Notas iniciais
https://youtu.be/y8nXRQQ0bjA-Disco da IO.

P.O.V. Carlisle.

Era incrível ela continuava piscando numa velocidade incrível.

—O que é isso?

—Ela está fazendo Back Up. Tudo o que ela aprendeu está sendo transferido para dentro do disco, não me pergunte como. Acho que o disco está de algum jeito conectado ao cérebro dela. Como se fosse Bluetooth.

—Bio-digital foi o que ela disse.

—O disco parece ser sua consciência. Ela me contou uma vez que o disco armazena tudo o que ela é. Suas memórias, suas emoções, seu Código Raiz. Tudo.

De repente, o Back-Up chegou ao fim e ela voltou a consciência.

—Você está bem?

—Estou. Disco, número de códigos raiz pertencentes á Casa de Lorn catalogados até agora.

—Número de códigos raiz catalogados pertencentes á Casa de Lorn. Dois mil cento e vinte e seis.

—É um só. Vamos ter só um bebê.

—Como você sabe?

—Antes do escaneamento haviam dois mil cento e vinte e cinco códigos raiz pertencentes á minha Casa catalogados no disco. Agora são dois mil cento e vinte e cinco ou seja, um bebê.

—Então, código raiz é como você chama o seu D.N.A.

—Sim. Eu não tenho D.N.A. Chamamos de código raiz porque... bom pense no que tem dentro de mim como um super-complexo programa de computador. Mas, a minha estrutura física, é física. Tenho ossos, músculos, tecido, pulmões, sangue. Como um humano. Por isso Bio-Digital, meio computador, meio biológico.

—Você sente dor?

—Sim e não. Se eu for esfaqueada, vai doer, mas posso parar de me focar na dor. Um ser humano não. Se um humano é esfaqueado, seu cérebro entende... dor. É só que ele entende dor, nada além disso. Posso compreender que estou com dor, mas posso compreender outras coisas além dela. Mesmo se eu for esfaqueada, na hora doí, mas depois... posso continuar lutando independentemente dos ferimentos. Quantas vezes não tive que remover o defeito no meu código raiz completamente sozinha.

—E como você faz isso?

—O disco. O disco é a chave para... é isso. Todo este tempo, não vi o que estava bem na minha cara o tempo todo. Os Morganianos não estão atrás de mim. Estão atrás do meu disco. Ele contém tudo o que eu sou e agora eu sei o que o meu pai fez.

—Seu pai?

—Sim, Alec. Meu pai. Como o Doutor meu pai era um cientista, ele não era apenas o Rei de Astória, era o seu cientista mais brilhante. Criou curas para doenças, criou as câmaras de gênese, as máquinas de processamento genético e... também criou as armas que estavam no cofre. Se o meu pai colocou no meu disco todas as memórias, todos os códigos raiz de todos os ISOS de Astória é disso que os Morganianos estão atrás. Se eles tiverem o disco vão possuir todas as invenções de papai e todos os cidadãos de Astória. O que eles considerarem útil vão tomar e o que não... vão destruir.

—Espera, o que?

—Meu pai sempre me dizia que eu era especial. Que meu povo e eu éramos um. Só agora eu percebi que ele estava sendo literal. Por isso meu código raiz é tão... longo e tão complexo. Meu pai pegou as informações do códex supremo e mesclou com as minhas células. Cada cidadão do meu Reino, do meu planeta, cada ISO, vivo, escondido dentro do meu corpo.

Ela acessou o disco e lá estava a enorme e extremamente complexa sequencia genética.

—Espera. Tem uma parte fal... não está faltando. Foi passada á diante. Está no nosso bebê.

—O que?!

—Uau! Você é uma máquina ambulante de parir bebês alienígenas!

—Emmett!

—O que?

—Ele está certo. Emmett está certo. Eu sou... como você disse uma máquina ambulante de parir ISOS. A cada gestação um código raiz é liberado e outro ISO é gerado. É claro que estas crianças serão híbridas, mas... meu povo não morreu. O que já é alguma coisa.

—Então você é uma parideira.

—Sou. Mas, não foi um código raiz que saiu. Foi metade do meu Código Raiz o que significa que a cada criança que eu gerar, meu fardo fica menor. E estas novas crianças serão responsáveis por gerar mais e mais ISOS.

—Isso é loucura.

—Não. É ciência. Biologia. Ai!

Eu vi a água da bolsa cair no chão.

O parto foi algo inacreditável. Nos primeiros dois minutos ela berrou, mas depois parou.

—Não está sentindo dor?

—Provavelmente sim, mas não estou me focando nela. Estou me focando no meu filho se movendo dentro de mim. Então não me foco na dor.

Enquanto o parto acontecia, havia um confronto no andar de cima. Explosões, sangue e de nenhum tipo que eu reconhecesse.

P.O.V. Jane.

As criaturas eram horrorosas.

—Não deixa pegarem o disco Jane!

Peguei a arma da IO e atirei na coisa. E ela explodiu.

—De novo.

Eu lutando ao lado de um monte de Cullens. Quem diria?

P.O.V. IO.

Senti a criança saindo e eu gritei. Não de dor, era uma sensação estranha. Senti meu corpo se abrindo duma maneira que não sabia que era possível.

Então, ouvi o choro.

—Meus parabéns. Você tem uma linda filhinha.

—Por favor, por favor Doutor, posso segurá-la.

—Claro.

Ele colocou aquela criaturinha chorosa no meu colo e eu senti essa...alegria, esse... amor imensurável.

—Eu preciso lavá-la.

—Tudo bem. Só tenha cuidado. Os Morganianos estão na sua casa.

P.O.V. Carlisle.

Eu lavei a criança e a enrolei numa manta. Eles havia ido para Seattle comprar coisas para a criança.

—Ainda não consigo crer que fiz o parto duma criança alienígena.

Eu a lavei e a estava levando de volta para sua mãe quando fiquei cercado por aquelas criaturas horrendas que tinham brânquias no rosto e tatuagens numa língua desconhecida.

—Por favor. Minha família e eu não queremos brigar, somos pessoas de paz.

Eles apontaram suas armas para mim e consequentemente para o bebê.

—Vocês não precisam fazer isso.

Quando eles iam disparar o gato apareceu e tentáculos horrorosos saíram de dentro de sua boca enorme e ele engoliu as criaturas inteiras. Então, ele olhou para mim e miou. Como quem dissesse, disponha.

—Flerken ein? Muito obrigado.

Devolvi o bebê para sua mãe.

—Olá querida. Bem vinda.

Então, IO olhou para mim.

—Você viu não é? Viu o Jabber engolir os Morganianos.

—Tenho que admitir que é chocante ver tudo aquilo sair da boca de um gato. É apavorante. Jabber pode me engolir?

—Ele pode engolir qualquer coisa. Pense no Jabber como um saco sem fundo ambulante.

—E as criaturas estão vivas lá dentro?

—Os que ele acaba de engolir estão, os outros? Foram dissolvidos pelo ácido do estômago de Flerken dele. É como ser afogado vivo em ácido.

—Não soa muito agradável.

—Não é.

—O seu Flerken pode tomar a forma de um ser humano?

—Não. Seres humanos são organismos vivos complexos demais. O D.N.A. dos Flerken não tem plasticidade genética pra isso. Então, posso ter o meu bebê de volta agora?

—É. Claro. Aqui. Como vai chamá-la?

—Não sei. Mas, ela precisa de um nome extra-especial. Minha filha é a primeira de sua espécie e o primeiro ISO de sua geração. Ela é o primeiro ISO á nascer em... dez mil ciclos. Posso me levantar?

—Pode.

IO desceu as escadas carregando o bebê que estava enrolado numa manta cor de rosa.

—Preciso duma fralda.

A Princesa colocou fralda e um macacão na garotinha e a enrolou na manta outra vez. Mas, a criança começou a chorar, desesperadamente.

—Oh, está com calor. Sei como é.

Assim que a Princesa tirou a manta do bebê, ele se acalmou.

—Ela precisa de um nome,IO.

—Eu sei. Mas, qual?

—Zoe?

—Não.

—Caitelin?

—Não.

—Angela?

—Não.

—Cora, como sua mãe.

—Não. Ela merece um nome só dela.

—Neytire?

—Não muito diferente vão fazer piada dela. Sil. O nome dela vai ser Sil.

—Como a alienígena do filme A Experiência?

—Exato. Como a personagem, a sua sobrinha é meio vampira, meio alien e vamos admitir que maldade á parte, Sil era uma gata.

—Concordo. E um pouco de maldade não faz mal.

—Não. Não faz.

P.O.V. Alice.

É chocante que eles nomearam a filha em homenagem á uma híbrida alienígena assassina. Mas, a menininha era uma gracinha e crescia tão rápido quanto a sua xará cinematográfica. Em menos de um dia ela já era um bebê de três meses.