Mundos em conflito
6 Imprevistos e ciúmes
Notas iniciais
Isabella virou a cabeça para olhar a fonte do grito, bem a tempo de ver uma garota berrando aterrorizada no corredor, ao mesmo tempo que um manequim de loja ganhava vida e atravessava o vidro.
As poucas pessoas no corredor dispararam para se esconder e olhavam em volta pelo corredor apavoradas, procurando o sombrio que teria feito isso, escondendo os filhos atrás de seus corpos tremendo.
Mas ninguém encostou na garota para tentar ajudar, ela parecia estar sozinha, apavorada quando o manequim a atacou, Isabella disparou da mesa ao mesmo tempo que o manequim agarrou o braço da menina com força, quando Isabella puxou a garota pra longe e chutou o estômago do manequim o desmontando, acabou causando alguns cortes pelos antebraços da menina.
Ela chorava muito, foi o que Isabella percebeu, seu cabelo alaranjado caia longo até a cintura, e ela abraçava uma mochila grande apertado enquanto seu braço anda sangrava.
As pessoas se aglomeraram ao redor rápido, os seguranças voltando alertas para o corredor à procura de quem teria causado tal estrago, todos no corredor com pena da pobre garotinha, parecia ter uns doze anos, pois era baixa e usava roupas enormes pra ela, além do rosto delicado como sua voz quando agradeceu à Isabella por salva-la.
— Está tudo bem — Isa disse passando uma mão pela cabeça da garota, que estremeceu — Seu nome? — Isa sussurrou para os curiosos em volta não ouvirem
— Kathleen — Kat sussurrou tremendo
— Bom, Kat, posso te chamar de Kat? — Isa sussurrou e a menina assentiu — Onde estão seus pais? você viu quem fez isso? — Isa sussurrou e a menina a olhou, grandes olhos azul turquesa a encarando detalhadamente, como se pudesse ver por trás dela
— Eu não tenho pais moça, a muitos anos — Kat sussurrou triste e Isa a abraçou com força — os monstros do meu pesadelo fizeram isso — Kat sussurrou abraçando o próprio tronco
Isabella a olhou em choque por alguns segundos, depois olhou tim, a procura de apoio, ele arrumou as sacolas nos braços e abraçou kat, sussurrando algo para ela, que se acalmou instantaneamente.
— Acho que sua irmã está bem, Margaret, vamos? — Tim disse olhando Isa calmo e ela sorriu olhando as pessoas em volta um pouco mais tranquilas
— Claro Jonas — Isa disse e seguiu com Tim e Kat até o fim de um corredor — Venha cá, vou arrumar seus braços — Isa disse pegando um lenço preto em uma das sacolas e rasgando ao meio
— Oh moça! isso parecia novo! — Kat disse triste olhando Isa estancar o sangramento amarrando o tecido em cada um de seus antebraços
— Não importa, só que você esteja bem — Isa disse e sorriu pra Kat — Quantos anos você tem? como veio parar aqui? — Isa
— Eu tenho quase dezessete anos, vim do sul, morava numa orfanato de sombrios lá, os donos eram muito atenciosos, mas eles foram denunciados por alguém, e quando as autoridades invadiram todos tivemos que fugir... eu peguei um trem com outras três crianças, mas nós nos separamos a um ano e meio... — Kat disse triste e Isa a abraçou apertado, kat ainda estava nervosa, seus olhos indo de um belo azul para um tom entre vermelho e rosa as vezes, que fazia os manequins daquele corredor se agitarem um pouco
— Onde está o seu colar, Kathleen? — Tim disse e ela apertou mais a bolsa — Você precisa usar — Tim disse limpando o sangue das mãos claras dela é pegando a bolsa
— Se eu usar não vou conseguir me defender se alguém tentar me perseguir de novo... já aconteceu uma vez.. — kat disse brincando com o colar que Tim havia pego
— Use, nós não vamos deixar nada te acontecer — Tim disse olhando kat tranquilo, ela parecia ter quatorze anos, não dezesseis, mas quem era ele para julgar, ele tinha feito dezoito anos a pouco tempo e parecia ter dezesseis
— Você promete? — Kat disse pondo o colar
— Prometo — Tim disse pondo uma mão na cabeça da garota, que batia em seu ombro
— Eu... posso ir com vocês pra casa? eu tenho dinheiro, os donos do orfanato davam pra nós, eu fico quieta eu prometo — Kat disse estendendo um maço de dinheiro a Tim, que o escondeu nas sacolas rápido antes que alguém visse
— Não se preocupe com isso, você vai com a gente — Tim disse e os olhos de Kat brilharam de emoção
Durante o caminho eles falaram dos amigos que também moravam na casa, a menina teria que dormir com Julie, mas Kathleen não parecia nada triste com isso, quando chegaram, o resto do pessoal a acolheu de braços abertos, E as piadinhas sobre como ela parecia ser filha de Oliver e Natalie duraram a noite inteira, mesmo que a ruiva ainda se recusasse a falar com Oliver totalmente.
Mais tarde, quando todos estavam dormindo, Bonnie se sentou confortável na cama de Oliver, sorrindo alegre.
— Eu não devia te dar a informação, já que sua ruiva quase me matou — Bonnie disse manhosa e Oliver a olhou irritado — brincando, estou apenas brincando — Bonnie disse levantando as mãos em trégua
— Como resolvo o problema? — Oliver disse e Bonnie revirou suas gavetas, quando ele ia perguntar o que estava fazendo, ela tirou um colar com uma pedra que parecia ter estampa de oceano, o colar de poder dado a Oliver por seu pai — O que está fazendo? — Oliver
— Tem de usar isso, quando estiver com ela, vai impedir que seu poder a afete — Bonnie disse simplesmente e pôs o colar na mão de Oliver
— Mas na primeira vez que nos beijamos deu ruim mesmo com a gente usando os colares — Oliver disse confuso
— Por que era o auge do seu poder, o comecinho é bem intenso, quando aprendem a controlar param de usar pq não precisam mais, só que se usar ele vai controlar o fluxo de poder, não vai ser perfeito, porque o colar não restringe os poderes só concentra, mas vai dar pro gasto e ainda sobrar um pouco — Bonnie disse e deu um gritinho quanod Oliver a abraçou apertado, sussurrando um milhão de obrigados enquanto Tim dormia sereno na cama do outro lado do quarto
— De nada bonitão — Bonnie disse e sorriu alegre, então Oliver disparou para o quarto de nat, a balançando levemente até acordar grogue
— É bom ser por comida ou eu juro que vou matar qualquer um que seja — Nat disse ainda de olhos fechados
— oi ruiva — Oliver disse e nat bufou pondo o travesseiro no rosto frustrada
— vai emboraaaaaa — Nat disse cansada baixo o suficiente pra não acordar Rose, que dormia tranquila em seu pijama de gatinho
— Nem pensar, eu tenho que te mostrar uma coisa — Oliver disse e nat rosnou levemente
— Não quero saber dos seus acordos, cai fora comercial de oliva — Nat disse irritada tirando o travesseiro e olhando irritada para Oliver, ignorando completamente o fato dele estar dormindo sem camisa no frio, bom, não completamente
— Perdeu alguma coisa ruivinha? — Oliver disse sorrindo maliciosamente e então nat voltou a terra
— Sim, o meu pé — Nat disse e Oliver a olhou confuso
— Seu pé? — Oliver disse confuso e gritou ofegante quando nat acertou o pé com força em sua barriga, agarrando seu braço ao mesmo tempo e o derrubando na cama — Caramba ruiva! — Oliver disse ainda com dor e sem fôlego, nat apenas se aconchegou nele sonolenta
— Cala a boca e dorme, amanhã você me fala sei lá o que — Nat disse e pegou no sono em segundos sentido a pele de Oliver contra a sua
Oliver suspirou frustrado, mas abraçou Natalie e a arrumou contra ele, logo pegando no sono, para acordar na manhã seguinte com o corpo dela fervendo contra o dele enquanto Natalie passava os dedos por seu peito nu distraida.
— Você fica quente nesse pijama — Oliver disse ainda de olhos fechados, assustando Nat
— Você não está vendo o pijama — Nat disse o olhando curiosa, Oliver apenas sorriu deslizando a mão pelas costas nuas de nat até achar o top de seda do pijama vermelho
— É o pijama que eu gosto, e você fica quente em qualquer coisa — Oliver disse e nat ignorou a secção de suas bochechas queimando
— Pelo menos eu não fico dormindo sem camisa — Nat disse e Oliver riu abrindo os olhos verde oliva para encara-la
— Eu não me importaria de você dormir sem camisa — Oliver disse e nat bufou revirando os olhos
— O que você queria me dizer ontem? — Nat disse brincando com o colar no pescoço de Oliver — E por que está usando essa velharia? — Nat disse e Oliver pegou o dela, roubando o pobre colar do dragão de pelúcia de Rose no chão
Ele colocou o colar nela, e antes que pudesse perguntar o que Oliver estava fazendo Natalie foi jogada em seu colo, as penas dobradas ao lado do corpo de Oliver, que a encarava com uma quantidade de alegria que Natalie nunca vira antes, Oliver se sentiu na cama e agarrou a cintura de nat colando seu corpo ao dela, e então a beijou apaixonadamente, pondo cada grama de si naquele gesto tão importante.
Natalie não entendeu bem, mas se deixou levar pelo beijo, Seus braços deslizando em volta do pescoço de Oliver e suas unhas se cravando nas costas dele quando o homem apertou seus quadris com força.
O beijo só ficava mais e mais intenso, e o ar quase não lhes fazia falta, as mãos de Oliver exploraram cada pedaço alcançável de Natalie, enquanto ela parava o beijo por alguns segundos para lhe agradar com suspiros delirantes, seus lábios nunca se separando por muito tempo.
As coisas estavam prestes a passar bastante do ponto, quando os dois ouviram o gritinho vindo de Rosalie, já bem acordada e envergonhada de ser pega em tal situação, rapidamente ela fugiu em seu pijama de gato preto para a cozinha.
Natalie encarou Oliver corada e ofegante, não tendo a mínima ideia do que acabara de acontecer ali, fosse o que fosse, ele era todo dela agora, e não dava a mínima para o por que, então antes que Oliver perdesse tempo tentando lhe explicar, nat o envolveu em outro beijo, intenso como as chamas fervendo dentro dela.
Bonnie cantarolava na cozinha, ocasionalmente rindo das caretas que os novos amigos faziam com os sons no andar de cima, aparentemente ninguém dera a mínima para proteção acústica, afinal não tinham por que se preocupar com isso.
Kathleen parecia ser a mais afetada, pois era a mais nova, e quando os barulhos pararam ela parecia totalmente capaz de agradecer aos céus, e chorar quando começaram de novo pouco depois.
Não era preciso nem dizer, que Timothy estava ficando meio louco com isso, curioso para saber que tipo de barulho Isabela faria, mas quando o lado consciente ganhou, Timothy apenas a abraçou assistindo TV com Rosalie e Julie, enquanto Kathleen lia um livro que estava na mochila dela.
—----- Na casa ao lado ------
Jake arrumou algumas roupas e coisas no armário pequeno do quarto, Ray o havia deixado na casa com coisas o suficiente pra passar uma semana, e ele devia bancar o Vizinho amigável e meio confuso.
Depois de pegar uma xícara gorda ele saiu para pedir açúcar na casa dos sombrios, depois de bater na porta, Jake ficou olhando a frente da casa com cautela, analisando todo o possível pelo pouco que dava pra se ver pela janela, o cabelo loiro caindo em um de seus olhos com o movimento de de inclinar para espiar.
Kathleen levantou para atender, já que com o volume da televisão no máximo nenhum dos outros estava ouvindo, ela se dirigiu até a porta tranquila, o casaco enorme e confortável se movendo levemente com seus passos.
Kathleen abriu a porta, só para congelar ao ver Jake do outro lado, do mesmo modo que ele, entrando tanto em choque que mal notou a xícara deslizando de sua mão e esmigalhando no chão.
Os dois se encararam em transe por muitos segundos, o suficiente pra todos na sala perceberem e se espremerem na janela para espiar, os olhos azul marinho de Jake encarando perplexos o olhar azul turquesa de Kathleen.
— Kat... — Jake sussurrou perplexo, chocando todos espiando da janela, o choque só piorou quando Kat derrubou Jake no chão e chutou com força no estômago
— Seu bastardo! — Kat disse furiosa o enchendo de chutes o mais forte que podia, mas Jake não disse mais nada, sequer reagiu, ele estava concentrado demais observando a garota que amava, verdadeiramente, a tantos anos
O cabelo de Kathleen estava incrivelmente maior do que da última vez que a viu, os olhos azuis ainda mais brilhantes, diferente de como eram naquela noite terrível, assustados, perdidos, ela continuava menor que ele, batendo de altura em seu ombro, a pele pálida como Jake se lembrava e a mesma energia que tinha antes de tudo dar errado.
— Seu mentecapto mequetrefe estúpido!!!! Como você pode me abandonar lá!?!? — Kat disse furiosa e começou a chuta-lo com mais força — Seu imbecil! energúmeno ridículo!!! Me deixou lá desesperada pra fugir com aquela biscate imunda!!!! — Kat disse fula, pequenas lágrimas em seus olhos quando lembrava do ocorrido
As lágrimas chamaram Jake de volta a realidade, o suficiente para ver os braços ensanguentados de Kathleen, os panos amarrados por Isabella haviam caído quando a menina derrubou Jake, ele imediatamente agarrou seus pulsos a fazendo parar de ataca-lo um segundo, só para começar a se debater logo depois.
— Tire essas suas mãos imundas de mim! — Kat disse puxando os pulsos para longe dele com violência, o que fez os cortes abrirem mais e ela choramingar de dor, Jake a segurou de novo, entrando na casa rapidamente e fechando a porta, ignorando todos lá dentro — Me solta Jake! — Kat disse irritada e Jake a olhou sério
— Olha você pode me bater o quanto quiser daqui a meia hora, mas agora por favor deixe de ser impulsiva e sente pra eu cuidar de você — Jake disse sério e kat bufou, então sentou no chão
Jake se sentou ao lado dela, e começou a cuidar dos braços de Kathleen com cuidado, ele explicou a situação aos outros moradores confusos, disse que ele e Kathleen viviam no mesmo orfanato quando eram crianças, e a quase dois anos haviam se separado quando o lugar foi invadido por autoridades.
Kathleen o encarou durante toda a história, e confirmou para os amigos ser verdade, mas não era toda a verdade, disso ela sabia, aquelas memórias jamais deixariam de perturbar sua cabeça e torturar seus pesadelos, o dia em que ela perdeu seu lar, e viu o amor abandona-la sem dó, rapidamente, se viu imersa de novo em tais memórias cortantes.
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Kathleen não consegui deixar de rir corada quando Jake lhe deu as flores, eram as rosas mais lindas que ela já vira, um buquê cheio, jamais vira flores ao vivo, era proibido cultivar plantas sem permissão nos países daquele continente, mal ela sabia a situação em que o mundo se encontrava agora, e nem queria saber, ela só tinha doze anos, seu namorado bobo estava lhe dando flores e eles estavam juntos vivendo num lugar seguro, sob os braços dos pais de Jake, a vida era muito perfeita ao olhos de Kathleen.
Marta e jonh eram as pessoas mais bondosas que poderia haver no mundo, gastavam as heranças ganhas por seus antepassados com crianças, filhas de sombrios que haviam conhecido durante a vida e infelizmente, visto parecer pela mao daqueles que deviam ser os mocinhos do mundo.
Mas isso jamais os abalou, Kathleen e todas as outras crianças podiam ver, eles gostavam da vida que tinham, e todos que moravam ali eram tratados como seus próprios filhos, era quase palpável a alegria dos dois quando Jake contou do namoro, tudo em suas vidas parecia nos trilhos certos, mas a vida não é assim, e as coisas fogem do controle.
Quase dois anos de namoro, Kathleen não podia ser uma garota mais apaixonada e feliz, até que Violet apareceu no orfanato, dizendo ser uma pobre garota que perdeu os pais a pouco, e ouviu dentro da comunidade de sombrios sobre o orfanato, Marta e John a receberam de braços abertos, quartos na casa sobravam, e amor jamais faltaria.
Em uma semana, Jake já estava muito distante, passava horas conversando com Violet, e sempre voltava abalado, as vezes Kathleen podia ouvir ele gritando com os pais, dizendo que amavam mais os órfãos que ele, seu filho de sangue, ela podia ouvir Marta chorando, e as pesadas broncas de John sobre Jake, ele nunca pareceu arrependido.
Em um mês, tudo virou caos, Marta e jonh foram mortos na praça, e em duas horas o orfanato foi invadido brutalmente, Kathleen podia ouvir os gritos de seus amigos, tantos deles, mas não achava Jake, saia correndo pelos corredores o procurando, agentes e guardas batendo crianças nas paredes e as injetando algo rosa que dava arrepios, pois rapidamente as crianças paravam de gritar, e isso não era bom.
Ela saiu para o jardim dos fundos, sua mochila apertada nos braços enquanto ela corria de um guarda, a única coisa entre ela e a floresta, era a estufa de marta, Kathleen correu pra lá, as plantas machucavam seus braços e pernas quando a menina desesperada as atravessava, apavorada por ser pega, ansiosa pela liberdade.
O guarda ficou preso na estufa, e Kathleen finalmente avistou os cabelos loiros de Jake na floresta, correu até ele, só para ter seu coração esmigalhado, ele estava correndo com Violet pelas árvores, suas mãos atadas uma na outra com força como se houvesse amor lá, lembrava de cair de joelhos no chão, exausta, incrédula, ele era dela, não entendia por que ele fugira com Violet, ele nem sequer olhava para trás, eles não atravessaram a estufa pois não estavam machucados, então já estavam fugindo a algum tempo, para dar a volta em toda propriedade.
Ele nem sequer se preocupou em ver se Kathleen fugiria, não quis leva-la com ele, se despedir, nem ao menos terminar o que tinham, ele só se foi, como uma brisa, e Kathleen não conseguia absorver isso.
Outros órfãos que conseguiram fugir a acharam rápido, e levaram dali as pressas, pegaram um trem para o norte, e alcançaram a liberdade, mas Kathleen jamais se libertaria da dor.
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Kathleen piscou um pouco voltando a terra, seus olhos pegando os de Jake quando ele a abraçou apertado chorando, ela apenas não teve reação, ele não parou, por longos minutos, e o choro só piorava, seu corpo inteiro tremia contra o de Kathleen enquanto ele abraçava como se sua vida dependesse disso, ele parecia tão mal, que kat afastou sua dor um pouco para se preocupar.
— Jake? — Ela sussurrou e ele a olhou, enormes olhos azul marinho cheios de amor e culpa
— Eu achei que estava morta, eu não posso acreditar.... oh kat eu sinto tanto — Jake disse choroso e enterrou o rosto em seu cabelo chorando, no momento só os dois estavam na sala, rose, Bonnie, Isa, Julie e Tim haviam se escondido nos quartos, para dar privacidade aos dois
— Como poderia saber se eu estava morta? você me deixou pra ser pega no orfanato! — Kat disse e Jake a olhou chocado
— Hein? de jeito nenhum! Você foi a praça com os meus pais! Harriet me disse que te esfaquearam em praça pública com eles!! — Jake disse em choque e os dois se encararam por algum tempo, sem saber o que dizer, foram enganados, os dois, de modos que mal podiam encaixar ou entender
Naquele momento o por que não era importante, um ano e meio se passara, e lá estavam eles nos braços do outro novamente, os lábios de Jake mergulharam para os dela antes que Kathleen pudesse argumentar, não que ela fosse, ele a beijava com uma paixão que afastava qualquer dúvida de que um dia ele a esquecera, ou que um dia haviam se separado, e Kathleen não se permitiu retribuir de outra forma se nao com a mesma paixão.
—----- Mansão dos Blackwood ------
Horas haviam se passado desde que Raymond deixara Jake na casa perto dos alvos, logo depois ele voltou para a casa e organizou os recrutas a serem mandados para missões, discutiu com Leon sobre ele ser posto como vigia de Ângelo, e então se arrumou um pouco para jantar com Violet.
Ao passar pela sala ele estranhou as flores mortas na mesa de centro, elas estavam bem vivas quando ele chegara com Ângelo depois do almoço, Ray ignorou, e colocou dois pratos na mesa, expulsando todos os que ainda estavam pela sala, devido ao horário tardio.
Violet desceu algum tempo depois, quando os pratos já estavam cheios e Ray sentado tranquilo, eles comeram, e rapidamente os pratos e copos foram ao chão, quando a mesa se tornou cama e as roupas viraram problema, nenhum deles notou as flores morrendo mais a cada gemido.
Deliciosamente satisfeita, Violet beijou Raymond de forma luxuriosa e então se afastou, pôs a camisa de botões dele e então subiu para seu quarto, um sorriso leve em seus lábios quando passou por uma ou duas portas abertas com garotas e garotos curiosos olhando.
Raymond levantou quieto, pondo sua calça tranquilo enquanto pensava em alguns planos, para Violet, ela tinha seus quatro cavaleiros na palma da mão, irrevogáveis de sua ordem, mas o que ela não sabia, era que Jake estava prestes a escapar por seus dedos, e Raymond, oh, Raymond já havia saído de seu controle a anos.
Ele pegou a jaqueta no chão, e só então percebeu as flores praticamente decompostas no chão, bem diferente do que a uma hora atrás, e ainda mais do que depois do almoço, ele suspirou, frustrado, e subiu até o quarto na ponta do corredor, o mais longe possível do de Violet, sabendo o quanto sua noite seria longa.
Raymond jamais achou totalmente certo o que Violet fazia, mas ele estava cego pela ilusão que ela lhe dera, e apenas quando Cindy entrou em sua vida, ele abriu os olhos para enxergar o mundo onde estava vivendo, e nunca mais se sentiu capaz de voltar a antiga vida.
Raymond a conheceu dois anos depois de Violet tomar o clã, quando eles ainda estavam na busca por recrutas, o irmão da garota almejava se tornar um dos cavaleiros de Violet, era obcecado com a ideia pois acreditava que Violet o ajudaria a se vingar dos executores que mataram seus pais cruelmente, a menina não queria se esconder como um bicho assustado, mas também não queria fazer mal aos humanos.
Na época, Raymond tinha só quinze, era frio e centrado, seus objetivos eram cumprir suas missões e agradar Violet, e apenas isso, ele não entendia como a garota podia ser tão sentimental em relação aos humanos, a julgou fraca, patética, e tentou levar apenas o irmão, mas Harry se recusava a deixa-la para trás.
A mando de Violet, Raymond treinou os dois, e quanto mais tempo passava com Cindy, mais ela acabava mudando o garoto por dentro, seus olhos castanhos o faziam se sentir estranho, e o jeito dela o levava a querer fazer coisas que nunca pensou, ser carinhoso com alguém antes daquele ponto parecia uma piada, e em seis meses, ele se viu sentindo algo que jamais havia sentido antes, descobriu que era amor quando, a mando de Violet, que queria acabar de vez com o pressentimento ruim que olhar Violet e Raymond lhe dava, ele levou Cindy para matar seu primeiro humano.
As lágrimas saindo compulsivas de seus olhos, e as mãos tremendo com o sangue nelas, fizeram um sentimento de desespero e culpa enormes atacarem Raymond, e ali ele soube que jamais poderia lhe causar algum mal, logo descobriu que o que ele sentia era recíproco, e seu primeiro beijo foi decisivo para arranca-lo das garras que o controle de Violet mantinha sobre Raymond.
Poucos meses se passaram antes que beijos virassem muito mais, e ter que se separar dela a noite fosse doloroso demais para Raymond resistir a ficar, ele a amava, estava perdido, sabia disso, e a tornou dele o mais rápido que podia, logo depois, mesmo sabendo que eles eram jovens e aquilo era uma loucura, Raymond a pediu em noivado, para garantir que Cindy soubesse exatamente com quem ele queria estar.
Foi na mesma época em que Violet decidiu que queira mais que apenas beijos e jantares de seus cavaleiros, muito mais, e foi assim que começaram os grandes problemas para Raymond.
No começo, ele quase não conseguia fingir bem o suficiente para ocultar que aquele já não era mais o brinquedo que Violet havia montado, e sim um homem que descobrira todas as atrocidades que ela fez, apenas para alcançar o sucesso, porém, se ele não fosse da confiança de Violet, e tivesse status no clã, descobririam sobre ele e Cindy, e Raymond sabia que Violet não hesitaria em matar Cindy, então ele continuou no jogo, mesmo sabendo o quanto Cindy odiava, para que pudesse protege-la, e manda-la apenas para trabalhos sem mortes, por debaixo dos panos é claro.
Agora lá estava ele, depois de mais uma noite, olhando a mulher de sua vida sentada na cama como uma estátua, ele podia ver os olhos castanhos vermelhos e inchados, ela devia ter chorado muito, as flores e plantas pelo quarto haviam morrido todas, como se uma praga tivesse invadido, e seu cabelo caia louco pelos ombros e peito, parecia que ela tinha surtado um pouco.
Ela usava um de seus casacos, enorme para o corpo esbelto dela, já que ele sempre comprava roupas maiores, antes que ele conseguisse tocar seu ombro, todo o corpo dela enrijeceu
— Não encoste em mim — Cindy disse simplesmente, mas sua voz era cheia de raiva, tristeza, dor e amargura, carregada com todas as mágoas que ela não podia dizer, as últimas semanas tinham sido demais pra ela, Violet parecia estar escolhendo Ray mais vezes só para ve-la sofrer, mesmo que não soubesse de nada
— Querida, olhe, você sabe o por que disso, não quer dizer que eu... — Ray tentou dizer, mas não conseguia, ele era bom em agir, não em falar, normalmente com ela era mais fácil ser diferente e se abrir, mas não naquela situação
— Não me chame de querida, mão sou sua queria, saia — Cindy disse sem nem mesmo olhar pra Ray, que suspirou
— Amor, não faça assim, você sabe que foi preciso — Ray disse e Cindy o olhou, ele preferi que não, os olhos dela estavam cheios de lágrimas, algumas de mágoa, outras de fúria
— Não me diga que tudo isso é preciso! Eu não quero precisar morrer um pouco mais todo dia sendo humilhada ao ver você com ela! — Cindy disse e Ray a olhou quieto, contemplando a mulher voraz a sua frente — Eu não quero falar com você agora, eu não quero que encoste em mim com essas suas mãos cheias dela — Cindy disse se esquivando quando ele tentou puxa-la para si
— Eu só quero passar a noite com você, pode ficar deitada gritando comigo a noite toda se quiser — Ray disse a olhando um pouco pedinte, mas não a abalou nem um pouco
— Se você ficar vou acabar te perdoando de novo por que sei os motivos, e eu não quero te perdoar nem mesmo um pouco no momento, vai — Cindy disse cruzando os braços chateada
— Cindy... — Ray disse um pouco chateado
— No meio da sala, todos na casa podiam ouvir, ela ainda veio desfilando com a sua camisa, eu costumava usar aquela — Cindy disse triste, suas palavras cortavam os dois como uma katana por dentro
— Amor, eu sei, mas... — Ray disse mas Cindy o cortou, dando um basta
— Você fede ao perfume dele, eu não quero isso aqui, não suporto — Cindy disse e Ray suspirou
— É o meu quarto — Ray comentou roubando um travesseiro antes de Cindy o olhar furiosa
— Fora! — Cindy disse e ele desapareceu no ar, deixando a garota divertida e alegre costumeiramente, se encolher e chorar na parede
Raymond jamais contaria a ela que ficava sempre no quarto ao lado ouvindo Cindy chorar e as vezes reclamar com o ar do quanto a vida era injusta, Raymond só ficava quieto lá, estando tão perto quanto podia sem perturba-la ainda mais.
—----- Cidade de Mégara, quarto da Julie ------
Depois de passar horas conversando, tentando resolver a confusão em seu passado e matando saudades, Kathleen e Jake pegaram no sono na cama da menina, Julie não parecia nada feliz de ter um casal em seu quarto, mesmo que não tivessem feito nada além de se beijar loucamente, mesmo assim, Bonnie trocou de quarto com ela tranquilamente.
Julie estava super feliz, até Timothy se enfiar no quarto e passar a noite dormindo agarrado a Isabella para compensar seu encontro desastroso, foi aí que lembrou que Rose estava sozinha no quarto de Timothy e Oliver, então disparou pra lá e desfrutou da noite tranquila com Rosalie.
— Foi um dia incrível — Nat sussurrou cansada contra o peito de Oliver, enquanto ele a abraçava com força vendo o sol nascer devagar
— Definitivamente, mas me sinto morto — Oliver disse tendo certeza de que não sentia pelo menos metade de seu corpo, o que vez nat rir — Eu mudei de ideia sobre o seu pijama de seda — Oliver disse tirando alguns fios bagunçados do rosto cansado e satisfeito de nat
— É? e qual seu novo favorito? — Nat disse curiosa e Oliver a beijou levemente
— A inexistência de um — Oliver disse a fazendo rir de novo
— Vai descansar antes que comece a falar mais — Nat disse se aconchegando a Oliver
— Isso é um problema? você não parecia ter problema algum com meu vocabulário um tempo atrás — Oliver disse e riu das bochechas em chamas de Nat
— Cale a boca comercial de azeite de oliva, eu quero dormir — Nat disse e Oliver a abraçou mais apertado
— Sim senhora — Oliver disse e rapidamente pegaram no sono
Pouquíssimas horas depois, Jake estava fazendo cafuné em Kathleen, se sentindo imensamente feliz de poder te-la nos braços de novo, mas imensamente culpado por não ter contado a ela sobre como era a vida dele agora, ele sabia como ela reagiria, mas não conseguia continuar mentindo pra ela assim, quando Kathleen acordou, os olhos azul marinho de Jake já estavam a observando, pensando em como lhe contar.
— Jake? está tudo bem? — Kat disse sonolenta, e ele afagou seu cabelo
— Kat, eu tenho que te contar uma coisa importante — Jake disse e kat se arrumou na cama para escutar
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