Mundo obscuro dos mortos
16 Capítulo 16 - Cemitério
Notas iniciais
Um cenário tenebroso se estendia pela serra, mortos caminhando caoticamente para todos os lados pois não tinham mais pensamentos ou coisas assim, apenas seu extinto de matar e comer... Verdadeiros animais; talvez aquela seria a natureza de um humano, um monstro que só pensa em comer e matar... Não são muito diferentes do que já somos...
O sol estava um pouco forte e mesmo assim eles continuavam a procurar algum carro com gasolina para reabastecer seu helicóptero e até mesmo conseguir pegar um bom automóvel para caso a gasolina falhasse em sua aeronave. Os zumbis locomoviam-se vagarosamente e ver aquela situação dava uma moleza, parecia pequenos sonâmbulos a procura de suas camas; a não ser pelo seu aspecto ameaçador e seu couro caindo aos poucos.
–Estou exausto de procurar... Conseguimos apenas encher metade de um galão.
Eles estavam andando já fazia uma hora pelo sol quente e seco daquela tarde.
–O que é aquilo!? É o que estou imaginando que seja? –Tim tinha um olhar sonhador.
James deu um pequeno brado de bom humor. Ao extremo se contemplava uma pequena concessionária. Percorreram o longo caminho que atravessava as pistas, passando por um terreno de grama. Alguns ruídos vieram de trás deles; cinco mortos com sua pele caindo aos pedaços cortavam a relva.
–Deixa esses comigo. –James preparava sua arma mas foi interrompido por um ruido da sua arma–Sem munição droga
–Estou na mesma situação meu amigo, temos que fugir logo.
Eles correram até um pouco mais perto da edificação com os mortos próximos a eles.
–Mais por que esses estão correndo mais rápidos!? Eles são lentos, são diferentes.
Continuaram sem ceder e estavam começando a ficar exaustos; O caminho se estendia por mais alguns metros e os mortos não desistiam; enquanto corria Tim não viu uma fissura no chão e desabou.
–Não! – Michael berrava enquanto voltava na direção de seu amigo.
Era tarde demais, eles chegaram mais rápido e se distraíram enquanto ingeriam a carne de Tim criando uma brecha para James fugir dali. Um período de dez minutos se passou e só sobrou a carcaça de seu amigo e James já estava longe.
O edifício era grande e estava com alguns automóveis em falta; algum outro viajante dever ter tido a mesma sorte (ou não) de James e ter achado este local. Ele explorou cada parte a procura de alguém ou de um morto.
Foi atacado por três zumbis, que os derrotara facilmente e mesmo assim continuou sua busca. Ele viu uma bela Ferrari 458 Itália, escarlate muito deslumbrante.
–Sempre quis ter uma assim
Enquanto pensava foi logo abrindo a porta e sentou nos assentos de couro bem confortáveis do automóvel.
–Onde está as chaves, não acho!.
Por fim, ele baixou o quebra-sol onde uma pequena chave preta com detalhes de um cavalo caiu em seu colo. Logo ele tentou dar a partida e o motor fez um ronco alto. – Está funcionando.
Ele saiu do carro e foi encher seu tanque e os outros dois galões para o combustível do helicóptero. O tempo passou e já fazia quase uma hora que ele estava ali. Era hora de ir embora.
Quando passava pela estrada que dava para a entrada do cemitério onde estavam alojados, ele viu uma placa curiosa e foi parando de vagar para que conseguisse ler.
“CEMITÉRIO DE INFECTADOS”
“Pessoas contaminadas pelo vírus, foram enterradas aqui”
“ZONA DE PERIGO, SE AFASTE”
Ele pisou mais fundo para poder chegar a tempo de avisar seus amigos antes que pudesse ser tarde demais e não fizesse nada para salva-los… Igual a Tim… Outro amigo foi morto e ele não pode fazer nada, será que aquele demônios que corriam já estaria longe dali? Sera que Tim já havia virado um deles e está ai vagando por esse mundo correndo risco de morrer… De novo? Essas perguntas quase o fizeram perder o foco de sua verdadeira missão. Ele voltou sua atenção a estrada.
10 Minutos depois ele tinha chegado, mais o terreno era cheio de imperfeições e o carro não passaria por ali sem quebrar alguma coisa; ele estava cuidando muito bem do automóvel. Ele estacionou atras de umas arvores e uma grande placa de madeira falando sobre terrenos para casa, onde um homem sorria e apertava a mão de seu cliente, que também estava feliz
“Propagandas enganosas”
Ele correu até seus amigos pelo terreno que era um pouco longe ainda, uns cinco minutos de corrida.
–Pessoal isso aqui não é um cemitério comum... – James estava eufórico e cansado por causa da sua corrida. – Todos que morreram pelo vírus estão enterrados aqui....
Hora que ele olhou viu que Michael e Jason estavam encostado no helicóptero tomando uma água, enquanto davam risada e conversavam.
–Acho que você chegou tarde demais amigo. – Michael apontava com a garrafa para James
–Não deixamos nenhum para você se divertir. – Jason limpava o suor de sua testa enquanto bebia um gole do liquido.
O terreno estava cheio de sangue, tripas e aquilo era um cérebro? Estava com mais ou menos dez a quinze corpos espalhados, uma cena horrível
–Não sabia, vi a placa agora que estava chegando e puxa vida, vocês fizeram um bom trabalho aqui.
–Ah cara… Nos esforçamos e fizemos o nosso melhor. –Jason fazia uma boa imitação de um daqueles presidentes que falam e fazem quase de tudo para conquistar o povo.
–Cade seu amigo Tim!? – Michael observou que mais ninguém havia chegado, apenas James com seus galões.
–Ele foi morto… Aqueles monstros desgraçados…. – Ele conseguiu chorar agora e enquanto limpava seu rosto foi contando o que aconteceu, cada detalhe, sobre a concessionaria e a morte de seu amigo. – Foi horrível, eles corriam muito rápido, eram muitos e foi uma cena muito desagradável…
–Cara, esses zumbis poderiam ser mais educados, não é mesmo!? – Jason começa a sonhar alto e ter uma ideia engraçada sobre zumbis. – Eles poderiam usar terno e uma grande cartola escura, combinando com sua gravata carmim. – Soltou uma boa gargalhada. –Poderiam usar talheres, e cortar cada pedaço educadamente, seria engraçado.
“Com licença, poderia me passar essa perna?” – Jason usou sua melhor voz formal que conseguira. – “E o Ketchup também”
Todos pararam e fitavam Jason que estava rindo sem parar e se entregaram para sua piada, fantasiando aquela cena.
–Acho que poderíamos abrir um restaurante de humanos, seriamos o sucesso. –Anne deu uma sugestão. –Ficaríamos ricos.
–Eu que não seria o Garçom… Poderiam me confundir com a comida. – Terminou Jason.
Eles ficaram um bom tempo dando varias risadas; por um momento esqueceram de tudo que estava acontecendo, o que estavam passando… Tiveram um momento de alegria no meio do caos… Quando voltaram em si, Michael fez uma observação um tanto que com sentido.
–As pessoas são gananciosas, fazendo do dinheiro o seu Deus… Veja agora! O que o dinheiro faz por nos? Nada… Não tem como pagar ninguém… Pagar os mortos para não comerem a gente... Dinheiro não é tudo, pode pagar um medico e salvar sua vida ou coisa assim… Mais na situação que estamos… Não serve pra nada.
Todos se calaram por um tempo até que James se levantou e encheu o tanque de seu helicóptero com o combustível que tinha obtido em sua jornada.
–Não ajudou em nada, está com problemas no motor… Não sei como arrumar.
Um barulho começou a soar fino vindo de dentro do helicóptero e todos correram de perto antes que o pior acontecesse… Uma fumaça preta começou a sair das hélices, motor e chamas crepitantes fez com que a nave explodisse.
–Bem… Agora vamos virar o prato principal. –Michael falou calmo com sua voz sem esperança, enquanto olhava ao horizonte onde o sol se punha, estava aflito ao ver que alguns zumbis se aproximavam.
–Alguém aqui já andou de Ferrari!? – James mostrava as chaves.
Eles recolheram suas coisas e seguiram James até o automóvel que estava muito bem escondido; seguiram pela estrada novamente… Enquanto a noite vinha caindo atras deles!
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