Notas iniciais
Espero que gostem.
Obrigada por ler ^^

"Como é que alguém pode dizer que ama uma garota se nem sequer a leva pra pichar muros por aí?", ponderava o filho de Shinigamis. Sentados em um muro, acompanhados de nada além de quatro latas de spray, o Sol aguardando dezenas de minutos para se pôr e a vista da cidade de Karakura, dois primeiranistas do ensino médio aproveitavam a tarde sentados sobre um muro.

Depois de picharem um guarda-chuva do amor e um enorme coração com seus sobrenomes, suas quase cansadas mãos estavam dadas. As mãos da garota eram pequenas, macias e estavam ficando úmidas de tanto a dele suar. Que vergonha...
Um pouco hesitante, o garoto shinigami enfim rumou seus olhos em direção ao rosto de Schiffer-chan. Os olhos verdes da jovem se desviaram dos de Kurosaki-kun (o segundo após seu progenitor). Poucos segundos depois, voltaram para os dele. Um castanho, com aspecto humano. Outro, dourado ardente e com esclero negro.
Os pulmões de Kurosaki se enchiam significativamente de ar toda vez que ele semiabria a boca e procurava em sua mente alguma coisa para dizer.

"Conseguiria levá-la para redesenhar todos os muros da cidade. Mas não tenho iniciativa sequer para falar agora". Os riscos verdes que desciam dos olhos dela como lágrimas eram hipnóticos. Para qualquer padrão de estética ultrapassado, Schiffer seria no mínimo, excêntrica. Para ele, estes traços, junto com os losangos em suas sobrancelhas eram o que a destacava das outras garotas. A tornavam diferente. Mais bela. Um dos incontáveis motivos para Kurosaki desejar ela e somente ela.

Os lábios bem desenhados, com o superior demarcado pela cor mais escura parecia subconscientemente convidá-lo para um beijo.

A arrankar mestiça parecia ser a única garota no mundo para Kurosaki. Filha da união de um poderoso espada e uma humana com poderes extraordinários. Ele, filho de uma ceifeira com um shinigami substituto com sangue quincy.

Dois mestiços. Dois com sangue herói. Ela com sangue do lado negro.

Tão diferentes. Tão iguais. Tão próximos, e ainda assim, tão tímidos um com o outro.

Kurosaki não mais quis vacilar e apertou mais a mão de Schiffer. Rapidamente aproximou seu rosto ao dela, inclinando-se ligeiramente para o lado.

Estando a uma distância quase ínfima, esperou que ela por.sua aproximasse dele.

Até que se tocassem.

Notas finais
"Como é que alguém pode dizer que ama uma garota se nem sequer a leva pra pichar muros por aí?"

Muito obrigada de novo por ler. Comentando ou não, ainda me deixaria feliz que alguém lesse, então, se tiver alguém que desceu até aqui, já bastou. E muito.
Então, obrigada :D

Não dei primeiros nomes aos personagens porque achei que estaria ultrapassando os limites. Não queria algo Universo Alternativo, entendem? Queria fazer algo mais sutil, simbólico. Depois, eu não saberia que nomes colocar. Pensei até em juntar os kanjis dos nomes de cada pai e mãe, mas desconsiderei a ideia.
Also: O jovem "casal" chamando um ao outro pelo sobrenome + honorífico kun/chan tornaria tudo mais... hm... Como posso dizer *procurando palavra* *vasculhando na mente* *deixa de ser burra, Lenka* espontâneo. Acho que é isso. Né? Mas tipo, quem entende de shoujo, de cultura do sobrenome e de namorados tímidos, sacou na hora o que eu falei ~wº

Digam aí: quando leram "Kurosaki-kun", depois de tanto ouvir a princesinha Inoue o repetir tantas vezes no anime, já pensaram: "Tal mãe, tal filha", né? (Rindo alto)

Então, acho que é isso. Espero de coração que tenha gostado quem leu.
Me digam o que acharam da fanart de capa.
Beijos :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!