomas eu sei falar fluentemente francês, inglês, espanhol e português porque a maioria dos países que eu visitei falavam essas línguas. Sei um pouco de alemão e russo, mas quase de nada de japonês. Eu nasci com essa facilidade para aprender novas línguas – por favor, não malicie essa frase. Tenho 1,65 cm de altura, algo que eu considero bom, nem muito alta, nem muito baixa. Meus cabelos eram ondulados e longos, naturalmente são castanhos escuros, mas eu peguei uma paixão por cabelos loiros e resolvi pintá-los – mantendo a raiz natural.

E eu tenho olhos violeta.

Sim, você leu certo. Meus olhos são violeta e eu já cheguei a usar lente de contato colorida por um tempo, até descobrir que os garotos acham a cor dos meus olhos estranhamente sexy. Minha pele é meio branca, mas Deus me abençoou com a melanina, então atualmente estou meio morena – obrigada Deus, prometo não meter o dedo (calma com o que você vai pensar) na massa do bolo enquanto ele estiver sendo preparado.

- Nat? – Ouvi meu pai chamar, parecia que ele estava a quilômetros de distância – Chegamos, deixe de preguiça e saia desse carro – Ele batia no vidro.

Depois de esfregar os olhos algumas vezes saí do carro e quase tropecei em uma pedra que eu tenho certeza que brotou do chão. Eu teria caído se meu pai não tivesse me segurado. Levantei meu olhar e encarei a minha nova casa. Sabe aquela sensação que você tem quando algo lhe é estranhamente familiar? Então. Eu estava sentindo isso.

Era uma casa de dois andares, mas que aparentava ter um sótão. Ela tinha cara de ser muito antiga. Era feita de madeira e pintada de branco, mas aparentemente estava bem conservada – digo isso porque ainda não vi a casa por dentro. O jardim da frente estava bem largado e era cheio das mais diversas flores, passarei um bom tempo cuidado dele, simplesmente amo jardinagem. Tinha uma varandinha na frente com um banco também de madeira. A porta era azul bebê assim como a madeira que ficava ao redor das janelas.

- Essa porta me é familiar... – Sussurrei.

- Disse alguma coisa, Nat?

- Não, pai, não foi nada – Balancei a cabeça.

Isso não poderia estar acontecendo de novo, não posso começar a pensar em coisas que não existem. Se eu tivesse vindo aqui eu lembraria, certo? Não, não tenho muita certeza.

- Então você já pode me ajudar a retirar as malas, que são muitas... – Meu pai tirava as malas do carro e as colocava na calçada – A mudança chega amanhã, você poderia ter empacotado metade dessas coisas.

Revirei os olhos.

- Pai, temos que abrir a casa. Pode me dar a chave, por favor? – Pedi.

- Um minuto – Ele vasculhou os bolsos – Aqui – E me entregou um molho chaves.

Eu peguei duas das minhas malas e subi a pequena escada da varanda. Larguei as malas e peguei as chaves, eram tantas chaves... Eu iria perder um tempinho achando a certa.

- Bem que uma força sobrenatural poderia me poupar tempo e me mostrar à chave certa – Resmunguei e comecei a tentar abrir a fechadura.

E do nada, um gato – eu espero mesmo que tenha sido um gato – passou correndo na minha frente e eu tomei um susto, consequentemente, derrubei as chaves no chão.

- Obrigada, meu gatinho querido.

Abaixei para pegar as chaves e uma delas estava separada das demais. Estranho. Peguei-a e tentei abrir a porta... E serviu. De novo, estranho. Entrei e deixei a porta aberta para que meu pai pudesse entrar com as coisas. A casa já estava mobiliada e assim como era por fora, por dentro tinha um ar antigo. O chão era de madeira, assim como os móveis. Possuía diversas pinturas na parede e vasos de flores mortas. Passei meu dedo pela mobília e ele saiu preto. Há quanto tempo alguém não entrava ali?

Suspirei.

Oba! Teria um grande fim de semana pela frente, minhas habilidades como faxineira entrariam em ação novamente. Voltei para fora e fui terminar de ajudar com as coisas.

Exausta. Era assim que eu estava. Tínhamos chegado no início da manhã e já era tarde da noite. Passamos o dia inteiro tornando a casa habitável. Henri disse que uma moça viria amanhã fazer uma faxina caprichada naquele lugar. A casa tinha quatro quartos, sendo que um deles ficava no andar debaixo possivelmente para empregada. Eu escolhi um que tinha uma varanda que dava para os fundos – que por sinal era enorme e tinha vista para a floresta que eu com certeza iria explorar, como eu já disse sou apaixonada por história e nada melhor do que ir em busca de uma – portanto que você não seja como o meu pai, que é tão apaixonado que acaba esquecendo da filha.

Voltando a falar do quarto ele era grandinho, tinha uma cama de casal – com dossel, cara! – no centro – meu sonho era ter uma cama de casal só pra mim... Imagina poder dormir toda aberta (sem malícia, por favor) e ainda sobrar espaço? – um guarda-roupa enorme, uma estante para livros, um baú na beira da cama e uma escrivaninha. Tinha um tapete muito fofo, mas que precisava de uma lavada bem caprichada urgentemente, que cobria boa parte do quarto. E um espelho enorme que tomava conta de uma parte da parede.

O papel de parede do quarto era um violeta bem fraco – combina com os meus olhos – com flores azuis. A madeira do quarto era marrom escura, quase preta. No centro dele tinha um lustre enorme que deveria dar um trabalho dos infernos para limpar, mas que era maravilhoso. O quarto era uma suíte e tinha uma banheira que poderia caber duas de mim. E tinha alguns detalhes nos móveis do que eu suspeitava ser ouro.

Eu estava deitada na banheira agora, relaxando numa deliciosa água quente... Eu poderia dormir ali mesmo. E só uma pergunta rondava a minha cabeça: como meu pai pudera pagar por aquela casa? Nós somos uma família de classe média alta, que viajava a todo o momento... Aquela casa era antiga e cheia de detalhes de ouro... Tinha louças bem antigas também. Mas eu não iria perguntar, com o passar dos anos eu e Henri construímos algumas barreiras para determinados assuntos e dinheiro era um deles.

Saí da banheira e me enxuguei, coloquei uma roupa leve, o clima estava agradável e a porta aberta da varanda deixava uma brisa gostosa entrar no quarto.

- Boa noite, pai! – Gritei da porta do quarto.

- Boa noite, Nat!

Aconcheguei-me nas cobertas. Amanhã seria um longo dia, teria que achar um emprego – me acostumei a trabalhar no turno oposto do colégio para fazer uma reserva de dinheiro minha, nunca se sabe o dia de amanhã – e ajeitar as coisas da escola e quem sabe dar uma explorada na cidade e na minha casa.

Nova cidade, vida nova. A mesma coisa sempre.

Je ai l'habitude

(Já estou acostumada)

Notas finais
E ai o que acharam? Quero muito saber a opinião de vocês!!!! Não esqueçam de dar uma passada na minha outra fic: http://fanfiction.com.br/historia/580011/Boas_Garotas_Nao_Procuram_Vinganca/
Até o próximo cap, galera!