Mundo sem explicação

1 Capítulo 1 - Um dia diferente.


A escola já tinha começado a um mês, estamos a dia 15 de Outubro de 2013 e eu ainda continuava muito solitária pela escola e por vezes dava comigo a pensar.
“Quando é que será que vou ter um amigo…”
E por vezes ao pensar nisto batia no meu rosto com duas palmadas suaves em cada bochecha ao mesmo tempo.

Gosto da escola ao contrario de muitos alunos que a frequentam, aprender é algo positivo pelo menos para mim, ao pensar nisto toca para o intervalo e mais uma vez olho para os meus colegas todos com amigos, a falar uns com os outros e saio para explorar a escola.

Foi exatamente nesse dia que eu vi um grupo de amigos que estava num sítio bem escondido da escola.

Eles pareciam dar-se muito bem apesar de ver uma rapariga a puxar os cabelos a um rapaz, ele tem cabelo preto curto mas não muito, parece o tipo de rapaz que teria muitas raparigas atrás, mas se é esse fosse o caso porque nunca o tinha visto antes. Fiquei curiosa mas que grupo é aquele, quando apercebo-me vejo que a rapariga que estava a puxar os cabelos tinha-me visto e lança um olhar ameaçador.

- Olá! — um pouco com medo ela é assustadora.

-Que fazes aqui?
Ela tem os cabelos rosa curtos e olhos azuis parece-me ser muito bonita mas há algo de estranho nela.

- Estava a explorar a escola e os seus cantos e vi o vosso grupo e pensei se poderia juntar-me a vocês. “O que juntar-me a eles porque é que disse isto?”
Ela aproximou-se de mim o rosto dela estava mesmo em frente do meu quase a tocarem-se eu desvio um pouco a cara para trás e ela coloca o rosto mais para frente como se estivesse a enfrentar-me.

- Julgas que isto é assim. Olhas para nós achas fixe e já dizes que te queres juntar.

Um rapazito com ar intelectual de óculos e cabelo preto mas bem mais curto e arranjadinho em relação ao outro rapaz dirige-se para perto de mim e da rapariga rosa (alcunha que criei).

- Porque não, Naemi? Nós aceitamos qualquer membro claro desde que saiba comportar-se.

Ele parecia muito simpático para inicio de conversa mas ao continuar a conversar começou a fazer uma cara um tanto maléfica com um sorriso no rosto.

- Desde quando podemos ter a certeza que ela é de confiança?

- Porque achas que sou eu a falar? Exatamente por ter a informação necessária para saber que a Mari é de confiança, já te esqueceste que consigo obter toda a informação dos alunos. Mari sei que estás curiosa para saber como é que eu consigo ter tais informações, mas tudo virá a seu tempo. Primeiro de tudo vais ter que ser admitida e para isso temos o Kazuto.

O rapaz que a tal Naemi puxou os cabelos que aparentemente se chama Kazuto move-se ligeiramente mas continua com as mãos nos cabelos.

-Ah? Chamaste-me?

- Sim Kazuto. Tu nunca deste um teste de admissão por isso é a tua vez!

-Porque raios tenho de ser eu? A Naemi é que deveria ser afinal foi ela que se meteu com a miúda se ela não tivesse ido ter com ela, nada disto tinha acontecido.

A Naemi aproxima-se do Kazuto abaixa-se para ficar no mesmo nível que ele, que estava sentado no chão, ela encara-o como fez comigo ele não se move.

-Kazuto não venhas atirar as responsabilidades para cima de mim, é a tua vez eu fiz o teste ao Jame sabes o quão trabalhoso foi? Ainda por cima um rapaz tímido que nem a língua soltava para dizer olá. Tens que ter um discípulo Kazuto calho-te essa tal de Mari.

-Ah nem sequer tem seios muito grandes.

Ele estava a olhar para mim especialmente para a parte que referiu senti-me ofendida.

-Olha quem fala o rapazito que ficou sem metade dos cabelos por conta da sua suposta querida amiga. Porque raios comentas o tamanho dos meus seios? São perfeitos para mim.

Ele aproxima-se o andar dele é assustador parece que vai-me fazer mal ele tinha um ar negro fica mesmo a minha frente, mais uma vez parece que vai-me beijar, mas estas pessoas não tem um pouco de vergonha ou medo disso.

-Tens um rosto bonito. Mas se são assim tão perfeitos posso ver sem roupa?
Ele tinha as mãos para cima na posição de apalpar.

-Que atrevido. Ah rapazito de óculos não quero este atrevido a fazer-me exame de admissão.

-Mari se queres entrar vais ter que aguentar bem mais do que um pervertido. Este grupo existe exatamente para não haver qualquer tipo de descriminação. Eu sei que tu também és diferente dos outros Mari, se não, não terias nos encontrado.

Este grupo está a parecer-me assustador, estou a ficar com medo, por isso recuei um pouco para trás, o tal Kazuto agarra no meu queixo com a mão direita, deita a língua de fora passando pelo lábio superior.

Foi algo insitivo mas levantei o joelho de modo a acertar nos genitais do rapaz.

-Está quieta.

Muito rápido ele agarra-me abrançando-me, conseguia sentir o medo dele, o receio que ele sentia, os sentimentos dele pareciam estar todos a serem transmitidos para mim através daquele abraço, ele não parece ser muito feliz mas ele deseja muito ser feliz.

-Sou o Kazuto prazer.

-Eu sou a Mari.

O abraço foi tão bom, foi diferente de todos os outros porque é que consegui sentir o que ele sentia? Ele tem algum poder? Será que eu tenho algum poder? O que se está a passar? Sinto-me confusa.

-Não tenhas medo de mim Mari. –sussurrou-me ao ouvido-

Não conseguia sentir medo eu só sentia… Que ele era especial só não percebo porque estou a sentir isso por alguém que nem sequer conheço.

O abraço tão carinhoso termina e Kazuto serio olha para mim. Corei por instantes afinal era aquele rapaz que abraçava-me o corpo todo ainda ninguém tinha o feito.

-Amanhã a tarde depois das aulas encontramo-nos aqui. Por isso peço a todos os membros que vão para o segundo spot para nós poderem dar alguma privacidade.
De novo a piada pervertida e os olhos dele que perverso, estou a ficar com medo dele de novo.

-Está bem, até amanhã.

Virei-me logo e sai a correr um pouco aquele rapaz dá-me medo mas no fundo ele precisa de um apoio eu sei que ele não aguenta tudo sozinha embora acredita que sim. Que estou eu a pensar nem sequer o conheço.

Amanhã vou estar mais tempo com o Kazuto não sei se tenha medo, mas é melhor ir preparada.

Extra:

Visão do Kazuto.

O Takemi estava a colocar aquela pobre alma inocente nas minhas mãos, não quero fazer o teste de admissão, desde que tem vindo novatos que fujo a esse cargo, mas ele tinha que dar-se ao trabalho de largar o pc só para começar a dar ordens.

-Ah? Chamaste-me?

- Sim Kazuto. Tu nunca deste um teste de admissão por isso é a tua vez!

-Porque raios tenho de ser eu? A Naemi é que deveria ser afinal foi ela que se meteu com a miúda se ela não tivesse ido ter com ela, nada disto tinha acontecido.

Lá vem a Naemi de novo contra mim e a concordar com o Takemi afinal pelos vistos tenho de fazer a porcaria do teste de admissão, maldita miúda estava muito bem aqui no meu canto.

-Kazuto não venhas atirar as responsabilidades para cima de mim, é a tua vez eu fiz o teste ao Jame sabes o quão trabalhoso foi? Ainda por cima um rapaz tímido que nem a língua soltava para dizer olá. Tens que ter um discípulo Kazuto calho-te essa tal de Mari.

Para meter medo a miúda olho para ela e apercebo-me o quão simples é e lanço o meu comentário pervertido.

-Ah nem sequer tem seios muito grandes.

A menina pareceu ficar ofendida e logo ripostou.

-Olha quem fala o rapazito que ficou sem metade dos cabelos por conta da sua suposta querida amiga. Porque raios comentas o tamanho dos meus seios? São perfeitos para mim.

Não ficou caladinha tenho que lhe ensinar a ter modos. Porque raios estou a ter pensamentos perversos? Kazuto controla-te não podes viola-la, estás na escola.

Aproximo-me dela e mesmo contendo o meu lado perverso continuo a meter-me com a pobrezinha.

-Tens um rosto bonito. Mas se são assim tão perfeitos posso ver sem roupa?
As minhas mãos já estava na posição ideal embora eu soubesse que não iria ganhar nada, ela estava espantada e olhou para as minhas mãos, não aguentei soltei um sorriso pervertido que sorte ela não viu preferia olhar para as minhas mãos, deve estar com medo de eu a apalpar com roupa, ai que vontade. Kazuto não sejas pervertido.

-Que atrevido. Ah rapazito de óculos não quero este atrevido a fazer-me exame de admissão.

-Mari se queres entrar vais ter que aguentar bem mais do que um pervertido. Este grupo existe exatamente para não haver qualquer tipo de descriminação. Eu sei que tu também és diferente dos outros Mari, se não, não terias nos encontrado.

A tal Mari parecia-me assustada, ela recuou para trás e eu agarrei no seu queixo para não fugir e para colocar ainda mais medo lambi o meu lábio superior. É verdade eu queria assusta-la mas ela apareceu aqui e pelos vistos vai ser a minha discípula não a posso deixar fugir. Do nada vejo o joelho dela a levantar-se ai não pobre de mim se acerta-me.

-Está quieta.

Abracei-a e senti algo diferente, abraçar ela e abraçar outra rapariga é totalmente diferente ela tem uma aura tão positiva mesmo sentindo medo de mim a primeira vista parece estar a entregar-se a mim sinto-a tão confiante agora.

-Sou o Kazuto prazer.

-Eu sou a Mari.

O meu instinto pervertido só quer o seu corpo nu e a minha mercê, eu só a quero junto a mim para poder dar-lhe carinhos tantos para que ela não se sinta mais sozinha é a dor que ela tem o fato de se sentir sozinha e não querer sentir isso.

A frente a ela pronto para ser um rapazito agradável.

-Amanhã a tarde depois das aulas encontramo-nos aqui. Por isso peço a todos os membros que vão para o segundo spot para nós poderem dar alguma privacidade.

O meu olhar pervertido soltou-se.

-Está bem, até amanhã.

Ela vira-se para trás e afasta-se correndo um pouco. Penso porque raios está ela a correr não a vou violar mesmo que o meu amiguito tivesse disposto a isso.

O dia passou ainda tive que levar com a Naemi. O Takemi deu a entender que a Mari tem algo de especial mas o que? Amanhã tenho que descobrir o que é, afinal é para isso que serve o teste de admissão.

Notas finais
Próximo capítulo: 2º Capítulo: O teste de admissão.
Mari: Uma rapariga com cabelos pretos longos com 16 anos está no 11º ano.
Kazuto: Um rapaz de cabelos pretos curtos sem arranjos com 16 anos está no 11º ano.
Naemi: Uma rapariga de cabelos rosa curtos com 16 anos está no 11º ano.
Takemi: Um rapaz de óculos com cabelo preto curto penteado com 16 anos está no 11º ano.