Notas iniciais
Olá! Bem vindos ao começo de uma jornada incrível. Boa leitura beijos

As mãos que me agarravam haviam sumido mas seus rostos ainda me olhavam e suas bocas gritavam meu nome e novas mãos surgiam.

—A NOVA ESCOLHIDA!- Marcolino esbravejava ao meu lado, me levando a consciência de que eu não havia feito nada de errado.

—QUE? não deve ter algum erro, Marcolino o senhor leu certo?- Marcolino começou a gargalha na minha cara e todos fizeram o mesmo, estavam todos rindo da minha cara.

Marcolino alisava a pança dando uma pausa na risada.

—A ESCOLHIDA AINDA ESTÁ EM CHOQUE! MAS PELOS DEUSES ELA ATRAVESSARA OS PORTÕES- todos cessaram suas risadas e uma moça muito ruiva me jogava para fora do palanque.

Fui jogada em meio a multidão que me abraçava e beija, gente conhecida e odiada ninguém ali realmente sabia quem eu era apenas que eu era a escolhida.

Mamãe me beijava na testa e empurrava um pouco a multidão Amber me abraçava e dizia a todos que era a irmã da escolhida, papai havia sumido em meio ao mar de pessoas. Mas nada disso me acalmou nem mamãe nem Amber, elas foram empurradas de novo pelo povo, enquanto eu era puxada novamente, mas dessa vez mãos me puxavam para a escuridão de trás do palanque.

—shhh! Venha- a voz de Marcos me conduzia no escuro me levando para longe das pessoas.

—Marcos!- finalmente meu único objetivo daquela noite era realizado.

Mas ele não apenas me abraçou como dd costume como segurou meu rosto com suas mãos quentes.

—quer decorar meus olhos uma ultima vez antes a escolhida atravesse?- Marcos ria da minha gracinha mas ainda assim estava serio.

Seu rosto se aproximou mais ainda do meu então sua boca estava na minha, sim ele estava me beijando meu coração pulava no peito, Marcos era meu amigo desde de que tínhamos 3 anos quando ele me tomou meu pão e eu lhe mordi, dali em diante nos tornamos melhores amigos, mas nunca havia pensando que ele gostasse de mim, ele era o garoto mais bonito de Mina e todas as meninas o queriam mais ali estava ele beijando a garota mais estranha de Mina.

Ele se afastou um pouco arfante, havia sido meu primeiro beijo então eu estava com uma sensação estranha na boca ainda.

—Marcos?- ele me calou novamente mais dessa vez me beijando lentamente.

—volte pra mim escolhida-ele disse então sumiu entre as folhagens rapidamente ele tinha essa habilidade de se esconder e sumir rapidamente.

Eu ainda estava atordoada quando sai do escuro e encontre novamente a realidade. Mamãe me encontrava e passava algo ruim e vermelho na minha boca.

—vá querida! Você esta linda, quero saber de tudo quando voltar- ela se afastava como todos faziam, a muralha serafim agora rugia como um monstro e sua grossa parede se desmontava apenas o suficiente para uma carruagem passar.

Me foi entregue um enorme baú dourado e pesado, me foi entregue também um medalhão que todos os escolhidos tinham de usar que possuía o brasão da aldeia que era um pedra de esmeralda brilhante.

Do buraco de serafim saiu uma carruagem brilhante que atravessou em instantes a grande ponte.

—O Escolhido suba ate a carruagem- falava um homem fardado que descia da carruagem e abria mais ainda a porta.

Meus pés temiam ir já que eu não sabia o que esperar, mas coragem não podia faltar a um verdadeiro membro de Mina.

O interior da carruagem cheirava a rosas colhidas dos campos de Mina, o acento parecia ser feito de nuvens macias.

A carruagem começou a andar eu ouvia do lado de fora todos cantar a canção de Mina.

"Lá se vai mais uma joia de Mina, uma jóia bruta que será lapidada, uma jóia rara abençoada pelos deuses e embelezada pela luz do sol e invejada pela pálida lua" essa canção me fazia quere chorar mais agora eu não podia me deixar levar, eu voltaria em instantes.

A carruagem não tinha janelas então eu não podia ver nada do lado de fora, o homem fardado olhava para minhas mãos onde descansava o grande baú.

Os solavancos eram leves mais me faziam pular do banco de nuvens.

—chegamos?- eu perguntei quando a carruagem deu um solavanco realmente forte. Mas o homem nada respondeu que mal educado, ele abriu a porta da carruagem e eu dava de cara a um prédio brilhante feito de vários arco íris, o diamante das paredes eram realmente lindos.

O homem me apresentava a outros homens que me olhavam torto e me conduziam ao interior do edifício, eles me levavam a um quarto de ferro que começava a andar, um deles notou minha cara de aflição e soltou um risadinha, eu o encarei com uma carranca mal humorada.

—venha- o mesmo homem que bufou me levava a outra parte do edifício era uma parte toda dourada e vermelha, haviam vários detalhes em cada canto que era difícil se concentra.

—Majestade aqui esta a compra- o homem anunciava se curvando para um trono grande com um velho bonitão sentado nele.

—se curva- o homem balbuciou baixinho eu imediatamente me curvei com as costas doendo do peso do baú.

—se aproxime leal súdita do lado de fora- meus passos ecoavam dentro do enorme salão, mesmo através do tapete vermelho.

Eu já estava perto o suficiente por os guardas se aproximavam.

—guardas!- o rei exclamou em sinal de que eles se afastassem

—venha me de aqui o baú- meus braços se esticaram e os do rei também, o homem tinha belos olhos verdes e uma linda pele mais seus cabelos eram já grisalhos.

Suas mãos tocaram o baú e uma onda elétrica correu através do meu corpo me fazendo soltar rapidamente o baú dourado.

—calma senhorita!- o rei ria entregando o baú a um serviçal.

—desculpa majestade- minhas bochechas esquentavam, e todos no grande salão me olhavam.

—venha mais perto! Diga-me seu nome- o rei se levantava enquanto eu me aproximava os guardas também já se colocavam ao lado do rei.

—Daninha Scoota majestade- o rei me olhou surpreso.

—Daninha como as pragas rurais?- ele falava meio pensativo.

—se importa de ouvir uma pequena historia?- o rei então sentou-se novamente em sinal que eu pudesse prosseguir.

—Majestade! O tempo...- um serviçal falava mais o rei levantou uma mão para que se calasse.

—Bem majestade quando minha sentia as dores do parto ela estava longe de Mina ela estava no campo de soja, não havia tempo das parteiras chegarem, então então ela se sentou no chão e começou a gritar as outras que acompanhavam ela na colheita foram ao seu socorro. Então tudo se foi as pressas então eu nasci mas sem respirar as mulheres acharam que eu estava morta mas minha mãe começou a rezar para os deuses em especial Nanini nossa protetora e um erva daninha se partiu ao mesmo tempo em que eu chorava e todos viram aquilo como presságio dai veio o meu nome- a historia era longa, mas eu adorava como era diferente, eu não vim a esse mundo como as outras crianças.

—que historia interessante! Daninha.... Bem que seu povo seja abençoado pelos deuses, e você Daninha seja guiada pela estrela da manhã- o rei se levantou e me beijou na testa como um pai.

Mas o beijo demorou demais os guardas também acharam isso e me empurraram para trás.

—você!- o rei apontou pra mim com um grande horror.

—levem-na imediatamente para casa- os guardas reais fardados com mais armas que roupas me levantaram do chão e me jogaram no quarto de ferro.

Apenas eu e o homem debochado, olhando bem para ele naquele momento de aflição por não entender o que acontecia reparava nele um moço jovem e bonito, ele ate mesmo lembrava Marcos se não fosse pelos olhos e pele claras por não ter nenhum um tipo de exposição ao sol.

—o que você fez ao rei?- o homem perguntou repentinamente e me pegou lhe olhando.

—nada, eu não sei- olhei para meus próprios pés.

O quarto parou de andar e tudo acontecia de repente. A carruagem corria agora com solavancos fortes alguém do lado de fora gritava palavrões, o homem debochado me acompanhava com uma cara preocupada, suas mãos estavam inquietas a carruagem parou e a porta se abriu, a serafim agora estava aberta e minha casa estava logo ali.

—corre!-gritou o homem debochado,pega do minha mão e me puxando.

Eu tropeçava em meio as pedrinhas mas vi logo a marulha se fechar não havia tempo serafim se abria apenas uma vez ao ano se ela se fechasse eu não voltaria a Mina.

—não da mais tempo.-o homem parou e eu vi serafim se fechar, eu vi minha casa sendo selada por grossas camadas de concreto puro minhas pernas fraquejaram e lágrimas caíram.

—NÃO!!!-aquela maldita parede não se abria nem com meus apelos ela havia sido novamente lacrada.

—venha-o homem me abraçou e me puxou pela rua.

—a minha casa! Você não entende? Eu tenho que voltar eu preciso voltar- eu tinha que voltar será que ele não entendia.

—eu vou te levar ao rei e vejamos o que se pode fazer-sua estava estampada em seu rosto.

—não! Não.... Ele falou que me mandasse embora, isso pode implicar com seu cargo não? Me ajude atravessar serafim! Por favor-eu o implorava e ele parecia pensar um pouco.

—Elder- ele estendeu a mão e me deu um sorriso.

—Daninha! Mas me chame de Dani- assim ele propôs que eu fosse a sua casa já que seu turno havia terminado.

As ruas da Capital eram grandes e lisas onde se tinha vários tipos de carros, já que aqui existia magia, a casa de Elder ficava escondida o que era um alívio, mas muitas pessoas olhavam para mim o que me deixava nervosa será que sentiam magica?

—por que estão nos olhando?- eu perguntava enquanto entrávamos na pequena casa.

—provavelmente por que esta com um guarda real e esta deslumbrante devem pensar que e uma nobre vinda de esmeralda.- eu queria rir dessa ideia, apesar que eu estava digna disso mesmo.

Notas finais
Obrigado por ler! Ate o próximo capitulo espero que tenham gostado, fiz com muito carinho.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.