Mural de fotos

1 Capítulo 1 - Nova vida


Notas iniciais
Boa leitura!

A luz entrava pela janela do meu quarto onde mostrava o mesmo céu cinza de sempre. A cidade de São Paulo era linda, com suas subidas e decidas, com suas ruas e calçadas, com seus grafites e pichações. Cada lugar possuía uma beleza própria e seus momentos únicos que com apenas a ajuda do impossível conseguiriam se repetiam em exata perfeição.

Meu hobby era fotografia. Eu fotografo principalmente a simplicidade do dia a dia das pessoas dessa cidade, ou seja, a vida de casais na rua, pessoas conversando, pessoas lendo, o movimento dos carros, o lindo céu cinza, e eu só preciso de uma câmera e um lugar para transformar um simples olhar em uma das mais belas artes.

As paredes do meu quarto são os meus murais, é onde eu coloco as minhas melhores fotos e apesar do meu forte auto senso crítico, minhas paredes estão quase completas e já mal dava para ver a forte cor branca delas.

Tirando minha mãe, que vinha me acordar de manhã todos os dias, e o meu irmão, que admirava o meu trabalho com fotografia, ninguém mais entrava no meu quarto, até porque nunca trazia ninguém para casa.

Eu havia me mudado para a cidade há poucos meses, e hoje era meu primeiro dia de aula no terceiro ano do ensino médio. Minha mãe estava na frente da janela onde tinha acabado de abrir as cortinas deixando com que o sol “cinza” entrasse no meu quarto, minha mãe estava feliz algo de bom finalmente tinha começado a acontecer e eu sentia isso vindo dela.

− Que bom, levantou sem muito esforço − Dizia minha mãe enquanto eu sentava na cama e esfregava o rosto.

−Bom dia.

Eu estava quase pronto quando Dan, meu irmão mais novo, entrou no quarto desesperado, ele estava apenas de cueca e me olhava com a cara de quem tinha dormido demais.

−Não! – ele gritava enquanto corria de volta ao seu quarto – Você já está quase pronto, isso não é justo, que droga.

Soltei um leve sorriso da situação dele, sorriso que logo foi embora graças ao famoso primeiro dia de aula. Dan, apelido sem criatividade dado por mim ao meu irmão Daniel, que tem 16 anos e cursa o segundo ano do ensino médio. Ele é um ano mais novo que eu. Meu irmão possuía um metro e setenta e cinco de altura, tinha cabelos castanhos em tom de loiro, olhos castanhos claro, possuía um carisma nato de criança brincalhona sem deixar a maturidade de lado.

Finalmente tinha acabado de me arrumar e só tinha levado dez minutos para fazer tal proeza, era incrível como eu tinha alcançado a minha “perfeição” em tão pouco tempo, ou talvez, eu apenas estivesse desanimado demais para o meu primeiro dia de aula que não quisesse colocar todo o meu auto senso crítico à tona, mas eu juro que estava bonito de rosto, é só de rosto também, eu não me sentia confortável naquele uniforme escolar horrível aos meus olhos.

Eu estava prestes a entrar em uma sala com em media 30 pessoas no qual eu nunca tinha visto antes e ainda passaria um ano letivo junto a eles, eu realmente não sei como o meu irmão conseguia enfrentar isso tão tranquilamente.

Abri meu guarda-roupa e peguei uma das minhas fotos que eu tinha tirado e ainda não tinha colocado na parede. A foto retratava um grupo de amigos em uma mesa de um shopping qualquer aqui da cidade, na mesma havia cinco pessoas, sendo que, uma delas estava olhando na minha direção quando eu tirei a foto. Pode parecer estranho, imagina você sendo pego tirando fotos de estranhos na rua, agora imagina que a pessoa da foto viu você fazendo tal ação, mas eu juro que não tinha intenção de tirar foto alguma, afinal nunca tenho.

Eu estava sentado lendo um livro em uma das mesas, quando me deparei com a sensação de está sendo observado, olhei em meio à multidão do lugar e uma mesa me chamava atenção, havia um grupo de garotos, todos estavam rindo e olhando para as garotas que passavam pelo lugar, exceto o rapaz do meio, ele olhava na minha direção a cada pequeno período de tempo, até perceber que eu o estava encarando, sem qualquer excitação eu peguei minha câmera que estava na minha mochila e preparei para tirar uma foto deles, quando o rapaz olhou para mim novamente, eu tinha consegui capturar o momento. Como eu já havia dito antes, um momento único.

−Meninos o Café está na mesa

Ouço a minha mãe gritando da cozinha e em seguida vejo Dan saindo do seu quarto, que por sinal era em frente ao meu, e corria em direção a cozinha.

−Talvez um café da manhã me anime – Penso em voz alta.

A cozinha não era muito grande e possuía apenas uma pequena divisória inglesa separando-a da sala. A mesa do café estava farta de frutas e queijos, o que era raro na nossa família pelo fato de nunca termos tempo para apreciar a mesma.

− Parem com esses olhares de repulsão − Ela falava enquanto nos chamava para a mesa – Vocês sabem muito bem que quando temos uma mesa assim, bem-posta, significa que temos algo a comemorar, e dessa vez temos bastante coisa.

Nós sentamos a mesa e logo começamos a comer em silêncio quando Dan o quebrou.

− Certo, estamos comemorando o que?

− Estamos comemorando o fato de nossas novas vidas estarem realmente começando, vocês vão hoje para o seu primeiro dia de aula enquanto eu tenho, finalmente, um atendimento com os meus primeiros clientes fixo.

Minha mãe é uma terapeuta natural, ou seja, uma pessoa que está a servir e tente a realinhar suas estruturas energéticas. Cuida e zela pelo seu bem-estar com a energia e força da natureza.

Lagrimas escorriam no rosto da minha mãe, lagrimas de felicidade que faziam meu coração doer, Dan se levantou e deu um grande abraço em minha mãe, enquanto isso, eu estava cada vez mais preocupado com minha nova vida, a qual eu queria há muito tempo. Não queria cometer os mesmo erros de novo, decidi que me fecharia, eu já estava sozinho há uns três meses, terminar o ano sozinho seria fácil até demais.

− Pega – Ela segurava um saco de pirulitos em cada mão – Victor, eu sei que você vai tentar o truque de pedir uma caneta emprestada para puxar assunto e caso isso não funcione, que tal comprar alguns amigos novos com um saco de pirulito.

Sabe o que eu mais gostava na minha mãe? O fato dela saber sempre do que eu e meu irmão precisávamos.

Na minha mochila eu levava dois cadernos, dinheiro, algumas canetas, minha câmera fotográfica, baterias reservar da câmera, meu celular, uma roupa reserva para trocar depois da escola e agora o saco de pirulitos.

− E aí, pronto mano? – Dizia Dan esperando no elevador.

Saindo do prédio, nós andaríamos mais duas quadras até a estação do metro onde pegávamos o trem que nos deixaria a três quadras da escola, o que levava em cerca de vinte e cinco minutos, com isso nós resolvemos acordar um pouco mais cedo e passar em uma pequena loja de fotografia na estação Santa Cecília.

Dan adorava ver minha câmera e acompanhar as fotos que eu tirava. Cada foto tinha seu modelo, e cada modelo tinha uma historia. O engraçado era quando havia mais de um modelo para as minhas fotos, como eu sempre tento mostra a história do dia a dia das pessoas, eu tentava pegar o melhor o momento, ou seja, o momento certo para que uma foto conseguisse mostrar todo o sentimento que havia presente no momento.

Meu irmão e eu sempre fomos muito unidos, apesar das muitas brigas, sempre confiávamos um no outro e acobertávamos as fugas, meu irmão era uma pessoa legal, um cara com muita história para contar, ele conseguia manter todos os seus amigos unidos sempre que possível, com muito esforço, é claro, mas acho que apesar de tudo o sorriso no rosto dele dizia que valia apena tudo isso.

Eu, bem, eu era parecido com ele, ou ele era parecido comigo, não importa, mas eu tentava manter meus amigos perto, a questão era que eu nunca conseguia, não importava os esforços tudo era em vão, aprendi uma coisa com isso, momentos são únicos e se eu não podia ter eu podia guardar um pouquinho da felicidade de outro comigo.

Conheci a fotografia em um banner eletrônico em um ônibus, “X-500 a câmera que vai capturar a verdadeira emoção”, em seguida vinha várias fotos de lugares inimagináveis e indescritíveis, admito que aquela propaganda foi horrível, mas eu simplesmente tinha amado todas as fotos, eu sentia como se eu estivesse lá. E sinto toda vez que eu olho uma foto na minha parede eu vejo e sinto cada sentimento vivido ali e por causa disso eu tento retratar uma história em minhas fotos.

Dan era o único amigo que eu precisava sempre manter por perto e atualmente o único também, ele sabe que, apesar da dificuldade de escolher amizades saudáveis, eu faço amizades tão rapidamente como ele. Ele também sabia do meu medo, apesar de eu nunca demonstrar, tinha medo de estar sozinho com pessoas a minha volta, ele tinha medo de baratas, nada de estranho até então, só que eu me divirto muito vendo-o discutindo com elas, as baratas.

− Victor, o que você espera da sua nova vida aqui em São Paulo?

Quando avistamos a estação de trem um sorriso se estampou no roto dele dizendo algo como “Finalmente, aqui marca o início de tudo”.

− Eu simplesmente espero que pouca coisa mude, sabe não vai importa a cidade que eu esteja ainda vou dar o melhor de mim e o melhor de tudo é que agora vou poder dar o melhor de mim para novas pessoas e viver novas experiências – Ele tinha um olhar de orgulho, orgulho dele, do que ele era – Sugiro que faça o mesmo.

− Não sei, tenho muita coisa para mudar em mim antes de dar o meu melhor – Já estávamos dentro do trem nesse instante, demos sorte de ter chegado ao mesmo instante que o trem – Mas vai ver que você encontra uma namorada aqui também, assim você vai poder esquecer a Vitoria não acha?

Dan havia começado a falar muitas coisas sobre ele e a Vitoria, ele estava vermelho e brigava comigo, dizia algo sobre não ter sido culpa deles o fato de eles terem terminado, ele falava muito, mas eu o ignorava. Nós sentamos entre as últimas cadeiras, perto da última porta do último vagão que ainda estava muito vazio para o horário, Dan pegou um livro da sua mochila e começou a ler enquanto eu analisava o vagão, contando comigo e meu irmão tinha cerca de cinco ou seis pessoas.

No fundo do vagão tinha um rapaz que me chamava à atenção, ele usava o mesmo uniforme que a gente. Abri minha mochila e liguei minha câmera que fez um pequeno barulho que apenas eu tinha escutado, e eu olhava em volta para ter certeza disso. Aquilo era realmente incrível, uma cena perfeita, um momento único, essa imagem ia direto para a parede. Um rapaz de cabeça baixa no final de um trem vazio, eu não sabia descrever o que eu sentia com essa imagem. Ajustei o foco da câmera, me preparei e esperei o momento certo, a foto tinha ficado boa, mas eu podia fazer melhor, eu ajustei a câmera novamente e pronto sentia que agora estava perfeita.

− Que engraçado! – Uma voz ecoa ao meu lado – Deixe me ver, com essas duas fotos você deve ter no total, três fotos minhas?

Droga, eu fui pego, como ele descobriu que eu estava tirando as fotos? Como assim “três fotos dele"? Mas eu só tirei duas? Calma, vamos por parte. Rapidamente foi ver as duas fotos que eu tinha acabado de tirar e o que eu vi me surpreendeu, na última foto que eu tinha tirado dele, ele estava olhando para a câmera.

− Sabe, que tal da próxima vez que for tirar uma foto assim, no meio da rua de um suposto estranho, que tal tirar o fleche? — Dizia o rapaz batendo delicadamente com a ponta do dedo no fleche.

Não podia acreditar, olhei na câmera e no canto superior direito tinha um pequeno ícone que informava que o fleche estava ligado, desliguei a câmera e me pus a me desculpar com ele. Sem perceber ele já estava tentando chamar minha atenção acenando constantemente para mim.

− Desculpa, mas nós conhecemos? – Perguntou Dan interrompendo a sua leitura.

− Você, receio que não, mas o seu irmão eu creio que sim.

Isso não podia estar acontecendo, um estranho que vi na rua e tirei uma das fotos que eu mais tento entender estava do meu lado, com tanta gente no mundo qual seria a possibilidade? Um para cada sete bilhões? Meu coração acelerava cada vez mais que o silêncio crescia até o rapaz que agora estava sentado ao nosso lado o quebrou.

− Certo vai me ignorar, eu simplesmente vou voltar para o meu lugar com licença.

− Espere! –Uma breve excitação se criou junto a um silêncio constrangedor – Desculpa novamente, acho que é a melhor coisa que eu sei fazer é pedir desculpas.

− Sim? – O rapaz retrucava.

− Desculpa! – Dou um grito quando percebo que estávamos de mãos dadas.

− Pelo o que agora?

Silêncio se formou e eu percebi que meu irmão tinha voltado a sua leitura e não estava mais prestando atenção em nós.

− Na verdade eu não sei, sei lá, por te fazer de modelo para as minhas fotos – Digo enquanto sento novamente só que agora de cabeça baixa – Pelo menos sei que você não vai ser só um modelo qualquer por aí.

− E o que te garante isso?

Eu realmente não estava acreditando, como ele não tinha reparado que estudávamos na mesma escola? Isso era impossível, tava na cara, ele sabia e sabia muito bem disso, só não queria se “misturar” com nós. Era definitivo, mais um babaca qualquer, minha antiga vida estava cheio deles.

− E por sinal, me chamo Erick – Disse ele com uma expressão totalmente diferente.

− Sou o Victor e esse é o Daniel – Falei sem olhar nos olhos dele – Prazer.

Ele parecia aflito, mas o que ele esperava que fosse ser feito da minha parte depois que ele disse aquilo, hum. Ele voltava para seu lugar de origem com um olhar de aflição, eu simplesmente me sentia um idiota por ter tratado alguém daquele jeito, baixei a cabeça e logo comecei a pensar na minha vida que eu jurei deixa para trás quando coloquei os pés em São Paulo.

Senti meu braço sendo puxado através da minha mão, olhei rapidamente desnorteado para os lados até que vi Erick me puxando para fora do trem, sem pensar duas vezes peguei minha mochila e puxei meu irmão que vinha com um olhar de desaponto, meu irmão sempre gostou de fazer isso, apesar de ser o mais novo ele sempre quiser ser o mais responsável dos irmãos.

− Creio ser a minha vez de pedir desculpa agora – Erick ainda segurava a minha mão só que com mais leveza – Fui um babaca com vocês, digo, com você, Victor.

−Desculpa interromper o momento de vocês, mas eu estou meio perdi aqui – Dan guardava o livro na mochila enquanto olhava para nos dois de mãos dadas – Então mano vai me apresentar seu amigo? E vejo por sinal que ele estuda no mesmo colégio que nós dois.

−Erick, eu sou Erick, Sou do terceirão e vocês?

− Sou o Daniel, mas o Victor me chama de Dan então prefiro Dan, e que coincidência o meu irmão também é do terceiro enquanto eu já sou do segundo.

− Não existem coincidências – Erick olhava para mim enquanto eu soltava a minha mão da dele – Que mundo pequeno, eu ouvi dizer que esse ano nós só teremos um terceirão então devo informar que você será da minha sala.

Que lindo, nem cheguei à escola e já estou preso a um babaca convencido, como eu o conhecia a tão pouco tempo e já o odiava? Ele devia ter um metro e setenta e oito, um pouco maior que eu, um cabelo, de topete, curto castanho escuros, olhos azuis claro, uma pele até que bronzeada para o povo que morava em São Paulo, ele tinha uma voz firme sem o forte sotaque paulista, parecia o tipo de pessoa que não usa gírias.

− A propósito como sabia que eu era o mesmo rapaz do shopping? – Pergunto divertidamente curioso pela resposta dele.

Começamos a andar até a saída da estação onde passamos pela loja de fotografia, dessa vez só passamos mesmo olhando pela vitrine, depois da loja tinha uma leve rampa, bem cumprida por sinal, que dava na esquina do quarteirão.

− Saibam que eu gosto dessa estação, sabe ela me lembra algo, ela me da uma sensação ótima por estar aqui. – Dizia Erick olhando em volta o movimento de pessoas – Então deixe-me te esclarecer, apesar da cidade ser muito grande e com uma população maior ainda, ainda sim é difícil encontrar um jovem da sua idade fotografando a vida alheia.

O silêncio se fez mais uma vez e começamos a andar em direção a escola novamente.

− Sabe, não foi no shopping que eu te vi pela primeira vez, na verdade para ser sincero, eu vi o dia que vocês chegaram a São Paulo e o dia em que você comprou a sua câmera na loja de alguns amigos meus, eu até ouvi algo do tipo: "juro que nunca mais irei cometer os mesmo erros, que nunca mais iria aceitar o que fizeram com você de novo, que você seria um novo você", também sabia que ali não séria a ultima vez que eu iria vê-lo, não sabia explicar, mas sabia que não seria − Ele soltou uma leve gargalhada e me olhou – E olha onde eu estou, estou aqui!

− Que gay, se eu não conhecesse meu irmão dirá que vocês dariam um belo casal – Disse Dan com um sorriso no rosto.

Eu e Dan começamos a rir, um riso que durou pouco, quando percebi que Erick estava de cabeça baixa e vermelho dei com o cotovelo no meu irmão para que ele se tocasse que estava sendo inconveniente.

− Perdão Erick, não sabia que você não gostava desse tipo de brincadeira.

− Cala a boca, você realmente não sabe o que diz! – Ele colocou uma das alças da mochila no ombro e apertou firme. – Já estou muito atrasado, vocês já me custaram muito tempo.

Ele foi em direção a escola sem sequer olhar para trás, eu realmente não tinha entendido a dele, quando parece ser um cara legal mostra se um babaca completo, outra hora ser um cara com quem eu realmente queria a companhia e depois voltar a ser o babaca de novo.

Dan parecia mal com o que tinha acontecido a agora a pouco, quando nós chegamos ao colégio, que parecia ter cerca de cento e cinquenta anos, havia uma portaria no qual apresentava o máximo moderno possível da arquitetura. Seu chão era de um mármore escuro no tom de grafite, suas paredes seguiam um traço mais de teatro europeu. Cores e vida eram extremamente visíveis.

A escola ocupava um quarteirão completo, seu interior era dividido em duas quadras abertas e ao redor delas estava um pátio e em seguida a construção de dois andares com forma quadrática. A escola também possuía uma enorme igreja.

− Mano o que foi aquilo lá atrás? – Dan estava de cabeça baixa e trazia uma expressão de remorso no rosto – Eu disse algo errado? Algo para ele ter ficado daquele jeito?

− Claro que não, na verdade não tenho certeza, não sei o que deu nele, não vi maldade da sua parte.

Notas finais
Obrigado por ter lido. Se comentar, obrigado por ter comentado.